História Destino - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Seraph of the End (Owari no Seraph)
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Palavras 1.928
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi, gente!
Tentando manter.
Espero que gostem.

Capítulo 4 - Novo encontro


Passaram-se seis anos desde que Mikaela ficou sozinho, a vida era trabalho-casa-trabalho-casa, evitava sair com os poucos amigos que tinha, visto que eles não entendiam o seu luto permanente e diziam que deveria conhecer outra pessoa, diziam que tinha que superar, que era jovem e bonito, que tinha pretendentes no trabalho e poderia formar uma nova família, mas nada fazia com que ele saísse para conhecer alguém. Aquele alguém não poderia preencher o lugar daquele que já tinha ido para longe dele.

E todos dias uma lembrança surgia uma gentil e dolorosa lembrança, todos os dias era acordar e sentir falta dele, todos os dias era querer que seu amado voltasse para seus braços vazios. Todos os dias.

Vivia só, e sua sogra, como a mãe que se tornara, brigava com o genro por ele não se alimentar adequadamente desde a partida de seu filho, sendo assim, ao menos uma vez na semana, o chamava para comer de sua comida.

- Não quero te ver doente - falava severa ao telefone - hoje você vai vir jantar em minha casa.

- Mas…

- Nada de “mas”! Se eu não cozinhar para você sei que ficará mais magro.

- Está bem - acabou sendo convencido - quer que eu leve algo?

- Oh, não, querido - disse amorosa - só venha.  A vovó também vai ficar feliz.

- Obrigado - despediram-se e finalizou a ligação.

 

Era uma das poucas alegrias que Mika tinha, assim poderia ouvir a mulher falar de seu filho quando era menino, das brincadeiras e travessuras que o pequeno Yuuto fazia, contava que ele sempre fazia um agrado para a mãe ou a avó, que quando ficou doente da primeira vez tentava sorrir como sempre, gentil, carinhoso, muito amoroso.

Contava que seu sogro era um homem rico e tinha deixado fortuna em nome do filho, da mulher e da mãe. Era culto, muito inteligente, a viúva falava que o filho parecia-se com o pai dele fazendo com que Mikaela desejasse ter tido mais tempo com o amado e acabavam por se emocionarem sempre. O loiro tinha muito carinho por aquela família, a família que Yuuto deixara para ele e aquilo era um alento.

 

Com o compromisso firmado, Mikaela resolveu ir ao shopping e comprar um agrado para a sogra e a mãe dela, mas, sem um motivo lógico e necessário, acabou entrando no quase deserto supermercado daquele lugar. O loiro sentia que deveria estar ali e, sem perceber, deparou-se com o corredor de doces, como aquilo continuava doloroso.

Uma imagem apareceu em sua mente, era Yuuto segurando um pacote de balas, um sorriso travesso de quem fora pego em flagrante e logo um beijo doce, mas lá não tinha seu querido esposo, lá havia um menino e ele chorava, com certeza deveria estar fazendo birra para conseguir algum chocolate dos pais, pensou Mikaela, e não foi perguntar o que aconteceu com ele achando que logo um dos pais viria. Mas, por alguma razão, resolveu ficar atrás de um carrinho-abastecedor por alguns minutos, um tanto preocupado, porém sem querer se intrometer, até que um adulto apareceu sem perceber Mika escondido, este pode ver um sorriso de dentes amarelados.

- O que foi garotinho? - o homem deveria ter quarenta e tantos de idade - está chorando por um docinho?

O loiro pode ouvir da conversa que se desenrolava em baixo volume.

- N-não - soluçou o menino - eu me perdi da mamãe.

- Você se perdeu, foi? - a criança respondeu positivo abanando a cabeça - Quer que eu te ajude?

- Hum - limpou o rosto.

- Então vai ter que me pagar - sorriu, Mika pensou que aquilo do homem exigir algo em troca era muito perverso e estranho, extremamente estranho, alguma coisa ali não parecia bem.

