História Destinados - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amor, Descobertas, Segredos, Vingança
Exibições 5
Palavras 1.806
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Lemon, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que gostem!
Os personagens principais estão, enfim, na história.

Capítulo 2 - Capítulo Dois


16:39 – 16 de outubro

A tarde chegava ao fim e levava com ela uma vida. A confirmação de uma vida que se foi. Um funeral e todos estavam lá, todos ficaram sabendo.

Todos os olhos estavam observando o funeral do prefeito. A polícia terminara as investigações. Suicídio. O prefeito atirou em si mesmo com uma espingarda. Só que antes do tiro fatal, o prefeito deixara o gás da cozinha vazando. Neste momento, no momento do disparo, o gás já havia chegado a sala, onde encontrava-se o corpo, e a casa explodiu.

 Em entrevistas para programas policias, familiares disseram que o prefeito sempre teve uma sanidade saudável e que não viam motivos para tal tragédia. E agora só o que restava era o legado do prefeito, sempre amado por seus eleitores.

 

A igreja estava cheia, chovia do lado de fora. No chão marcas de sapatos molhados e nos bancos, familiares com o rosto molhado. O padre responsável pela igreja subiu ao púlpito e começou a discursar.

–  César Sampaio Torres, um homem de fé, amado pela família e todos a sua volta. Sua vida sempre foi movida a ajudar pessoas e acreditar na mudança. Infelizmente uma tragédia ocorreu em sua vida. O Inimigo agiu em sua volta, preparando o território, para que no mínimo obstáculo, um filho de Deus, não fosse capaz de superar. É nessas horas que devemos reforçar nossa relação com Deus.

Otávio sentiu um toque em sua mão. Olhou para sua direita e viu o melhor amigo, Pedro.

– Ei, cara. Eu sei que é barra. Sinto muito.

O toque foi com o único objetivo de reconfortar o amigo.

– Eu quero que saiba que eu vou estar do seu lado, como sempre. E que pode sempre contar comigo para superar essa. Agora seu pai está com a sua mãe. – Terminou retirando sua mão da de Otávio.

 Pedro tentou dizer ao amigo que o amava, mas as três palavras que faltavam não saíram de sua boca, ficaram agarradas na garganta.

Otávio disse apenas OBRIGADO. Estava cansado, tudo o que queria era sair daquela igreja. Levantou-se caminhou até o caixão. Parou para olhar para seu pai pela última vez e disse ADEUS. Caminhou até a saída da igreja.

Não tinha mais casa. O único lugar onde agora se sentiria amado era a casa dos pais de Pedro.

Chegou na casa, pegou a chave reserva e abriu a porta. O choro começou.

 Ao abrir a porta lembrou de momentos felizes, tristes, momentos em que sentiu raiva do pai, momentos em que o pai brigou com um moleque de 14 anos porque arrumara briga no colégio.

Lembrou do forte abraço que o pai lhe deu quando contou que sua mãe havia morrido num acidente de carro. Todas essas lembranças agora estavam desbotadas. As lágrimas deixavam a sala de visitas borrada.

Subiu direto para o quarto de Pedro. Poderia ficar ali. Simplesmente deitou-se na cama e chorou até dormir.

 

O funeral havia terminado, Pedro não quis ver o enterro. Foi para a sua casa para ver como o amigo estava. Sem lugar para onde ir, Otávio iria para um único ligar, a casa de Pedro. A casa ainda estava vazia, os pais de Pedro ficaram com os familiares de Otávio, para o enterro, voltariam em poucas horas.

A porta estava destrancada. Subiu até seu quarto. Encontrou o amigo, apagado na cama. Não iria acordá-lo, ao invés disso foi até a cozinha e preparou um grande copo de leite quente com achocolatado.

Quando voltou, o amigo já estava acordado. Otávio olhava fixamente para o abajur ao lado da cama do amigo. Ao ouvir passos olhou em direção à porta e viu Pedro. O amigo veio até ele e lhe deu o copo. Otávio sentou e bebeu o leite. A cada gole a sonolência ia embora e a cada gole, a gratidão por ter o amigo ao seu lado aumentava.

