História Destino - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Lucas Lucco
Tags Amor, Lucaslucco, Romance, Tragedia
Exibições 31
Palavras 1.650
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


:)

Capítulo 2 - Troublemaker


Fanfic / Fanfiction Destino - Capítulo 2 - Troublemaker


Anna*
 A casa era enorme e a gola da camisa social já estava me deixando sufocada. Pelo menos o lugar estava vazio. Fiquei olhando pra tudo imaginando por onde as mãos dele já haviam passado.
A casa da mãe do lucas era bem decorada, móveis rústicos, muito preto, branco, azul e amarelo. Muito grande e muito bonita. Limpei a lágrima que caiu discretamente. Até o requinte me lembrava do meu lugar, então fui até a cozinha.
   Garçons passavam pra lá e pra cá, organizando petiscos, copos e guardanapos em bandejas.
-Oi mocinha.
   Olhei para trás assustada e vi Eduardo (meu chefe), orquestrando todo aquele alvoroço.
-Você veio?
   O abracei apertado, porque gostava dele demais, era como um pai pra mim. 
-Isso é importante, o cara é famoso, nada pode dar errado.
   Me apertei um pouco mais dentro do abraço dele. Por um instante me sentindo confortada da dor.
   Uma fração de segundo e o Lucas entrou pela porta. Com o maior sorriso no rosto aquele homem parecia nunca ter visto o sofrimento de perto. Eduardo me soltou rapidamente e fiquei pairando no ar, perdida e com medo, incapaz de me mover ou ter qualquer expressão.
-Como está tudo?
Lucas*
   Entrei na cozinha e dei de cara com um casal se abraçando. A garota pálida e sem jeito me olhou de forma estranha e paralisou. Devia ser minha fã. Pensei em confortá-la e dar um autógrafo, mais aquela noite não era minha e sim da minha mãe. Parei ao lado dela apertando a mão do Eduardo, dono do buffet.
-Tudo certo?
   Tentei não demonstrar totalmente meu grau de nervosismo. Tudo tinha que sair a altura da mulher da minha vida.
- Perfeitamente Lucas.
   Dei uma olhada em volta e a garota havia desaparecido, tadinha, quando entrei notei que estava com os olhos inchados. Será que tudo aquilo era por minha causa?
   Fiquei com vontade de ir até lá e perguntar se estava tudo bem, mas, antes que me movesse mãos sedosas tocaram minha cintura e ganhei um beijo no pescoço.
    Muito sem graça, Eduardo pediu licença se retirando. Os garçons trabalhavam normalmente como se não houvesse ninguém ali.
-Não te enviei convite.
   Me virei olhando os olhos astutos da belíssima garota a minha frente.
- Quer dizer que só sou bem vinda na sua cama?
    Pareceu profundamente irritada. A abracei para falar em seu ouvido.
- Essa festa não é para você, respeite a minha família.
A soltei e ela pegou a bolsa em cima do balcão virando de costas.
-  Eu me apaixonei sabia? De verdade!
    Uma lágrima escorreu por seu rosto e foi embora.
    Fiquei sem reação olhando pra porta quando a garota pálida passou por ela.
- Tá tudo bem?
    Fui até ela que pareceu surpresa e confusa.
- Sim senhor, desculpe.
    Passou por mim e pegou meio desajeitada, pegou a primeira bandeja que encontrou, voltou a passar pela porta, também desaparecendo por ela. Logo em seguida foi a vez do meu pai.
- Lucas vem, o povo tá perguntado do cê!
   Balancei a cabeça que sim ainda confuso com os últimos minutos naquele lugar.
Anna*
    Uma garota passou por mim feito um trem bala, pelo visto não era a única chorona ali. Abri a porta dando de cara com o Lucas que parecia confuso. Meu estômago tinha câimbras e minha perna tremia.
"Preciso do emprego. Preciso do dinheiro"
    Fui cantando o mantra mentalmente enquanto o via caminhar até mim.
- Tá tudo bem?
  E a voz dele era como se fosse minha música preferida, até porque minha minha preferida era dele.
  Respondi afirmativamente e corri para fazer o meu trabalho. Por uma das frestas na cortina vi que a garota bonita ainda estava sentada no jardim, em um cantinho, parecia mau. Foi nessa hora que tive a pior ideia.
   Larguei a bandeja na cozinha e fui atrás dela.
- Moça?
   Ela se virou me encarando, estava um pouco escuro e não deu pra saber se ela queria que eu fosse embora.
- Tudo bem? Precisa de ajuda?
   Ela se afastou um pouco indicando um lugar ao seu lado. 
- Senta aqui.
   Disse balançando a mão e mostrando o lugar vazio. Olhei pra dentro da casa rezando pra que ninguém me pegasse ali, matando trabalho. Vi o Lucas por uma das janelas, radiante segurando uma taça de champanhe. Meu Deus, como ele estava lindo!
   Me sentei do lado da garota finalmente vendo seu rosto. As lágrimas haviam borrado toda a maquiagem dela. Olhava pro Lucas que permanecia na mesma janela.
- Ele é lindo, não é mesmo?
   Disse perdida nos próprios pensamentos. Olhei pra ele não tendo como negar. Eu o amava tanto! Balancei a cabeça de forma afirmativa, tendo consciência da minha insignificância em relação aos dois.
   A garota continuou;
-Sabe, no inicio, quando começamos a nos encontrar eu não estava nem aí. Não ligava por ele querer apenas sexo, só estar interessado no meu corpo. Então fiz a pior coisa, parei de transar com ele. Comecei a fazer amor, a me entregar de coração. Quanta tolice a minha.
    Ela fez uma pausa soluçando. Fiquei angustiada perante a dor dela. De repente parou de olhar pro Lucas e olhou pra mim.
- Ele nunca vai amar ninguém.
    Se levantou e pôs-se a andar.
-Moça, você é linda e jovem. Vai ficar tudo bem.
     Ela sorriu de forma rancorosa e partiu. Permaneci por mais algum tempo sentada no jardim. Aquela noite estava estranha, mas, não podia negar a verdade. Ele nunca iria amar alguém, e isso me machucava, mesmo que ele nem soubesse da minha existência, queria vê-lo feliz, com uma família.
- Anna?
   Me assustei e olhei pra trás. Ai meu Deus, era o Leandro, irmão do Lucas.
-Senhor, me desculpe...
   Antes que tentasse me defender fui interrompida.
- Acho que não pagamos você pra apreciar o jardim.
   Fiquei nervosa e minhas mãos começaram a suar. Tava ferrada.
-Olha senhor, eu posso explicar...
   Mais uma vez ele me cortou.
- Você é bem gata, Me dá um beijo e eu te perdoo.
-O quê?- olhei pra ele atônita, que cara idiota. Logo em seguida notei o copo de uísque e percebi que estava bêbado.
    Continuei parada no mesmo lugar.
- Senhor, o senhor está um pouco alterado...
   Ele começou a andar na minha direção.
- Vem cá vem, você vai gostar!
    E agora?
    Gritar?
    Correr?
    Antes que tomasse qualquer atitude Lucas puxou leandro pelo braço.
- Você tá bêbado, eu não acredito nisso.
    Continuei parada olhando a cena.
- Me solta, eu to com a garota.
    Leandro esbravejou puxando o braço e partiu pra cima de mim. Tentava me beijar enquanto eu batia e gritava.
    Lucas o puxou e os dois começaram a brigar. Tentei separar e ganhei um soco dele, caí ajoelhada sobre o gramado sentindo uma dor forte. Toquei os lábios enquanto muito sangue escorria. Fiquei apavorada.
- Que isso? Parem já... agora.
    Alguns seguranças e o pai dos dois apareceram. Enquanto isso me sentia tonta, estava prestes a desmaiar, a dor era muito forte.
- Leva o Leandro daqui agora, some com ele daqui.
    O pai dos garotos empurrou o Leandro pra um dos seguranças que o imobilizou.
    Alguém se ajoelhou de frente pra mim.
- Moça, fala comigo, me desculpa.
    A voz era dele, mas eu não conseguia olhar pra cima, estava tudo girando.
    Senti minha cabeça sendo levantada.
- Pai o que eu faço? Ela tá sangrando.
    Fui sendo arrastada e o Lu me colocou no colo, encostei a cabeça no pescoço dele, assim que senti aquele calor bom apaguei.