- Eu tenho essas moedinhas - mostrou com a palma da mão aberta e parecia feliz, esperançoso em encontrar a mãe - dá?

- Isso não dá para nada. Não vou poder encontrar sua mamãe.

- N-não?

- Não, mas vou te ajudar se você der um beijo no titio aqui - apontou a boca - depois vamos ali atrás para você sentar no meu colo e brincar de elevador...

O repúdio invadiu o loiro, aquele sujeito era um ser desprezível, conhecido como pedófilo.

- Ei! O que pensa que está fazendo? - saiu de seu esconderijo e afastou a criança do outro homem colocando-o atrás de suas pernas, ela estava com os olhos arregalados e demonstrava medo.

- Ele é meu sobrinho e estamos procurando a mãe dele, minha irmã - mentiu descaradamente depois de se recompor do susto de ver outro adulto - venha com o titio.

- Não - apertou a calça de Mikaela - mamãe disse que não pode beijar gente grande desconhecida na boca…

- Você queria o que desse menino?

- Eu já disse, ele é meu sobrinho, ele está mentindo, seu pestinha, vou contar para sua mãe. Ele é um menino muito levado.

Sem acreditar em qualquer palavra, o loiro perguntou.

- Como ele se chama? - não houve resposta. Um combo de chute entre as pernas e um soco na cara do maníaco fez com que este ficasse nocauteado no chão enquanto a criança começou a chorar assustada - Seu desgraçado!

- O que aconteceu aqui, senhor! - um funcionário apareceu devido ao barulho do tombo do corpo no chão.

- Ele queria fazer coisas sujas com este menino! Chamem a Polícia, eu prestarei queixa desse desgraçado - comandou.

- Oh, certo - disse o outro - e essa criança é seu filho?

- Não, mas enquanto a Polícia não chega, vou cuidar dele - se dirigiu ao pequeno afastando-o um pouco dali no momento em que dois homens do estabelecimento levavam o que estava caído no chão - não chore, vamos encontrar sua mamãe, tudo bem? Como você se chama? Onde você a viu pela última vez?

- N-na loja de roupa - não respondeu seu nome e tentava parar de chorar.

- E por que você está aqui no supermercado?

- P-porque e-eu ia fazer u-uma surpresa pra ela, a mamãe gosta de chocolate. Daí vim escondido comprar quando ela tava trocando de roupa, daí a moça do mercado disse que era pra pedir pra minha mamãe pagar - chorou um pouco mais.

- Você não tentou voltar para sua mãe? Sabe o número de telefone dela ou do seu papai?

- E-eu não sei onde a mamãe tá agora - chorou desenfreado - eu voltei lá e ela não tava, daí eu vim aqui ver se ela tava comprando cenoura…

- Tudo bem - fez carinho em seus cabelos negros e secou as lágrimas que caíam de seus olhos verdes, decidiu não fazer mais perguntas - vamos anunciar seu nome pelo shopping todo e ela vai vir te buscar.

- Hum - acenou mais calmo e mostrou inocentemente as moedas - aqui tem dinheiro pra pagar você?

- Guarde o seu dinheirinho - fechou a pequena mão e mostrou um sorriso verdadeiro que há muito tempo não mostrava para ninguém - para depois você comprar o chocolate da sua mamãe - estendeu a mão para o pequeno e este pegou em seus dois dedos - vamos?

- Hum - acenou feliz e sorriu.

Mikaela pensou que aquele menino lembrava Yuuto de alguma forma, sempre imaginou que, se pudessem ter filhos biológicos, se pudessem gerar um bebê com a ajuda da ciência, seria parecido com o seu amado. Se ao menos ele estivesse presente…

- Você ‘tá triste? - a criança perguntou enquanto iam para fora do mercado.

- Não - mentiu - não estou.

