História Destino - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Exibições 23
Palavras 1.922
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Capítulo Dois


Dos amigos do meu irmão, só três estavam sem acompanhante, levando em conta que eu já tinha roubado Jason, e ainda bem, porque eu ia passar a noite numa mesa do jardim bebendo sem fazer mais nada de tanto tédio. 
-Então Jason, o que você faz? - Laurie perguntou. 
-Meu pai me colocou na empresa dele pra que eu pegasse o jeito do negócio mais cedo, principalmente com o irmão que eu tenho. - Ri. 
-Você é irmão do Aaron certo? Por que ele não pôde vir? - Seu namorado a olhou de canto, mas a piscada que ela lhe deu abriu todo o jogo. Meu irmão tinha mandado ela fazer aquilo. 
-Porque ele é o típico cafajeste de livro. Um Elliot Grey de marca maior. - Os convidados o encararam confuso. 
-Senhor "Ame-as e Deixe-as". - Expliquei. - Foda casual, encontro de só uma noite, preciso continuar explicando? - Jason riu. 
-Não, obrigada. - Disseram. Sorri. 
-De nada. 
-Você está sabendo demais. - Meu irmão falou. 
-Robert querido, nós duas já lemos 50 tons de cinza, como quer que ela não saiba? – Laurie questionou. Mas na verdade o tom dela era de "grande merda meu filho".
-Ela não deveria saber.
-Já tenho vinte anos Robert, não vou ser uma criança pra sempre, e muito menos inocente. - Rosnei. Antes que a briga continuasse, a noiva do meu irmão se meteu. 
-Abby, o que planeja fazer essa tarde? - Respirei fundo. 
-Ficar na piscina, o clima tem estado muito quente ultimamente.
-Você deve ser uma ótima nadadora. - Um dos amigos do meu irmão falou com um sorriso, visivelmente malicioso. 
-Não sei nadar. - Interrompi, antes que ele abrisse a boca de novo. 
-Posso te ensinar, se quiser. - Jason falou, antes que outro falasse. 
-Jason, você tem quantos anos? - Laurie perguntou forçando um sorriso. Ela não estava gostando dessa brincadeira do meu irmão.
-Vinte e sete. Por que? 
-Nada, só perguntando. 
Eu estava realmente irritada com essa coisa toda, e com isso comi mais rápido do que deveria. Sendo uma piada ou não, sendo implicância ou não, isso foi completamente desnecessário. Depois disso, nem queria mais sair do quarto. 
Mais tarde, ouvi alguém bater na porta e depois tentar abri-la.
-Que foi?
-Vim pedir desculpas pela atitude o seu irmão. - Me levantei e abri a porta, encarando Mille. - Ele só tem medo de que Jason seja como Aaron.
-Se fosse, não teria dito que fico linda com aquele vestido branco, e sim que ficaria linda nua na cama dele. - Ela riu. - Mille, se ele fosse como Aaron, eu saberia! 
-Eles tem o mesmo sangue... 
-E a mesma cabeça e personalidade? - Ela engoliu em seco. 
-Por que confia tanto nele se mal o conhece? - Mordi o lábio. 
-Não sei... Mas confio nele! É difícil eu errar, você sabe disso. 
-Tudo bem, não me meto mais. Como se conheceram? - Perguntou sorrindo. 
-Tropecei numa mesa de tanto encara-lo, então ele se sentou comigo depois que me escondi atrás do livro. 
-Romeu e Julieta? É, com essa coisa toda, estão bem parecidos com a história. 
-Espero que não tenhamos que morrer no fim... 
-Bom, boa sorte na aula de natação! - Falou me puxando e me jogando pra cima dele Jason. 
-Estava ouvindo tudo? 
-Ordens dela. 
-Ele é um bom garoto, acho que vale a pena tentarem! Boa sorte! - E saiu. 
-Está melhor? 
-Sim, não se preocupe. 
-Ainda quer que te ensine a nadar? 
-E perder a maravilhosa visão de você de sunga? Vou me vestir. – Fui pro meu banheiro e vesti o mesmo maiô de hoje cedo, amarrei um lenço na cintura e peguei duas toalhas. – Vamos?
Ele ficou levemente atônito, mas assentiu com a cabeça. 
