História Destino Hyuga - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fake
Tags Hinata, Naruto, Neji, Nejihina, Romance
Visualizações 99
Palavras 6.149
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, tudo bem ? Vou indicar uma musica para um "encontro inesperado" no fim da fanfic.

The xx - Missing

Capítulo 2 - Herói


Fanfic / Fanfiction Destino Hyuga - Capítulo 2 - Herói


--- Eu não preciso que alguém me acompanhe!
--- Precisa, como minha sucessora acaba se tornando alvo, sabe que outras nações estão esperado o momento certo para roubar os segredo que está em nossos olhos.
--- Não quero que Yori-san vá comigo, eu já sei me defender Papai !


Pai e filha se encaravam firme como se faíscas estivessem saindo dos olhos. A teimosia de Hinata aborrecia o pai mas ao mesmo tempo o surpreendia, afinal não é todo dia que sua filha o afronta. Sem desviar o olhar Hiashi permanece ajoelhado sobre a fina almofada branca, as mãos se escondiam nas mangas opostas. 

--- Não acho que seja uma boa ideia Hinata.
Hiashi pensa sobre a situação da filha, ele não sabe se essa é uma boa hora para arriscar algo tão preciso. A vida de sua filha é tão importante quanto a sua para aquela família. Perder a futura líder só abalaria o clã. Ele há olhava pensativo, não sabia qual era a real situação de Hinata como ninja. Enquanto ela explicava o quanto tem trabalhado duro e como estava forte, Hiashi se convencia que seria uma boa oportunidade para testar Hinata. Dois ninjas ali presentes confirmavam as habilidades da moça tentando ajudá-la a convence-lo. 

--- Certo, você pode ir, vou confiar nas suas habilidades.

A fala do pai fez Hinata se surpreender, ela demorou alguns segundos para assimilar oque o pai tinha dito. --- Sozinha? Serio? - Ao ver Hiashi confirmar com a cabeça o sorriso bobo logo tomou conta de seu rosto. Curvou-se perante o pai, agradecendo pela confiança. --- Arigatou ...

Sem rodeios a Hyuga se despede e parte em sua missão, sabia que esse era o momento certo para provar sua competência. Buscou seu equipamento ninja e vestiu o colete apenas por formalidade. Imaginava que uma tarefa tão simples não lhe traria problema. Os cabelos roxos agora estavam presos em um coque frouxo. A cesta foi a última coisa que pegara antes de partir 
                                       ----x----

Hiashi esperou a saida de Hinata e gesticulou para um dos Ninjas que tomava conta da porta. --- Yori, se aproxime .- Disse o líder do clã, observando o subordinado obedecer e ajoelhar-se a sua frente como sinal de respeito.
--- Sim Hiashi-sama!
--- Quero que siga Hinata e fique de olho nela, não seja descoberto! 
--- Mas Hiashi-sama o senhor acabou de permitir qu-.
--- Não importa oque eu disse, Hinata é minha filha e eu não vou permitir que algum riscos.
--- Certo!
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Pulando de árvore em árvores em direção ao oeste, Hinata verificava no mapa qual planta acharia primeiro. O byakugan que já estava ativado ajudava ver tudo a sua volta e a qualquer distância. A luz mal conseguia atravessar a árvore, mas o caminho era de fácil acesso. 

Passou por uma ponte de pedra que tinha como vizinho um belo lago cheio de vida, pássaros e flores coloriam a paisagem. O sorriso estava mais uma vez no rosto da bela moça que agora se aproximava da água. Ao ver o próprio reflexo a arma que chama de byakugan some de seu rosto e as bochechas da Hyuga coram. Um peixe dourado que nadara ali perto logo rouba sua atenção. --- que bonito... 

Ficou admirando o peixe por alguns segundos, ele estava perto da beira e parecia querer sua atenção. Acenou se despedindo antes de voltar ao seu objetivo. Não podia perder tempo. Já era tarde e ela precisava achar tudo antes do por do sol. A área que Hinata precisava cobrir estava metros a sua frente. O local não possuía árvores tão próximas facilitando a entrada da luz. A vegetação era muito mais rica e colorida trazendo de volta o sorriso da moça. Ao seu lado exista outro lago, dessa vez maior e mais fundo. Alguns sapos cantavam fazendo Hinata lembrar vagamente de Naruto.

