História Destinados. - Capítulo 38


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Categorias As Crônicas de Bane, As Peças Infernais, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Jocelyn Fairchild, Magnus Bane, Sebastian Verlac, Simon Lewis
Tags Clace, Malec, Romance, Sizzy
Exibições 514
Palavras 3.334
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Policial, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


ODEIO O HORÁRIO DE VERÃO... se eu atrasar nas fics, e que eu to dormindo demais kkkk
Disse que tinha dois capítulos final de semana, mas eu não consegui terminar, desculpe :)
Mas lá vai mais um <3

Gente, a fic, falta dois favoritos para chegar a 300 :)))))))))))" to mt feliz, socorro...
obrigado pelos comentários & favoritos...

Capítulo 38 - Capítulo 35


**

“Eu sei que não posso dar mais um passo em direção a você”.

 

--xx—

PERGUNTE AOS PROTEGIDOS.

Magnus: Isso aí... Estou aqui sentando, elegantemente e Magnifico esperando sua perguntinha...

Clary: Vamos lá 

Simon: Estou pronto também 

 

--xx—

 

Magnus estava em seu quarto, revoltado e desanimado, naquele dia era a volta dos guarda-costas, era à volta de Alec, mas o retorno dele não seria como ele queria. E mesmo não querendo ceder às chantagens de Valentine, ele teve que fazer para o bem de Alec e sua equipe.

Não poderia fazê-los se ferir, e Magnus se sentia culpado por não ter percebido que a volta do ex-marido de sua irmã, seria um passo falso para problemas.

Enquanto estava olhando para o espelho e vendo as pequenas manchas roxas que havia em seu tórax por causa dos golpes que tinha levado, um dia atrás, um furacão ruivo entrou ali desesperado.

- Não pode ser... – ela choramingou para Magnus se sentindo péssima – Ele já começou a jogar com a gente...

Magnus abaixou sua camisa, olhando para Clary que já tinha lágrimas nos olhos.

- O que ele fez? – perguntou olhando para a sobrinha.

- Olha isso aqui... – ela mostrou o celular onde dizia que ela estava de casamento marcado.

- Droga! – Magnus viu a notícia, e percebeu que nessa parte Valentine estava convencida a levar para frente.

Ele só se perguntava, quando chegaria sua vez, de ficar com Camille e deixar que seu Alexander soubesse disso. Não queria de forma alguma magoar ele dessa maneira, depois de todo o esforço que tinha sido em fazer com que seu guarda-costas se revelasse para ele em sentimentos.

Seria uma dor enorme ver a tristeza em Alec.

- Não podemos deixar isso dessa maneira – Simon entrou rapidamente no quarto, logo depois de Clary, enfurecido – Eu não consigo mais... Eu tive que jogar meu celular embaixo da cama, para não a responder, vocês sabem o que é isso?

- Todos nós estamos nós esforçando – disse Magnus mostrando seu celular para ele – Alec também não parou de mandar mensagens...

- O que vamos fazer? Não podemos simplesmente aceitar de braços cruzados – disse Simon sério.

- Não podemos fazer nada contra ele, por enquanto – respondeu Magnus – Valentine recolocou câmera em toda a casa e tem pessoas dele, nos seguindo...

- Estamos presos em nossa própria casa – disse Clary, assustada – Tenho medo do que ele é capaz de fazer se nós falarmos para os guarda-costas.

- Acredito que aquele monstro possa fazer alguma coisa sim, por isso, peço que não façam nada impensado – alertou Magnus – Até conseguirmos sair dessa...

- Está querendo dizer que temos que evita-los quando eles chegarem? – perguntou Simon desanimado.

- É o único jeito Simon – respondeu Magnus também se sentindo péssimo por isso – Até conseguirmos provar alguma coisa contra Valentine...

- Eles vão desconfiar... – disse Clary se sentando na cama.

- Por isso temos que agir indiferentemente – disse Magnus com pesar no coração – Mesmo que isso acabe com a gente, temos que fazer para protegê-los, temos que deixar Valentine saber que estamos aceitando a jogada dele, enquanto bolamos um plano para nos livrarmos dessa chantagem.

- Ele mesmo disse que foi o causador dos sequestros... – disse Simon rapidamente – Isso pode ser usado...

- Mas não temos provas... – respondeu Clary – E se ele souber que vamos denuncia-lo pode fazer alguma coisa contra os guarda-costas.