Lucas*

    Coloquei ela no meu colo me sentindo apavorado, nunca havia machucado uma mulher na vida. Aquilo parecia um pesadelo. Levantei com ela nos braços e ela era muito leve, tão leve que me causava ainda mais angústia.
    Os lábios semiabertos dela começaram a sujar minha camisa branca de sangue, muito sangue. 
    Corri com ela até o meu carro.
- Vou com você.
    Meu pai tinha que ficar e tentar não piorar a noite da minha mãe. Enquanto ele abria a porta do passageiro meu mundo parecia desabar.
- Pai fica aqui e inventa uma desculpa pra mãe, não deixa ela saber da briga, por favor.
    Coloquei a garota no carro. Que merda eu nem sabia o nome dela.
- Tem certeza Lucas?
    Entrei correndo no carro.
- Tenho.
    Saí de lá o mais rápido que pude em direção ao hospital.
    Enquanto dirigia que nem um louco ela balançava pra lá e pra cá no banco, coloquei a mão na perna dela, como se aquele gesto fosse protegê-la de alguma forma. Ela estava fria. Fiquei ainda mais desesperado. Daria tudo pra que aquilo nunca tivesse acontecido.
    Passei muito tempo na sala de espera. Uma demora longa e angustiante.
    Vi a médica finalmente saindo da sala.
- Moça ? Como ela está? Ela tá bem?
    A mulher balançou a cabeça de forma positiva. 
- A garota cortou a gengiva, por isso tanto sangue, também teve uma luxação no maxilar, felizmente não quebrou nenhum dente e não precisou de cirurgia. Ela vai ficar bem. 
    Respirei aliviado finalmente recuperando a sanidade.
- Posso vê -la? 
    A médica disse que sim e então fui até o quarto.
Assim que entrei vi a garota deitada no centro da cama, ainda desacordada parecia um anjo dormindo o sono dos inocentes. Havia um tubo em sua boca que a deixava respirar melhor.
Me aproximei dela ainda sentindo culpa.
- Me perdoa, eu sinto muito mesmo.
    Puxei uma cadeira e sentei ao seu lado.
    Os lábios dela eram tão rosados, eram bonitos. Na verdade ela era bonita. Quando olhei pra baixo vi que mexia a mão.
- Eu to aqui.
    Segurei a mão dela, e mesmo inconsciente ela retribuiu.
- Ninguém nunca mais vai te machucar. Eu prometo.
    Apertei a mão dela e fiz carinho em seu cabelo. Tudo o que queria era saber seu nome, saber tudo sobre ela.


Notas Finais


Sei que demorei um pouquinho mais que o previsto para postar, me perdoem!!! Espero que tenham gostado.


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