História Destino. - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Arthur Weasley, Astoria Greengrass, Blásio Zabini, Daphne Greengrass, Draco Malfoy, Fleur Delacour, Fred Weasley, Gina Weasley, Gui Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Hugo Weasley, Jorge Weasley, Kingsley Shacklebolt, Lilá Brown, Lino Jordan, Luna Lovegood, Merlin, Minerva Mcgonagall, Molly Weasley, Narcissa Black Malfoy, Neville Longbottom, Pansy Parkinson, Personagens Originais, Ronald Weasley, Rose Weasley, Rúbeo Hagrid, Scorpius Malfoy, Viktor Krum
Tags Alternativo, Amizade, Amor, Blasio Zambini, Caderno, Couro, Draco Malfoy, Drama, Dramione, Família, Fred Weasley, Fremione, George Weasley, Harmione, Harry Potter, Hermione Granger, Livro, Ministério, Mistério, Passado, Revelaçoes, Segredos, Vida
Exibições 202
Palavras 3.424
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Esse é um dos capítulos decisivos, todos os mistérios serão de fato revelados no próximo capítulo e parti dali que vou contar com detalhes como tudo aconteceu.

Quero deixar esse aqui de homenagem às minhas musas: Catnip e Phami, obrigada por tudo <3

Espero que gostem!

Capítulo 9 - Linhas.


Maio, 05.

"Feche os olhos, tenho um prresente parra você." O sotaque forte dele entrou em seus ouvidos, seu pequeno coração estava batendo mais rápido, fez como lhe foi pedido.

Sentiu as mãos dele repousarem sobre sua cintura, logo abaixo das costelas, ele tinha mãos largas e gentis. Sentiu o corpo dele esconder o seu, sabia o que aconteceria, queria que fosse assim. Queria que fosse ele.

Os lábios encostaram nos seus, quentes e cuidadosos, ela levou as mãos aos braços dele, acariciando a pele musculosa ali localizada. Deixou que a língua dele entrasse por seus lábios partidos, que ele a abraçasse, a cuidasse, a desejasse.

Viktor Krum era o apanhador mais incrível já conhecido aos olhos de todos, mas para ela era era apenas o seu amigo, o cara incrivelmente incrível que merecia alguém igualmente para ser feliz. E ela quis ser aquela pessoa, mas sabia que não seria. não era.

Viktor se foi logo após o primeiro beijo deles, trocariam cartas e ela recusaria inúmeros convites para visita-lo, mas sempre o teria guardado em seu coração.

Um beijo, um começo na linha do Destino.

____
De Outubro a Dezembro.

Cada pequeno esbarrar de mãos pelos corredores, cada olhar trocado na hora do jantar, entre as aulas, nos cantos escondidos, aqueles olhos sempre estavam nela. Com ela.

Ele era um emaranhado de traços fortes e fracos, ele era bipolaridade de norte ao sul, ele era um ponto fraco. Ele era o que era e ela se via sempre buscando por ele, pelas poucas palavras e intensos olhos.

Ela perdeu as contas de quantos beijos de canto de boca ele lhe deu, perdeu tantas noites tentando desvendar o que ele tanto transmitia com aquelas ações, ele nunca falava muito, era como um segredo, algo que ele queria compartilhar, só não podia.

Não devia.

Mas ela queria.

"Estou cansada desse jogo que gato e rato." Ela sussurrou ao vento, deixou que as primeiras gotas de chuva lavassem sua alma, se sentia tão carregada por ele. Por eles.

Quando se perdeu?

Estava a se afogar.

____

Canto esquerdo, terceiro corredor da sessão de Bruxos Importantes do Passado, de 1500 em diante. Segunda mesa, a que ficava embaixo do vitral de hipogrifo - bicusso - o canto que ninguém nunca ia, que tantos encontros presenciaria.