- Se fosse apenas o nosso caso e essa regra maldita da agência, eu não me importaria em abrir e falar com Alec – respirou profundamente Magnus, sentindo ainda a dor em seus músculos da barriga – Mas Valentine tem as coisas bem controladas e seguidores também... Ele pode fazer alguma coisa física contra eles, não posso nem imaginar isso...

- Eu também não... Mas só de pensar que posso magoar Isabelle, me destrói também – ficou pensativo Simon.

- Destrói a todos, Simon – disse Clary ainda olhando para o celular e pensando se Jace já tinha visto aquilo e como ela conseguiria dizer que era verdade.

- Vamos ter que enrolar muito, porque eu não vou aceitar ter outra namorada, muito menos de fachada – retrucou Simon inconformado.

- Eu também não... – reforçou Magnus – Por isso vou evitar Alec, e pode ser que essa troca de guarda-costas veio a calhar, no final das contas...

- Isso é horrível, algumas horas eles vão estar na casa e não podemos ir até eles – sussurrou Clary, nunca pensando que poderia estar tão desesperada para ficar com Jace.

- Valentine conseguiu... – disse Magnus encarando os sobrinhos – Ele conseguiu achar o ponto fraco de todos nós...

 

Os guarda-costas tinham chegado à mansão, depois de um período de dois dias fora.

Logo na entrada receberam o aviso que era aguardado na sala de estar para novas informações depois que eles guardassem seus pertences em seus dormitórios.

Depois disso encaminharam até a parte detrás do jardim, e Alec olhava para a mansão enorme, procurando a janela tão conhecida por ele, sentia saudades de Magnus e queria lhe contar as novidades.

Izzy e Jace também sentiam saudades, mas não estavam tão animados.

O trio estavam em um dilema para entender o porquê da mudança de guarda-costas e não viam a hora de ver seus protegidos para tirar a história a limpo.

- Estou sentindo uma péssima vibração por aqui – disse Izzy olhando para os lados.

- Eu também – disse Jace sério – E lembre-se que nossos sentidos já nos salvaram de muitas coisas e o meu está em alerta.

- Também estou pensando nisso – respondeu Alec atento a mansão e vendo que havia mais câmeras do que antes – Aconteceu alguma coisa, enquanto estivemos fora...

Alec disse isso e apontou para as câmeras pela casa e ele também reparou que alguns seguranças foram trocados por outros. Tinha diversos rostos diferentes do que tinha há dois dias.

- Fiquem alerta – deduziu Alec depois de um tempo em silêncio.

- Se tivesse acontecido algo, eles tinham que ter ligado – reclamou Izzy preocupada – Acha que eles sofreram algum atentado?

- Acho que não... – disse Alec enquanto eles chegaram ao dormitório – Seria imprudência demais não nós chamarem de volta...

- Vamos logo, que eu quero ver a Clary na minha frente de uma vez e faze-la me explicar essa notícia – disse Jace nervoso.

- Quem vai nos recepcionar? – perguntou Izzy cautelosa.

- Deve ser Jocelyn – respondeu Alec.

 

Eles andaram não mais tranquilamente pela mansão, enquanto iam até a sala de estar, eles realmente esperava ver os protegidos por ali, para finalmente matarem as saudades que estavam deles.

Mas os corações dos guarda-costas batiam aceleradamente e os puros instintos do treinamento que eles tinham gritavam que alguma coisa estava bastante errada.

Quando adentraram a sala de estar, estava um homem parado os esperando.

Valentine estava há pouco tempo por ali, os esperando e do seu lado, estava Jocelyn, aterrorizada.

- Disfarça querida – ele sussurrou perto do sua orelha – Se der um passo em falso, vou fazê-la se arrepender...

Era agonizante se sentir daquela maneira, que Jocelyn pensou que nunca mais sentiria, como tinha estado errada em ter aquele desprezível homem de volta em sua vida. Ela sabia que tinha muito a perder se ousasse a não fazer aquilo que ele mandasse.

Vendo os três guarda-costas armados entrarem sérios na sala, ela pensou que eles poderiam ser sua salvação antes, mas agora com as chantagens que envolviam eles e seus filhos e seu irmão, não tinha mais esperança.

- Bem vindos de volta – disse tentando manter a voz controlada.

Os três guarda-costas assentiram, e foi Izzy que examinou o homem do lado da mãe de Simon.

- Bem, quero apresentar vocês, meu marido – ela disse vacilando por alguns instantes recebendo um aperto firme das mãos de Valentine em seu braço, discretamente.

