História Destinados - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Otabek Altin, Personagens Originais, Victor Nikiforov, Yuri Katsuki, Yuri Plisetsky
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Palavras 2.026
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Terror e Horror, Universo Alternativo, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Spoilers, Suicídio, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Perdoem qualquer erro e boa leitura <3

Capítulo 11 - Talvez


Fiquei um bom tempo com Beka e Lara ontem, eles foram embora algum tempo depois porque amanhã Lara tem aula. Mas mesmo rindo e nos divertindo eu não consegui parar de pensar em quanto eu tenho sorte de tê-los comigo, antes eu não tinha ninguém além de Yuuri e Victor que seguiram suas carreiras como patinador e treinador, então estavam sempre ocupados, muitas crianças não tiveram a mesma sorte que eu tive de início, e muitas pessoas não tem a sorte que eu tenho agora, de ter uma família, meus alunos, talvez alguns deles não tenham essa sorte, talvez eles vivam em famílias problemáticas ou nem mesmo vivam com suas famílias, e provavelmente sofram demais com isso, e meu dever não só como professor, mas como pessoa e como um amigo para eles, é ajuda-los, preciso conversar com eles.

No dia seguinte eu estava decidido sobre o que tinha de fazer, precisava falar com Yuuri, ele entende bem mais do que eu em…qualquer assunto, de pé as 8:00, fiz minha higiene básica, estou realmente com pressa, enquanto preparo meu café digito o número dele em meu celular

-Alô – ele parece estar com uma voz de sono, provavelmente só acorda cedo quando tem competições de manhã.

-Oi, Yuuri eu preciso falar com você sobre um assunto especifico...

-Yurio?

-Sim...

-Hum, você vem em casa? Podemos conversar aqui mesmo...

-Tudo bem, dentro de alguns minutos eu estou indo para aí.

-Está – Ele dá a impressão de ter levantado só pelo fato de que eu preciso de ajuda, eu não costumo ligar para ele e muito menos para Victor.

 

Termino de passar o café e faço uma torrada rapidamente, pego minhas chaves, dinheiro, meu celular, e saio de casa. A casa dele é meio distante da minha, não vou muito a casa de Victor e de Yuuri, da última vez foi na festa de casamento dos dois e eu nem sequer fiquei muito, tempo o suficiente para ver os dois bêbados, normalmente não demora muito também, como de costume eu vou caminhando até o ponto de ônibus, mas dessa vez não vou para o centro, e sim para depois dele, somente alguns minutos depois do que estou acostumado e já me encontro de frente a uma casa branca, é um lugar grande para somente duas pessoas, mas Victor é sempre exagerado com as coisas então não me surpreende muito, levo minha mão até a campainha e não demora muito para que eu reconheça a voz de Yuuri

-Yurio? – Ele faz a pergunta como se já soubesse a resposta, somente para ter realmente certeza.

-Sim

Escuto passos rápidos e a porta se abre, nem vejo direito quem a abre e já sou entrelaçado em um abraço.

-YURIIIIOOO!!!

-N-Não dá para respirar

-Ah, sim oxigênio...faz séculos que você não fala comigo! Achei que tinha esquecido de nós.

-Victor? Ah, eu precisava conversar com Yuuri.

Ele me pega pelo braço e me arrasta para dentro da sua casa, me apresentando cada cômodo, não mudou nada, será que ele lembra que eu já vim aqui? Yuuri está na cozinha, de roupa trocada e lendo o jornal, nem parece que liguei de última hora, ele me olha e sorri.

-Victor, eu vou conversar com o Yurio no meu escritório – ele diz sorrindo, Victor acena com a cabeça e vai tomar seu café.

O cômodo é simples, um sofá de lado, uma mesa com duas cadeiras em sua frente e uma atrás com um computador, alguns jornais, e ao lado tem uma estante com muitos livros, me pergunto se ele já eu todos.

-Yurio, fiquei surpreso quando ligou, está com problemas? – Ele se senta na cadeira atrás do computador- sente-se por favor.

-Na verdade não sou necessariamente. – digo e sento em uma das cadeiras que estão a sua frente.

-Então quem?

