História Destination of Love - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Neymar
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Palavras 2.538
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Gente, só p esclarecer, eu não odeio a Bruna e nem nada, mas na fica ela vai ser uma das vilãs, só aceite ok? Ok! Leiam<3

Capítulo 16 - E não é por isso que deixei de te querer um só dia.


Dois dias se passaram, o ultimo mês do ano estava cada vez mais próximo, eu ainda não tinha decidido o que ia fazer então fui pra casa de Aaron. 

Eu estava muito diferente desde aquela noite, arrogante, grossa, fria, calada como eu era antes de ir pra Barcelona. Parece que a antiga Gabriele voltou, e voltou pior do que nunca. A decepção nos obriga a ser diferente, pelo menos assim eu sei que não vou ser magoada outra vez. É por isso que eu prefiro guardar os sentimentos. Da última vez que eu decidi contar toda a verdade pra alguém, tudo mudou e mudou pra pior. E eu sabia que não iria ser mais a mesma coisa. Errei quando coloquei amor onde não deveria. Na verdade, eu sempre erro com tudo, sempre erro com a vida e comigo mesma. Parece que eu joguei todas as emoções num liquidificador, e tô sentindo todas elas ao mesmo tempo! Isso não pode ser normal.

 

Mamãe ligou novamente, respirei fundo e atendi.


— Oi? — falei.


— Querida? Tomou a decisão? — perguntou ansiosa.


Olhei pra tudo aquilo, na TV passava uma matéria sobre Neymar e Bruna agarrados na praia, atras Rafa, Lucca, Nadine, Neymar e Lauren brincando na areia sorrindo. 

Meus olhos se encheram de água, mas não foi porque vi o cara que amo estava agarrado com outra mulher, ou porque eles já me esqueceram. Foi de raiva. Raiva da humilhação que me fizeram passar. 


E com os olhos cheio de lágrimas, e minha mãe esperando uma resposta. Respirei fundo e deixei que a lágrima caísse.


— Que se foda! Em dois dias estou no Brasil.


Ela comemorou, óbvio. Não tinha malas, afinal, eu deixei todas as minhas roupas lá. Mamãe me mandou a passagem e um dinheiro pra poder voltar, porque eu devolvi todo o dinheiro que eu recebi trabalhando pra ele. Peguei minhas poucas coisas, como o celular, carregador, o quadro, dois vestidos que comprei é meu salto. Arrumei tudo em uma bolsa pequena e fui tomar banho, coloquei o vestido preto curto e os saltos que também eram preto, deixei meu cabelo solto, passei pouca maquiagem, peguei minha bolsa e desci pra sala. 


— Vai embora mesmo? — perguntou triste — Gabe se quiser pode ficar.


O olhei e sorri.


— Eu tenho que ir agora meu amor — abracei ele — mas você pode me visitar se quiser, o dia que quiser. 

 

— Te desejo toda a felicidade do mundo. Uma casa em um lugar calmo e sereno, uma estante com muitos livros, um jardim pra cuidar, paz na alma, sucesso na profissão, cachorros, filhos e eu no seu coração. Te amo pra sempre Gabe Gabe! — sorri.


— Te amo pra sempre Aa — ele sorriu — eu volto pra te ver ou pra ficar de vez com você.


— Se quiser, pode ter o tempo que achar necessário. Que por minha parte, eu estarei esperando o dia em que você decida voltar e ser feliz como antes. E sei muito bem, que como eu, você vai sentir minha falta. E não é por isso que deixei de te querer um só dia. Estou contigo mesmo que você esteja longe da minha vida; pela sua felicidade às custas da minha. Mas se agora você tem somente a metade do grande amor que ainda tenho por você, pode jurar a quem você quiser que eu digo quero que seja feliz, mesmo que não seja comigo — o abracei.


— Tchau meu amor — nos soltamos — não esqueça que eu não deixei de te amar um só dia desde que fui embora da primeira vez. 


Comecei a me afastar e ele sorriu.


— Tchau Gabs — sorri. 