Enquanto o homem sorria, friamente e simpático para os guarda-costas a sua frente.

Mas talvez, Valentine, tivesse realmente bastante convencido em subestimar aquela equipe que era uma das melhores e estava analisando minimamente tudo.

Rapidamente veio na mente de Izzy uma frase que tinha escutado de Simon no dia que eles fizeram amor pela primeira vez nos dormitórios daquela mansão.

“- Meu pai vai voltar para a casa – ele disse fazendo uma careta – E nós não gostamos dele por aqui”

Deduziu ela que a troca dos guarda-costas teria sido prudente por quase disso, mas algo ainda deixava ela inquieta.

- Como vai Senhor? – respondeu Alec formalmente.

- Bem, eu fico muito feliz que minha família está sendo protegida excelentemente por vocês – dizia amigavelmente, mas no fundo era tudo mentira – Espero que continuem fazendo esse excelente trabalho... Como podem ver estou de volta na mansão, depois de um tempo... Eu e minha linda esposa reatamos nosso casamento.

Dizia ele segurando e dando um beijo de Judas em Jocelyn em suas bochechas.

- Porque houve a trocas de guarda-costas? – perguntou Jace, porque era isso que realmente importava naquela altura, e ao que parecia poderia ser pelo retorno do pai de sua protegida na mansão e não por Clary estar com Sebastian.

- Ah sim, foi um pedido dos próprios protegidos – mentiu Valentine sem dó nenhuma – Achei que estava tudo explicado...

Os guarda-costas se entreolharam discretamente sem entender.

- Bem... Vamos começar – disse Alec, para que ele não notasse a decepção.

Clary e Simon entraram na sala, porque Valentine tinha mandado que eles entrassem ali para fingirem ser uma família unida e feliz. Valentine apontou também que não queria sorrisinhos e nem olhadas discretas para os guarda-costas.

Aquela jogada seria para que eles entendessem que eles eram mesmo uma família feliz e não desconfiassem de nada.

Era difícil aquela situação e os protegidos sabiam exatamente disso.

- Meus filhos amados... – falso Valentine os chamou.

Izzy olhou para Simon, mas não teve a olhada de volta, ela franziu o cenho em desaprovação e se sentindo estranha, Jace fez a mesma coisa, mas também não teve retorno.

Alec olhava para a porta a espera de Magnus, mas ele não apareceu.

- Façam o teatro – disse Valentine sussurrando quando abraçou sua filha que fez uma careta de desaprovação, naquele abraço falso.

Clary deu um sorriso para ele, disfarçando que estava feliz com seu retorno, não conseguia olhar para Jace, sabia que ele estava a encarando, ficou do lado do irmão que também tentava parecer feliz.

- Bem como ficou isso? – perguntou Valentine passando as mãos sobre os ombros de ambos os filhos – Quem de vocês vão cuidar dos meus bebês...

Clary sentiu seu estômago se retorcer, ela podia jurar que poderia vomitar naquele momento, já tinha se sentindo mal alguns dias, mas aquela vontade estava imensa, ela podia sentir suas mãos tremendo.

E Jace notou.

- Eu ficarei responsável por Clarissa – respondeu Izzy olhando para Simon desanimada, vendo que ele não voltava nenhuma vez o olhar.

Poderia ser porque ele estava disfarçando na frente do pai, mas por alguma razão ela não estava totalmente convencida disso...

- E eu por Simon... – respondeu Alec, voltando seu olhar da porta.

Valentine maquiavélico reparou que o guarda-costas de olhos azuis estava olhando a procura de Magnus, ele odiava Magnus Bane e queria acabar mais com ele, do que de todos naquela sala.

- Então você ficará a disposição do meu querido cunhado – disse apontado para Jace que assentiu, ainda olhando as reações estranhas de Clary.

Parecia que ela ia desmaiar.

- Sim – respondeu.

- Ah! Espero que consiga, ele com aquela mulher saem tanto que mal para em casa – disse Valentine espalhando seu veneno.

Alec voltou sua atenção com tudo para aquelas palavras e franziu as sobrancelhas em conflito. “Que mulher?” pensava.

- Bem, vocês vão sair meus queridos? – perguntou Valentine para os filhos, apertando sorrateiramente seus ombros, ainda no abraço falso entre eles.

- Não...  – respondeu Simon rapidamente e sorriu amarelo para ele – Com licença – disse ao sair da sala, não poderia aguentar aquela situação.

