História Destinados - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Otabek Altin, Personagens Originais, Victor Nikiforov, Yuri Katsuki, Yuri Plisetsky
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Palavras 1.573
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Terror e Horror, Universo Alternativo, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Spoilers, Suicídio, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Galerinha, eu fiz uma modificação no capitulo "turma esquecida" mais para frente vocês vão saber o porque, mas deem uma olhada porque a idade deles mudaram. Perdoem qualquer erro e boa leitura

Capítulo 12 - Carta


Pov Thalles Vargas

O despertador toca mesmo não precisando, escuto barulhos ao quarto ao lado, meu corpo dói, me levanto e olho-me ao espelho, as marcas em meu pescoço estão roxas meio esverdeadas, não vão sair tão cedo justamente por isso tive que faltar na escola ontem, ficar sozinho em casa com ele ainda é agoniante, um sentimento perturbador, ao menos a bebido o deixou apagado por várias horas, jogo-me na cama novamente.

Não sinto a menor vontade de sair da minha cama, muito menos de meu quarto que ultimamente tem sido meu único refúgio…será que Thalita já acordou? Respira. Inspira. Levanta. Já de pé, arrumo minha cama, olho-me novamente no espelho, mesmo odiando isso, olho fixamente para as marcas e depois para mim mesmo...eu mereço passar por isso? Deus é injusto comigo...espera...Deus? Não existe Deus nenhum. Quem sabe um dia desses eu morro atropelado ou coisa do gênero, sou covarde demais para me matar, seria estupidez deixar as mulheres da minha vida com esse monstro, nunca me perdoaria. Saio do meu quarto e escuto os barulhos ainda no quarto da minha mãe –Vadia imunda, você e aqueles dois deveriam morrer seus imprestáveis – Bem que eu queria…bem que eu queria mesmo.... Acho que não preciso escutar mais. Insultos e mais insultos, nada fora do comum infelizmente, chegando na cozinha vejo Thalita com uma xicara de café na mão, observando a janela, não ouso interrompe-la, em momentos assim é que ela consegue ficar tranquila com sigo mesma, isso é raro, encosto na porta da cozinha e fico observando-a, o sol da manhã combina perfeitamente com sua pele, ela é linda, minha irmã não merecia nada disso, ela merece ser feliz, realizar seus sonhos. Ela nota minha presença e se vira –Bom Dia – ela sorri, eu sei que não é de verdade, mas ela nunca deixou de sorrir, diferente de mim ela sabe fingir felicidade, quando ela não está chorando ela está fingindo felicidade, eu sei que ela está em um abismo de depressão debaixo desse sorriso, mas assim como eu, ela não quer demonstrar o quanto está triste e sofrendo muito.

-Thaly, seu despertador também ativou? – Pergunto mesmo já sabendo a resposta.

-Não – ela bebe um pouco mais de ser café – acordei com os....barulhos, então vim tomar meu café, quer?

Ela indica a cafeteira e eu pego um pouco, só para me mantar acordado, diferente de Thalita eu não gosto muito de café, pego açúcar já que ela só toma café amargo e puro, eu prefiro coisas doces, ela me olha e parece achar graça da careta que fiz antes de jogar açúcar.

-Você faz isso toda a vez, sabe que não gosto de açúcar – ela ri.

-V-Você deu risada...

Ela fica séria e me encara por um instante, e se vira novamente para observar a janela, eu nunca ouvi minha irmã rindo, não sei se ela riu de verdade, um som diferente das normais de choro, eu ainda quero ouvir de novo, um som feliz.

 Pego meu café e saio da cozinha, vou para o jardim, nós temos algumas plantas e eu gosto de observa-las. Respira. Inspira. Pela primeira vez na vida, eu não escuto mais gritos, não escuto nada além dos pássaros, silêncio, muito silêncio, isso é perturbador.

-THALLES!!! ME AJUDA AQUI!!!!

Me levanto instantaneamente por causa do susto, corro para dentro de casa, nada, não vejo ninguém.

-NO QUARTO, RÁPIDO!!

Corro para o corredor, e só vejo um corpo agachado chorando, abraçado com outro corpo, não entendi o que estava acontecendo, corro para perto da cena

-CHAMA A ALGUÉM!

Eu fico paralisado olhando a cena, lágrimas escorrem do meu rosto, não que eu possa controlar, saio do quarto, telefone fixo, isso, corro até a sala, pego o telefone 911, minha voz ao telefone é de puro desespero, dou o endereço para a pessoa, corro novamente para o quarto.

-O-O que aconteceu?!

-E-Eu não sei, precisava falar com ela, quando cheguei não tinha mais ninguém aqui e ela estava no chão....espera na porta, eu vou ficar aqui com ela.

Tempo, não sei quanto demorou para chegarem em minha casa, meu desespero continuava evidente, a visão da minha mãe sendo levada por uma ambulância, para longe de nós foi de longe a pior surra que eu já levei, não fisicamente, psicologicamente, ele foi embora, simplesmente sumiu, o veículo já estava distante, e eu ainda em estado de transe somente estava com o olhar fixo para a entrada de casa, sinto uma mão em meu ombro, mas não me viro, continuo olhando para frente.

-Thalles, precisamos conversar, o que nós vamos fazer...se.…se o pior acontecer? Nós não podemos ficar aqui, ele vai voltar.

