História Destino, acaso ou coincidência? - Capítulo 19


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Acaso, Bissexualidade, Coincidencia, Destino, Gay, Homossexualidade, Lemon, Namoro, Original, Sexo, Yaoi
Exibições 24
Palavras 823
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oii, amores. Postei meio atrasado, mas aqui estou eu com o PENÚLTIMO capítulo... Hora de as cortinas se fecharem, infelizmente(?)
Espero que gostem

Capítulo 19 - Facho de esperança e amor


- TEM A VER COM VOCÊ SER GAY?
  - Hã? Como sabe?
  - Eu sou seu pai. Eu sei de tudo - brincou.
  - Já faz um tempo que sinto atração por homens. Mas nada mudou. Ainda sou exatamente a mesma pessoa que vocês conhecem, e odiei ter de guardar esse segredo de vocês.
  - Você tem certeza?
  - Realmente tenho. Faz muito tempo que eu sinto isso. E só agora estou à vontade para falar disso com vocês.
  - É só uma fase?
  - Não.
  - Entendo. Estou feliz por ter me contado... Obrigado.
  - Espera, só isso? Não vai querer me deserdar?
  - E por que faria isso? Não é como se você fosse um assassino, um pederasta ou algo assim. Estou orgulhoso de você. Espero... que você seja feliz... Os dois...
  Assentimos - e eu chorei.
  - Tudo isso... foi necessário...
  Um silvo agudo do aparelho. Por fim, meu pai fechou os olhos. Para sempre. Eu não chorava de tristeza, mas de felicidade - comemorava a vida do meu pai. Vivi o tempo todo com medo da reação dele diante da minha sexualidade, e no fim todo o medo foi algo tão tosco.
  - A morte e a vida são uma só - disse e abracei minha irmã.
  - Uhum. Uma vela se apaga, outra se acende. Agora, somos só nós dois, maninho.
  É engraçado reparar em como a vida tem momentos de luz e escuridão. Em como a tragédia e a insanidade não existem de verdade. E tudo, tudo vale a pena no fim.
  Há, de fato, beleza em tudo. Como escreveu Fabiane Ribeiro em A Menina Feita de Espinhos: "Há beleza na tristeza e na dor, até mesmo na raiva. E há beleza na vida, em suas despedidas e em seus desencontros. E também em suas artimanhas maquiavélicas, sempre adiando a felicidade."

  Trinta de setembro, sexta-feira, o último dia do mês. Estávamos na aula de Língua Portuguesa, minha matéria preferida depois de Filosofia, mas minha mente estava distante. Eu havia falado com a senhora Neite no dia anterior e ela me contou que o Sauan havia lhe dito que estava amando Nova York e que não voltaria para o Brasil tão cedo. Isso me destruiu.
  - Matheus! - a Karla, que sentava atrás de mim, me cutucou.
  - O-Oi?
  - A professora tá te chamando.
  - Ah, s-sim?
  - Traga sua atividade para eu dar o visto.
  - Sim.
  Pus o caderno na mesa dela - eu me sentava na primeira carteira, de frente para a mesa do professor. A Maria Amélia, professora de Língua Portuguesa, vistou meu caderno e mo devolveu.
  - O que houve, Matheus? - ela perguntou. - Hoje você está meio desligado.
  - Desculpe, professora. É que meu pensamento está longe. - Nos Estados Unidos, para ser exato.
  - Tudo bem. É a adolescência.
  - Com licença, Maria Amélia - a coordenadora, Sebastiana, apareceu na porta. - Ligação para o Matheus.
  - E-Eu?
  - Sim. De uma senhora chamada Neite.
  - Com licença, Maria Amélia?!
  - Claro.
  Acompanhei a dona Sebastiana até a secretaria, onde ela me deu o telefone sem fio.
  - Alô, dona Neite.
  - Matheus, preciso que venha para cá urgentemente.
  - O que houve?
  - Não dá para explicar. Preciso... que venha... aqui para casa agora. Pelo amor de Deus, rápido!
  - Tá bem, tá bem. Eu já estou indo. - Desliguei o telefone e me virei para a coordenadora: - Aconteceu algo muito, muito grave com ela, eu tenho de ir ajudá-la. A não ser por mim, ela não tem mais ninguém - menti.
  - Tudo bem. Não se preocupe com seus materiais, guardaremos eles.
  - Obrigado.
  Saí do colégio às pressas. Corri por um tempo, desviando de árvores, transeuntes, animais, lixeiras, parando antes de atravessar ruas, até finalmente chegar ao casarão dela. Toquei o interfone e ela destrancou o portão para mim.
  - Senhora Neite, o que houve? - perguntei quando ela abriu a porta.
  Notei que ela estava bem vestida demais para alguém tão desesperada. Ela usava um vestido vermelho longo, sapatos de salto e o cabelo solto pelas costas. Estava maquiada, com um batom vermelho mais discreto, os olhos pintados com motivos egípcios.
  - Por favor, eu peço que não se irrite, mas nada grave aconteceu. Sente-se, por favor...

- Eu não entendo. Se não aconteceu nada, por que me tirar da aula? Dona Neite, eu estou perto de fazer o ENEM.
  - Eu sei, mas tenho algo para você.
  A porta se abriu.
  - Mãe, cheguei! O que aconteceu de tão grave que a senhora me ligou ontem e me fez voltar dos Estados Unidos e... e... Mamá?
  Virei-me para trás.
  - S-Sauan?
Fora uma artimanha da senhora Neite para nos encontrarmos? Ela disse, a nós dois, que algo urgente estava acontecendo? E assim nos reunimos? Fora isso?
  - Acho que o meu plano funcionou - ela falou, sorrindo.
  Sim, fora isso, mais ou menos...


Notas Finais


E aí, o que acharam? Espero que tenham gostado... Comentem, please ^.^
Ah, quem dera fosse tão fácil sair da escola assim, hein?
(E, obrigado, dona Neite *.*)
Até o próximo - e último :´) - capítulo, meus pimpolhos


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