-Bom, eu consegui um emprego fixo agora sou professor, mesmo não tendo o menor jeito com crianças, na verdade era o que eu pensava. Enfim, tenho duas turmas, dois dias na semana, minha primeira turma é extremamente animada com eles está tudo certo, mas já a segunda é completamente diferente, é insegura, triste, são conhecidos como a “sala dos esquecidos” me disseram que ninguém ligava muito para eles, fiz uma atividade diferente para ajudar um pouco na autoestima deles, acho até que funcionou, nas apresentações eles arrasaram, foram muito melhores que a primeira turma, mas....uma de minhas alunas...a menos deles...se apresentou junto com seu colega e no final era realmente uma apresentação, ao fim da música ela simplesmente jogou seu cabelo para o colega colocar, me contou depois que estava fazendo tratamento de câncer e bom, seus colegas pareceram tão chocados quanto eu, e eu sinto que preciso ajudar muito essa turma, os gêmeos Thalles e Thalita, Jean e Lari, a menor ia me contar alguma coisa sobre sua tia quando a mesma chegou para busca-la, bem atrasada entretendo.

-Calma, é muita informação, como os pais reagiram quando viram que tinha um professor novo? Aliás parabéns pelo novo emprego e no fundo você sabe que tem sim jeito com crianças, elas te adoram. – Ele sorri e me deixa continuar respondendo à pergunta que o mesmo fez.

-A mãe dos gêmeos sorriu, mas não disse nada, ela tinha uma aparência cansada, olheiras firmes, mas mesmo assim sorriu, o pai de Jean só me olhou com desprezo e o puxou para fora, meu coração me apertou ao ver a cena, mas não pude fazer nada, e a tia de Lari nem sequer olhou direito para mim muito menos para Lari, nem se desculpou pelo longo atraso me parte o coração pensar que eu não ajudei nenhum deles, e que talvez eles estejam passando algo pior em casa.

-Yurio – ele tira os óculos e olha para mim sério, como se já soubesse a resposta de todas as perguntas que eu fiz. –Vou começar dizendo que a probabilidade de eles passarem por experiências péssimas em casa é grande, depressão, ansiedade são não somente por causa de problemas em casa, mas pelo o que você me disse, com certeza é isso se você quer ajuda-los você precisa ter certeza do que eles passam, ganhe a confiança deles e faça eles desabafarem contigo, não é difícil ganhar a confiança de uma criança normal e feliz, mas como você disse, essas crianças têm baixa autoestima então é realmente mais complicado faze-los contar as coisas que passam, ainda mais se for algo muito sério. As formas como os pais te olham também podem dizer muita coisa, pelo que você descreveu, a mãe dos gêmeos também deve passar parte das dificuldades, talvez seja por causa do pai das crianças? Quem sabe ameaças ou agressões? Não tenho certeza, ou somente trabalhe demais mesmo. O pai de Jean eu não tenho ideia, sinto muito Yurio, fica meio complicado dizer assim sem muita ideia de como o cara é. Já a tia da Lari, eu não sei ao certo, quem sabe problemas com alcoolismo? Eu não posso te ajudar muito mais que isso, já que não vi os pais e nem as crianças. Tem algo que eu possa fazer para te ajudar mais?

-Yuuri!!! Você é um gênio...você dança, patina, eu tive uma ideia de como você pode me ajudar um pouco mais!! – Sinto um sorriso surgirem rapidamente em meus lábios, e ele me olha surpreso.

-Diga-me então

-Como você tem um jeito especial de lidar com as crianças e uma forma de ver coisas que eu não consigo somente por notar algo diferente nas pessoas, você vai dar uma aula comigo! Semana que vem!

-Mas eu nunca fui professor, não tenho experiência também, e eu só lidei com você de criança.

-Foda-se eu também não levo jeito nenhum! Nem tenho experiência! E lidar comigo de criança já foi o suficiente para criar experiência com isso, e pelo amor de Deus você ia ser psicólogo infantil, você lida com qualquer criança muito melhor que eu! Por favor!!

-Está...tudo bem eu acho, mas não essas crianças não são como as outras, você sabe disso não sabe? Quero que independente das minhas conclusões você seja forte e continue até o final.

-Com certeza!! Eu só quero eles felizes agora Yuuri...eu me vejo neles, principalmente em Lari, ela me intriga, ainda mais que os outros, não consigo lidar que já nova esteja passando por tudo isso...mesmo feliz demais ontem por causa do Ota...

-Por causa De quem Yurio?

