História Destino. - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Arthur Weasley, Astoria Greengrass, Blásio Zabini, Daphne Greengrass, Draco Malfoy, Fleur Delacour, Fred Weasley, Gina Weasley, Gui Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Hugo Weasley, Jorge Weasley, Kingsley Shacklebolt, Lilá Brown, Lino Jordan, Luna Lovegood, Merlin, Minerva Mcgonagall, Molly Weasley, Narcissa Black Malfoy, Neville Longbottom, Pansy Parkinson, Personagens Originais, Ronald Weasley, Rose Weasley, Rúbeo Hagrid, Scorpius Malfoy, Viktor Krum
Tags Alternativo, Amizade, Amor, Blasio Zambini, Caderno, Couro, Draco Malfoy, Drama, Dramione, Família, Fred Weasley, Fremione, George Weasley, Harmione, Harry Potter, Hermione Granger, Livro, Ministério, Mistério, Passado, Revelaçoes, Segredos, Vida
Exibições 102
Palavras 3.089
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Como eu demorei antes, fica de presente para vocês que sempre me acompanham e acreditam no meu trabalho, a todos vocês: obrigada!

Quatro beijos especiais de hoje: Cat, mulher, você é demais! Phami, maravilhosa, deusa, louca, feiticeira! Hahaha
Ash, princesa e MyDream2, obrigada obrigada e obrigada de novo!

💙💙💙💙💙

Capítulo 12 - Finais e Começos.


Ele se foi.

Draco, se foi.

Minha confiança se foi com ele.

Mas os pedaços ficaram. Meu coração quebrado. Minha alma partida. Uma vida dentro de mim.

Vida.

Alguém que depende de mim, e só de mim.

Um comensal da morte. Draco é um maldito comensal da morte. Harry estava certo.

Dumbleodore está morto.

E eu carrego uma pessoa, um pequeno ser. Meu pequeno caroço.

Meu caroço de melancia.

Quando mais nova, meu pai dizia que se eu comesse muita melancia, nascia um pé na minha barriga. Acho que agora vai mesmo.

Tantas vozes cantam. O diretor do único lugar seguro está morto. Snape nos enganou todo esse tempo. Harry estava perdido. Bill está ferido. Draco se foi. E eu estou grávida.

Minha mão está por cima da minha barriga, não a nada que indique, mas eu sinto, sinto uma força, o ímpeto de cuidar, de proteger. De sobreviver. De não deixar ninguém tocar. O que quer que venha, precisa de mim. Meu coração dói com força, parece sangrar. Minhas lágrimas são por tudo perdido. Ele se foi e eu não contei. Ele se foi e eu fiquei.

Ron, Ginny, Sr e Sra Weasley, Fleur, todos em volta da cama de Bill. Todos chorando, todos pensando. Não há mais para onde fugir. Não há onde se esconder. A guerra está aqui. A guerra é aqui.

A guerra é em mim.

Draco se foi e me deixou aqui. A traição não me faz esquecer, os olhos não me deixam dormi. Ele me vigia. Aqueles olhos, bastardo! Maldito dia que eu disse que o amava. Maldito dia que cai na sua lábia. Um filho. Uma filha. Alguém. Alguém que precisa de mim.

Nós dois contra o mundo.

As portas se abrem de uma vez, George na frente, Fred mais atras, Ginny está abraçada a Harry soluçando. Molly e Fleur discutem. George está no meio da enfermaria, nem indo, nem vindo. Perdido. A Ordem segurou os gêmeos para algumas perguntas que pareciam demorar demais. Passos no corredor. Me viro. Meus olhos encontram o azul. O azul da noite, esse é escuro. Fred vem até mim, em um entendimento silencioso e me abraça. Me abraça como se pudesse me proteger do mundo. Mas eu sou quem precisa proteger. Passo meus braços por ele, aceitando. 

Um ombro pra chorar.

O grande salão está destruído. Os aurores já estão por todo o castelo. O corpo já se foi. A dor ficou. O castelo será evacuado. Dois dias para os fins das aulas foram adiados.

Acabou, meu sexto ano acabou.

____

"Por favor, por favor, apareça!" Sussurrava baixinho. Tremia, quase duas da manhã, devia estar dormindo. Devia estar chorando em um lugar macio. Devia ter arrumado as malas. Mas tinha fugido. Tinha saído escondido. Já tinha quase dominado a arte. 