 


Passei pela porta tranquila, uma multidão de repórteres e fãs me cercaram no aeroporto. Ótimo, parece que estou na ativa novamente. Fiz tudo lá e entrei no avião, olhei pela janela e aqui deixo tudo o que vivi com eles. Por mim.

 

{..}

 

Cheguei ao Brasil algumas horas depois e novamente aquela multidão de fãs e paparazzis, tentei fugir de todos porque não estou com cabeça. Minha mãe e meu pai estavam lá com um sorrisão enorme, sorri ao vê-los assim, independente de tudo, eles são meus pais e são os únicos que sei que quando todos me virarem as costas, eles estarão lá. 

Assim que cheguei perto eles correram pra me abraçar, não chorei ou fiquei emocionada, mas foi bom abraçá-los. Voltamos pra casa e contei as coisas boas que vivi em Barcelona. Óbvio, tirando as partes dos beijos com o meu patrão e o modo que fui demitida. 


Assim que abri a porta da mansão que eu deixei pra trás a meses, tinha um monte de gente que gritaram “surpresa” ao mesmo tempo. E não eram pessoas qualquer, eram os meus melhores amigos, familiares e pessoas importantes pra mim. Corri pra abraçar um por um, uma música animada começou a tocar e percebi que ali começaria uma grande festa. As mesas estavam cheias de coisas pra comer, tinha até um bar no canto da sala. Depois de abraçar todos, mais e mais pessoas chegavam a cada instante me desejando “boas-vindas”. 


Tudo começou num copo de vodca e bastou algumas horas pra eu e meus amigos já estarmos loucos de dançar encima da mesa. Meus pais estavam curtindo com a gente, Ian e eu dançávamos agarrados enquanto bebíamos um coquetel que estava doce, já era nossos quarto copo da bebida. 

Seus braços agarraram minha cintura me puxando pra ele, nossas bocas estavam próximas e tocava “Umbrella”, sorri com vontade de chorar lembrando do meu patrão que dançou essa música comigo em uma das várias baladas que fomos ao longo dos meses vividos em Barcelona. 

 

A bebida sempre ativa um lado emocional e o meu, foi a vontade de chorar ao lembrar de tudo. Ian tão bêbado quanto eu me beijou, eu não sabia o que estava fazendo mas nossas bocas estavam coladas. Parecia que o mundo estava em câmera lenta e foi aí que eu tropecei e cai de cara no chão. 


Sofi, a lésbica começou a rir de mim e acabou caindo também, no final da música estávamos todos deitados no chão rindo e olhando para as luzes brilhantes no teto. Sem falar nada, apenas curtindo o momento. 


{..}

 

— Acorda vagabunda — abri os olhos e era a bicha colorida, Andy. 


— Para de encher o saco bicha — resmunguei.


— Vamos pra praia meu amor, nossas férias só estão começando! — comemorou — vem vaca. 


Ele me puxou, eu dormi no chão da sala junto com todos, Andy acordou todos e me puxou pro quarto com ele. Me joguei na cama.

 

— Vai vaca, vou ter que te dar banho? — perguntou entediado.

 

A verdade é que eu ainda não estava em meu nível de consciência comum, a bebida ainda me afetava um pouco. Andy bufou e me arrastou pro banho, ele ligou o chuveiro e me empurrou lá dentro.


— Aí viado, tá gelada essa porra — sai correndo.


Ele riu.


— Vamos diva, você quando bebe viu! — falava rindo.


Sai correndo no banheiro cantando uma música qualquer quando ele me puxou novamente e me empurrou no box e ligou o chuveiro. Tive que ficar lá pois o mesmo me ameaçou com um salto qualquer. 


— Tira essa roupa Gabriele, toda suja de vomito! — riu.


Tentei tirar mas acabei escorregando no sabonete e indo pro chão. Eu como uma boa bêbada comecei a rir, isso vai doer depois. Mas agora eu não preciso me preocupar.


— Levanta os braços vaca — mandou.


Ri e levantei os braços rindo, Andy segurou a barra do meu vestido e começou a puxar na tentativa de tirá-lo.

 

— Você vai me ver pelada? — perguntei inocente.


— Não tem nada aí que eu goste ou que já não tenha visto — revirou os olhos.


