História Destinada ao trono - Capítulo 3


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Categorias Originais
Tags Famíliareal, Princesa, Rainha, Sangueaxul, Segredos
Exibições 50
Palavras 2.284
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Máscaras


O baile estava prestes a começar, eu não sabia se tinha cabeça para entrar no salão e encarar todas aquelas pessoas que sabiam de cooisas que nem eu mesma sabia. Não estava com cabeça para dançar com Steven, ovi o barulho de tiro e corri para janela, Estella ainda estava de legging e blusa preta treinando tiro.

–Vai começar sua maluca!– Falei rindo, ela olho para mim e sorriu. –Entra logo Estella, vá se arrumar!

Ela obedeceu o que eu tinha dito e largou a arma na bandeja de um garçom que a acompanhava e entrou no castelo, chemei algumas criadas que me vestiram com o tema inverno, como todos os meus aniversários. O vestido que eu ia entrar na festa era todo azul e era até consideravelmente simples, a parte de cima tinha renda por cima do tecido, também azul e a renda fazia uma manga curta, o tecido que era o mesmo da saia ficava por baixo como um tomara que caia.

–Quero ver o vestido da dança.– Falei, elas assentiram com a cabeça e trouxeram uma capa, assim que tiraram a capa eu arregalei os olhos.

–Não vou vestir isso.– Tive uma crise. O vestido tinha um tecido tranparente com vários flocos de neve que tampava os seios, descia até o umbigo e contornava a cintura, na parte de trás os flocos de neve caiam fazendo uma enorme calda para o vestido que era curto e colado.

–Já vestiu coisas mais desconfortáveis.– Ouvi Estella entrar no meu quarto, olhei para roupa dela que era roxo escuro com detalhes de brilhante no decote e na barra da saia. O vestido era tomara que caia e sua coroa estava emendada a sua máscara, que também era prata, complementando o visual com um coque.

–Mas nunca desse jeito.– Falei, ela olhou para o vestido que estava esticado na cama.

–Ele é lindo.

–E provocativo.– Eu disse, ela me deu um tapa no ombro.

–E desde quando você é puritana?– Ela disse rindo. –Qual é o problema do vestido. 

Ela olhou para o vestido, olhou para a minha cara, depois para o vestido de novo, e depois voltou o seu olhar para mim e concordou com a cabeça.

–Meu irmão.– Ela disse. –Meu irmão é o problema.

–E qual é o problema com o seu irmão?– Ester disse entrando no quarto, eu sorri com a presença dela mesmo com tanta coisa me incomodando.

–Meu irmão é um tarado.– Ela disse. 

–Ele é o seu noivo.– Ela disse sentei na cama e afundei minha cara nas minhas mãos. –Tudo bem, não foi isso que eu quis dizer.

–Esta tudo bem.– Falei olhando pra ela. –Ele tem mulheres bem mais bonitas, eu deveria ficar tranquila.

–Deve mesmo, não por causa desse motivo, mas sim porque estará maravilhosa não importa o que ele pense sobre o comprimento do vestido, saiba disso.

–Ainda prefiro o bom e velho tutu.– Eu disse, Estella descordou com a cabeça.

–Bota um short colado e curto por baixo e seja feliz.– Ela disse, eu assenti com a cabeça e parei de pensar na hora da dança, botei a máscara aazul que tinham preparado paraa mim. 

–Espero não estar incomodando.– Ouvimos aaa voz de Raaschel entrando no quarto, ela estava máscarada e vestia um vestido amarelo que fazia um contraste bonito com seu tom de pele.

–Eu não acredito que você esta entrando pela porta principal.– Eu disse rindo, Felipe estava ao lado dela orgulhoso. Todos sabiamos que o maior sonho de Felipe é que Rachel opite pela hipnose, coisa que a deixava indecisa.

P.O.V RACHEL

Eu não sabia porque mas eu estava tremendo. Acho que minha mãe esta sentindo exatamente o que eu estou sentindo agora, embrulho no estomago. Se eu opitasse pela hipnose essa seria minha vida. Mas esqueceria de todos os meus amados apenas por luxo? Nunca, nunca mesmo. Amo o meu trabalho.

–Eu trouxe um presente.– Falei dando para ela a pequena caixinha que eu tinha em mãos, dentro tinha um anel de coroa, ela olhou para aquele andl, e olhou e olhou... Será que ela já sabia do noivado?

–Ela sabe.– Estella disse como se lesse meus pensamentos, Nicole pegou o anel e enfiou no dedo, depois sorriu para ele.

–Obrigada.– Ela disse.

–Nada.– Respondi.

–Olha, eu não dava fé não. Mas parece que a máscara, mesmo cobrindo apenas o contorno dos olhos e o nariz e o coque te fizeram quase que irreconhecível.– Estella disse, eu ri sem graça.

–É desconfortável.