-Hum...- olho envergonhado, não é como se eu tivesse vergonha de Otabek, mas falar dele com Yuuri é no mínimo constrangedor...-Otabek...é.…um...amigo...?

Ele ri por um instante e me olha – Você está fazendo essa pergunta para mim ou para você? Se me permite dizer, a pela sua expressão e seu rosto corado ele não aparenta ser só um amigo.

Eu nem percebi que tinha corado só a mencionar o seu nome, porra, eu acho que agora vou ter que falar né? Já comecei então vou terminar de contar essa merda.

-Otabek é meu...namorado.

-COMO É QUE É? –Victor entra instantaneamente na sala, parece que ele sente quando estamos falando de relações e porra para que esse escândalo? –VOCÊ NÃO NOS DISSE NADA SOBRE ISSO!! NEM APRESENTOU ELE PARA NÓS!!! ISSO É UM ABSURDO!!

-Porque eu deveria? Além do mais, as coisas aconteceram rápido, e minha vida está uma bagunça, e para de gritar caralho, escandaloso. Yuuri controla seu marido!

-Victor eu ainda estou conversando e no MEU escritório, me de licença por favor...

-Hunf!! – Ele sai emburrado e fazendo drama – Vou fazer o almoço...já que não sou bem-vindo aqui no SEU escritório.

-É faça isso Victor- Yuuri diz em um tom de desaprovação-Yurio, pode continuar a história de onde parou, sinto muito por isso.

-Enfim, eu ia dizendo que mesmo ontem que estava extremamente feliz, não conseguia parar de pensar nas minhas crianças, meus pensamentos estavam distantes de mim mesmo, não sei ao certo.

-Você mesmo disse que se vê nos seus alunos da segunda turma, justamente por isso não consegue parar de se preocupar, você sente que elas estão com problemas e também sabe que possivelmente você possa ser a única forma de saída que eles possam ter da vida que tem. Então seus pensamentos para qualquer coisa que faça, vão estar ligado neles, ao menos um pouco.

-Você me surpreende...eu pensar isso é uma coisa, agora você dizendo com tanta clareza e certeza, me faz perceber que é realmente verdade. Você me ajudou muito hoje...obrigado, acho que já vou indo.

-Imagina, sempre que você precisar de ajuda pode me ligar, já vai? Almoça com a gente.

-Acho que tudo bem então.

-Não seja tímido, você não nos conheceu ontem – ele parece achar graça pelo fato da minha timidez estar evidente e eu não saber o porquê.

É verdade, porque estou tão tímido? Eu conheço eles a anos! Eles cuidaram de mim, quem sabe um dia eu apresente Otabek para os dois, além do mais eu admiro o estilo de casal dos dois levam uma vida boa, tranquila e acima do relacionamento eles são melhores amigos.

Na próxima aula tudo vai ocorrer de uma forma diferente, mas vai dar certo, Yuuri entende disso melhor que eu, então ele talvez consiga apresentar uma aula mais divertida para alegra-los um pouco e ganhar a confiança deles também, não que eu já tenha ganhado, mas acho que a menos um pouco eles confiam em mim, Lari ia me contar seus problemas àquela hora, se ela não me sentisse confiável ela não falaria nada...certo? Acho que sim. Yuuri está arrumando as coisas para sair do seu escritório, mas ainda preciso falar uma última coisa, quando ele está saindo eu seguro no seu ombro.

-Yuuri, terça as 14:00 é a primeira aula, não acho que você precise ir nessa, mas seria interessante, ao menos para se acostumar, que tal? A primeira aula acaba as 15:00. A segunda aula começa às 15:30, que no caso é a aula da turma que eu te disse, acaba as 16:30. Você vai me ajudar nessa né?

-Mas é claro, eu também senti que deveria ajudar.

Meus reflexos me fazem abraça-lo, o que o surpreende e também em surpreende, talvez eu nunca tenha abraçado os dois por pura vontade ou instinto.


Notas Finais


EU NÃO MORRI <3 VIVAAA

Embora tudo esteja me pesando um pouco, minhas semanas estão literalmente muito corridas e eu só paro de noite, mas como eu disse desde o inicio dessa fic, eu não vou desistir dessa porra <3

Enfiiim, como sempre, espero que tenham gostado, em digam oque acharam do capitulo, berros, comentários e criticas construtivas são bem vindas Yaay <3

Obrigado por lerem "sá porra"


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