-Posso fazer uma coisa? – Assenti, e ele se aproximou e abaixou um pouco o maiô, mostrando a parte levemente mais clara. – Só pra confirmar. 
-O que?
-Percebi que tinha passado um tempo no sol antes de ir pra cafeteria. – Ri, ele ajeitou meu maiô de novo. 
-Provavelmente o que você notou foi a minha vergonha ao ser vista tropeçando! – Jason foi abrindo os botões da camisa. 
-Tem problema eu deixar minhas roupas aqui?
-Não, nenhum. Você achou seu quarto sem problemas? 
-Mille me levou lá, aí pedi ajuda dela pra... você sabe o que. – Sorri, me virando a medida que ele se despia e ficava apenas de sunga. 
Mano, que bunda. Que abdômen. Que homem! 
Joguei-lhe a outra toalha quando ele saiu do quarto, mas ele me jogou ela de volta. Sorriu e me pegou no colo, descendo as escadas correndo. Não sei se ri mais do que gritei ou o contrário, mas não posso negar que foi divertido. Mille viu toda a cena da poltrona da sala, e acompanhou a risada. 
Um dos amigos mais novos do meu irmão acompanhou a cena também, mais exatamente por quase ter sido atropelado por nós dois. 
-Cuidado aí vocês dois! – Gritou. Pouco depois Jason parou em frente a piscina, ofegante. 
-Foi divertido, admita. – Respirei fundo, jogando as toalhas na espreguiçadeira que tinha ali perto. – Medo de eu te jogar?
-Você acabou de descer as escadas correndo comigo no colo! Me jogar na piscina é fichinha! – Argumentei. Ele sorriu. 
-Você me apertou bem forte sabia? 
-Tenho medo de altura... – Sussurrei. Ele me colocou no chão, a dois passos da beira da piscina. 
-Na verdade, o medo é da queda. – Então ele me beijou e nos jogou na piscina. 
-Eu vou te matar! – Gritei agarrada nele. – Esse é o lado fundo da piscina! – Jason apertou minha cintura e me levantou.
-Estranho, pra mim tá normal. – Resisti a vontade de lhe dar um tapa por zoar minha altura, mas como ele estava me segurando, era capaz de me soltar nessa brincadeira. – Ei, não vou deixar você se afogar, não se preocupe! 
-Então me ensine a nadar logo! – Resmunguei segurando seus ombros pra me equilibrar. 
Jason começou a me abaixar, mas quando toquei o pé no fundo da piscina, a água já estava no meu queixo, e Natasha pulou na piscina sem dar nenhum sinal prévio. Natasha é uma Golden branca, maravilhosa, que ganhamos quando nos mudamos e eu tento sempre dar atenção, mas agora foi sacanagem da parte dela. Mergulhei e fui andando até uma parte mais rasa, e ela me seguiu.
-Menina má! Quase me afogou! – Reclamei dando tapinhas na cabeça dela bem de leve, a abraçando depois disso. 
-Qual o nome dela? 
-Natasha, minha sobrinha dá os maiores chiliques quando ela aparece, na piscina principalmente. 
-Jason! – Meu irmão gritou lá de dentro. – Aaron quer falar com você.  – Jason ficou confuso.
-Mas ele teria me ligado se fosse assim. 
-Ele ligou, mas aparentemente você está muito ocupado pra atender o celular. – Jason foi até meu irmão e pegou o telefone dele.
-E seu celular deve estar no meu quarto. – Comentei. 
-E está. O que foi Aaron? – Jason fez a melhor cara de deboche que já vi em vinte anos enquanto ouvia o que o irmão dizia. – Me poupe cara, você não saberia respeitar o significado dele! Quando for algo sério me ligue. – E desligou, devolvendo o celular do meu irmão.
-Aaron fez que tipo de merda agora? – Robert perguntou. 
-O tipo “Não respeite as relíquias de família”. – Resmungou pulando de volta na piscina, quase assustando Natasha. 
-Que tipo de relíquia? – Perguntei quando meu irmão saiu. 
-A que está no bolso da calça que deixei no seu quarto. É um anel que minha mãe me deu pra que eu desse para a garota que amo. – Segurei Natasha pra ter certeza que tinha um apoio pra não surtar. – Levando em conta o quão cafajeste Aaron é, ela resolveu entregar pra mim. Já leu Belo Desastre?