– Obrigado, Pedro. – Pedro deu um sorriso por saber que ajudara o amigo.

Dessa vez foi Pedro quem subiu na cama. Não falou nada, Otávio sabia o que fazer.

Pedro deitou-se na cama. Otávio deitou ao seu lado e pôs sua cabeça no peito de Pedro. Nenhum dos dois disse uma palavra. Apenas suas respirações preenchiam o silêncio do quarto.

– Eu te amo, sabia né? –  Otávio disse quebrando o silêncio.

Pedro não pode responder porque na mesma hora a namorada de Otávio entrou no quarto.

 

03:30 – 15 de outubro

 

John acordou com gritos. Levantou-se da cama rapidamente e saiu para fora do quarto. Olhou para o corredor, haviam três portas, seu quarto, banheiro no final do corredor e o quarto de sua mãe ao lado do quarto do garoto. Os gritos vinham de lá, e eram de sua mãe.

John correu até o quarto ao lado, abriu a porta e o que viu foi a cena mais horrível que já viu na vida. O quarto inteiro estava com cheiro de sangue.

John nunca sentira aquele cheiro tão forte antes, a janela estava aberta e a cortina balançava com vento vindo de fora e mesmo assim o cheiro de sangue era insuportável.

Sua mãe, Flávia estava em pé ao lado da cama, suas mãos estavam ensanguentadas, segurava uma faca de cozinha, pingando sangue fresco e quente. John olhou para a cama e viu o corpo de seu padrasto morto, esfaqueado e degolado.

John sentiu gosto de bile em sua boca. Olhou para a mãe e disse:

–  Que merda, é essa?

Sua mãe soltou a faca e foi em direção ao filho. Puxou o rapaz até o corredor e sussurrou: –  Não fui eu.

Os olhos de sua mãe estavam vidrados no rosto de John. O que ele faria?

A esse momento já teriam chamado a polícia. E foi o que aconteceu, sem tempo de falar nada, John ouviu sirenes e viu luzes vermelhas e azuis passando pela cortina do quarto.

 

17:15 – 16 de outubro

 

Maria viu seu namorado deitado com outro homem. No começo ficou confusa e furiosa, mas depois percebeu que era o melhor amigo dele, Pedro.

–  Oi Pedro, que bom que você está aqui! –  Disse Maria.

Pedro tirou a cabeça de Otávio de cima de seu peito e levantou-se.

–  Oi, e-e-eu vim aqui para ver como o Otávio estava! –  gaguejou Pedro.

Virou-se para Otávio e disse que daria privacidade para o casal.

Após Pedro ter saído do quarto e não ser capaz de ouvi-la, Maria, fez o mesmo deitou-se ao lado de Otávio, na cama de Pedro. Só que dessa vez o mesmo não encostou em Maria.

–  Meu amor, você está bem? –  Três segundo depois falou novamente sem tempo de Otávio responder. –  Que pergunta mais boba, é claro que, meu amor, não está bem.

 Ao ver o rosto triste de Otávio, Maria tentou consolar o namorado.

–  O, seu pai sempre te amou. Ele só fez AQUILO por que devia estar se sentindo triste e não falou para você. Mas ele não queria que VOCÊ ficasse triste.

Otávio assentiu, recostou-se na cama, olhou para Maria e disse: –  Me sinto sozinho.

Levantou e caminhou até o banheiro. Tirou suas roupas e ficou em baixo do chuveiro, embaixo d'água, sem ao menos lavar-se com sabonete.

Simplesmente sentindo o toque da água em seu corpo.

 

03:33 – 15 de outubro

A polícia bateu na porta da casa, e John desceu para abri-la.

– Senhor policial, meu padrasto morreu, minha mãe está muito assustada. – Disse ao policial ao seu lado, enquanto um outro policial seguia os dois até o segundo andar.

