História Destino - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Lucas Lucco
Tags Amor, Lucaslucco, Romance, Tragedia
Exibições 63
Palavras 1.632
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Atendendo a pedidos aí está o capítulo fresquinho. Aproveitem!!!

Capítulo 3 - Liers


Fanfic / Fanfiction Destino - Capítulo 3 - Liers

Anna*

     Eu estava sonhando e sabia que estava. 
     Um gramado verde e um por do sol lindo não era minha paisagem rotineira. Ainda mais porque o Lucas estava do meu lado, segurando a minha mão, enquanto um vento refrescante tocava nossas faces.
     Apertei a mão dele um pouco mais forte. Ele olhou pra mim e sorriu. E eu sabia que aquilo era apenas um sonho, que iria acordar a qualquer momento, então continuei olhando os tons alaranjados no horizonte e segurando firme a mão dele, antes que tudo acabasse.

Leandro*

     Acordei sentindo uma dor de cabeça insuportável. Já era 12:00 dia. Pior que a dor de cabeça era um certo incômodo estranho. Não sabia bem o que era, mais alguma coisa importante havia acontecido. Eu não lembrava de nada do dia anterior. 
     Meu apartamento estava uma bagunça, algumas coisas quebradas e todas as cortinas fechadas. Fui até a sala justo no momento em que bateram na porta.
     Abri e era meu pai, tava com uma cara de puto da vida.
- Seu irresponsável!!
    Me deu um empurrão e caí sentado no sofá.
- Você é um idiota Leandro. Sabe a coitada da garçonete? Foi parar no hospital.
    A cada momento a raiva dele aumentava fazendo minha cabeça doer ainda mais, as lembranças foram voltando pouco a pouco. Uma garota na grama, sangue, alguns seguranças me levando pra casa. 
    Que porra eu tinha feito?
- Pai, eu não consigo lembrar. Para de gritar.
     Ele sorriu de um jeito mórbido.
- Você é um doente. Só pode ser. Sua mãe está triste. É isso que você queria?
    Essa briga minha e do Lucas já estava passando dos limites. A vida toda havia sido assim, ele o queridinho e eu o inconsequente. Ele se achava o tal. Eu já não aguentava mais. Mas beber, ficar louco e causar o acidente de uma garota frágil como aquela. Isso foi demais.
- Pai, eu não vou passar a vida inteira sendo humilhado por aquele cara. Nossa família tá acabada. Você não enxerga?
    Ele se dirige até a porta e a abre.
- Esse cara ama você, ele é seu sangue. E você ainda é nossa família. Só não vê porque não quer.
     Aquelas palavras apertam meu peito. Então me lembro da garota no restaurante. Tanto tempo apaixonado por ela pra ouvir no nosso encontro que ela gostava do Lucas. Foi o pior dia da minha vida. E sempre seria assim, sempre a sombra da prepotência dele sobre tudo.
- Pai? Onde tá a garota?
    Ele me olha desconfiado.
- Pra que? Vai fazer outra merda?
    Respiro fundo sabendo que ele tem razão.
- Só quero pedir desculpas.
    Agora quem respira fundo é ele. Parece retirar o último fio de esperança da alma e diz o nome do hospital. Se vira pra ir embora novamente.
- Pai?
   Me olha.
- Que foi?
   Parece cansado.
- Eu sinto muito.
   Então ele parte fechando a porta atrás de si.

Lucas*

    Acordo com o sol em meu rosto. Ainda meio perdido identifico o quarto de hospital. Sento direito na cadeira e noto que ainda seguro a mão da garota. Tiraram o tubo de respiração dela, mas, nem me lembro quando foi isso. Ela está serena e dorme bem. Preciso ir ao banheiro mais não quero soltar a mão dela. Aquela mão pequena e leve tem um poder de um elefante sobre mim. Me aproximo do rosto dela e coloco os dedos da mão livre sobre sua testa. Temperatura normal, na verdade ela parece um pouco fria. Meus olhos vão em direção aos seus lábios. Eles são tão bonitos. Me pergunto como uma garota pode ser tão bonita mesmo sem maquiagem. Em minha mente passa um pensamento idiota e o ignoro sem saber de onde tirei aquilo.

   A médica entra no quarto.
- Bom dia senhor.
    Dou um sorriso forçado.
- Bom dia.
   Ela coloca uma pracheta no pé da cama e olha os aparelhos que estão ligados.
- Seu pai esteve aqui horas atrás com o chefe dela. Fizemos a ficha e tudo está certo. Ela já acordou?
    Fico sem saber porque acabei dormindo. 
- Não sei, mais acho que não! Porque deixou ela dormir? Ah, e o mais importante, qual o nome dela?
    A doutora sorri novamente portando a prancheta.
- Deixei ela dormir por causa da dor. Ajuda a sentir menos. E o nome dela é Anna.
    Acompanho medica deixar o quarto ainda degustando o nome dela.
- Anna.
    Falo auto sabendo que nunca vou esquecer dele.
    Anna vira o rosto com um semblante sorridente e desejo que ela esteja sonhando com coisas boas. Solto a mão dela e saio do quarto a fim de comer algo e ir ao banheiro. Torço pra ela não acordar enquanto eu estiver fora. Quero ser o primeiro a quem ela verá. Mesmo sem saber qual será sua reação ao ver o cara que a machucou.
 Fico apavorado que ela me odeie.

