História Destino, acaso ou coincidência? - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Acaso, Bissexualidade, Coincidencia, Destino, Gay, Homossexualidade, Lemon, Namoro, Original, Sexo, Yaoi
Exibições 63
Palavras 1.283
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Voltei, lindos e lindas...
Mas esse é nosso último capítulo (infelizmente?)
Espero que eu agrade vocês, e muito obrigado a quem acompanhou a história até aqui. Muuuito obrigado mesmo ^^
Amo vocês!

Capítulo 20 - Same old love


É NATAL, 25 de dezembro de 2021, quase 01h00. Cinco anos se passaram. Eu estou cursando Psicologia e agora já tenho minha casa própria. Reunimo-nos para comemorar o Natal. Estamos todos juntos, enfim.
  Minha irmã, agora contadora, casara-se com um médico clínico chamado Ramon, que já tinha um filho de um relacionamento anterior. A Giovana, da mesma classe de Psicologia que eu, está agora namorando um colega de classe da época do colégio, Thalys. A Karla e a Mary estão noivas e logo vão se casar - já estava na hora, a Mary não aguentava mais esperar para o rala-e-rola, que segundo a Karla só aconteceria depois do casamento. E a Estella enfim criara coragem para se declarar para a Daiane e... adivinha? Agora, elas estão namorando há dois anos, firmes como duas rochas. O Filipe e o Yann estão "experimentando" um relacionamento. Às vezes o Yann dá uma leve escorregada, mandando olhares diferentes para mim, mas eu o freio antes que ele caia, traindo o Filipe. E eu breco a mim mesmo, porque o Yann ainda me atrai.
  Pode parecer estranho eu tê-lo convidado, mas o Victor, como vocês devem - ou não - se lembrar, foi o meu primeiro amor. Ele realmente é hétero e, agora, ele está namorando a Lívia, minha Fifi. Eu, para ser sincero, sempre achei que eles combinavam.
  Já passa da uma da madrugada quando alguém bate na porta. Levanto-me e vou atender.
  - Finalmente. Você está atrasado mais de uma hora.
  - Me desculpa.
  - Não. - Olho para ele. Para aqueles malditos [benditos] olhos azuis, aqueles lábios vermelhos e carnudos, que finalmente são só meus.
  O Sauan sorri para mim.
  Pronto, minha marra acabou.
  - Tá bom - falo -, eu te desculpo.
  - Me dá um beijo?
  Como quando éramos mais novos, naquela praia. Somos os mesmos.
  - Todos.
  Beijamo-nos de uma forma tão suave. A cada novo beijo é uma sensação diferente, mas o mesmo velho amor.
  - Onde está meu príncipe?
  - Eu sou seu príncipe .
  - Mas de uma forma diferente. Quero meu pequeno príncipe.
  - Tio Mamá! - Meu sobrinho vem correndo em minha direção e eu o abraço.
  - Querido! - Seu nome é João Pedro, sobrinho meu e do Sauan. Nosso sobrinho (eu adoro o som de "nosso"). - Feliz Natal, meu amor. Que bom que veio. Mas onde estão seus pais?
  - Estão vindo aí. Cadê minha tia Lilica?
  - Está lá dentro. Vai lá.
  Solto-o e, enquanto ele corre pela casa, vejo o pai dele se aproximar. É um moreno "gatérrimo" de pele bronzeada, olhar ferino, íris âmbar e um corpo de se invejar. Não é como se eu o desejasse, mas convenhamos que ela deu muita sorte de fisgar um peixe desses. É um cara quente, viu?!
  - Feliz Natal, Mamá.
  - É Matheus - o Sauan o corrige. Ignoro os ciúmes dele, mesmo que eu goste disso.
  - Feliz Natal, Rodrigo. Entre. Cadê sua esposa?
  - Tá vindo aí. - Ele vai no rastro do filho.
  - Yuna, querida!
  - Oi... Feliz... Feliz Natal. - Ela me estende a mão, mas eu a abraço.
  - Feliz Natal!
  - Matheus, obrigada. Por me perdoar.
  - Eu é que agradeço. - "Por permitir que o Sauan e eu voltássemos", penso. - Entre, amada.
  Ela assente e entra. Ficamos apenas o Sauan e eu na porta. Sorrimos um para o outro. Finalmente estamos juntos.
  - Vamos entrar, amor.
  - Trouxe um presente para você - ele me diz enquanto caminhamos até a sala de jantar para a ceia de Natal. - Mas só depois da ceia.