Ao chegar no quarto dos pais de John, o policial pediu para que a mulher parada na porta se identificasse. Ao ver o corpo na cama, o policial pediu reforços e uma ambulância. Não adiantaria.

A perícia chegou junto de um reforço policial e a ambulância. Foram recolhidas provas do assassinato. Fotos foram tiradas da cena do crime, mas o que mais incomodou John, foi a foto que tiraram de sua mãe ensanguentada.

Levaram John e sua mãe, até a delegacia para prestar depoimento.

 

John contou tudo o que sabia e logo foi liberado. Esperou por sua mãe do lado de fora da sala de interrogatórios. Mas quem apareceu foi um detetive baixinho.

– Você é o filho da mulher que matou o marido? –  Perguntou o detetive.

John ficou confuso e tentou explicar ao detetive.

– Não. Minha mãe não matou ninguém. Ela é inocente! – Exclamou John nervoso.

–  Bom, você tem algum familiar que possa te buscar? –  Perguntou o detetive baixinho.

–  Sim, minha tia. –  Respondeu John.

Após ligarem para Marcela, John não teve de esperar meia hora até a tia, com cara de sono chegar na delegacia.

Foi até o policial e pediu informações sobre sua irmã, olhou para o lado e correu até o sobrinho.

–  MEU QUERIDO, EU VOU TE LEVAR PARA MINHA CASA. DEIXA SÓ EU TER INFORMAÇÕES SOBRE A SUA MÃE.

 A tia de John falou tão alto que toda a delegacia soube que John seria levado para a casa da tia.

Sem muitas informações que pudessem ser dadas antes das investigações serem concluídas, Marcela levou John para sua casa.

Chegando na casa de Marcela, John encontrou sua prima Alice, sentada no sofá, mexendo no celular.

Levantou-se do sofá e abraçou o primo, dizendo: –  Priminho, coitado. Minha mãe disse que seu padrasto morreu e sua mãe foi presa. Que loucura.

 Alice sempre foi a prima preferida de John. O rapaz apenas respondeu: –  Sim, Alice. Espero que minha mãe fique bem!

– Eu vou voltar para a delegacia agora mesmo e ver do que a sua mãe precisa! –  disse Marcela.

–  Eu vou com você, tia! – Disse John, mas o pedido foi negado.

–  Não. Você fica aqui com a Alice, eu volto já.

Novamente, Marcela, voltou para a delegacia, deixando John e Alice sozinhos na madrugada.

– Lembra quando éramos crianças e ficávamos sozinhos, para nossos pais irem jantar fora? Tinha pizza e Netflix a noite toda. Os filmes de terror, que você morria de medo. E daí, crescemos! –  Disse Alice nostálgica.

– É lembro, bons tempos. Agora pessoas são assassinadas e não é ficção. –  Respondeu John.

– Vem deitar, John. E espera minha mãe voltar. –  Disse Alice, levando o primo até seu quarto.

John deitou-se na cama da prima, Alice estava indo dormir quando a mãe recebeu a ligação. Desligou o computador e foi para o banheiro.

John deitado, não iria em hipótese alguma conseguir dormir. Ficou triste pela morte do padrasto. Ele não merecia isso, pensou John. Mas estava preocupado com a mãe. E se ela ficasse presa?

Ao sair do banheiro, Alice desceu até a cozinha e preparou chá de camomila, serviu duas xícaras e levou para seu quarto.

– Aqui, John. Bebe isto. Vai ajudar a adrenalina diminuir. –  Disse entregando o chá ao primo.

Quando John terminou o chá, começou a sentir-se sonolento. Dormiu com a xícara ao seu lado. Alice que estava novamente no celular, só percebeu que o primo adormecera quando a xícara caiu no chão, quebrando-se em pequenos pedaços.


Notas Finais


Espero que vocês estejam entendendo a linha do tempo da história. Momentos da história onde aconteceram coisas importantes ao personagens no mesmo dia.
Até o dia em que eles se encontraram. Daí tudo pode acontecer. ;)


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