-Quer sinceridade? Nós estamos sozinhos agora, eu e você, ela não está mais conosco Thalita, eu senti isso, foi como um tapa na cara com força mas eu senti, ela se foi, ela não merecia tudo o que passava, isso foi uma libertação para ela, nós não sabemos eu foi, não tinha nada quebrado, não tinha sangue, não tinha nada no quarto além dela no chão.

-Tinha sim – Ela me mostrou uma carta aberta, e uma cartela de remédios, deixou na minha mão e saiu.

Uma carta, depois disso ainda tem uma carta, eu não quero ler, mas eu preciso, talvez seja a última coisa que eu tenha de minha mãe...respira. Inspira. Comesse a ler.

 

Meus gêmeos, meus filhos amados.

 

Eu sei, essa foi a pior decisão para mim, eu sei que não precisam passar por isso, vocês não merecem isso, não merecem ele, eu não mereço vocês, são bons demais para mim, hoje de manhã, essa manhã linda de sábado, vai ficar marcada na vida de vocês, de uma forma horrível, eu sei, mas essas vão ser as lições que eu ia ensinar para vocês durante a vida, já começo pedindo desculpas por tudo. Minha carta começa aqui.

A vida de gente grande não é fácil, muitas vezes nos encontramos em enrascadas das quais não sabemos sair, eu resolvi escrever coisas que quero que lembrem todos os dias

-A vingança é como tomar veneno esperando que o outro morra. Ela nos estraga, corrói tudo por dentro e não vale a pena. Ao final sentimos pena de nós mesmos.

-Amor nunca é demais. Nunca! Lógico que não devemos ficar onde não haja amor, mas nunca se arrepender do que foi oferecido. Nunca se arrependam de ter dado tudo de bom a alguém, mesmo que essa pessoa não retribua.

-Sempre que puder ajudar alguém, ajude! Não interessa quem seja, não interessa que seja anônimo, ou pequeno ou que você não goste da pessoa. Nunca, jamais, negue ajuda.

-Dinheiro só tem que servir para ajudar a quem precisa. Nunca em hipótese nenhuma deixe alguém para trás por dinheiro. Não viva para ele. Não briguem por ele. Ele é só um pedaço de papel que se rasgar não serve para mais nada. As pessoas sim servem!

-Falem com Deus. Todo o dia, mesmo que seja bobeira. Conte do seu dia e dos seus problemas. Peça ajuda. Ouça o que ele diz no seu coração. Ele é o único que não te julga, e sabe quem você é e como é o seu coração.

-Chorem sempre que precisarem. Chorem de soluçar, chore até dormir, chore escandalosamente. E depois aquiete o espirito e deixe Deus falar com você e te dar respostas.

-Seja bom (boa) para as pessoas. Faça-as sorrir. Deixe-as chorar. Dê conselhos. NÃO JULGUE ninguém NUNCA. Ouça as histórias. Guarde com você. Não espalhe segredos que não são seus. Sejam educados em qualquer situação.

-Não sejam saco de pancada de ninguém. Não confundam bondade com idiotice. Se precisar xingar, xingue. Grite! Garantam seus direitos. Não deixem que pisem em você. Assuma tudo o que falar mas se defendam se te acusarem de algo que você não fez.

 

Enfim, guardem isso para a vida de vocês. Mamãe vai estar sempre pertinho de vocês para não se desviarem do caminho. Eu amo vocês! Vocês dois!

 

“Ao invés de comprar para o seu filho coisas que ele nunca teve ensine-os as coisas que nunca lhe ensinaram”

 

 

Me encosto na parede, abraçando meus joelhos e chorando, sinto mais alguém me abraçar.

-Thalles, não chora, ela quis assim e não queria que nós chorássemos, ela finalmente vai ter paz.

-Oque vamos fazer agora? Estamos sozinhos...

-Eu falei com um dos enfermeiros, ele me deu um número, disse que infelizmente é normal isso acontecer...acho que é alguma assistente social ou coisa do gênero.

-Quer que eu ligue?

-Não, Em primeiro lugar, se acalme: Procure se acalmar e parar de chorar o quanto antes quanto mais você chorar, mais inchado vai ficar seu rosto. Depois enxague seu rosto um pouco, tudo bem?

-Tudo bem...mas vamos fazer a ligação juntos...está bem?  

-Hum – Ela pensa um pouco e concorda com a cabeça.

- E acho melhor você ir fazer a mesma coisa que me mandou fazer...

 

A água quente relaxa meu corpo mas aumenta a vontade de chorar “chorem sempre que precisarem” lembrando da carta...eu choro...deixo todas as lágrimas caírem, lentamente a vontade de chorar vai passando, talvez eu não tenha mais lágrimas para saírem, saio do banho, meu rosto continua inchado, não que eu ligue, mas me incomoda um pouco nem olho minha gaveta, pego a primeira roupa que vejo, minha vontade de morrer só piora. Vejo Thalita com um número em uma mão e o fixo em outra. Respira. Inspira. Levanto mina cabeça e digo para ela:

-Vamos fazer isso então.


Notas Finais


Finalmente um feriado na minha cidade, tempinho para escrever. Se eu chorei revisando esse capitulo? Só bastante né.
Me digam, oque acharam?

Comentários, criticas construtivas, berros, são todos bem vindos nos comentários. E eu queria agradecer para a galera que está acompanhando e curtindo a fic e meu jeitinho de escrever, vocês são incríveis meus amores <3


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