Leandro*

Entro no quarto de hospital e lá está ela. Deitada no centro da cama, pequena e frágil. Me sinto um idiota mesmo que ela não tenha dito nada.

Ela começa a acordar. Olha pra mim e fica sem jeito, olha ao seu redor e parece confusa.
- Onde estou?  Me aproximo devagar.- Está no hospital, você se feriu ontem. Na briga. O Lucas te deu um soco.

Ela franze a testa como que relembrando, depois fica ainda mais séria.

- Olha, a culpa foi toda minha. Nada justifica o que fiz. Me perdoa.

Ela se senta fazendo uma careta e toca o maxilar. Sei que está sentindo dor.
- Você me trouxe pra cá?
   Ela não se lembra.

Anna*

     Minha dor é intensa e estou cada vez mais nervosa enquanto espero Leandro responder a minha pergunta.
 Sonhei com meu amor a noite toda, mais ele não estava lá. Nunca esteve. Como sempre.
- Sim. Fui eu.
     Olho pro Leandro e ele parece realmente arrependido. Minha raiva diminui consideravelmente. Ele se aproxima ainda mais.
- Moça...
     O interrompo.
- Anna, você nem sabe meu nome! É Anna.
     Ele respira fundo enternecido.
- Anna, me perdoe. Sou um idiota e quero que você fique bem. 
     Fecho os olhos e me transporto pra Minas Gerais. Com os pés no chão. Minha mãe dizendo que todo mundo merece uma segunda chance.
- Eu não te conheço- respiro fundo- não posso te julgar. Afinal de contas você me trouxe pro hospital. Cuidou de mim.
     Ele olha pros lados de um jeito estranho.
- Muito obrigado. De coração. Não se preocupe, o hospital está pago e tudo vai ficar bem.
     O jeito que ele fala revela certa soberba em insinuar que pode me dar dinheiro ou coisa do tipo.
- Não quero nada de você. Agradeço pelo hospital. Porém não quero mais nada.
     Ele estranha minha reação. Talvez esperasse que eu fosse pedir dinheiro.
- Tudo bem. Como você quiser Anna.
     Ele sorri.
     Não paro de pensar no Lucas. Não é possível que eu tenha sonhado que estava nos braços dele. Tinha certeza que ele tinha me tocado. Fecho os olhos e consigo sentir a mão dele na minha. Infelizmente havia sido só um sonho. Ele nunca me tocou e mesmo tendo me machucado não se importou em me levar pro hospital. Com certeza ele tinha coisa melhor pra fazer. Evitei de chorar. Eu já tinha chorado demais por ele. Agora via que ele não merecia coisa alguma de mim.
- O Lucas, não veio me ver né?
      Leandro pareceu ainda mais esquisito. Talvez escolhendo as palavras certas.
- Olha, não. Eu fiquei aqui a noite inteira. Não o vi em momento algum.
      Olhei pela janela e vi o sol brilhando como nunca. Nem ele podia iluminar a escuridão que se formou dentro de mim. O Lucas era definidamente um idiota. Eu não pedi que ele me amasse. Como podia pedir um absurdo daqueles? Eu só queria que ele pudesse sentir alguma coisa, nem que fosse pena.

Lucas *

     Estava no elevador ansioso por voltar pro quarto da Anna. Eu estava nervoso com a possibilidade dela acordar sozinha. Eu queria protegê-la de tudo que pudesse machuca-la. 
Aí meu telefone tocou.
- Alô.
     Era meu agente. Eu tinha que encontrar com ele com urgência. Um assunto sério que não dava pra ser falado por telefone.
Puta merda! Eu não queria deixar a Anna lá. Eu queria ficar com ela. Disse isso a ele. Mais pareceu irredutível. A coisa era seria mesmo. Eu tinha por que tinha que ir.
Que merda.

Anna* 

    A médica apareceu. Ela era simpática e deu a melhor notícia me dizendo que poderia ir pra casa. Passou um monte de remédios e cuidados. Garanti que faria tudo.
- Eu te levo.
     Leandro se ofereceu ainda querendo provar seu arrependimento. Pelo menos ele tinha ficado comigo. Pensei no quanto aquilo era bacana da parte dele. Tadinho, ficou a noite toda lá, a noite toda do meu lado. 
- Tudo bem, muito obrigado. Por tudo, tudo mesmo.
      A médica olhou pra ele meio investigativa. Talvez por que ele fosse irmão de cantor famoso. Ela devia conhecer ele.
      Leandro saiu do quarto dizendo que iria atender uma ligação.
- Você tem sorte sabia!
       Dei um sorriso, ela devia estar falando do Leandro.
- Ta falando da minha companhia né? Nem acredito que ficou a noite toda comigo.
       Ela balançou a cabeça que sim.
-Entrei no quarto de manhã e ele estava segurando a sua mão, dormindo.
       Fiquei pasma com aquilo. Então era isso. Eu sabia que alguém havia segurado a minha mão. Pensei que fosse o Lucas, mais era o Leandro.
- Você sabe de quem estou falando não sabe?
       Ela sorriu boba.
- É, eu sei!!!
       Falei ainda processando aquilo. O Leandro segurando a minha mão. O que significava aquilo? Meu dia ficou ainda mais estranho.


Notas Finais


Obrigada por sempre comentarem e curtirem a fic, vcs são demais, me motivam a escrever sempre mais!!!!


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