A arte de ir atras do errado.

A biblioteca deserta dava medo. As vozes pareciam presas às paredes, a condenando, julgando. Lamentando. O frio que cortava seu lugar favorito era sufocante, a pele num constante arrepio e a boca querendo ficar roxa. Devia ter medo do escondido. Medo. Perigo. Havia saído e mandando uma carta, um pedido de socorro.

Uma coruja de penas tão pretas quanto o dono, seus olhos.

"Princesa?"

Hermione quase gritou, não podia ver nada, saiu de debaixo da capa, olhando, se guiando na escuridão, até sentir braços, até sentir quente, até sentir o cansaço. Mordeu o lábio, o barulho do soluço que ficou engasgado. Os braços de Blás a rodearam, a trazendo pelos ombros, a trazendo conforto. Ele beijava o topo da cabeça e murmurava o que não sabia, tudo para acalmar. Ela parecia tão perturbada quanto o ar. O ar carregava a magia negra da noite. "Me diz o que foi, só não chora."

Muitas palavras e quase dez minutos depois, ela parou. Se acalmou. Olhou para o moreno que a tinha em seus braços, os grandes olhos que a vigiavam. "Você sabia, não é?"

Blás segurou o olhar. Falando baixo. "Não, sabia que ele estava envolvido em algo que não queria, mas ele nunca disse no que. Achei que era coisa do pai dele, algo sobre a familia. Não achei que veria o dia em que perderia um amigo." Suspirou esgotado, já tinha lutado consigo sobre o porque, sobre o porque não sabia. 

Teria ajudado.

Hermione deitou a cabeça em seu ombro, não tinha porque duvidar, não dele. Não por causa dele. Blás a ajudaria, só ele poderia. "Ele se foi, e eu fiquei."

"Eu estou aqui."

"Você não vai me deixar, vai?"

"Nunca."

Isso era uma promessa sem ser, era um compromisso pra valer.

"Estou tão perdida. Quando foi que eu deixei me levar? Bruxa mais inteligente da minha idade", estalou a língua, resmungando baixo, lágrimas raivosas escorrendo. "O caralho! Se fosse, eu teria sido racional o suficiente para não me envolver, para não me apaixonar. Sentimento inútil. Ele me enganou. Ele se foi, e eu? E eu, Blás?" Apertou as mãos em volta da cintura dele, amassando a roupa. "Eu te digo: nada. E eu fui um grande nada! Grande idiota que sou."

Blás mordeu o lábio para não rir, não tinha graça na situação. Ganhou um tapa brincalhão no braço. Ela agora sorria, ainda chorava, mas sorria. "Você fala demais, sabia?"

Hermione enterrou a cabeça no ombro dele e riu, abafou a risada contra a pele dele. O riso de graça mudou para desespero. O desespero da realidade que batia a porta. A guerra estava aqui. Agora. Era real. "O que eu vou fazer, Blás?"

"Eu não sei, eu não sei o que eu vou fazer, mas eu vou estar aqui, por você." Abraçou a castanha com força, relembrando do pedido de Draco. Não deixar de proteger. Suspirou alto. "Vai voltar para a casa de seus pais?"

Hermione mordeu a bochecha por dentro. Seus pais. Como ia fazer isso? Como contar que vão ser avós e que você precisa fugir? 

Inferno.

"Eu não sei, quer dizer, eu vou, vou passar o máximo de tempo o possível. Mas depois eu não sei. Eu não sei o que fazer." Cansada. O corpo reclamava, sentiu um frio na barriga, o movimento involuntário de levar a mão em forma de proteção, passou despercebido. Blás achou que fosse apenas frio. "Eu preciso de você."

"Eu estou aqui."

"Não, você não está entendendo. Eu preciso mesmo de você ..." abaixou a cabeça, agora tremia, ansiedade, alguém precisava saber. Mas a verdade transformaria tudo em realidade. "Eu ..."

Blás levou a mão ao rosto dela, uma sobrancelha arqueada em questão. "Você o que?"

Silêncio.

Ergueu o queixo, os olhos castanhos molhados brilhavam em uma emoção conhecida. Medo. Do que Hermione tinha medo? "Princesa, o que foi?"

Nada.

A voz falhava.

Blás levou as duas mãos ao rosto dela, acariciando as bochechas, limpando o resquício das lágrimas. Um sorriso. "Me diz, o que a de errado?"