Sem pressa a jovem põe a cesta no chão e se aproxima de algumas plantas enraizadas numa bela árvore. Ela tira cuidadosamente algumas de suas folhas. Em seguida caminha ate o lago procurando com os olhos uma flor em especial. Perceberá que próximo a ela estava oque procurava. A bela flor de muitas pétalas, tinha um lindo tom de rosa em suas pontas e um tom branco onde nascera, o botão era grande e de um amarelo vivo, dando um charme em especial. 
Hinata sabia o quanto aquela flor era rara, ficou feliz de encontrar uma com tanta facilidade, afinal era algo muito procurado. Animada ela se abaixou, ajoelhando na beira do lado, esticando um dos braços em direção a bela flor. Estava próxima, não havia necessidade de andar sobre a água.

Glub!

Os olhos Hinata se dirigiram ate a fonte do som, esperou ate que a agua se acalma-se para conseguir ver melhor. E lá estava um belo peixe dourado, tão lindo quanto o anterior, tão parecido quanto. Era estranho tamanha coincidência. Ela engoliu seco e continuou a se esticar para pegar a flor, os olhos continuavam vidrados no peixe que não parava de encara-la.

--- Olá garotinha .- Disse ele. A voz fina porem masculino acabava de vim daquele peixe. Os olhos que eram redondos e esbugalhados, agora estavam humanos e "fofo" peixe agora exibia um sorriso cheio de dentinhos afiados.
O susto fez com que Hinata caísse de cara na agua. Assustada a kunouchi saltou para fora da agua antes que o "peixe" a atacasse. Molhada a jovem leva a mão na boca e tossi um pouco. Os cabelos agora estavam soltos, o coque se desfez. O peixe que a assustava pulou para fora e antes que tocasse o chão se transformou em um ninja magrelo com uma máscara negra que mostram apenas seus olhos. O mesmo saca uma kunai e corre em direção a Hinata.

Puuf ! Sumiu! O ninja que estava pronto para ataca-la acabou de virar fumaça.
--- Um clone? .- arregalou os olhos.
--- Você está bem Hinata-sama?
--- Yori? .- Hinata reconheceu e logo olhou para o dono da voz, trêmula a jovem não conseguia se mexer. -- O que esta fazendo aqui? - Yori salta da árvore e fica ao seu lado, sentia a mão do mesmo em suas costas tentando conforta-la.
- Obriga-gada, eu não imaginei que ... fosse uma armadilha.. .- com o semblante confuso Hinata não sabia mais como se explicar.

- Tudo Bem Hinata-sama.. .- O subordinado do pai não iria julga-la, assistia a jovem se esforçar por anos, reprimir estava fora de questão. Abriu um leve sorriso e a aconselhou. --- Use seu Byakugan, Esse ninja foi apenas um clone... - O sorriso logo se desfez e uma expressão seria tomou conta do rosto maduro de Yori.

Ele era um ninja de vinte e oito anos, o cabelo que batia nos ombros tinha um tom verde escuro e ficava preso em um rabo de cavalo alto. Ele sempre protegeu fielmente o seu clã e essa tarde estava pronto para dar sua vida pela menina que vira crescer. Com o Byakugan nos olhos Yori se posicionou a alguns passos a frente de Hinata, puxou uma kunai e olhou a floresta em volta. --- Eu Sei que vocês estão ai.... APAREÇAM! - dando ênfase no final da frase, Yori corre na direção de uma árvore, pronto pra atacar.

O Ninja que se camuflava na arvore, ao ser descoberto, impulsionou o corpo para frente, e como se ele fizera parte da Madeira se desgrudou pouco a pouco da mesma perdendo o tom marrom da pele. Com um sorriso maligno nos lábios lançou seu Jutsu em Yori que estava cada vez mais perto.

