História Destino - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Kiba Inuzuka, Neji Hyuuga
Tags Naruto, Romance
Exibições 37
Palavras 3.452
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ecchi, Famí­lia, Hentai, Josei, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá leitores,

OH MEU DEUS, ISSO É UMA ATUALIZAÇÃO?

Sim. Por quê? Porque eu estou voltando com as fanfics aos poucos. Já faz um tempo que venho atualizando minha fanfic de Harry Potter e comecei uma interativa com minha prima, de glee, que só está sendo postada no social spirit. Se chama "Don't Stop Believin", a quem interessar. Enfim, depois de pegar no tranco com fics mais simples, decidi que já dava pra voltar com essa aqui. Ela é bem mais trabalhosa e madura que as outras, por isso demorei mais.

Espero que gostei do retorno ^^

Boa leitura,

Gaby Amorinha

Capítulo 9 - VIII - Guerra


Nunca um silêncio foi tão incômodo, isso mesmo levando em conta todos os silêncios constrangedores pelos quais Hinata passara ultimamente. As expressões de incredulidade do conselho pareceram crescer de tal forma em terror que o próprio Neji se recolheu à sua insignificância, se sentando de novo em sua cadeira ao lado de Hinata. Algo ia, aparentemente, dar muito errado.

- Perdão, Srta. Hyuuga, mas eu tive a impressão de que a Srta. se decidiu por se casar com seu primo, Neji? - o chefe do conselho questionou.

- Sim. - ela reafirmou, bem menos confiante do que gostaria. - Por que não? Forte, jovem e Hyuuga. Não é a escolha perfeita?

O senhor riu, ainda sem acreditar no que ouvia.

- Eu tenho cara de palhaço? - ele perguntou. - Acha que eu não sei que isso é uma tentativa de golpe? Você não pode se casar com alguém com a genética tão próxima da sua, vai gerar um herdeiro defeituoso!

- Com todo respeito, senhor - Neji começou. - eu confio na médica da Hinata pra prevenir esse tipo de coisa. Haruno Sakura, ouviu falar? Melhor médica de Konoha, esposa do Hokage… Certamente vai acompanhar toda a gravidez.

- Você. Não. Vai. Se. Casar. Com. Seu. Primo. - o homem grunhiu, começando a ficar perigosamente vermelho.

- Ah, sejamos sinceros. - Hinata interrompeu. - Você não dá a mínima pra como meus filhos vão nascer, você não quer o Neji na família principal. Só. Nenhum de vocês quer, só porque isso é uma coisa que lutaram a vida inteira para tirar dele, e agora, de um jeito ou de outro, ele vai conseguir. Encontre algo nos registros do clã que proíba esse casamento e leve para mim. Na minha cópia eu não encontrei nada. Se você achar, aí sim conversaremos. Até lá… - a garota se levantou. Sua paciência se esgotara, e ela nunca achara que isso aconteceria consigo. - Neji e eu cuidaremos de preparar um noivado decente. Ande, vamos. - ela reafirmou, chamando o primo. Neji abriu um sorriso convencido em ver as caras estáticas dos conselheiros e seguiu Hinata para fora do salão. A reunião estava encerrada.

Em anos, aquele foi o primeiro jantar da família principal que não começou com Hiashi perguntando às filhas e ao sobrinho como fora o dia deles. Houve muito tempo de silêncio, ninguém com coragem o bastante para começar a falar, pois todos sabiam onde o assunto iria chegar. Por fim, o próprio Hiashi decidiu que era obrigação dele trazer o assunto à tona, afinal, era pai de Hinata e se sentia um pouco pai de Neji também.

- Onde vocês dois estavam com a cabeça? - ele perguntou, pousando os hashis na tigela de arroz. Os primos se olharam, sem saber exatamente qual deles devia responder, mas Hinata chamou a responsabilidade para si.

- Era Neji ou alguém que eles escolheram especialmente para me irritar. Ou pior, alguém como Tokuma, que já ama outra pessoa. Não seria justo.

- A ideia foi boa sim, - Hiashi respondeu. - mas extremamente arriscada! Eles já não gostam de vocês dois, casados então, vão fazer de tudo para acabar com vocês!

- Pois que tentem! - Hinata retrucou. Ainda não tinha recuperado toda sua paciência. - Eu estou exausta, pai! Eles fazem tudo que podem para me atacar, eu quero devolver isso de alguma forma!

- Ou seja - Neji acrescentou. - escolhendo um noivo que eles odeiam mas não podem recusar. Eu achei uma ideia muito boa.