Nunca se imaginou sendo amiga dele, ele era sempre tão confiante, sério, observador e fodidamente perigoso. Ia pro inferno todas as vezes que ele respirava perto do seu rosto. Ele tinha aquele algo a mais que a instigava, que a impulsionava para loucura. Ele a levava a lugares pelos territórios de Hogwarts que ela nunca cogitava ir, mas sempre terminavam ali. 

Seu lugar, seu refúgio.

"Você sempre me diz que não vai vir, que não quer mais me ver e eu sempre te digo que vais voltar, porque ainda dúvida?" Ela estava virada para a estante de livros, procurando uma nova distração, mordeu a boca para não sorrir, ela deveria realmente acreditar no que ele dizia.

"Não posso vir aqui por livre e espontânea vontade?" Agradeceu pela voz sair firme, segura. Agradeceu estar de costas, sua expressão a trairia.

"Nós bem sabemos o porque de você vir, princesa." Ele se aproximou, era um predador cercando sua presa. Estava faminto. Culpa dela, maldita leoa.

Ela sentiu a eletricidade percorrer o corpo, a mão dele retirando o cabelo que escondia a pele fresca do pescoço dela, ela inclinou a cabeça, lhe dando acesso. Queria aquela queimação, aquela sensação de estar presa a liberdade dele. "Me diga para ir embora então." Ronronou ele provocando o pescoço dela.

Ela se virou, o pouco espaço fazendo seu corpo roçar o dele. Eles estavam nesta dança sensual a meses já, nunca saindo da provocação, um beijo e ela pararia. Só sentia a necessidade, a curiosidade de uma noite.

Porque o bastardo continuava fazendo isso? Porque ele sabia que ela era fraca por ele; maldigo bastardo provocador.

Ele prensou o corpo sobre o dela, encurralando a caça contra a estante, a outra mão segurando a estante atras dela, mão que acariciava o rosto delicado dela, era uma boneca, princesinha mesmo.

Preto no vermelho, como ela gostava de dizer.

"O que posso fazer por você hoje, minha bela princesa?" Lábios roçaram, uma leve encostar sobre os dela, indo passear pelo queixo dela antes que ela pudesse reagir, ela podia queimar a alma dele. Já estava condenado ao inferno, eram o segredo um do outro.

"Me beija, chega disso, me beija." Ela fechou os olhos, mordeu a boca por dentro, deixou escapar o que sua alma tanto ansiava, não queria ser tão fraca. Sentiu o corpo dele se aperta em torno dela, quente, tão quente. Queimou quando os olhos escuros encontram com os seus.

"Meia noite, às margens da floresta proibida. Não se atrase, princesa." Sorriso sacana, apertou a cintura dela lhe roubando mais um suspiro, rezou para o criador de sua casa, reuniu a coragem da casa dela e selou os lábios carnudos com os dela. Ela era melhor do que ele podia imaginar.

Ela sentiu ele relaxar, ele ia embora, ela não ia deixar. Ia aprisionar a liberdade. Passou os braços pelo pescoço dele, mordeu-lhe o lábio inferior e o prendeu ali, ela teria o que a meses queria, só por uma noite. Partiu os lábios dele com a língua, a reivindicando para si, ela sempre disse que também sabia jogar.

A caça virou caçador. Caçadora. Dona da liberdade. A salvação da alma dele, ou seria a condenação?

Só por uma noite.

____

"Você está sempre tão faminta por saber, sabe que a curiosidade é coisa de menina mimada, princesa." Os dedos tocando a pele das costas dela, subindo e descendo pela espinha, ansiando tocar ainda mais a pele castanha.

Porque tinha que estar frio?

"Finalmente alguem me deixou sair da jaula e agora, o tempo pra mim não é nada, eu não estou contando idade." Ela falou firme, se lembrando de cada palavra do outro moreno, ele a ensinou tão bem o que fazer.

Ficou em choque pelo que pareceu uma eternidade, dedos parados, ela era uma caixinha de surpresas. Passou os braços pela cintura fina, unindo as mãos à frente do corpo dela, a trazendo pra perto, aconchego. "Você tem mais alguma carta na manga?"