As raízes das árvores saíram do chão, e como chicotes agarraram braços e pernas do herói de Hinata. Imóvel mas com uma carta na manga, Yori suga o ar para dentro da boca e em seguida assopra na direção do responsável pela sua captura. "Jutsu Bola de fogo " foi a carta na manga, e sem tempo para desviar o ninja do elemento madeira é arremessando floresta a dentro. Rapidamente seus comparsas aparecem cercando os dois.

--- Olha como ele é esperto pessoal, conseguiu acerta o Atame. - O deboche vinha de um dos oito ninjas inimigos, um homem alto e gordo com um machado na mão. --- Lutar só vai piorar as coisas... entregue a filha de Hiashi e deixaremos você viver sua miserável vida. - agora o grande homem de pele avermelhada andava lentamente até Hinata. Nem ao menos esperou a resposta de Yori, tinha confiança que ele aceitaria a oferta.

- Não se aproxime dela! - Yori se soltou das raízes que agora estavam fracas. Girou o corpo e correu em direção ao gigante que se aproximava de Hinata, estava tão preocupado com a moça que perdeu o foco por alguns segundos, esquecendo que além daqueles presentes ainda existia o Ninja que ele mesmo afastou.

Tarde demais... Yori acabara de ser acertado pelas costas, uma forte raiz atravessa seu peito acertando órgãos vitais. Ele se agarrou a aquela raiz e gemeu de dor antes de começar a perder a consciência. --- Hinata-sama...Hi-na....ta... .- A visão escureceu e a vida foi arrancada dele.

- YORI! - Pasma ao ver a morte do seu protetor, os olhos perolados de Hinata se enchiam de agua, as lágrimas corriam pelo rosto como um rio. Assustada e se sentindo culpada, ela corre para perto do homem que dera a vida para protegê-la.

O gigante que a ameaçava parou de se mover e observou a jovem correr até o morto. Ele sorrio vagarosamente ao escutar seu parceiro Atame sair dentro da mata. O amigo que agora estava machucado, limpava com a mão o canto da boca.
--- Parece que você o acertou de jeito.
--- Esse infeliz... tinha preparado o Jutsu antes de eu conseguir pega-lo... - a respiração ofegante atrapalhou a fala, mas rapidamente Atame se recuperou e abriu um sorriso maldoso. --- Nos vamos levar você e vende-la há quem pagar mais, muitas nações tem interesse do seu kekkei genkai. 

Hinata sabia oque aconteceria se fosse raptada, além de prejudicar seu país e sua família só traria desgosto ao pai. Passou tanto tempo tentando provar que era forte e agora acabara de ver um companheiro morrer, se sentia culpada. Se não tivesse abaixando a guarda não precisaria ser protegida. E agora os olhos estavam serrados, com a testa franzida e engolindo a tristeza ela finalmente resolve tomar uma atitude. 
- Byakugan! .-- analisou todos a sua volta com seus preciosos olhos e disse para o grandão a sua frente --- Eu não vou deixar você me levar! Se quiser esses olhos vai ter que me enfrentar..

Todos riram de Hinata, e o grandão que a ameaça ergueu seu machado acima da cabeça. --- Como quiser! .- com toda força aquele homem bateu no chão, o solo rachou a sua frente fazendo uma fenda que parecia correr na direção de Hinata. 

A jovem saltou antes que fosse alcançada, e ainda no ar lançou kunais na direção de seu adversário que usou machado como escudo. --- parece que você não é uma ninja muito esperta... - O homem quem ameaçava Hinata sumiu, deixando-a surpresa. Quando ela tocou os pés no chão o oponente apareceu em sua frente lhe acertando um forte soco na boca do estômago, lançando-a para trás, cuspindo sangue.

Antes que atingisse o chão Neji aparece como um raio e a toma nos braços, grunhido de dor e com uma temperatura alta, Hinata estava a ponto de desmaiar, ela sofria o efeito do Jutso que receberá. O soco que levou continha uma grande quantidade de chakra que forçava o corpo a absorver . Antes que desmaiasse de dor gemeu o nome do primo --- Neji...?