Na hora de distribuirmos os presentes, o Sauan pede que todos façam silêncio. Com um humor teatral, ele começa:
  - Senhoras, senhores, amigos, conterrâneos romanos! - Pigarrea. - É com muitíssimo prazer que vos contarei uma história! Era uma vez uma joaninha feliz, até que conheceu uma belíssima borboleta e a amou. Sem aquela linda monarca, a joaninha não era feliz. Com muito custo, as duas se tornaram amigas e a joaninha se declarou para a borboleta, mas esta rejeitou o amor daquela. Até que um dia, depois de muito tentar impressionar a borboleta, a joaninha conseguiu que seu bem-querer se entregasse ao amor. Mas não seria fácil, pois os insetos não aprovavam a relação da joaninha e da borboleta. As duas brigaram, e romperam o relacionamento.
  - Sauan! - eu interrompo.
  - Quer me ajudar a terminar a história, meu amor?
  Sorrio e me ponho ao lado dele.
  - A borboleta ficou decepcionada ao ver a joaninha voando entre os caniços com uma libélula, e por isso terminaram. Cega pelos ciúmes, pela raiva e pela decepção, a monarca voou para longe sem dar à joaninha uma chance de se explicar. E assim, a borboleta se envolveu com uma formiga e, depois, com dois escorpiões. - Sou péssimo com metáforas, né? - Mas nada a satisfazia como a joaninha. Por mais que a companhia de outros animais fosse prazerosa, nada se comparava ao amor da outra.
  - Um dia, a joaninha teve de se mudar para outro jardim, bem longe da borboleta. As duas ficaram destruídas.
  - Nesse tempo, a libélula veio se desculpar com a borboleta, explicando que tudo era culpa dela. Que fora ela, a libélula, que obrigara a joaninha a passearem junto aos caniços. Mas parecia impossível à borboleta encontrar seu antigo amor. Contudo, vejam só como atua o universo! Uma certa aranha teceu uma teia para prender a borboleta e a joaninha, e assim uni-las novamente. E, até ao dia de hoje, as duas continuam juntinhas... Fim-...
  - Ainda não acabou - o Sauan interrompe-me.
  - Não?
  - De forma nenhuma. A joaninha e a borboleta se casam no final.
  Meu coração dispara. Pisco diversas vezes, num ritmo frenético. O Sauan se ajoelha, enfia a mão no bolso do casaco e tira uma caixinha preta. Não é possível!
  - Mamá, aqui, na frente de todos, eu pergunto: quer se casar comigo? - ele abre a caixinha, revelando um lindíssimo anel de noivado Gran Clef II, de ouro e com uma pedra de diamante incrustada.
  Arregalo os olhos, o coração quase explodindo, as pernas bambas.
  - Ai, minha Madonna! Que pergunta! É claro que quero!
  O Sauan se levanta, põe o anel em meu dedo anelar esquerdo e selamos o momento com um beijo. Esse seria o segundo beijo mais especial da minha vida - o primeiro será daqui alguns meses, no nosso casamento, e o terceiro fora o nosso primeiro beijo, dentro do Toyota dele. Enquanto nos beijamos, os nossos amigos nos aplaudem. Afasto-me e sussurro no ouvido dele:
  - Eu não comprei nada para você, mas quando todos forem embora eu te dou o seu presente.
  - Meu presente é você.
  Mais um beijo. Espetacular. Único. Irresistível.
  - A joaninha e a borboleta viveram felizes para sempre - finaliza a Gi.
  - Mamãe, quero um namorado igual o titio! - Pois é... Pelo jeito teremos muita história LGBT para contar...

  Então. Se eu acredito em destino? Um pouco, mas destino não é o caminho que nos é dado, é o caminho que escolhemos. De qualquer maneira,  quer seja predestinação, acaso, coincidência, uma força divina ou qualquer outra coisa, o que realmente importa é que enfim estamos juntos.
  Amando-nos.
  O mesmo velho amor...

  "Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade para admitir 'eu errei'. É ter ousadia para pedir 'me perdoe'. É ter sensibilidade para expressar 'eu preciso de você'. É ter capa-cidade de dizer 'eu te amo'." - Augusto Cury.

  Ah! Antes que eu me esqueça: vamos adotar um filho!


Notas Finais


Booom, amores amados, chegamos ao fim - se bem que nenhuma história tem fim! Eu gostei muito de escrever e de revisar a fanfic, mas gostei principalmente de saber que tinham pessoas acompanhando a história do Mamá e do Sauan.
Eu agradeço de todo coração a todos ^^
Ah! Eu também vou começar uma fic nova e ainda hoje já posto o primeiro capítulo da fanfic "Um amor pelo qual lutar", espero ver vocês lá. Tchau, tchau =^.^=


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