–Mas você irá se acostumar ao londo da noite.– Meu avô disse, franzi a testa, sabia que ele mais uma vez estava sugerindo a hipnose. –Não gosto da ideia de você arriscando sua vida, estou apenas fazendo papel de avô.

–Você tem que confiar em mim! Já basta minha mãe me deixar te visitar! Você deveria ficar feliz.– Falei, ele botou a mão em meu ombro e me puxou para perto.

–Estou feliz, só tenho medo de te perder.– Eu assenti com a cabeça, ouvi a porta do quarto abrir e meu corpo gelou.

–Mãe, você esta ai.– Era a voz de príncipe Theo, ele andou até Ester e depois me olhou, ele levantou uma sobrancelha.

–Essa é a prima do tio Felipe.– Estella falou tentando esconder a situação. Theo não se deu por convencido.

–Por que nunca a vi antes?– Ele perguntou.

–Ela é francesa.– Felipe disse. –Nem sabe falar nossa língua.

–Quelle partie de la France etês-vous?– Ele disse, olhei desesperada para Felipe.

–Já podem parar de atuar.– Nicole disse forçando riso e pedindo para que todos rissem também. –Definitivamente vocês são péssimos de improviso! Perderam na aposta. Estavamos apostando que eles conseguiriam fingir qualquer coisa para a próxima pessoa que entraram no quarto.

–E eles fingiram que eu sou francesa.– Falei rindo também, Felipe, Ester e Estella também fingiram riso, seqquei o canto dos olhos e estiquei a mão. –Prazer, meu nome é Ra... Raquel.

–Prazer Raquel.– Ele disse apertando a minha mão com o certo estranhar da minha intimidade.

–Sou da parte sul do país, minha mãe me enviou para cá para que eu pudesse conhecer meu primo nobre.– Falei, ele sorriu.

–Espero te ver mais vezes aqui.– Ele disse olhando para mim, assenti com a cabeça um pouco envergonhada.

–Eu só queria saber onde esta a calça do meu pai.– Ele disse e começou a rir. –Ele esta desesperado.

–Eu disse para ele que tinha botado na gaveta!– Ester disse. –Eu vou mostrar.

–Foi um prazer conhece-la, senhorita.– Ele disse.

–Me chame só de Raquel.– Falei, ele pegou minha mão e a beijou.

–Sendo assim, foi um prazer, Raquel.– Ele saiu junto com Ester do quarto, Estella sorriu com maldade para mim e depois olhou para Nicole que ficou com a mesma cara.

–Tampe os ouvidos Felipe.– Nicole disse rindo, Felipe olhou com raiva para a porta e tentou procurar Theo.

–Ele é lindo, você é linda, os dois se olharam! Lindos! Shippo muito!– Estella disse dando pulinhos.

–Não.– Falei junto com Felipe, olhei pra ele com uma sobrancelha levantada.

–Sou uma rebelde, ele é um príncipe, não vai rolar.– Falei, elas se olharam de novo com sorriso malicioso. –Não da gente, não viaja!

P.O.V NICOLE

Estavamos prontas para entrar, Estella ia entrar logo depois de Mel e Daniel, depois eu e Steven.

–Você esta linda, minha framboesinha.– Daniel disse saindo da posição dele e indo até a mim.

–Obrigadaa Dani.– Falei sorrindo, ele passou a mão pelo canto do meu rosto.

–Sua respiração melhorou?– Ele perguntou, assenti com a cabeça.

–Isso me lembra de quando eu era criança e você me acordava de cinco em cinco minutos.– Falei e sorri boba ao lembrar. –Mel cantava para eu voltar a dormir e as vezes eu pedia pra voce cantar. Só para eu poder rir da sua voz desafinada.

Ele começou a cantar o hino nacional e eu ri pedindo desesperadamente para ele parar, ele me abraçou.

–Você é um pai pra mim.– Falei, ele passou a mão pelo meu cabelo e voltou para sua posição, dei o braço para Steven.

–Parece nervosa.– Steven falou me tirando dos meus pensamentos, o ignorei, os trompetes soaram e Mel e Daniel começaram a descer as escadas, logo depois Estella foi eu e Steven descemos também, meus olhos se iluminaram ao ver tia Sofia, eu não podia acreditar que ela tinha conceguido vir! Ao lado do lindo príncipe da Áustria, assim que pude desgrudar de Steven ao descer as escadas corri até ela e a abracei.

–Vá com calma, não vai querer machucar o futuro rei da Áustria.– Ela disse rindo, eu fiquei confusa, assim que a fixa caiu eu dei um berro, ela riu e tocou na barriga dela que ainda estava zerada como sempre.

–Por favor, seja um homem.– Falei botando a mão na barriga dela, depois olhei pra ela. –Ser mulher é muito difícil.