Izzy queria ir atrás dele e perguntar o que estava havendo, Simon estava estranho com ela e estranho o bastante para ela desconfiar.

Clary se moveu e se distanciou devagar do pai, estava passando mal, poderia sentir a tontura lhe abater, quase gritou por Simon para leva-la dali, mas ele já tinha saído, ficou do lado da mãe e segurou discretamente as mãos dela, pedindo por ajuda.

Jocelyn notou que as mãos de sua filha estavam geladas.

- Bem eu quero falar com vocês ainda – disse Valentine para tentar tirar o olhar do guarda-costas loiro para sua filha, e queria arrastar Clary dali pelos cabelos por estar os fazendo desconfiarem – Bem minhas queridas, vocês podem ir – disse olhando para elas.

Elas assentiram e saíram apressadamente pela porta, Clary conseguiu andar sem fazer muito esforço.

Se os guarda-costas estavam desconfiados por todos os detalhes que puderam evidenciar naquela mansão em sua ausência, ficou claro pela reação dos protegidos que algo não estava bem.

- Eu quero conversar com vocês, por algumas regras novas na mansão – explicou Valentine – Nós gostamos de nossas privacidades por isso não quero vocês perambulando pela mansão, sem minha permissão, eu como o responsável por essa família, devo zelar por ela. Amo minha família e quero sempre o bem – falava sem demostrar nenhum remorso, mas com sentimentos que parecia sinceros – Só venham quando eles realmente precisarem, ou quando foram sair para algum lugar, estamos entendidos? Com certeza vocês logo acharam os culpados e eles podem retornar a vida que tinham antes...

Jace queria ir até ele e dizer que não aceitava, tudo indicava que alguma coisa estava bastante errada, principalmente pelo discurso daquele homem.

- Tudo certo – disse Alec, porque realmente tinha que obedecer e não poderia questionar naquele momento.

Depois de mais algumas explicações, eles foram deixados por Valentine e voltaram para os dormitórios para esperarem que os protegidos, precisassem deles.

 

 

Clary estava em seu quarto, quando vomitou tudo no banheiro, toda a comida que tinha se alimentado, e ainda tremia. Aquela situação a deixava agoniada, mas também não entendia porque estava daquele jeito, parecendo uma fraca.

Não quis que a mãe ficasse com ela, ainda estava irritada com Jocelyn, sabia que a mãe também estava sofrendo, mas mesmo assim, não queria muito falar com ela.

Magnus entrou ali, para saber as informações do encontro, porque não iria conseguir dar sorrisinhos para Valentine, sem querer dar outro murro no sorriso cínico dele.

- O que aconteceu? – perguntou vendo sua sobrinha pálida dentro do banheiro.

- Eu passei mal, deve ser porque é enjoativo mentir dessa maneira – ela respondeu lavando a boca.

- Não sei não, deveria ver um médico – respondeu Magnus.

- Não é nada... Só quero sair urgentemente dessa situação, eu nem vi as reações deles, não tinha coragem para isso – ela respondeu encostada na pia.

- Simon está irritado, tenho medo que ele coloque tudo a perder e Valentine possa fazer alguma coisa – pronunciou Magnus.

- Achei que você fosse aparecer na sala...

- Eu não conseguiria representar esse papel – indagou Magnus.

- Valentine falou de você também... Ah é seu guarda-costas é o Jace – disse Clary, voltando para o quarto e sentando na cama.

- O seu guarda-costas loiro... Hm... Com certeza prefiro Alec – respondeu também sentando na cama.

- Você está muito calmo, Magnus... – perguntou Clary.

- Não estou... só por fora mesmo... Eu estou tentando arranjar um jeito de sair dessa, mas temos que pensar friamente como Valentine, porque qualquer passo em falso podemos nos arrepender... – respondeu sincero.

- E você vai vê-lo?

- Vou evitar que isso aconteça...

 

- Mas que porra aconteceu lá dentro? – perguntava Jace indo de um lado para o outro, na cozinha dos dormitórios enquanto Izzy e Alec estavam sentados.

- Está tudo estranho, realmente... – questionou Izzy pensativa.

- Temos que dar um jeito de falar com eles a sós – disse Jace ainda lembrando-se da atitude de Clary dentro daquela sala.

Porque realmente eles já conheciam seus protegidos muito bem para perceber quando eles não estavam em atitudes normais.