Hiashi ainda parecia ter ressalvas, mas nenhuma vontade de fazê-las. Terminou seu jantar e se levantou, chamando Hanabi consigo para discutirem detalhes sobre o selo que a garota receberia. Pela primeira vez desde o ocorrido no salão, Neji e Hinata estavam realmente sozinhos.

- Sendo sincero. - ele começou. - Eu ainda estou um pouco atordoado.

- Eu também. - ela respondeu. - Neji, você tem certeza de que quer fazer isso?

- Bem, eu não vejo porque não.

- Eu vejo. Nós… Bem… Quer dizer, eu…

- Tudo bem. Hinata, tudo bem, de verdade. - o garoto respondeu, prevendo o que ela ia dizer. - Desde que a Tenten se casou com o Lee não tem tido tanta graça, de qualquer forma. Eu… Eu sei lá. Eu perdi a vontade de transar.

- Ah. - ela respondeu, sentindo o rosto assumir aquela cor avermelhada. - Eu… Eu sinto muito. Acho.

- Mas é conveniente, de certa forma. - ele respondeu. - Eu não tenho vontade, você não tem vontade… Sakura pode fazer uma inseminação e podemos passar o resto da vida como bons amigos que já somos. Me parece um plano muito melhor do que o que eu tinha, que envolvia casar alguém com quem eu não queria estar, ou ficar sozinho.

Hinata abriu um pequeno sorriso. Eram os exatos mesmos planos que ela tinha antes.

- É. Soa. E… Bem, é bom não é? Enfrentá-los assim, de um jeito que não podem revidar? - ela perguntou, abrindo um leve sorriso. Para sua tristeza, porém, Neji não sorriu de volta.

- Quanto a isso… Hinata, eles vão tentar sabotar isso até que tenha acontecido. Talvez até depois. Foi praticamente uma declaração de guerra. - Neji disse, pegando mais uma mordida de seu onigiri. Ele parecia sério. - Precisamos de um plano de reação.

A garota suspirou. Neji tinha razão. Ela tinha ido totalmente no calor do momento sem pensar em como agir depois, e agora provavelmente o conselho estava reunido em algum lugar pensando em formas de ferrar com tudo.

- Ótimo. Agora tenho que lidar com eles, e com Shino, e com o clã. Não é maravilhoso? - ela perguntou, irônica, mas soando mais triste que qualquer coisa.

- Nós temos que lidar, Hinata. - o garoto disse, abrindo um sorriso um pouco triste também, mas bem confiante. - É parte de estarmos comprometidos. Eu sempre fui de seguir as normas, então, como bom marido, vou lhe ajudar no que for necessário, ok?

Hinata suspirou, aliviada.

- Bem, isso é bom. Muito bom. - ela comentou, brincando um pouco distraída com os hashis. - Eu… Eu acho que estou satisfeita. Vou me deitar mais cedo.

- Tudo bem. - ele concordou. - Boa noite.

Geralmente, Neji se levantaria para se despedir com uma reverência, mas o código para noivos exigia bem menos formalidades. Era permitido até que eles se abraçassem, mas nenhum dos dois sentiu que seria necessário. Depois de um aceno ainda meio confuso, a garota se retirou para se deitar em seu quarto.

Em contraste com os meses que Hinata levou para pensar em um noivo, e a troco de nada, ela ficou surpresa com a velocidade com a qual criou um plano de reação contra o conselho. Na manhã seguinte ao anúncio de seu noivado, ela se vestiu para o café da manhã e, completamente do nada, ela teve a ideia perfeita.

- Sabe, Neji – ela começou, enquanto ela e o primo praticavam. – existem muitas coisas que fizeram o povo gostar do casamento do Naruto. Ele é forte, Sakura também – Hinata comentou, engolindo em seco discretamente. Sabia que Neji ia notar, assim como sabia que ele seria suficientemente discreto pra não dizer nada. – mas o que mais deu certo, foi a festa. Foi pro povo, sabe? Ele poderia ter fechado um bairro e chamar só os amigos mais íntimos, mas...

- Entendi. Você quer fazer do nosso casamento um evento popular para que a pressão do povo impeça o conselho de fazer alguma coisa. – Neji disse, escapando por pouco de um golpe da prima e dando um pequeno toque nas costas dela. Os dois se posicionaram e reiniciaram a rotina.