Neji depositou Hinata no chão com cuidado. Ainda segurando-a pela nuca, desliza os dedos da mão livre pelo pescoço nu da prima. Ao sentir a temperatura confirma sua suspeita. Febre, Hinata ardia de tão quente e suava muito. Mas afinal qual era o poder daquele homem? Será que a prima ficaria bem ?

--- Ei garoto, eu não sei de onde você saiu, mas agora que está preso em nossa emboscada vai sofrer o mesmo destino da sua amiguinha... - Os companheiros riram e alguns ate mesmo cruzaram os braços tentando intimidar Neji.

Sem se abalar, Neji deixa a prima no chão e se levanta fechando os olhos, respira fundo com um ar misterioso e demora alguns segundos até responder --- Acho que não entenderam... - As veias em volta de seus olhos começam a se alterar e o semblante calmo transforma-se em uma expressão de irá. --- Não sou eu que está preso com vocês... SÃO VOCÊS QUE ESTÃO PRESOS COMIGO ! - Agora com os olhos abertos, Neji se altera e grita as palavras.

Após as palavras de irá, Neji avança em direção ao gigante, acerta-o em vários pontos vitais usando as pontas dos dedos e as palmas da mão. Seus golpes agressivos possuíam uma certa elegância. O elástico que segurava as pontas dos cabelos se desprendera no início do ataque. Os belos olhos violetas estavam mais assustadores do que nunca.

Após derrubar o gigante que ameaçava Hinata, todos os inimigos presentes se questionaram sobre enfrentar Neji. Surpresos, eles cochicharam sobre a derrota do parceiro, mas mesmo trêmulos os sete restantes mostraram os punhos e suas armas.

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O céu estava rosa, algumas manchas laranjas e violetas agregaram aquele lindo fim de tarde. O vento agora mais frio soprava para trás os longos cabelos de Neji, enquanto ele meditava ao lado de Hinata. Sabia que se chegasse com a prima desacordada Hiashi a reprimiria ainda mais, não que ele se importasse, mas talvez ajudá-la agora evitaria mais problemas no futuro.

Ao lado de Hinata estava sua cesta, agora cheia das plantas medicinais, Neji havia completado sua missão. A poucos metros dali cadáveres espalhados pintavam o chão de vermelho. A imagem era assustadora, um verdadeiro massacre.

Hinata acordou confusa, sentiu um pano em sua testa e sua primeira ação foi tira-lo, as coisas estavam começando a parar de girar quando enfim ela perguntou onde estava e oque aconteceu. Neji continuou meditando de olhos fechados, mais cedo havia se perguntado se ela acordaria hoje. --- Olá, Hinata-sama...

--- Ne-ji? - aliviada ao ouvir a voz do primo, a Hyuga gira o corpo e se levanta de lado, quase sem forças. --- Oque houve? Eu estava em uma missão quando.... - em choque ao ver o banho de sangue, a Iris de Hinata treme, deixando-a confusa e enjoada.

--- Está tudo bem Hinata...sama eram inimigos, mas agora estão mortos, você não corre mais perigo ... - Neji se manifestou com toda calma do mundo, ele meditava tranquilamente e falava sem mostrar um pingo de remorso, os mortos a sua volta não o incomodava, era como se pra ele toda aquela imagem fosse normal, e era.
--- Você os matou ...?
--- É oque parece. - respondeu ríspido

A memória estava voltando, ela estava tendo flashes e uma imagem importante veio a tona. --- YORI? - Gritou o nome de seu primeiro salvador angustiada. 

--- Está morto... - Neji assistiu Hinata banhar-se em suas próprias lágrimas. Respeitou o momento da prima, mas também não pretendia ouvi-la chorar a noite toda. Contou até trinta em sua mente e interrompeu seu luto. --- Precisamos voltar, está ficando escuro e pode ter mais desses esperando pra atacar.
--- Mas o Yori...
--- Está morto! Não existe nada que possamos fazer, agora pegue sua cesta e vamos pra casa. 
--- Cesta? .- A Hyuga olha para o lado e vê sua cesta cheia. --- Mas oque houve? 
--- Eu colhi para você.