-“Eu pertenço à minha amada, e ela pertence a mim.” – Citei sorrindo. – Travis também era um cafajeste. 
-Era, mas Aaron não vai mudar por uma garota que ele conhecer por causa do primo. – Natasha saiu de perto de nós dois, quase me derrubando. – O que quero dizer é que nós Minkyungs, só amamos uma vez, e é pra valer, assim como os Maddoxes. – Meu rosto esquentou com essa informação. 
-Então essas mulheres devem ser muito sortudas... – Sussurrei fingindo olhar Natasha nadar. Me peito doeu com essa coisa toda, sendo nocauteado por uma enorme vontade de ser essa garota. Eu não estava apaixonada ainda, mas sabia que ia acabar acontecendo, e droga, eu queria ser essa garota! Eu tinha que me controlar pra não fazer papel de trouxa. A Amazônia já estava desmaiada demais pra eu continuar com isso!
-É, elas costumam ter um irmão irritante e uma irmã legal, e ficam lindas de qualquer jeito, mesmo com o cabelo todo na cara. – Prestei atenção no que ele dizia e o encarei, segurando o riso. 
-Você tá brincando né? – Ele sorriu.
-Talvez. – Cantarolou. Contei de dez até zero mentalmente, assim que vi Clint correndo pra varanda. 
-Abaixa. 
-O que? – O puxei, antes que Clint pulasse em sua cabeça. Clint é irmão mais novo da Natasha, quer por ironia do destino, e pra me encantar por completo, é todo negro, sem um único fio branco. – Isso explica. 
-Não se preocupe, são só esses dois. – Jason riu quando Clint começou a jogar água na gente, seguindo pra ir brincar no quintal com Natasha. – Quando a cerimônia do meu irmão acabar, você vai voltar pra casa? – Perguntei tentando não o olhar diretamente. 
-Ainda estou pensando nisso... – Antes que ele falasse mais algo, mergulhei, mas ele me puxou de volta. – Romeu e Julieta se apaixonaram a primeira vista, você acredita que isso pode acontecer fora dos livros? – Perguntou sério. 
-Eu... – Droga, como dizer que sim, sem parecer completamente idiota? E como lembrar que rolou uns beijos antes do resto da treta sem quebrar o clima? – Por que pergunta isso?
-Porque eu acredito. 
-Então você é um sonhador. – Sussurrei. – Mas não sou ninguém pra te julgar, eu acredito em fadas! 
-Isso não é problema, você pode acreditar em qualquer coisa que quiser! – Sussurrou amenizando a seriedade em sua expressão. 
-Inclusive que você gosta de mim mesmo com poucas horas de convivência? 
-Principalmente que gosto de você mesmo com poucas horas de convivência, mesmo que mal te conheça, mesmo que isso seja muito pra aceitar do nada, vindo de alguém que você também mal conhece... – Ele falava sem parar, sem saber exatamente pra onde olhar. - Até porque atração é diferente de amor, e que intimidade é uma coisa espiritual, por exemplo, se você detesta alguém que nem conhece direito só por não ir com a cara dela, o que impede de gostar de alguém de cara? 
-Cala a boca e me beija logo porque se eu não sentisse que estou na mesma situação, eu já tinha acabado com esse assunto assim que você falou de Romeu e Julieta! – O interrompi, fazendo-o me encarar. – Nós temos uma semana pra nos conhecermos melhor, então por favor, para de falar como se isso tudo fosse idiotice, porque pra mim, que já me apaixonei diversas vezes, não é! – Então ele me beijou. 
-Se Christian não levou menos do que alguns dias pra se apaixonar por Ana...
-Sim, já entendi onde quer chegar. – Ele riu. 
-Então, quer sair daqui e passar o dia vendo o que temos em comum e conversando sobre o que mais vier em mente? – Sorri. 
-Eu adoraria. 
-Então vamos! – Jason me levantou pela cintura e me colocou na borda da piscina, saindo em seguida. Depois disso, como de manhã, fomos pra cafeteria, ver o que tínhamos em comum, e conversando sobre o que mais veio em mente.



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