História Destinados. - Capítulo 43


Escrita por: ~

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Categorias As Crônicas de Bane, As Peças Infernais, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Jocelyn Fairchild, Magnus Bane, Sebastian Verlac, Simon Lewis
Tags Clace, Malec, Romance, Sizzy
Exibições 337
Palavras 3.306
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Policial, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


desculpem a demora... :)

Capítulo 43 - Capítulo 40


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“A arte de agradar muitas vezes encobre a arte de enganar...”.

**

--xx—

Autora: Não sei o que colocar aqui...

Jace: Eu sei podemos falar sobre como meu cabelo é de um tom loiro natural e como eu sou lindo e charmoso... Podemos também descrever o meu físico perfeito e como eu sou extremamente lindo...

Magnus: Podemos falar dos olhos perfeitos de Alexander e como ele é o mais lindo para mim...

Alec: Não, não quero que falem de mim...

Jace: Viu Alec não quer... Então vamos falar de mim...

Izzy: Podemos falar sobre culinária, aprendi várias receitas ontem, pergunte para o Simon... Simon?! Onde ele está...

Clary: Simon está trancando no banheiro há horas...

Jace: Olha eu aqui novamente, ninguém quer saber das comidas laxantes, queremos saber do loiro natural impecavelmente perfeito, ou seja, eu... Esperem aonde vocês vão... Eu ainda não terminei...

--xx—

 

 

 - Mas isso é perigoso, se alguém ver você aqui... Valentine pode usar as provas...

Clary foi interrompida por um longo beijo de seu guarda-costas, que a pegou no colo entrelaçando suas pernas em sua cintura, enquanto sentava em sua cama.

- Pouco me importa Valentine e suas ameaças, eu fiquei louco quando vi que você poderia estar noivo daquele idiota, mesmo estando comigo... – sussurrou o loiro enquanto mantinha os lábios próximos da ruiva.

- Isso é tudo um plano... Desculpa-me - ela respondeu sussurrando também.

Jace encostou a testa juntamente com a testa de sua amada, ainda a segurando sobre si, fazendo os esquecer do perigo se alguém os pegasse no quarto, mas nada se importava quando os amantes queriam ficar juntos e se amarem.

Clary ficou tão feliz que Jace estava ali com ela, a beijando como se fosse a pessoa mais importante do mundo, e acreditando no amor que estava nascendo um para o outro. Relaxou um pouco, mas não muito, porque sabia que seu futuro estava em um teste de gravidez dentro do seu banheiro. Estava grávida de seu guarda-costas e o pior não sabia como dizer a ele. Seu medo se resumia apenas que eles mal se conheciam e não tinham um relacionamento estável, e pior, ainda estava sobre ameaças de seu próprio pai.

Clary tinha medo que alguém descobrisse e usasse isso contra eles, era impossível dizer sobre sua gravidez, não naquele momento.

- O que foi? – perguntou Jace a analisando – Qual é o problema?

Como ele poderia ler tão facilmente suas atitudes, pensava Clary, que arregalou os olhos, em seus pensamentos tamborilava que Jace poderia ler em sua expressão que estava escondendo algo grande.

- Clary? – ele perguntou novamente franzindo o cenho.

- Desculpe, eu estava apenas pensando...

- Não se preocupe... Nada de ruim vai acontecer com você e sua família, eu vou proteger você com minha vida... – declarou Jace convicto – Porque eu gosto de você, Clarissa, gosto muito mais do que jamais gostei de alguém...

- Eu também... – confessou Clary sem poder mais esconder seus sentimentos.

- Você está doente? – perguntou o guarda-costas preocupado – Eu a vi em estado doentio perto daquele crápula do seu pai... Eu sei que o plano tem que ser seguido e você precisa se aproximar de Sebastian para pegar as provas... Mas eu não quero que se arrisque se não estiver bem...

Clary fez uma expressão que não estava entendendo então Jace explicou qual seriam os planos iniciais que eles deveriam desenvolver. Clary ficou ainda mais alarmada em dizer sobre sua gravidez, com certeza, Jace não deixaria que ela fizesse nada, e a ruiva jamais se acovardaria em uma situação como essa. Nunca tinha sido uma fraca, apesar de que nos últimos dias estava se sentindo péssima, mas era por estar grávida. Iria com cuidado, mas não deixaria de ajuda-los por causa disso.