Hermione contou até 10. Até 20. 32, parou. Não podia esconder. Não podia mentir. Garotas grandes não mentem para olhos tão negros. Mas não tinha voz, não tinha palavras, não tinha mais nada. Pegou uma das mãos, a que a acariciava primeiro, Blás não entendeu, segurou e foi descendo pelo seu corpo, sem nunca quebrar o contato visual. A mão grande e quente repousou pouco abaixo da barriga, um tanto perto da terra proibida.

O ar preso na garganta. Os grandes olhos se arregalaram. A voz baixa foi um ato impensado. "Draco."

O coração dela se apertou pela mera lembrança do nome, a dor da traição queimando o peito. Ele se foi. Era tudo que via e entendia. A solidão.

Pega a solidão e dança. 

Uma dança solo. 

Uma valsa desacompanhada.

Draco não sabia. Draco não saberia.

Blás fechou os olhos a abraçando, acariciando a parte baixa da barriga plana. Sentindo ela se inclinar em seus braços, respirando fundo e chorando baixo.

Sim, ela precisava dele.

____

Hermione voltou para casa. Uma casa estranha, com um quarto estranho e vazio. Com espaços vazios. E cores desgastadas. Uma voz a chamando.

"Hermione, querida, café da manhã!"

Duas semanas foi o tempo que durou.

Na pequena bolsa de contas antigas, o peso do mundo carregava.

A guerra estourava.

O céu não mudava de cor.

Ela prendia o choro, noite e dia. O céu pela manhã era a lembrança mais do que doída. 

Draco.

O céu era da cor dos olhos de Draco, todo dia.

Uma lembrança constante do que queria esquecer. Blás conheceu seus pais, Blás a escrevia sempre que podia. Só que ele não saberia, não até o próximo encontro. A coruja negra já sabia de tudo tão de cor.

Os livros estavam guardados, as mudas de roupa eram rápidas, simples e necessárias. Um vestido vermelho. Alguns tesouros, como os brincos que o pai lhe deu e o colar da avó, o brilhante de casamento da mãe. As fotos, sapatos, um ursinho. Memórias. Tantas memórias. A bolsa que era pequena guardava o mundo. Textos proibidos, poções raras, remédios, bandagens, truques, armadilhas, seu coração. A pulseira de Draco. A do seu aniversário.

Guardava o que já não dava no vazio.

Guardava três vidas inteiras e uma por começar, guardava o seu amor.

"Eu já vou mãe."

Uma última olhada. Uma última vez. Um adeus sem palavras. Não iria voltar. Não podia voltar. Pegou a bolsa, a varinha guardada no bolso de trás, o cabelo solto, um envelope encima da cama. Se ateu só mais um minuto. Só mais uma olhada. Abriu. Uma foto. Não dava pra entender nada. Parecia com o que pensava ser o fundo do mar, e dentro do seu mar de segredos um ponto marcado. O caroço de melancia.

A vida dentro da sua vida.

8 semanas.

Um bom motivo pra lutar.

Hermione fechou a porta, tinha certeza de que não havia mais nada, nenhum resquício. Veio se apagando da casa durante as duas semanas, um pouco todo dia. Desceu as escadas. Sua mãe e seu pai. Sentados, a esperando, conversando, sorrindo. Saudades. Muita saudade. Saudade antes de ir. Apontou a varinha.

"Obliviate."

Fechou os olhos, sua varinha brilhava, a cena congelada. Ela sumindo das fotos, das lembranças, do coração.

"Eu amo vocês."

Saiu da casa, sua casa. O que um dia foi sua. Não olhou para trás. Não podia chorar. Não podia voltar. Era hora de lutar. Respirou fundo, caminhou firme, reconheceu o vulto no fim da rua.

"Eu estou aqui."

Braços que se abraçavam.

"Obrigada, Blás."

Em um segundo, o mundo girou.

____

Hermione aparatou de mãos dadas com Blás, em um beco vazio. Apertou a mão dele em conforto. "Você está pronto para isso?"

Blás sorriu. "Duas semanas sem Potter e Weasley te verem e você me pergunta se eu estou pronto?" Estalou com a língua.

Hermione sorriu de volta, olhando a redor, arrumando a capa. "Oficialmente faz um mês que não os vejo. As duas últimas semanas eu passei com você ... obrigada por me deixar ficar com você, eu não teria coragem de partir, não agora ..."