Respirou fundo, sabia que estava dando certo. Precisava continuar o jogo. Mordeu o lábio. Antes que pudesse continuar, a voz dele a cortou. "Me diga, porque das bochechas rosadas, princesa? O que se passa nessa cabecinha brilhante? Eu gostaria de saber, quantos segredos você consegue guardar."

"Eu tenho você." Passou as mãos por cima das deles, unhas roçando a pele alva, lhe causando arrepios. "Tenho cada pequeno detalhe seu, eu quero saber uma coisa ..."

"Pergunte." A virou devagar, havia acertado sobre as bochechas rosadas, gravando cada detalhe do rosto, era linda, uma beleza fora do comum. 

"Você já pensou em vir atras de mim, por qualquer motivo, depois que você bebe, depois que beija outra boca, em quem você pensa? Porque talvez, eu queira sabe se meu sentimento é recíproco." Falou de forma baixa, mas confiante, sabia que ele tinha a fama por algum motivo, mas estava ocupada demais olhando para ele para se apaixonar por outra pessoa.

"Então, você criou coragem? Fico pensando se seu coração ainda está aberto e se estiver, quero saber que horas fecha." Sustentava o olhar dela, poderia ter se entregado ao mar dentro deles a tanto tempo e ainda assim, nadava contra a corrente. O outro estava certo: ela era o sol e ele era Icaro. Era impossível não se perder, se deixar levar. Inclinou a cabeça aos poucos, daria tempo para ela o negar. "Acalme-se e prepare seus lábios, desculpe-me interromper, princesa; é que estou constantemente quase te beijando, não sei se você sente o mesmo que eu, mas poderíamos ficar juntos, se você quisesse ..." a boca a uma respiração de distância.  

"Chegamos ao ponto onde não há retorno." Soltou a respiração e colou os lábios aos dele, saboreando o gelado que emanava dele, congelando o momento pela eternidade. Gosto de nicotina, aquele vicio desagradável que o deixava sexy, whisky de fogo - amargo e forte como a alma dele, palavras dele - e algo a mais, algo que era todo dele. Era intenso, saudoso, como se a muito não se encontrasse, era redenção.

"Basta dizer, 5 letras e sou seu, leoa." Respirava com os lábios ainda próximos aos dela, testas coladas.

"Fique."

____
Primeiro natal em Grimmauld Place, véspera.

Ela avisou aos pais que aquele natal não iria para casa, que passaria com o melhor amigo, Harry não queria ir para Toca, queria ficar só. Só com ela.

Eles estavam naquele romance estranhamente louco a mais tempo do que ela queria admitir. Os beijos se encaixavam, as línguas dançavam uma dança só delas, as mãos apertavam, acariciavam, marcavam toda pele expostas, cada vez mais quente. Mais molhado. Mais louco.

Sanidade a ponto de explodir.

Ela gostava do que eles tinham, não havia cobranças apesar do ciúmes dele. Mas ele sempre foi ciumento, não era uma surpresa. Mas ele nunca cobrou nada dela e ela era grata por isso. No fundo eles sabiam que a curiosidade matou o gato.

Ou seria os leões?

Cada vez o clima esquentava, ninguém desconfiava, era algo que só eles compartilhavam e gostava disso. De ter aquilo só entre eles, só para eles. Trocavam beijos, segredos, carícias e piadas. A amizade só fortaleceu, só cresceu, evolução.

Mas isso não a impedia de desejar, de imaginar enquanto deitava a cabeça em sua cama, após longas horas de escapadas embaixo da capa de invisibilidade, como seria sentir o corpo dele no seu, pele na pele.

Sempre se arrepiava.

Estava decidida, o amava. De todo seu coração.

Era ele, seria seu presente.

Arrumou-se no quarto que ela usava quando todos estavam lá, era costume, estava lá a dois dias já. Cada dia mais intenso que o outro, mais necessitado, ansiado e necessário.