- Eu estou bem, foram apenas às emoções acumuladas, não é sempre que descobrimos que o próprio pai tem uma mente perversa – esclareceu Clary tentando convencer Jace.

- Entendo... Porém você vai estar com Izzy e ela vai grudar em você como chiclete e tome cuidado... – disse Jace beijando levemente o pescoço dela.

- Hm... – gemeu Clary se esquecendo de praticamente tudo.

- Vamos aproveitar, porque a próxima vez que vou vê-la será depois de dois dias... – reclamou Jace irritado – Temos que vigiar nossas entradas noturnas e meus amigos também quer sua vez...

Clary riu, deixando-se levar pelos toques do seu guarda-costas, poderiam falar de planos depois e sobre responsabilidades também, sabia que o loiro poderia ficar chateado ao esconder tamanho fato, mas ela tinha se decidido a fazer.

Jace abaixou lentamente as alças de sua camisola, explorando a pela desnuda e branca de Clary em seus lábios, deixando que seus seios enrijecidos amostra, beijou a clavícula indo de encontro com toda a extensão até encontra-los, Clary se remexia em seu colo, sentindo como seu guarda-costas estava animado pelos movimentos.

Ali, juntos, eles poderiam saciar a saudades que um sentia pelo outro, numa entrega total de sentimentos.

 

- Você demorou – reclamou Alec vindo que seu amigo estava com um sorriso largo.

- Eu estava matando as saudades... E não reclame que amanhã é você e quero só ver... – disse Jace rindo.

- Quietos vocês dois... Temos que tomar cuidado para que ninguém veja o que estamos fazendo – avisou Izzy determinada – E também não quero saber detalhes do sexo selvagens de vocês...

- Isabelle! – disse Alec corado.

- Eu estou falando sério, irmãozinho... Vai me dizer que você e Magnus ficam só nos beijos... Ah tá, eu acredito – disse animadamente, mas no fundo estava tentando não aparentar nervosismo.

Os guarda-costas brincavam entre si, mas estavam ansiosos demais com o plano, e suas consequências, não era certo arriscar seus protegidos, mas se não tentassem fazer isso, eles seriam mandados embora e Valentine poderia fazer algo horrível contra aquela família.

- Temos que começar logo com isso – disse Alec depois que as risadas se cessaram – Não podemos arriscar... Temos quatro vidas a ser cuidada dentro dessa mansão, nossa carreira depende disso.

- Não apenas a carreira, Alec... – Jace falou sério – Mas a vida das pessoas que amamos...

 

- O que está fazendo é arriscado demais... – disse Magnus para o sobrinho em seu quarto, depois do desastroso jantar.

- Mas não é... Valentine é um poço de vaidade e orgulho, se ele tiver alguém o bajulando e ficando ao seu lado, ele pode me contar os seus planos verdadeiros, posso conseguir uma prova contra ele para incrimina-lo – disse Simon convencido de que poderia realmente ter uma chance.

Seu pai mostrou interesse em suas conversas e Simon compreendeu que teria que mentir e ser falso para se aproximar de Valentine e ter sua confiança.

- Sua mãe já está surtando... Quero que tome cuidado... – avaliou Magnus pensativo – E eu conheço muito bem seu pai para saber que ele não se importa com ninguém, se descobrir que está sendo enganado não vai ser algo bom de ver.

- Mesmo assim precisamos tentar alguma coisa... – continuou Simon.

- Só tome cuidado... – alertou novamente Magnus – Agora me dá licença que eu preciso me preparar emocionalmente para enfrentar a louca...

- Você também precisa tomar cuidado... Camille é muito obcecada por você, lembro que depois que você terminou com ela, simplesmente ela surtou e quebrou metade da mansão...

- Não me lembre desses episódios sombrios, meu caro sobrinho, se eu pudesse voltar no tempo, nunca teria trocado salivas com aquela lá... – disse Magnus fazendo uma careta.

- Amanhã, será um cansativo dia... Temos que nos preparar para conseguir realizar esse plano de uma vez, eu estou cansado de ficar longe de Izzy... – disse Simon preparando-se para dormir.

- Eu também... Simon, eu também espero – sussurrou Magnus saindo do quarto.

 

- Mãe? – disse Clary entrando no quarto de Jocelyn.