Blás olhou para ela, a puxando pelos ombros, a trazendo para si. "Quanto tempo agora?"

"10 semanas."

"Não quer dizer que é meu?"

Hermione riu, camuflou a risada contra o peito dele. "Nos dois sabemos que não ia colar e eu preciso de você nessa comigo. Já tenho a história planejada. Tudo está na minha cabeça, eu posso, eu consigo. Por esse pequeno caroço eu consigo." Hermione passou a mão pela barriga em um carinho, tinha criado um vínculo. Era estranho, mas era estranhamente bom.

"Vamos, chegou a hora."

Saíram do beco com as capas os protegendo do frio e dos olhares estranhos, caminharam por um caminho à tantos anos conhecidos. Ela ansiosa, ele temoroso. Respirando fundo. Até a loja que um dia foi tão cheia de vida.

WWW.

Entrou, Blás em seu encalço. A loja estava quase para fechar. Duas cabeças vermelhas se viraram, curiosos par de olhos examinado.

"Hermione?"

"Olá meninos ..."

Os dois vieram correndo, a puxando, ignorando a figura com ela. George querendo brigar pela falta de informação. Fred só abraçando por saudade. Era bom se sentir em casa em algum lugar.

Os olhos se voltaram para a outra figura.

"Quem é?"

Hermione os soltou, dando dois passos para trás e segurando a mão da figura encapuzada. "Convoquem a Ordem, tenho alguém que precisa de ajuda e tem algumas informações."

A capa revelando o mistério.

Olhos se arregalando.

"Você?"

"Mas, como?"

"Porque?"

É, talvez não fosse tão simples assim.

____

Foi quase uma grande confusão.

Mas entenderam, concordaram, relutantes, aceitaram.

Blás estava ao lado da Ordem. Ao lado de Potter. Ao lado dos Weasley.

Ao lado de Hermione.

Como um igual.

Ele saiu de casa, os pais estavam mortos, Comensais. Ele havia se negado a entrar no meio disso. O pai havia se negado a entrar no meio disso. Mortos. Agora estavam todos mortos. Agora, ele iria para a Toca.

Todos ficariam na Toca.

Era lar.

Hermione voltou a rotina mas não contou nada a ninguém. Estava deitada a cama, Ginny estava ao seu lado. Estavam descansando. Ou fugindo. O casamento de Bill e Fleur estava cada dia mais próximo, e ao mesmo tempo tão longe. Tão estranho uma festa no meio da guerra. Ginny olhava Hermione, a melhor amiga estava estranha a dias.

"Então, quando vai me contar o que a de errado?"

Hermione se levantou da cama. Confusa. Olhando a ruiva a sua frente. "O que?"

"Você! Esta estranha. Eu sei quando me esconde algo. É algo com Zabini? Estão juntos?"

"O QUE?" Hermione colocou a mão na boca após o quase grito. 

Ginny devia estar ficando louca.

"Eu não sei. Você trouxe ele e tá me escondendo algo, é isso? Vocês estão juntos?" Repetiu a pergunta.

"Não, Ginny! Por Godric, não! Somos amigos, a muito tempo na verdade ... é só que ... não era a hora, sabe?" Hermione afundou a cabeça no travesseiro novamente, murmurando alto.

"O que não é hora?"

"Eu não sei o que deu em mim, quer dizer, eu tô com medo. Não é hora, nem lugar, mas é bom, Ginny, parece ser bom ... estranhamente bom."

"Sobre o que você está falando, Mione?"

Hermione suspirou. Segurou a mão de Ginny a fazendo sentar mais perto. Pegou a varinha e murmurou um pequeno feitiço silenciador. 

"Ginny, eu estou grávida."

Ginny arregalou os olhos e puxou a amiga para um abraço apertado. Hermione se surpreendeu, mais deixou se envolver. Não era bem a reação que esperava. "Ginny, eu ..."

A ruiva a cortou, deitando a cabeça da mesma em seu colo, fazendo cafuné na amiga. "Não me importa, eu estou aqui por você e para esse bebê. Não importa mais nada, você não tem que passar por isso sozinha. Eu estou com você."

Hermione chorou.

Chorou pelo pai que nunca saberia, chorou pelos avôs que nunca conheceriam. Chorou pelo abraço apertado.

Alguns minutos depois, entre silencio e carinho, quando as lágrimas não saiam mais, ouviu a voz de Ginny lhe perguntar. "Só me diga uma coisa ... eu sou a madrinha, né?"