Respirou fundo, contou até dez enquanto se arrumava. Um, a capa estava sobre seus ombros, cobrindo todo o corpo. Dois, seus cabelos estavam domados, enrolados. Três, retirou os sapatos, gostava da sensação de pés no chão. Quatro, sem maquiagem, ele gostava da pele dela ao natural. Cinco, havia usado o sabonete que deixava sua pele com cheiro de morango, o favorito dele. Seis, as bochechas estavam coradas. Sete, sua pele estava arrepiada. Oito, caminhou porta a fora, levando seu tempo até a escada e em seguida a sala, ele estava sentado lá, lendo um livro. Nove, os olhos verde lhe encontraram, curiosidade e perplexidade estampados. Dez, uma pergunta.

"O que é isso, Hermione?" A voz baixa, a casa silenciosa.

Ela sorriu para ele, de forma calorosa. Era o que ela queria. Sem desviar os olhos dele, soltou a capa que lhe cobria. Sentindo-a cair, forma uma piscina de tecido aos seus pés. Os olhos dele arregalados, a devorando, cobrindo cada pedaço de pele. O corpo nu, cheio de curvas, pele exposta, coração batendo querendo encontrar o ritmo dele.

"Eu preciso de você, feliz natal, Harry."

____
Torre de Astronomia, encontro entre o número 30 e 546.

"O que você me esconde tanto? Quem é?" O coração se partindo, sentia frio, mas não abriria mão do seu orgulho, não podia mais.

Eles estavam juntos a mais de 300 dias, ela acabou com tudo que pudesse ter com o outro, com os outros, como ele gostava de falar. Ele não tinha ciúmes de todo, dizia para ela que sabia que ela era desejada, ela o achava cego. Ela e Harry haviam terminado tudo o que tinham, por assim dizer, aquela amizade colorida; aquilo só os uniu ainda mais, eles era como um só, os melhores amigos do mundo. Aquele único beijo no outro moreno também não passou disso, eles só queriam um beijo, ter um momento só deles, ele se mostrou um pilar para ela, ela tinha tanto orgulho dele, tinha tanto carinho por ele. Ron a havia convidado para sair, ele finalmente havia a visto como uma menina, uma menina bonita pelo menos, ele demorou tanto. Cego, lerdo, idiota - George falava que ele era mental, por ter demorado tanto tempo para ver o que sempre esteve ali. Fred disse que ele tinha deixado passar a única garota que realmente gostava daquele jeito panaca dele, já era.

De todos eles, ela sempre voltava para ele. Para o que eles tinham, para a dor e segredos, para o amor. Ela o amava, amava tanto que doía amar, fazia o coração sangrar. Por que ele? Porque?

"Eu não quero você no meio disso, você não consegue ver isso? Hermione, não posso fazer isso mais, eu não tenho mais forças para esconder, para mentir." A voz dele saiu em um sussurro estrangulado, tinha tomado uma decisão após os últimos ocorridos em sua vida, não levaria ela para o meio da merda dele.

"Sobre o que você está falando?" Ela arregalou os olhos. Ela estava certa, tinha outra pessoa. Tinha alguém no lugar dela. Como ela poderia contar para ele agora? Não podia prende-lo a ela, o deixaria partir  se assim ele quisesse.

Isso é o que o amor faz, doendo ou não.

"Acabou, Hermione." Ele olhou uma última vez nos olhos dela, rezando para que desse certo, seu coração quebrado por machuca-la, ela era boa demais para ele. Sempre foi. Ele a protegeria mesmo que para isso, tivesse que parti o coração.

Os dois.

"Você não me ama?" Ela segurava as lágrimas, não é porque entendia e até já sabia - em algum lugar dentro de si - que aquelas palavras viriam, que não doía, que não sagrava.

Ele nunca respondeu, deu um aceno de cabeça a saiu do campo de visão dela. Deixando uma última frase no ar, uma última vez aos ouvidos dela. Aos dele.

