História Destinados - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Frozen - Uma Aventura Congelante
Tags Helsa
Exibições 13
Palavras 1.522
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Gente, desculpa pela demora, nem foi uma demora tão grande, mas demorei um pouquinho, costumava postar mais frequentemente antes, mas é que tá rolando muita coisa aqui. Fora o que aconteceu com o último capitulo que eu estava escrevendo, eu devo ter explicado no último capítulo que postei, mas vou explicar de novo, só pra me certificar. Eu estava escrevendo, ai pensei em dar uma pausa, eu ia cliquei para fechar o word, mas pensei bem e decidi que eu devia continuar mais um pouco, mas ao invés de clicar em cancelar, eu cliquei em não salvar, fiquei com muita raiva, deixei de escrever essa fanfic e as outras desde então, eu pensei em deixar a raiva passar, mas acontece que tá complicado essa raiva passar, mas não se preocupem, eu vou continuar com a fanfic sim, essa raiva vai ter que passar uma hora.
Enfim, boa leitura! ♥

Capítulo 14 - Caverna do inverno


Nynna suspirou e olhou para baixo, talvez deva ter se sentindo ofendida.

–– Não, não... Não me relacionei a você, relacionei a mim mesma. –– Eu suspirei também. –– Você não é alguém como eu...

–– Tudo bem, –– Me interrompeu. –– não precisa se explicar. Mas tenho uma surpresa não muito agradável para você. Não temos como fugir do destino, pois o destino é o nosso caminho, é por onde andamos, o destino está sempre conosco, não podemos fugir dele.

Eu não sabia como responder, não tinha palavras para retrucar, até porque eu acreditei nela, acreditei no que ela disse.

Andamos por muito tempo, eu estava cansada, meus pés estavam doendo, então eu parei, Hans e Nynna continuaram até notarem que eu estava parada.

–– O que foi? –– Nynna perguntou. –– Por que parou?

–– Estou cansada e meus pés estão doendo.

–– Não podemos parar agora, o tempo é curto de mais para descansarmos, quero me livrar disso o quanto antes, e tenho certeza que vossa majestade também. Logo mais é tarde, a tarde passará rápido e vai começar a escurecer, e isso irá nos atrasar.

–– Eu estou cansada, estamos caminhando há quase duas horas, –– Falei autoritária. –– todos estamos cansados e eu estou com sede.

Ela ficou quieta, não queria contrariar a mim, ela ainda tinha medo.

–– Eu só peço cinco minutos de descanso. –– Finalizei.

–– Você pede? –– Nynna perguntou surpresa, como se fosse algo completamente diferente. –– Você é a rainha de Arendelle e a rainha da neve, você não pede as coisas com gentiliza esperando alguém aceitar, você exige as coisas e você manda, caso contrário, você congela as pessoas, então eu não posso contrariar.

–– O que? –– Perguntei ofendida. –– Sei que todos me consideram alguém cruel, mas dizerem que eu congelo as pessoas é um absurdo. E sim, eu peço, eu não mando nem exijo as coisas como todos pensam, afinal, eu... Olha, –– Suspirei. –– Eu sei que eu congelei minha irmã e que há alguns anos atrás eu congelei o reino, mas não foi porque eu quis, como você sabe, não tenho controle sobre meus poderes, não poderia fazer o que eu quero mesmo que eu fosse cruel. Meus poderes são um fardo para mim.

–– Não acho que cinco minutos de descanso impeça de executar o plano de ela aprender a controlar os poderes. –– Hans me apoiou.

Eram dois contra um, Nynna teve que aceitar. Descansamos por mais que cinco minutos, sete, talvez. E então voltamos a caminhar, estávamos indo para as montanhas, um lugar frio, eu ainda não estava compreendendo. Cada vez que subíamos mais a montanha, ficava mais frio, estávamos bem alto. Eram as montanhas do leste, estávamos mesmo longe de Arendelle, era ainda mais longe que aquela casa em que Hans me prendeu. Hans estava tremendo de frio, dava para ver sua mandíbula tremer, seus dentes batiam de frio, já Nynna não demonstrava o mesmo sentimento, ela não mostrava sentir tanto frio.

Nynna parou e virou-se para mim.

–– Eu vou explicar antes de você entrar onde realmente deve. –– Ela disse.

–– Onde eu realmente devo? –– Perguntei me destacando.

Por que somente eu? Por que ela não disse nós?

–– Sim, você. Estamos chegando à caverna do inverno. Deve imaginar porque ela se chama assim. Ela é bem fria lá dentro e muitos acreditam que ela é magica e que desperta a magia dentro de cada um, –– Nynna explicava. –– eu nunca entrei nela, mas já ouvi e li muito sobre ela. Se você estiver em um ambiente frio, seus poderes vão sentirem-se inferiores e você vai ter controle sobre eles, seus poderes são frios, mas a caverna é ainda mais fria. Quanto mais você a adentra, mais frio fica.

–– Se manda-la para dentro daquela caverna, –– Hans disse. –– vai mata-la.

–– Ela é a rainha da neve, ruivo, ela não sente frio.

–– É verdade, –– Concordei. –– eu não sinto frio.

–– Ela pode ser a rainha da neve, mas se o frio é mais intenso que os poderes dela, com certeza ela vai sentir frio, muito frio, ela vai se sentir inferior, assim como os poderes dela.

–– Ela aguenta o frio por mais tempo que alguém normal, –– Nynna explicou. –– ela vai conseguir e vai aprender a controlar os poderes.

–– Você não pode obriga-la a fazer isso.