- Mais que isso. Eu quero fazer de nós dois um evento popular. A começar por uma festa de noivado. Eu sei que não é necessário, mas se fizermos isso ser grande vai ajudar e muito. O mesmo quando comprarmos alianças. O mesmo quando eu estiver organizando o casamento. Se eu conseguir o exame jounin nesse meio tempo, ainda melhor. – ela declarou. – Não precisamos parecer apaixonados nem nada do tipo, Rikudou sabe que eu não conseguiria. – Neji sorriu. Ele também não era de fingimentos. – Mas se fizermos as pessoas gostarem o bastante da ideia de estarmos casados, então teremos uma proteção que o conselho não pode enfrentar.

- Excelente. Realmente, genial, Hinata-sama.

A garota olhou para ele com a sobrancelha erguida.

- Hinata. É, vou ter que me acostumar com isso.

- Falando em acostumar, vamos voltar a colocar esse treino em funcionamento. Eu quero o jutsu até os cotovelos a tempo para o exame jounin.

...

Mais tarde, o pai de Hinata a dispensou de suas tradicionais reuniões para que ela pudesse passar a tarde discutindo detalhes do noivado com Neji. Teriam que fazer a festa o mais rápido possível, e deixar a notícia escapar o quanto antes. Antes que o conselho tentasse mover suas peças para fazer o casamento soar uma ideia ruim.

- Eu fiz uma lista do que precisamos para um noivado decente. Antes de mais nada, não vamos vender a ideia de casal apaixonado. – ela disse. – Ninguém ia comprar e íamos passar por dois falsos procurando aprovação.

- Eu concordo. Vamos ser o “casal conformado”, então?

- Sim. Com sorte as pessoas vão simpatizar com a gente.

- Vão sentir pena da gente.

Hinata suspirou. Neji era orgulhoso, tinha que se lembrar disso.

- Talvez. Mas se isso fizer com que gostem de nós, então está valendo, ok?

Ele franziu a boca, emburrado, mas não discutiu. Hinata continuou.

- Precisamos de duas semanas para organizar um noivado decente. Vamos precisar de música, comida e decoração, o que pode ser mais simples já que não é uma festa de casamento. Uma hora de recepção, depois fazemos um discurso de agradecimento, trocamos alianças e presentes e servimos um jantar. – ela enlistou, lendo um pergaminho onde tinha anotado tudo. Neji leu por cima do ombro dela, curioso. Hinata estava mesmo determinada a torná-los um não-casal popular, e de certa forma ele se sentiu orgulhoso. Orgulhoso e animado.

- Acredito que eu deva cuidar das alianças, então. – ele disse, com leve sorriso no rosto. Era como entrar em guerra sem dar nem mesmo um golpe. Era uma sensação incrível. – Preciso de um anel seu emprestado.

- Vou pedir a Soka para lhe entregar um. O que seria um bom presente pra você?

O garoto pareceu pensar por um tempo. Era estranho que Hinata precisasse lhe perguntar isso, afinal, era de se esperar que depois de todos esses anos eles se conhecessem melhor, mas fazia sentido. Eram próximos quando o assunto era o clã, jutsus ou sua linhagem sanguínea, mas não sabiam nada sobre a vida pessoal um do outro.

- Acredite ou não, por mais que isso bata de frente com o que as pessoas pensam de mim, eu não sou uma pessoa de luxos. – Neji respondeu. Hinata não teve dificuldades em acreditar. Sabia que o desejo de Neji de ascender à família principal era puramente vingativo, e nada tinha a ver com dinheiro ou qualquer tipo de benefício material. – Eu ficaria mais que satisfeito com um par de tamancos novos. Como estou sempre andando por aí com sandálias de treino acabei me dando conta recentemente de que não tenho mais tamancos formais. Tive que ir de sandálias ao casamento de Naruto.

- Entendido. – ela respondeu, comparando o tamanho do pé do noivo com o seu para saber que tamanho de tamanco comprar.

- E para você?

- Ah. Hm... Kenzashi? – ela sugeriu. Neji ergueu a sobrancelha. Hinata já tinha muitos daqueles enfeites para cabelo e nem gostava tanto assim deles. – Eu não sou de luxos também. Não tenho desejo por nenhum presente em particular.

- Que tal um obi? – ele sugeriu. – Um conjunto novo, com obijime e todo o resto?

- Ah! Sim, isso é uma boa ideia. Então... – ela disse, pegando o pergaminho e anotando coisas. – Você cuida de obi e alianças. Eu, tamancos e festa de noivado.

- Tem certeza de que quer cuidar da festa toda sozinha? – ele perguntou.

- Sim, até porque, enquanto eu faço isso preciso de um favor seu. – ela pediu, guardando o pergaminho e abaixando o rosto, se sentindo subitamente sem graça. Não gostava de pedir coisas, não gostava de parecer fraca ou precisar de alguém. Embora tivesse aprendido que amigos eram o que te levava mais longe, sentia uma espécie de felicidade única quando conseguia fazer algo sozinha. Sempre que precisava pedir algo, se perguntava se não ia soar fraca, incompetente, incapaz, ou qualquer outra coisa da qual já tinha sido chamada.