- Mas você parece que vai chorar - o pequeno parou no caminho e parecia realmente preocupado - pode chorar, tio.

- Você é muito especial, sabia? - agachou-se para encarar - eu já não sei como se faz isso e não quero me lembrar - sorriu melancólico.

- Mas não dói?

- Não - respondeu achando que era da mão que nocauteou o homem.

- E aqui? - pousou a mãozinha no coração de Mikaela - Aqui não dói?

- Só um pouco - mentiu mais uma vez e pegou na mão do menino - vamos? Sua mamãe deve estar muito preocupada.

 

Ao chegar na recepção havia uma mulher e ela chorava.

- Acalme-se, senhora, fale o nome do seu filho e como ele é fisicamente…

- Mamãe! - saiu correndo até a mesa da recepcionista.

- Yuuichirou! - a jovem mãe foi de encontro ao pequeno e o abraçou apertado beijando seu menino - onde você estava? Fiquei tão desesperada.

- Desculpa, mamãe - chorou.

- Obrigada por trazer meu filho até a mim - disse para o loiro quando ele se aproximou - vou ser eternamente grata.

- Não por isso, senhora. Mas tenho que falar algo muito sério que poderia ter acontecido com seu filho.

Mika contou tudo para a mãe, mas foi delicado o suficiente para não entrar em muitos detalhes do que poderia ter acontecido se não estivesse ali e que estava esperando a Polícia cuidar de tudo, que ela poderia ser chamada para prestar seu depoimento também.

- Muitíssimo obrigada, senhor…

- Pode me chamar de Mika.

- Obrigada, Mika. Agradeça a ele, Yuuichirou.

- Obrigado, Mika - sorriu muito feliz e grato.

- Por nada, Yuu-chan - bagunçou os cabelos negros - seja bonzinho com a mamãe e o papai.

 

O tempo passou e chegou o dia da audiência contra o maníaco. Todos foram chamados e, sabendo disso, Mikaela resolveu levar um brinquedo para o menino, acabou que encontrou um único bichinho de pelúcia, era um gato de olhos muito azuis, que, por coincidência, parecidos com os seus.

- Agradeça, Yuuichirou - a mãe mandou.

- O que foi? Não gostou? - o loiro perguntou preocupado.

- É que vamos nos mudar e ele está triste - respondeu o pai.

- A gente nunca mais vai se ver, Mika? - parecia muito angustiado.

- Não pode chamar assim, Yuuichirou - a mãe disse - tem que ter mais respeito.

- Tudo bem - sorriu - pode me chamar desse jeito.

- Vamos - o advogado do loiro chegou - é a sua vez.

- Certo. Até um dia, senhor, senhora. - deu a mão num cumprimento para os adultos e recebeu um abraço do pequeno em suas pernas.

- Promete que a gente vai se ver de novo?

- Prometo - alisou o cabelo e se soltou - se cuida, Yuu-chan.

Mikaela não sabia que aquele bichinho de pelúcia se tornaria o brinquedo favorito de Yuuichirou, que o menino dormiria com ele todas as noites, que não seria emprestado para ninguém e que seu nome seria colocado como Mika.

- Temos que lavar! - a mãe do menino falava depois de seis meses desde que recebeu o presente.

- Não! - teimou e apertava a pelúcia em seus braços - o Mika não vai gostar da máquina!

- Vamos lá, menino! Ele vai ficar nojento.

- Não vai, não! Depois eu vou tomar banho com ele.

- Não, não, não, não, não. Vamos por na máquina de lavar e secar.

- Não!

- Por que não? Você deixa eu lavar os outros e esse não, por quê?

- Deixa ele - o pai veio - ele gosta muito desse brinquedo, mas logo vai enjoar. Venha, vamos tomar um café? Cuide direitinho do Mika, hein, Yuu.

- Tá - sorriu feliz para o pai e começou a brincar - vamos, Mika, quer andar de carrinho?

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado e até.


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