Hermione riu.

Hormônios.

____

Com Ginny e Blásio ao seu lado. Contou tudo para a família que a adotou a anos atras.

Foi um caso, uma grande "loucura de uma noite", um surto. Mas teve consequências e resultados. Disse que estava de seis semanas agora, quando já estava de 11.

O Sr. Weasley disse que ela sempre teria um lar. A Sra. Weasley quis brigar, mas não teve voz, abraçou e mais uma sessão de choro começou. Bill e Fleur também se ofereceram para ajudar, quando Charlie chegasse, saberia, acreditavam que ele também ficaria feliz. A Sra. Weasley gritava que seria avó, avó! Ronald como esperado, ficou vermelho, virou de costas e saiu andando. Harry pediu para falar com ela depois, ia tentar colocar razão na cabeça de Ron. George se levantou e beijo a testa dela. Murmurando baixo 'eu estou aqui, você sabe não? vou ensinar tudo que sei para ele.' Ela arqueou uma sobrancelha e perguntou como ele sabia que seria um menino, George riu, a resposta era simples: havia mais homens na família Weasley do que mulheres.

Weasley.

Seu caroço seria amado e tratado como um Weasley.

Amado.

Ele já era amado.

Fred veio a ela quando a mesa se dispersou. Ginny levou Blás para longe dali, uma desculpa sobre os duendes no jardim. 

"Como você está?"

Hermione ergueu a cabeça para ele, olhando o céu escuro de seus olhos.

Era céu noturno aberto. Não tempestade.

"Com medo, Fred."

Fred assentiu com a cabeça, erguendo uma mão para ela, a convidado. Ela aceitou. Sem mais palavras. Andaram mão em mão até o jardim. Os meninos estavam na frente da casa. Caminharam sem se importa com mais nada, o sol já estava se pondo. Fred a levou até a ponte, olhavam a vista de tirar o fôlego. Hermione ansiosa. Porque estava ansiosa?

Fred falou sem se virar. "Eu também estou com medo."

Hermione olhou para ele, surpresa.

"Agora eu to com mais medo. Medo por você, e por você." Fred se virou, olhando nos olhos dela, a mão indo até a barriga dela, sentiu um pequeno relevinho. "Você anda comendo muito, não?" Um brilho maroto em seus olhos.

Hermione soltou o ar que estava segurando e riu, riu alto, riu com vontade. "FRED!"

Ele sorriu. "Olha só você, gritando meu nome, isso deve significar alguma coisa."

Hermione sentiu as bochechas esquentarem, mas ainda sorriu. Arregalou os olhos ao ver Fred se ajoelhar aos seus pés. Olhando em seus olhos, como se pedisse permissão. Ela engoliu em seco, assentindo com a cabeça. Fred se aproximou de si, levantando sua camisa e dando de cara com uma pequena barriga elevadinha. Um sorriso involuntário no rosto dele. Outro no dela.

"Er-ola! Como é que você chama mesmo, Mione?" Olhou para ela, sério. Hermione sorriu ainda mais. Murmurou um 'caroço' baixo. "Isso! Onde eu estava? Isso, é! Oi caroço! Seu tio está louco para te ver, sabia? Tantas coisas para te ensinar!"

Hermione riu. Seus olhos lacrimejando em emoção. Segurou no ombro dele com uma mão e a barra da blusa alta com a outra. "Fred, eu quero sentar."

Fred sorriu, segurando a mão dela, Hermione se sentou ao seu lado na ponte, com os pés balançando, sentindo o último calor aquecer seu corpo, Fred se deitou ao lado dela, com a cabeça em seu colo. "Como eu estava falando, eu mal posso esperar a hora de te ver ... eu e seu tio George costumávamos ..."

E assim foi, até que não foi tão ruim assim.

Pode respirar.

Tinha mais um tempo, mais algum tempo.


Notas Finais


Olá olá olá tortinhas, tudo bem?

Espero que estejam todos bem. O que me contam? E então, o que acharam? Gostaram? Odiaram? Contem tudo para mim!

Espero de verdade que tenham gostado.

Queria agradecer as 3224 visualizações, 72 favoritos e 74 comentários, vocês são demais!

Até loguinho <3

PS. Comecei uma nova fic, quem quiser dar uma olhadinha.

The Pack.
https://spiritfanfics.com/historia/the-pack-7113222


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