Surpresa com a ação de Neji a prima o encarava sem entender, porque ele havia ajudado ? Ela não sabia, mas também não questionaria, a única coisa certa a fazer era agradecer. --- Obrigada Neji-san...

--- Consegue andar? - Com cara de poucos amigos o jovem ignora o agradecimento da prima. As vezes nem era por mal, ele nunca soube ser uma pessoa gentil. Mesmo quando tentava acabava se passando por rude ou esnobe.

Hinata segurou a alça de sua cesta e tentou levantar, mas suas pernas ainda estavam fracas. Olhou para o primo envergonhada e negou com a cabeça.

--- Tudo bem. - Neji pegou a prima no colo e saiu as pressas. A ação impulsiva fez Hinata ter a sensação que estava sendo chacoalhada. Suas bochechas estavam visivelmente coradas, nunca se imaginou nos braços do primo. Ela se sentia protegida com Neji, mas a falta de intimidade entre eles tornava aquele momento vergonhoso.

Durante todo o caminho a jovem herdeira Hyuga não tirava os olhos dos lindos orbes de Neji, não só eles mas todo o conjunto da obra, seu belo rosto. Ela não estava flertando com ele, e sim tentando descobrir mais sobre o primo. " --- Será que ele gosta da Tenten? Acho que a cor favorita dele é roxo.. Mas pode ser branco porque a roupa dele é branca... Oque será que ele come pela manhã?" Pensava Hinata sem perceber que já estava sendo inconveniente com a encarada.

--- Oque foi ? - Neji a olhou nos olhos, seu olhar era indescritível, assim como aconteceu na prova chunnin, toda vez que Neji a olhava nos olhos era como se pudesse ver sua alma, saber suas fraquezas ou ler seus pensamentos. 

--- Na-nada! .- ela gaguejou e desviou o olhar com medo de ser reprimida. Mas dessa vez não seria, ele se quer imaginava oque estava passando em sua mente, Neji é apenas um bom observador, Na prova chunnin quando surpreendeu Hinata, havia apenas citado o óbvio, que aliás todos também viam.

--- Ok, agora ouça, você precisa se recompor, não pode dizer ao seu pai exatamente oque aconteceu.
--- Porque não? O Yori morreu tentando me salvar... 
--- Se contar ao seu pai que agiu feito uma gatinha assustada e por causa disso um companheiro morreu, ele vai brigar com você outra vez.... 

Apesar de ser duro ouvir, Neji tinha razão, essa foi outra missão fracassada que rendeu uma vida perdida. Mas Hinata não era esse tipo de Ninja, ela não mentiria para se safar, não agiria como uma kunouchi vitoriosa que matou o inimigo e ainda completou sua missão. Saber que tinha uma parcela de culpa na morte de Yori te deixava pior. 

Em uma area segura, já perto de casa, Neji põe Hinata no chão, para que todos vejam ela sair da mata sozinha. Há olha dos pés a cabeça conferindo se está tudo e salta para longe sem ao menos se despedir.

--- Obrigada... - Sussurrou confusa com a evasão do primo. --- E agora? - Falou pra si mesma enquanto caminhava mata a fora. Por mais frio que o primo fosse tudo que ela queria era continuar na companhia dele, não estava pronta para encarar o pai sozinha. A mente tentava articular algo que não a fizesse se sentir tão mal, mas não havia jeito, era mentir se glorificando ou contar a verdade e ser motivo de vergonha.

A lua já havia encontrado o céu, lamparinas clareavam todo Distrito. Algumas famílias estavam sentadas em suas varandas. A herdeira caminhou por entre as casas e até acenou para os vizinhos. No meio do caminho um ninja se aproximou perguntando se ela precisava de ajuda. Exausta Hinata acabou sendo abusiva. Pediu para o colega levar a cesta para Tsunade imediatamente, mandou um recado também, avisando que no dia seguinte passaria em seu escritório para explicar porque ela mesmo não foi encontrá-la.