Clary se lembra de que sua mãe tinha vivido momentos difíceis após a separação de Valentine. Ela tinha entrado em uma pequena depressão que foi auxiliada por sua família, ter seu pai de volta na mansão, não estava fazendo bem para ninguém, mas principalmente para ela.

- Mãe? Você está bem? – perguntou Clary sentando do lado da cama onde Jocelyn estava deitada enrolada dos pés a cabeça.

- Eu não estou bem... Estou com medo de algo acontecer com vocês, por minha culpa... – ela disse com a voz embarcada de choro.

- A culpa não é sua... Ele que é um monstro... Vamos resolver isso, mãe, eu confio em Jace, quer dizer nos guarda-costas.

- Você gosta desse rapaz, mesmo? – perguntou Jocelyn levantando seu olhar – Todos vocês se apaixonaram pelos guarda-costas, se eu não estivesse tão medrosa... com medo de algo grave acontecer eu estaria muito irritada com a imprudência de todos vocês...

- Aconteceu mãe, foi o destino que trouxeram eles para nós, para nossas vidas – disse Clary se deitando ao lado da mãe – Eu quero dizer algo para você...

- O que é? – disse Jocelyn olhando para a filha.

- Estou grávida...

 

No dia seguinte estavam todos reunidos no café da manhã na enorme mesa da mansão, antigamente poderia dizer claramente que essas eram os momentos felizes da pacata família, mas não era isso no presente.

Valentine estava na ponta com sua superioridade irritante, cercada pelas pessoas que julgava serem suas marionetes. Comandar a vida das pessoas estava claramente sendo uma diversão. Seu sorriso desprovido de nenhum remorso se destacava a cada olhada que dava em sua volta.

Jocelyn estava calada, tensa e pensativa do que Clary tinha falado que estava esperando um filho, tinha que guardar esse segredo a sete chaves, ninguém ainda poderia saber disso.

Clary estava tentando ficar calma e tentar achar um jeito de pegar as provas de Sebastian, sem se arriscar. E também já estava faminta, não exagerou em se alimentar porque tinha medo que os demais da mesa percebessem seu estado.

Magnus estava mesmo querendo esmurrar Valentine e tirar o sorriso perverso de seus lábios, não cultivava ódios, mas estava realmente se alimentando desse sentimento contra o ex-cunhado.

Já Simon estava colocando seu grande plano em prática.

- Vocês poderiam sorrir mais... – disse Valentine – Eu realmente estou fazendo um favor para vocês... os mantendo na mansão...

- Era só que faltava nos expulsar... – cerrou os dentes Magnus.

- Ora, Bane... Você precisa esvair esse seu ódio, sei de um jeito excelente, daqui a pouco Camille vai chegar e você pode passear com ela pelos grandes jardins e respirar ar puro – sarcástico Valentine despreciando seu veneno – Assim você demonstra que está com uma mulher e seu guarda-costas fica com o coração partido...

- Desgraçado! – esbravejou Magnus.

Mesmo sabendo, que Alec já sabia de tudo, ainda era cruel ter que ficar pendurado em Camille, sabendo que seu guarda-costas nutria sentimentos de ciúmes. Magnus não queria fazê-lo sofrer, mas para ganhar esse jogo era preciso enganar a mulher.

E também não poderia deixar Valentine compreender que ele estava aceitando se encontrar com Camille, quanto mais irritado ele demonstrava pela situação mais Valentine pensava que estava ganhando.

 Assim que todos se levantaram, não aguentando o humor que Valentine parecia naquela manhã, Simon ainda permaneceu na mesa.

- Não vai sair com eles... – disse Valentine curioso.

- Não eu ainda estou fome – disse Simon sem demonstrar irritação.

- Você me surpreende querido filho, alguém nessa mansão tinha que ter me puxado, porque não é possível... – disse Valentine pretencioso.

Simon não disse nada, mas também não respondeu duramente, sabia que tinha que lidar com todo seus  ressentimentos contra seu pai, para tentar salvar Izzy e seus amigos.

- Acho que você tinha razão... – tentou parecer sincero – Foi um erro ficar com a guarda-costas eu mereço muito mais...

Valentine quase engasgou com seu suco, vendo a expressão aberta do seu filho.