"Boa noite, Hermione."

Respirou fundo, acariciou o ventre de forma protetora, ela ia seguir, mas hoje à noite ia chorar. Essa noite não tinha luar.

"Boa noite, Draco."

_____

"O que você está fazendo?" Ela gemia baixo, estava tão cansada, mas o prazer era intenso demais para pedir que parasse.

Não queria parar.

"Eu estou amando você." Os lábios passearam barriga a baixo, mordendo aquele pedacinho de pele cheirosa, a pele dela era como uma droga, calmante.

Ou seria provocante?

Lábios desceram, mãos acariciando as coxas, as afastando, voltou a focar no rosto avermelhado dela, olhos nos olhos, queria ver tudo. "Você é linda." Sorriu sincero, desceu os lábios e deixou a língua percorrer aquele pedaço molhado, pulsante, quente. "Por Merlin, você é deliciosa."

"Harry!" Gemeu o nome novamente, ofegou, tremeu, gritou, mãos apertaram o cabelo, não sabia exatamente em que ordem. 

Como ele podia ser tão bom nisso?

____

"Eu a amo, amo tanto que dói, eu vou pro inferno, passagem direta." Ele deu mais um murro na parede, os nos avermelhados, algumas gotas de sangue.

"Se eu não soubesse o porque, eu mesmo mandaria você para lá." A voz rouca reverberou aos ouvidos de Draco, só podia recorrer a ele, alguém tinha que estar ali com ela, por ela, quando ele se fosse. Partiria para a MM essa noite, não tinha mais como escapar, hoje à noite se tornaria um assassino.

"Me prometa não deixá-la, ela confia em você. Eu confio em você. Ajude ela, o Santo Potter. Se puder, mandarei notícias, tentarei entrar em contato. Mantenha ela viva, eu não abri mão de tudo para ver aquela maldita leoa louca correr para a própria morte." Rio sem humor, em uma hora sua tia estaria ali, Fenri estaria ali, ele não tinha mais como escapar.

"Se mantenha vivo, Draco. Vai dar tudo certo, vai funcionar. Vai passar e você vai poder recomeçar, vai poder viver. Nos sabemos que o Potter vai vencer só por ter aquela mente brilhante dela. Eu não vou deixar ela morrer, eu morro antes." Suspirou pesado, olhos cansados, doía em si ver o loiro tão perdido, tão destruído. Doía saber o que o esperava quando encontrasse com Hermione, ela disse que precisava lhe contar algo, não sabia o que era. "Você sabe de tudo, ela é a princesa, ela é o sol, Draco. Eu aprendi a amá-la como a melhor amiga que eu nunca tive, com toda a bagunça e hormônios ..." deu um pequeno sorriso ao ver Draco sorrir, querendo matá-lo pelo comentário. "Vai dar tudo certo. Tenha fé."

"Eu quero acreditar." Respirou fundo, olhou para a figura a sua frente, rezava para que não fosse a última vez que o visse. "Mantenha-se vivo também. Até o fim dessa guerra, meu amigo."

____
 Em algum momento durante a guerra, ao meio da corrida.

"Harry, Harry, por favor!" Ela delirava, tanta dor. "Eu preciso dele. Chame-o Harry, por Merlin, eu preciso dele aqui!" 

"Ron foi atras dele, Hermione, por favor respira!" Harry tremia, achava que conhecia o medo até colocar seus olhos nela em dor, sua garota favorita. Sua irmã de alma e coração. "Molly, esta tudo certo mesmo? Porque ela está com tanta dor?"

Molly estava cansada, estava tensa, com medo. O corpo de Hermione estava cansado e muito fraco, temia pela vida da filha adotiva. "Vai ficar tudo bem, Harry. As dores do parto são intensas demais, não temos muito o que fazer por hora."