Ri e terminei de tirar o vestido, fiquei só de calcinha pois Andy falou que não gostava de ver garotas nuas. Gargalhei, Andy lavou meu cabelo, terminei o banho e sai enrolada na toalha um pouco mais consciente. 


— Senta aqui, vou pegar roupa pra você — mandou. Assenti. 


Ele riu e foi. Meu viado me trouxe um short jeans e uma camisa curtinha e lingerie. Me vesti um pouco tonta e ele penteou meu cabelo conversando comigo.


— Tá linda agora — sorriu.


— Te amo Andy, você é fabuloso — bocejei, ele sorriu — posso dormir mais um pouquinho?


— Pode Gabe, vamos só a noite — falou e beijou meu rosto.


Deitei direito na cama, ele me cobriu, apagou as luzes e fechou a porta saindo do quarto. 

 

{..}

 

— Ótimo, vamos todos de van particular — Mel dava as informações — sem sujar se não a gente paga multa! 


Todos assentiram, iam pra praia: Mel, Sofi, Andy, Clarisse, Ian, Ryan, Matthews, Lara, Angel, Philip, Alex, Iara e eu. Fora Mel, Sofi, Andy, Ian e Ryan, o resto são tudo meus primos e somos amigos além disso. Nossas malas já estavam na van, me despedi de meus pais e entramos no carro com Matt dirigindo. 


Iam ser umas quatro horas de viagem, no começo foi uma puta animação, cantamos, falamos sobre tudo principalmente de sexo, zoamos uns com os outros e rimos bastante. Depois, todos começaram a dormir, acordei quando trocaram os motoristas, quem iria dirigir agora era Alex.


Matt dormiu nos primeiros bancos da van, sentei no último banco pois queria esticar as pernas e Ian sentou ao meu lado. Ele alisou minha cocha desnuda pois estava de shorts, a luz da van estava apagada pois todos dormiam, já eram duas da manhã, sua mão começou a subir pra barra do meu short, sorri e me aproximei sentido sua boca no meu pescoço logo subindo pra minha boca. Ficamos nos pegando loucamente no último banco, até eu parar tudo pois o clima estava esquentando demais. 


Chegamos na praia as quatro da manhã e fomos pra direto pra casa da família, me deitei em um dos quartos com Ryan e dormimos.


{..}

 

Acordei com o meu celular tocando na mesinha ao lado da cama. Nem me dei o luxo de abrir os olhos, o peguei e atendi colocando no ouvido.


— Gabe? — era Rafa.


— Oi vaca — bocejei — me ligou por que?


— Meu aniversario gata! — falou animada — está próximo e eu vou dar uma super festa numa boate do Rio, e você não pode faltar.


— Rafa eu não vou e você sabe o motivo — resmunguei. 


— Poxa amiga! Não acredito que vai fazer isso comigo — falou com chateação na voz — você é minha melhor amiga. O que custa vir um pouquinho? 


Bufei, ela riu.


— Ok eu vou, mas só um pouco! — falei.


Ela começou a gritar e eu ri da animação dela.


— Você voltou pro Brasil né? — perguntou.


— Como sabe? 


— Passou na TV e saiu em algumas revistas, tem boatos dizendo que Bruna te demitiu por ciúmes é aquele blábláblá todo de jornalista fofoqueiro — ri — mas e aí? Como foi reencontrar seus pais? 


— Foi bom. Quando eu sai do hotel, de madrugada, eles me ligaram e pediram pra mim voltar, eu não tinha mais o que fazer aí e vim. Como está Lucca? — perguntei.


— Ele está morrendo de saudades de você, chora todos os dias, ele reclama muito de Lauren e quando vou falar pro Ney, Bruna se intromete e fala que é implicância minha por causa de você. Tô de saco cheio dos três. Da Bruna, do Ney e da vaca da Lauren, ele está muito mudado desde aquela noite! — falou. 


Eu não queria saber dele, mas a curiosidade era maior do que eu, eu queria saber como ele estava, se estava feliz, bem e todas essas coisas.


— Que pena pra você e pro Lucca, tô com saudades — falei. 