- Do que precisa?

- Shino. Neji, Naruto colocou um time atrás dele, mas...

- Eu não posso fazer nada, Hinata. Pra sair de Konoha eu ia precisar de uma autorização. E pra ter uma autorização...

- Mas...

- Eu sinto muito. Temos que confiar no que nosso Hokage está fazendo. E depois, foi isso mesmo que foi decidido, não foi? Que estaríamos envolvidos demais? Especialmente você?

Hinata não respondeu. Neji suspirou, tentando encontrar uma forma melhor de convencê-la.

- Ele é meu amigo. Naruto quebrou regras a vida inteira para procurar por Sasuke e...

- E não adiantou de nada. Ele é Otokage agora. Não adianta você ir atrás dele se ele não quiser ser encontrado.

- Neji!

- Não estou dizendo que é o caso, Hinata. O que estou dizendo é que se houver algo que você pode fazer para ajudar, ou eu, tenho certeza de que Naruto nos convocará. Até lá, confie no nosso Hokage. Confie no Naruto, Hinata.

Ouvir o nome do loiro daquela forma foi um golpe no estômago que a garota não esperara. Ela tinha pensado que tinha superado, mas aparentemente vez ou outra ainda seria pega de surpresa. De um jeito ou de outro, com Neji falando daquele jeito, ela não conseguiu discutir.

...

Na tarde do dia seguinte, Neji saiu em direção à uma joalheria, enquanto Hinata foi encomendar flores e comida. O plano era “deixar escapar” o noivado, e torcer para que a língua comprida da mãe de Ino e da vendedora da loja de joias terminasse o serviço por eles. Bom mesmo seria que a própria Ino estivesse ali, mas ainda estava fora no rastreamento de Shino.

Hinata entrou na loja de flores de objetivo decidido: flores roxas, detalhes brancos. Precisava de arranjos pequenos para as mesas dos convidados e arranjos grandes para a mesa principal.

- Boa tarde, Hyuuga-sama.

Sama. De novo.

- Boa tarde, Yamanaka-san.

- Em que posso ajudar?

Pois bem, era agora. Hinata pensou que talvez fosse acabar soando fria demais, mas pela primeira vez se sentiu agradecida que um pouco da antiga Hinata estivesse ali. A leve falta de jeito para abordar o assunto acabou deixando tudo mais natural.

- Bem... Eu... Eu vou me casar.

- Oh! – a mulher exclamou, surpresa. – Mas... Pensamos...

- Será Neji Hyuuga. – ela respondeu. – É uma escolha sábia e favorável ao clã.

A expressão de surpresa sumiu do rosto da loira, dando lugar a um tipo de conformidade.

- Ah. Entendo.

- Decidimos dar uma festa de noivado daqui duas semanas, e eu gostaria de encomendar alguns arranjos. Estava pensando em algo roxo com branco, talvez.

- Entendo... O que acha de amores-perfeitos com cerejeiras brancas?

Hinata quase deixou o queixo cair. Claro, ia mesmo usar um buque de amores-perfeitos em um noivado arranjado com detalhes de flores da árvore que dera nome à mulher que estava casada com o homem que amava.

- Não acho que seja exatamente o que estou buscando, mas a ideia foi boa.

- Hm... Noivado... – a mulher começou a andar entre as flores pensativa, e Hinata sentiu um súbito desconforto, e queria de repente que tudo acabasse logo. Ela aguardou enquanto a loira juntava uma flor com outra, e pensava um pouco, até que voltou com uma pequena amostra de buquê. – Anêmonas roxas com glicínias brancas. O que acha?

Hinata achou diferente. Inesperado e alternativo, e de repente, se deu conta de que tinha gostado.

- Excelente. Precisarei no sábado da semana seguinte de três arranjos grandes e vinte e cinco pequenos.

- Pode deixar. Vai pagar agora ou na entrega?

Hinata pagou de uma vez. Queria a loira feliz e falando animadamente da venda de flores para o noivado surpresa.

Depois disso, a visita à churrascaria foi mais simples. Ela encomendou o próprio cardápio do local para que durasse por um jantar, deixando escapar que era um jantar de noivado. O dono do local não fez perguntas, e Hinata não esperava que fizesse. Seu investimento do dia começara e acabara na mãe de Ino.