- Eu te disse... Você tem que arranjar uma mulher que tenha dinheiro e posição assim como você... Alguém que o merece e seu orgulho... – disse Valentine despreocupado.

- É...

- Você não está com raiva de mim por estar colocando sua família e você em uma chantagem? – perguntou Valentine analisando cautelosamente todos os movimentos de Simon.

- Para falar a verdade não... – disse Simon aparentando frieza – Só queria saber os motivos que o levou a isso...

- Hm... – respondeu Valentine após tomar o resto do suco – Talvez eu te conte, talvez não...

Simon engoliu em seco, achando que estava funcionando.

- Mas eu não confio em sua jogada, querido filhinho – continuou Valentine – Se quer mesmo ficar do meu lado e mudar de time, tem que fazer mais do que isso em me bajular...

Valentine se levantou da mesa, com um sorriso perverso aumentando, deixando Simon de boca aberta para trás, mas ele não era de desistir e se seu pai queria uma prova, ele demonstraria qualquer coisa, para conseguir livrar sua família daquele mal.

 

- Essa mansão sempre foi meu sonho de consumo – disse Camille adentrando as portas.

- Bem vinda querida... – disse Valentine.

- Eu realmente achei que você não cumpriria o trato, querido... – disse em tom de desgosto.

- Se você quer um amor mentiroso e faz questão de ter Magnus Bane na marra, a escolha é toda sua... Querida – disse Valentine sorrindo de lado – Para mim só o dinheiro e vê-los infelizes já vale a pena...

- Ter Magnus para mim, já vale qualquer coisa... – disse Camille sorrindo.

- Ótimo! – comemorou Valentine – Agora faça o que eu disse e mantenha Magnus Bane na linha...

- Será um prazer...

 

- Pedi ajuda para Luke – disse Alec para Jace – Ele vai arranjar um jeito de nos ajudar quando precisarmos de auxilio...

- Podemos resolver isso sozinho... – esclareceu Jace.

- Ele conhece muito bem Valentine, e pode nos dizer alguma coisa que nos ajude contra ele – respondeu Alec.

- Magnus também o conhece...

- Sei que não gosta de ninguém impondo contra nossa equipe, mas toda ajuda é bem vinda... – confessou Alec, sabendo que também não gostava de ninguém a mais em sua missão.

Despreocupado andando pelos jardins, para fazer sua rota, para que possa ver Magnus, em seu quarto, sem ser visto por nenhuma câmera, ele avistou um carro desconhecido estacionado na frente da mansão.

- Merda! – sussurrou baixo, mas alto o bastante para o amigo escutar.

- Que foi? – perguntou Jace.

- Ela já está aqui, não é? – disse entre os dentes – Vai lá e grude no Magnus, Jace!

- Você sabe que mesmo grudando nele, ele precisa engana-la para ter as provas... – disse Jace – Sei que é difícil, Alec, mas temos que fazer isso... Nossas vidas também estão em jogo.

Alec suspirou pesadamente, tentando se controlar, seria um dia desastroso, ele podia sentir em suas veias que seu autocontrole poderia sair de suas mãos. Mas respirou calmamente, ele era especialista em lidar com situações difíceis, foram treinados anos para nunca demostrar fraquezas em suas missões, ter que engolir a presença da mulher junto com Magnus seria mais uma prova árdua que deveria passar.

 

Magnus estava realmente suportando o impossível, que nunca mais imaginou que faria. Andar com Camille pelo jardim de sua casa. Estavam nos fundos, ela com o maior sorriso em seu rosto, enquanto ele queria de todo jeito se livrar de uma vez daquela situação.

- Eu lhe disse Magnus, que nós ainda iriamos voltar a ficar juntos... – disse Camille sorridente.

- Você é maluca? Estou com você forçadamente – rebateu Magnus se esquecendo de que deveria enganar a mulher.

- Realmente... Foi um ato de mestre pegar você ficando com um guarda-costas, sério Magnus? Ele é tão simplesinho...

Magnus queria empurra-la no meio das moitas que estavam distribuídas pelo extenso jardim, como ela ousa falar de Alec como se o conhecesse, ou pior como se ela fosse melhor que ele. Realmente Magnus teria que ter muito estômago e muita paciência para lidar com Camille em seus calcanhares.