— Também estou com saudades amiga! — sorri — ele acabou de entrar aqui, muda de assunto, fingi que está curtindo, feliz que vou por no viva-voz — sussurrou. 


Ri e concordei. Percebi ela por no viva-voz e mandando ele calar a boca. 


— Mas cê tá por onde? — perguntou.


— Na praia, chegamos aqui de madrugada nem sei que horas são — sorri. 

 

Ryan bocejou ao meu lado.


— Bom dia gata — beijou meu rosto.


— Bom dia vida — sorriu.


Ryan se levantou e por alguns segundos esqueci que estava no viva-voz e Neymar ouvia tudo.


— Opa, quem é? — Rafa perguntou.


— Ry — ri.


Ouvi Neymar resmungar ao fundo e falar algo como “ela é igual a todas”


— O que ele tá falando aí? — perguntei me irritando.


Pelo barulho ele pegou o celular da mão dela e tirou do viva-voz. 


— É isso mesmo, você já está com outro né? Não esperou nem esfriar do Aaron — riu amargo — ainda bem que Bruna abriu meus olhos a tempo.

 

— E se eu tiver com outro? O problema é exclusivamente meu! Você não é nada meu, não lhe devo satisfações da minha vida — falei alto.


— E eu que ia fazer uma grande besteira, sorte que não fiz, você mostrou ser sem vergonha antes! 


— Eu sem vergonha? Você e Bruna são um casal sem vergonha! Um traindo o outro, que lindo! Antes de voltar pro Brasil, pede para os empregados aumentar o tamanho da porta pro chifre passar! —  gritei — corno.

 

Acho que atingi o ego dele pois o mesmo começou a me xingar de tudo quanto é nome e falar coisas horríveis pra mim. Eu não fiquei chateada, fiquei com raiva. 


— Quer saber? Eu nunca mais quero ver sua cara na minha vida! — gritou.


— Ótimo, porque isso é recíproco! — rebati.


— LEGAL! — gritou.


— MARAVILHA! — gritei. 


— Eu te amo — sussurrou. Meus olhos se encheram de água. 


— Eu também te amo — sussurrei chorando. 


— Eu te amo muito Gabe — fungou.


Ele estava chorando.


— Essa dor aqui dentro da insuportável — ele ainda sussurrava — eu não estou aguentando. Preciso de você aqui comigo. 


Lágrimas e mais lágrimas.


— Agora é tarde — suspiramos — acabou pra sempre. Segue a sua vida que eu vou fazer o mesmo. Você pode levar embora toda a dor que me causou? 


— Desculpa boneca! Me perdoa! Sei que me odeia mas, eu só te amo — sua voz ainda era chorosa.


Conversávamos baixinho. 


— Eu não posso dizer que te odeio, porque eu estaria mentindo — funguei —Mas eu odeio o fato de você ter me magoado. Odeio sentir o seu perfume na rua e lembrar de você me abraçando tarde da noite. Odeio essa mania de morder os lábios que você passou pra mim. Odeio escutar as músicas que me lembram você e querer chorar. Odeio lembrar das horas que passei beijando você, ou admirando suas tatuagens. Odeio gostar tanto de você. Odeio o fato de você ter dito "eu te amo" pra mim, e ter me magoado da mesma forma. Não era para você cuidar de mim? Pois você disse que cuidaria, foi o que você me disse. Odeio ter que acreditar que foi tudo farsa sua, porque não pareceu farsa sua. Odeio ter que acreditar que o jeito que você me olhava, a intensidade que você dirigia a mim no olhar, era falsa. Odeio isso tudo, mas não você! — fiquei em silêncio tentando acalmar as lágrimas — Odeio sentir vontade de chorar agora mesmo. Odeio quando deito na minha cama e lembro de como eu quase dormi com você deitado me abraçando. Odeio que você tenha chegado tão fundo. Mas o que eu mais odeio? Odeio não conseguir te odiar. Eu te amo muito nego. 


— Eu também te amo Gabe. Descobri que te amava quando te deixei partir e não teve um só dia que eu me amaldiçoei por isso. Você é o amor da minha vida. 


Notas Finais


Comenteemmm<3 fiquei muito feliz pelos comentários do último cap<3


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