Enquanto isso, Neji foi até a joalheria. Ele se sentiu inesperadamente nervoso ao entrar no local, afinal, não era sempre que se comprava alianças. Tinha pegado um anel de Hinata com Soka, como combinado, e agora estava parado à porta olhando meio perdido para dentro do estabelecimento. Ele engoliu em seco. Uma batalha de cada vez, pensou, e entrou na loja.

Uma moça de cabelos longos e negros presos em um rabo de cavalo levantou o olhar. Nara Shizuki, uma kunoichi do clã de Shikamaru que decidira que vender joias era mais interessante que lutar. Não era sempre que um ninja preferia uma vida comum à vida de soldado, mas de vez em quanto, acontecia. Nem todos queriam viver lutando. Shizuki usava uma bandana de Konoha, indicando que se formara na academia, mas era só. Fora de guerras ela preferia simplesmente ficar vendendo suas joias.

- Hyuuga-san! Boa tarde!

O garoto forçou um leve sorriso por cima do nervosismo.

- Boa tarde, Nara-san.

- Em que posso ajudar?

Ele se perguntou se Hinata teria tido alguma dificuldade para dizer, uma vez que ele mesmo não tinha. Talvez ela tivesse travado, o que seria ótimo. Talvez ele devesse fingir estar um pouco sem jeito, mas realmente não era de fingimentos, e a frase saiu tão simples quanto pode.

- Preciso de alianças de compromisso. Estou noivo.

- Ah!

Ao contrário da mãe de Ino, Shizuki carregava o gene esperto do clã Nara, e Neji não precisou dizer muita coisa.

- Muito vinha se falando sobre encontrar um noivo para Hinata-sama.

- É. Eu fui o escolhido.

A mulher também não demonstrou pena ou conformidade. Estava profissionalmente firme.

- Pois bem. O que vai levar?

- Nada muito caro. Não sou exatamente rico. Ela queria pagar pelas alianças mas já está pagando pela festa toda, então... Bom, ao menos isso poderia ser pela minha conta, não é?

- Imagino que sim. Venha, vamos olhar alguns modelos.

Neji agradeceu internamente a discrição de Shizuki. Ela nem passou perto de modelos com coraçõezinhos ou mensagens românticas, entendendo rapidamente que a situação pedia algo simples e formal. Apesar disso, sabia que o clã Hyuuga era firme e tradicional, e que o casamento da herdeira pedia mais que simples alianças de ouro.

E, para a surpresa de Neji, fosse por estar acostumada ao serviço, fosse por ser uma Nara e ter um raciocínio rápido, ela acertou de primeira.

- Que tal essas? – perguntou, mostrando um par de alianças douradas com um fio de ouro se destacando no centro. Uma das duas tinha alguns pequenos cristais incrustados, deixando o modelo mais feminino. – Todas as joias da minha loja foram feitos pensando em ninjas, e são particularmente resistente. As pedras não se soltam à toa.

- Eu adorei. Acho que é exatamente o que vai dar certo pra gente. – ele abriu a carteira, contando as notas. Era exatamente por isso que estava nervoso. Não ia pedir dinheiro para Hinata, fazia questão. Era algum tipo de orgulho idiota, especialmente por não serem um casal de verdade, mas era orgulho dele. Neji era orgulhoso. Sempre fora. Sempre ia ser.

Ele percebeu, aliviado, que podia pagar pelas alianças. Shizuki tinha mesmo feito a escolha certa. Depois de acertar o preço, ele se despediu e foi voltando para a casa.

Acabou esbarrando com Hinata na metade do caminho.

- Ah. Olá. – ele disse. Conforme andavam, teve a certeza de ouvir alguém dizer seu nome. As pessoas estavam comentando, então. – Shizuki foi rápida com a língua. – ele comentou, satisfeito.

- Duvido muito. Isso tem cheiro de Yamanaka. – Hinata respondeu. Tanto fazia para Neji. Funcionando, não se importava de onde viesse. – Conseguiu?

- Sim. Você?

- Sim. Amanhã música e presentes. E então podemos descansar um pouco dessa loucura.

- É. Mas sabemos o que estamos fazendo, não sabemos?

Hinata suspirou. Gostaria de saber, mas seu coração estava apertado, como se algo estivesse faltando, e ela sabia o que era. Sempre desejara se casar por amor, e isso havia sido mais uma coisa que seu destino tirara de si.


Notas Finais


Bom, parece que até a Hinata tem sangue nos olhos de vez em quanto! E junto com o Neji... Sei não, isso vai ou dar muito certo ou muito errado. O que acham?

Espero que vocês tenham gostado!

Beijos,

Gaby Amorinha


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