História Destinados - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Egito, Maldição, Reencarnações, Romance
Exibições 17
Palavras 957
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Essas feridas não vão cicatrizar
Essa dor é muito real
Há muita coisa que o tempo não pode apagar

My immortal - Evanescence

Capítulo 5 - Ceifado


Fanfic / Fanfiction Destinados - Capítulo 5 - Ceifado

-Xeque mate. - anunciou Jahi.

-Você roubou!

-Não, eu não roubei, eaziz. - ele deu uma pausa - Só você que não sabe jogar.

Nós estamos jogando a 8 horas e eu só ganhei um vez por que ele deixou.

Revirei os olhos.

-Ta.

Ele segurou a minha mão para me confortar e disse:

-Não fique assim, irei te ensinar a jogar.

-Promete?

-Prometo.

-Mas tem que ser antes de eu ir embora. Não vejo a hora de ir para casa. - falei sorrindo esperando que ele comemore comigo. Mas não, ele ficou triste. Retirou a mão de cima da minha e desviando o olhar falou:

-Sim, claro. - ele se levantou e sem olhar para mim se recolheu até a porta - Foi legal passar a tarde com você. Tenha uma boa noite, eaziz.

O que foi que eu fiz? Mas não tem motivo dele ficar assim, pois uma hora ou outra eu terei que ir para casa.

Essa situação é um absurdo, é meu segundo diprei e eu estou sentindo que se eu passar mais de uma semana eu irei enlouquecer.

                         ⚜  ⚜  ⚜

Fui para o banheiro tomar banho para me refrescar, mesmo tendo ar condicionado no quarto eu sentia uma agonia estranha por causa do calor.

Tomei banho e enrolada na toalha eu saí do banheiro para pegar uma roupa no closet. Quando eu encostei na maçaneta… um assobio vindo da varanda. Khalfani.

-Você está magnífica, albatala.

-O que .. você está fazendo a… a … qui?

-É por do sol.

Meu deus eu esqueci completamente!

-Eu ? Se eu esqueci? Claro que não.

Hal soltou uma risada abafada:

-Então é melhor você andar logo - Hal falou - daqui a pouco já vai escurecer.

Sem me virar para trás entrei correndo no closet. Me vesti. Coloquei um vestido azul claro com desenhos de rosas vermelhas, prendi meu cabelo em um coque com uma varetinha dourada, que se realçou mais devido ao meu cabelo loiro, eu tinha um cabelo loiro da mesma cor das areias do deserto, mas como ele é muito liso ficou uns fios rebeldes no meu rosto, passei um batom vermelho e fui ao encontro de Khalfani que me esperava na varanda.

Ele usava shorts Jeans e blusa preta. Possuía o cabelo molhado e meio bagunçado e quando me viu me analisou da cabeça aos pés. Tomou a minha mão e disse:

-Estais encantadora, albatala - quando ele beijou de leve a minha mão foi como levar um choque, um choque bom de tomar. - vamos começar?

Ele soltou a minha mão e se escorou na sacada olhando para o horizonte.

-Eu não sou a única que vocês trouxeram né? E se não, quem eram e porque?

-2 perguntas em uma ?

-Não, uma pergunta mais elaborada. So isso.

Sem me olhar ele falou:

-Não, você não é a única que trouxemos, antes de você já vieram milhares. São muitos nomes, passaríamos uma noite e mais um dia e meio para falar todas, mas de uma forma mais simples - ele respirou fundo antes de terminar de falar - todas elas inclusive você, são a reencarnação de, Shiva. - ele voltou a olhar para mim - você está aqui para comprir o seu destino igual as outras, fazer um ritual de sangue.

A notícia me acertou em cheio, foi como levar um soco no estômago. Eu preciso saber mais dessa história, mais do que três perguntas por dia podem me oferecer.

-Para que você precisa de um ritual de sangue?

Hal parecia incomodado com as perguntas, como se eu tivesse cutucando uma ferida que a muito não se curou. Sem olhar para mim, ele falou:

-Sim, nós precisamos desse ritual para sobreviver, sem ele nós já teríamos morrido a mais de 1.000 anos atrás.

Perai, eu ouvi direito? Calma, ele falou 1.000 anos? 1.000 anos … eu fiquei ali congelada tentando processar a informação. Hal percebeu meu silêncio e ainda sem olhar para mim Hal falou:

-Você iria descobrir uma hora outra mesmo. - a voz dele soava amarga a medida que avançava. - Eu, Jahi e Anippe somos meio irmãos e por causa de uma irresponsabilidade infantil, a morte veio e levou uma vida, e para reparar esse erro os outros irmãos tiveram que oferecer suas almas para uma Deusa que em troca trouxe a vida de quem a morte tinha ceifado. Então, uma vez a cada 20 anos os irmãos tem que refazer  ritual para confirmar a sua aliança com a Deusa. - ele me olhou fixamente - mas Shiva, uma amiga dos irmãos que estava com eles na hora do primeiro ritual não foi afetada pela benção da Deusa e morreu de velhice aos 90 anos. E sua alma sempre reencarna em um corpo diferente para comprir seu compromisso com o ritual, mesmo não sendo afetada.

-Nossa…

-Não se preocupe, o dia do ritual está chegando e logo logo você estará livre para ir.

-Isso é meio assustador, para falar a verdade. - falei olhando também para o horizonte - já está escurecendo, é melhor eu fazer a minha última pergunta. - ainda olhando para os últimos raios de sol, perguntei - Já que você é imortal, você tem algum poder de velocidade, ou algo parecido?

Ele não respondeu, então olhei para o lado e ele não estava mais lá, frustrada virei para ir embora e ele estava atrás de mim.

-Alguém já falou que você combina mais com o cabelo solto? - Hal levou a mão para o meu cabelo, soltando-o e, acariciando. Ele parou sorriu e se aproximou, roçou a boca no meu ouvido e disse num sussurro - Ou algo parecido.

E desapareceu junto com o sol. Levando consigo toda luz e calor.



Notas Finais


🌌


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