- Será que eles já se cansaram da gente? – perguntou Izzy, desolada.

Alec estava quieto em seus pensamentos, tentando entender as palavras que o Senhor tinha falado sobre Magnus e que mulher era aquela que ele se referia. Isso não saia de sua mente enquanto ele se controlava para não fazer nenhuma besteira e quebrar as regras daquela casa.

- Não sei o que está acontecendo, mas alguma coisa mudou enquanto estivemos fora, você não acha Alec? – perguntou Jace para o amigo.

- Que mulher é aquela que ele se referiu? – disse em voz alta, olhando para os amigos – Eu tenho que falar com ele... – Alec se levantou da cadeira.

- hein Romeu, calma aí – o guarda-costas loiro, segurou o amigo pelo braço – Eu também quero vê-la, mas como vamos fazer isso, sem que alguém perceba, agora não temos mais livre acesso pela casa.

- Droga! - resmungou Alec, sabendo que ele tinha razão e mais uma vez faria algo impensado por Magnus.

- Estou bastante desconfiada por essas repentinas mudanças – explicou Izzy.

- Eu também estou, mas temos que falar com eles a sós, como tivemos mudanças dos protegidos, temos que conversar com o protegido que estamos mesmo – deu a ideia Jace.

Eles então decidiram fazer isso, mas Alec estava realmente determinado em conversar com Magnus, ele ficou bastante apreensivo com que Valentine tinha falado e queria saber o que tinha acontecido naquela mansão para tudo mudar em tão pouco tempo.

Depois que seu amigo e sua irmão, resolveram tomar um banho, ele ficou ainda na cozinha, imaginando como falaria com Magnus, pelo menos para vê-lo.

 

- Achei que estaria contente com a volta de Alec – disse Raphael retornando para a mansão, depois de um tempo que tinha sido afastado – Eu vou querer  meu dinheiro viu, fui forçado a tirar férias de uma semana, ainda bem que aproveitei com Ragnor...

- Hm... – disse Magnus pensativo, sentado no banco da cozinha, enquanto bebia um suco qualquer, que ele nem sentia o gosto.

- O que aconteceu, problemas no paraíso? – perguntou Raphael curioso.

Magnus olhou para ele, e pensou se poderia dizer o que estava acontecendo, Raphael era esperto, mas não sabia sobre Valentine, na época que ele vivia na mansão, seu amigo não ficava por ali.

Mas tinha medo de espalhar o que estava acontecendo e ainda por cima, sabendo que aquelas paredes tinham ouvidos, olhou de relance para os lados e viu uma empregada o cercando.

“Merda” amaldiçoou em sua mente, tentando desesperadamente achar um jeito de sair daquela situação.

- Eu posso fazer vocês se encontraram, agora com a volta de Valentine, e posso saber por que demônios, Jocelyn voltou com ele? – perguntou sério – Dios... Nunca vou entender isso...

- Dizem que o amor é cego... – cantarolou desanimado, Magnus.

- Então? Posso fazer com que Alec vai ao seu encontro... – perguntou novamente Raphael.

- Não é necessário... – respondeu Magnus olhando para os lados.

- O que? – se espantou.

- É isso que eu falei, não precisa... – respondeu Magnus tomando o resto do suco e se levantando – Leve meu almoço para o quarto...

Raphael viu o amigo indo em direção da porta, ainda com os olhos arregalados, pegou o celular rapidamente do bolso e discou para o número do namorado.

- Ragnor Fell, seu amigo está doente... – disse alto – Ou louco, sei lá, ele não está normal... Lembra quando ele ficou melancólicos anos atrás, tá pior...

 

Magnus estava subindo para seu quarto, quando escutou um bip do seu celular, ele sabia quem era. E aquilo doía em sua alma, saber que Alec estava do lado de fora e ele não poderia dar um passo até ele.

Evitava abrir as mensagens e cair na tentação de dizer algo, mas era só isso, era só enviar uma mensagem e dizer que eles estavam em perigo.

Pensou nisso por toda a noite e sabia que Valentine não estaria com toda aquela presunção se não tivesse uma carta dentro da manga.

Não poderia arriscar a equipe de Alec, tinha que ter um trunfo contra Valentine também, e enquanto não tinha teria que evitar seu guarda-costas preferido.

- Isso vai ser difícil – disse olhando a mensagem de Alec: “Eu preciso vê-lo, por favor...” – Droga, isso vai ser muito difícil...

 

 



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