–Fiquei sabendo que você já sabe.– Ela disse desanimada. –Eu lembro de quando te botaram no carro para partir, eu e os gêmeos chorávamos como condenados, Estella e Steven ficaram desolados. Mel fez a única coisa querla podia fazer para calar nossas bocas e acalmar nosso coração. Você é a nossa paz, Nick. Espero que entenda.

–Ruivinha!– Ouvi a voz de Spencer, que me girou e depois me abraçou com toda força, assim que ele me abraçou Willian me levantou, eu tive um ataque de risos e abracei eles dois juntos.

–Meus noivinhos!– Falei rindo, eles riram também. –Agora que já sei a verdade vou poder sair do palácio para ir no casamento e coroação de vocês. Não posso acreditar que duas herdeiras podem ser tão sortudas ao ponto de ter vocês como reis!

–Não tanta sorte quanto nosso sobrinho tem.– Willian disse, eu sorri triste e nós olhamos para Steven que falava com alguma garota que ria do que ele falava.

–Um dia ele vai te dar mais valor do que todas as joias desse palácio.– Spencer disse. –O valor que você merece.

–Eu amo vocês.– Falei abraçando eles. –Valeu a pena ter ficado se isso foi para alegra-los. Tenho que cumprimentar outros convidados, licença gente.

Eu estava uma pilha de felicidade só por ter visto eles. Sinto falta de quando todos moravam no palácio, agora ele parece bem mais vazio. Fico imaginando quando for a vez de Estella se for, ai sim não vai ter uma vida nesse lugar sem as maluquices dela. A avistei de longe conversando com Rachel, quando fui me aproximar o príncipe da Dinamarca falou com ela.

–Posso ter a honra?– Ele disse estendendo a mão, Estella ficou hesitante mas acabou aceitando o convite, os dois foram dançar e os observei de longe, Estella ria com algumas coisas que ele dizia, cheguei perto de Rachel.

–Parece que nossa princesinha esta crescendo.– Ela disse, eu ri. 

–O que esta achando?– Perguntei me referindo a festa.

–Já fui para mições no meio de uma festa onde estavam todos armados e eu tive que seduzir o chefe deles. Não foi tão assustador quanto agora.– Ela disse estremecendo, eu ri.

–Prelo menos o chefe era bonito?

–Não.– Ela falou e riu, theo se aproximou de nós e Rachel fez uma reverencia, ele parou em frente dela e eu sorri.

–Será que Felipe vai me matar se eu convidar a prima dele para dançar?– Ele disse sorrindo de lado, ela deu um sorriso sem graça.

–Eu não sei dançar. A não ser que você queira quebrar o pé.– Ela disse, ele sorriu por completo e estendeu a mão.

–Acho que vale o risco.– Ela aceitou e olhou para mim, eu sorri e dei pulinhos mostrando o polegar pra ela, ela sorriu discretamente. Foi então que eu notei que estava sozinha, e que como todos os bailes eu ficaria sozinha. Eu lembro quanto era triste para mim ver todas as moças sendo chamadas e eu ser a única sem ser abordada. Eu achava que era porque eu era feia. Olhei para Steven com raiva e lá estava ele, dançando com outra menina. Era tão injusto! Ele podia ficar com a menina que quisesse e eu sou propriedade só dele?

–O que é isso?– Falei quando o garçom passou com uma bandeja de bebida.

–Vinho da safra...– Antes dele terminar peguei uma taça e virei, depois botei de novo na bandeja, ele foi embora, tirei a máscara e esfreguei os olhos, estava cansada e a noite mal tinha começado. Fui para o jardim e sentei no banco, começou a nevar e meus olhos transbordavam. O calor do aquecedor do palácio não condizia com o meu estado, mas o frio do inverno me envolvia e me chamava para dançar, como ninguém havia feito aquela noite.

–Framboesa.– Daniel disse sentando do meu lado. –Esta frio.

–Acho que gosto do frio.– Falei, ele tirou o paletó e colocou em mim. –O frio já quase me matou e agora parece que ele esta me dando fôlego.

–Eu entendo.– Ele disse sorrindo de lado. –Mel também ama o frio. Tanto que no meio da neve ela foi caçar framboesas. Ela sempre diz que esfria a cabeça, que alivia os pensamentos. Foi um dia de medo.

–Se fosse qualquer outra rainha teria me deixado morrer.– Falei olhando para uma árvore que estava coberta pela neve.

–Mel sempre presentiu que algo bom fosse acontecer.– Ele disse me abraçando de lado, fechei os olhos por uns instante e depois ele beijou minha cabeça. –Me pediram para te chamar para se trocar.

–Estavam todos com medo de vir?– Falei sorrindo, ele negou com a cabeça.

–Mas todos sabem que era melhor que eu viesse.

–Foi mesmo.– Falei, ele se levantou e depois me ajudou a levantar, entreguei o paletó para ele e fui para o quarto trocar o vestido.



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