–– Eu sei que não. Ela vai decidir isso.

Ambos olharam pra mim.

–– É só um pouco de frio, não tem problema algum nisso, –– Finalizei. –– eu vou fazer isso. Isso vai fazer com que eu aprenda a controlar.

Continuamos a andar por mais uns dez minutos e então estávamos à frente de uma caverna, era uma caverna congelada e eu já podia sentir o vento frio vindo de dentro dela, eu já estava sentindo o frio de fora, lá dentro com certeza é mais frio que todo lugar que eu já estive.

–– Vamos esperar você aqui fora. –– Nynna disse. –– Deve ir para o fundo da caverna, lá é mais frio.

Eu balancei a cabeça positivamente, eu estava assustada e eu estava demonstrando isso, eu não queria, mas estava difícil de não mostrar.

Entrei naquela caverna e já senti o ar frio penetrar em meus pulmões, era difícil de respirar, mas continuei andando. Lá é realmente muito frio, eu tentava manter o calor cruzando os braços, a cada passo ficava mais frio, mas eu tinha que continuar. Depois de andar alguns minutos, eu pude ver o final da caverna, o cenário era assustador, cadáveres congelados, tigelas congeladas, provavelmente para feitiçarias. O frio estava insuportável, eu batia os dentes de frio, eu mal conseguia me mover, não imaginei que era tão frio assim, nunca senti frio antes, e é horrível, e fica ainda pior quando eu penso em quantas pessoas morreram de frio em Arendelle na época do inverno eterno, principalmente Anna. Apesar de tudo isso eu sabia que eu devia ficar lá por mais tempo, até saber que eu podia controlar meus poderes.

Apenas mais alguns minutos, Elsa, mais alguns minutos.

Pensava comigo mesmo.

Mais alguns minutos se passaram, eu estava cansada, minhas pálpebras estavam pesadas, eu precisei deitar-me um pouco. Encolhi-me com a tentativa de aquecer-me, mas foi em vão, eu fechei os olhos, não aguentei deixa-los aberto, eu estava sentindo-me pesada, estava prestes a dormir –– ou desmaiar ––, mas, com a vista embaçada, pude ver alguém se aproximar rapidamente antes de desmaiar.

Não sei por quanto tempo fiquei desacordada, eu não estava mais na caverna do inverno, ainda tinha neve, ainda estávamos na montanha, mas não estava mais tão frio, eu sentia pouco frio agora.

–– Ela acordou. –– Nynna disse.

Sentei-me vagarosamente, abrindo e fechando os olhos para tentar voltar a enxergar mais claramente. Hans estava andando de um lado para o outro, antes de Nynna dizer que acordei, com a mão no rosto.

–– Se lembra do que aconteceu? –– Nynna perguntou.

–– Lembro-me de tudo antes de desmaiar. –– Respondi com voz mole.

–– Pode me dizer?

–– Eu entrei na caverna, e a cada passo ficava mais frio, me obriguei a ficar mais tempo até sentir que podia controlar meus poderes, mas eu fui ficando fraca e cansada, deitei-me um pouco e acabei desmaiando.

–– Eu disse que isso poderia mata-la. –– Hans comentou com a mão ainda no rosto.

–– Você já disse isso. –– Nynna falou.

–– Precisava dizer isso com ela acordada.

–– Sentiu alguma diferença em seus poderes? –– Nynna perguntou.

–– Eu não os sentia mais em mim, era como se eu não os tivesse mais. –– Respondi.

–– É por que eles recuaram, se sentiram inferiores ao frio da caverna. –– Ela disse em voz baixa.

–– Você arriscou a vida dela. –– Hans comentou. Ele parecia inconformado com o fato de eu quase ter morrido.

Só agora notei que ele estava sem o casaco, eu estava com o casaco dele.

–– Por que foram atrás de mim? –– Perguntei.

–– Ele foi atrás de você. –– Nynna respondeu e eu desviei o olhar para Hans.

–– Por que foi atrás de mim? –– Perguntei novamente.

–– Você estava demorando muito, então tive que ir atrás de você. Nynna disse que você voltaria logo, mas por sorte eu não a escutei. Eu sabia que não devíamos confiar nela, ela quer matar você.

Ele diz como se ele não quisesse o mesmo.

–– Pegue o seu casaco. –– Devolvi o casaco para ele.

–– Eu não quero mata-la, vocês pediram minha ajuda, e eu estou ajudando.

–– Ajudando a mata-la. –– Hans retrucou.

–– Ela não está tentando me matar. –– Falei. –– O que ela disse sobre a caverna é verdade, muitos acreditam que a caverna é mágica, tinha cadáveres congelados lá dentro e havia tigelas congeladas, podem ser tigelas para eles fazerem feitiçaria, mas acho que as histórias sobre a caverna são falsas, mas ela realmente é muito fria.

–– Não vamos mais fazer algo que coloque a vida dela em risco. –– Hans disse.

Ele apenas me queria viva por que precisava de mim, por que assim que ele não precisar mais de mim, me descartará como um mero objeto inutilizável.

–– Eu só disse para ela entrar lá porque achei que, –– Nynna tentou explicar com medo. –– como rainha da neve, ela não sentiria frio.

–– Se enganou.  Hans disse. –– Ela pode ser alguém diferente, mas ela ainda sim é humana.

–– Acho que devíamos voltar e procurar outro jeito. –– Falei.

–– Você tem forças para percorrer um longo caminho? –– Nynna perguntou.

–– Sim.

Nynna ajudou-me a me levantar. 



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