"Harry, cadê ele? Porque ele não chegou ainda? Eu preciso dele aqui." A dor era intensa, seu corpo pequeno demais, mas ela não ia parar de lutar, seu filho viria ao mundo. Sabia que seria um menino. Sentia em seu coração.

Um barulho se fez do lado de fora, um som conhecido de aparatarão. Uma supresa vindo junto. O homem que ganhou seu coração.

"Onde ela está?" Ele correu porta a dentro, seguido pelo ruivo e pelo moreno. Avistou Harry e Molly a aparando, colocando panos sobre o rosto dela, ela estava tão branca.

"Você veio." A voz dela saia fraca, estava tão cansada. "Eu te amo."

Tudo ficou escuro, então.

____

Ele tinha uma promessa a cumprir, prometeu a Draco, prometeu a Harry, prometeu aos novos amigos, prometeu ao único cara que achou que nunca fosse se torna amigo. 

Tinha ido com os novos amigos buscarem por ele, Ron havia aparecido na pequena clareira que estava se escondendo aquela semana, tinha dado um jeito de se comunicar. Hermione estava em trabalho de parto.

Havia chegado a hora.

Viu ali um novo amigo nascer para ser pai. Viu ali um velho amigo que nunca saberia que era pai.

Temia por eles. Mas foi ao ver Hermione desmaiar, pálida e fraca, que seu coração cruciou, ela era boa demais, ela merecia o a mais.

"Ela precisa de sangue, meu sangue é compatível com o dela, nos já estudamos sobre isso, façam uma transfusão, ela precisa trazer essa criança ao mundo!" Ele se posicionou ao lado da castanha desmaiada, falando para os garotos naquela sala, olhando nos olhos de Molly. Viu ela assentir.

"Você tem certeza, Blas? Isso pode te matar." Disse Ron baixo, parecia assustado.

"Ela merece viver. Faça."

____

"Você tem certeza? Ainda tem tempo de fugir, de se esconder de mim, você sabe." Ele brincou mas tinha medo do significado de suas palavras, não sonhava que um dia amaria tanto uma mulher, essa mulher.

Grande aos olhos do mundo, pequena em seus braços.

"Eu não vou te dizer que eu esperava, que eu sempre soube ou que eu quis isso, eu estaria mentindo para você. Eu tive medo de amar de novo, tive medo de entregar meu coração, eu não sabia na época o porque dele ter feito o que fez. Não foi amor à primeira vista, você sabe, a quanto tempo eu te conheço? Eu sabia no fundo do meu coração que eu amava você, mas eu só tive forças para falar quando eu estava prestes a morrer. Eu achei que fosse morrer ali, eu só queria que nosso menino vivesse. Eu cresci com você, eu amadureci e entendi o que eu era, quem eu era. E eu quero você, pelo resto das nossas vidas. Eu não vou fugir, não posso mais correr, eu quero isso, quero eu, você e ele."

"Vamos começar então indo até o horizonte e lá vamos nós, raposinha."

Olhava para o céu, a segunda estrela a direita, sua história trouxa favorita, ele gostava se recitar esse pedaço para ela, para lá eles iriam, sua terra do nunca.

Seu menino que não queria crescer; Seu homem amado.

Podia amar novamente.

As linhas do destino nunca eram retas, eram cheias de curvas, paralelas, emaranhadas, complicadas. Vida não foi feita para ser simples.

Destino.

De erva doce à camomila.


Notas Finais


Olá olá olá tortinhas lindas,
Como vocês estão? Tudo bem?

Então ... o que cês acharam? Ficou bom? Ficou uma bosta? Eu particularmente adorei esse capítulo, o próximo será ainda melhor.

Compartilhem tudo comigo, quero saber as opiniões em!

Obrigada as 1854 visualizações, 55 favoritos e 50 comentários, vocês são demais.

Nunca achei que essa história ia chegar tão longe, obrigada a cada pessoinha que me incentiva.

Um beijo especial para a minha princesa, obrigada pelos lindo reviews 💙❤️

Até loguinho <3


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