- Valentine me convidou para passar uns dias na mansão e estou pensando seriamente em fazer isso – ela especulou se sentindo vitoriosa – Assim, meu amor, podemos ficar mais tempo juntos...

- Eu acho melhor não... – disse Magnus tentando evitar que a maluca viesse ficar na mansão e atrapalhasse seus futuros encontros com Alec, mas também entendendo que tinha que enganar Camille e usar sua obsessão contra ela mesma – Por que assim eu possa vê-la fora da mansão e não ficar todo tempo olhando para Valentine.

Era um argumento válido, já que desprezava o homem e ainda não era uma maneira de Camille desconfiar de qualquer reação.

- Você gostaria de me encontrar fora da mansão? – disse Camille se aproximando dele – Eu sabia que nós podíamos nos entender, era apenas uma questão de ficarmos próximos.

Iludida, nem que você fosse à última mulher da fase da terra, pensava Magnus, se afastando discretamente, mas Camille era rápida como uma cobra e esperta o bastante para analisar que estavam sendo observados pelos guarda-costas.

- Epa! – ele a empurrou antes que ela chegasse aos seus lábios – Rápido demais gracinha – disse questionador olhando para os lados e vendo que Alec o observava.

Graças a Deus, evitei o pior, pensava afobado vendo as reações de seu guarda-costas com uma expressão de quem não estava gostando em nada.

- Seu precioso guarda-costas tem que saber que você já tem dona – cantarolou Camille desgostosa.

E você tem que entender que está sobrando em minha vida, pensou Magnus na resposta.

- Anda Camille... Já tem o que precisa, ele já nos viu juntos isso é o bastante... – mentiu Magnus para que ela entendesse – Agora você já pode ir e amanhã vou visitar você em seu apartamento – disse jogando um charme.

- Você realmente irá? – perguntou ansiosa.

- Claro... É bom que eu fique longe da mansão por algum tempo – mentiu novamente, porque na verdade não queria de jeito nenhum ir até Camille, mas no fundo quanto mais rápido pudesse tentar uma maneira de achar as provas, mais rápido se livraria dela.

- Ótimo! – disse Camille acreditando.

Acho que será mais fácil do que eu pensava, pensou Magnus novamente.

 

Depois de um longo tempo, com Camille quase subindo em seu colo, Magnus finalmente conseguiu que ela fosse embora, ali no portão da entrada, suspirou animadamente porque tinha se livrado da perseguidora.

Andando de volta para a mansão, para tentar relaxar um pouco, ele sentiu o seu celular apitando em seu bolso, olhou e viu uma mensagem de Alec.

“quero vê-lo agora mesmo... Não pergunte nada... Ande debaixo das câmeras perto da casa, elas não te alcançam e vai para trás da academia no fundo do jardim... Não demore...”.

- Mas? – questionou Magnus olhando para os lados.

Magnus assentiu, queria ver Alec de qualquer maneira, o faria. Mesmo assim tinha medo em ser pego por algum seguidor de Valentine, mandou uma mensagem rápida para Simon que estava próximo demais do mesmo e fez exatamente como Alec tinha pedido.

Andou perto da casa, onde as câmeras não tinha acesso a quem passasse por ali, viu que tinha algumas em alcance do outro lado e umas que não se mexiam, com certeza obra dos guarda-costas.

Ele andou até alcançar o fundo dos jardins, viu de longe a academia fechada, e deu a volta por ela.

Alec estava encostado em uma árvore velha, esquecida por ali, mordendo os lábios e olhando para todos os lados. Pareciam que os passos de Magnus até ele, era uma eternidade total.

- Aqui é seguro? – sussurrou ao chegar perto de Alec.

Mas Alec não o respondeu com palavras, foi de encontro fortemente com os braços de Magnus e o envolveu num beijo rápido, forte e exasperador. Pareciam que eram décadas sem se beijarem e estavam matando a vontade que vinham os perseguindo desde que o guarda-costas retornou para a mansão. Magnus grudou suas mãos fortemente nos cabelos negros de Alec, enquanto ele se agarrava fortemente contra suas costas, quase o quebrando ao meio.

- Meu Deus, Alexander... – gemeu Magnus sem fôlego após se afastarem em busca de ar.

- Eu senti sua falta... – respondeu Alec da mesma maneira, ofegante pelo beijo.

- Eu também... Eu também senti...



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