O casaco grosso estava levemente úmido, estava chegando a hora de encarar o pai. Fazia muito tempo que Hinata não sentira esse medo acompanhado de um frio na barriga e falta de força nas pernas. 

Algumas lembranças veio a tona. A imagem de momentos em que ela sentira a mesma sensação. Lembrava das varias vezes que o pai a reprimiu com palavras duras, e que algumas das feridas deixadas por ele ainda estavam abertas. Um dos momentos que também recordou foi a prova chunnin, quando enfrentara o primo.

" As pessoas não podem mudar, não importa o quanto tentem... Não se pode fugir da sua verdadeira natureza, um fracassado sempre será um fracassado ... O mundo é assim "

Aquelas palavras haviam quebrado seu corações em pedaços, era uma lembrança ruim, mas boas atitudes de Neji na época a fez "deixar pra lá", pois palavras como essa não se esquecem. Pra piorar Hinata sempre recordava tal fala quando ficava triste e pensava se realmente deve ser uma kunouchi.

Agora Hinata pisava no tapete da entrada, no fundo torcia para não encontrar ninguém, mas assim que entrou o pai já estava esperando próximo a porta. --- Como foi a missão? - perguntou ele sem imaginar que o Ninja que mandara acompanhar a filha agora estava morto e com uma raiz gravada em seu peito.

O silêncio tomou conta, ambos se olharam por vários segundos até o momento em que a herdeira não conseguira mais segurar a indignação. As lágrimas estavam saindo pouco a pouco, os punhos agora estavam serrados e ela mordia o lábio indignada. --- porque ... ? Por que... - O rosto estava vermelho, e as lágrimas deixava o tom dos olhos mais belos. --- Porque mandou ele me seguir ? 
--- ... Para sua segurança.
--- Ele .. Ele.. está morto agora ... - choramingou abalada.

Hiashi se surpreendeu com a notícia, afinal, se Yori estava morto como Hinata estava aqui? A missão dele era protege-la, imaginou que a filha havia conseguido fugir enquanto o herói dava a vida por ela.
--- Imagino que você conseguiu fugir dos inimigos. - disse seco.
--- Não papai, ele morreu bem na minha frente.
--- Então você...
--- Não! - interrompeu a Hyuga, se preparando para contar toda a verdade. --- Eu não derrotei os inimigos, eu não sai vitoriosa... Eu assisti ele morrer bem na minha frente. - Os olhos que estavam colados nos do pai, agora se escondiam para não ver o quanto Hiashi ficaria decepcionado.
--- Oque aconteceu ? 
--- Neji apareceu e...
--- Te salvou? - Frio, ele a olhou como ela imaginava, decepcionado. Como Hinata ainda não amadureceu ? Na idade dela ele já dominava todos os jutsus da família e era muito temido. --- Essa foi a última vez que você sai em missão sozinha.
--- Oque ? 
--- Essa conversa acaba aqui. - Hiashi vira costas para sua primogênita deixando-a mais frustrada e triste .

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Depois daquela Tarde Neji saiu para encontrar o Time Gai. Tomou um banho demorado e vestiu sua roupa branca de sempre, ajeitou a espécie de saia que usava por cima de tudo e prendeu a ponta dos cabelos como sempre.

No Churras-co Gai e Lee conversam animados sobre as missões desafiadoras que estavam por vim. Eles encaravam tudo com animação. Lee já estava pensando em pegar duas listas de missões de uma só vez. Gai achava tudo aquilo maravilhoso. Eles sorriam e gritavam no meio do restaurante deixando Tenten envergonhada.

Ao lado de Lee Tenten se encolhia no canto e escondia o rosto com o cardápio. Aqueles dois estavam lhe deixando louca. E afinal, aonde estava Neji? Havia saído apenas para vê-lo, esperava que essa noite ela finalmente tivesse coragem de convida-lo para um encontro, um encontro sem Lee e Gai.

Neji chegou poucos minutos depois. Algumas garotas no local suspiraram com a beleza do rapaz. Ele olhou todos a volta procurando sua equipe. O cabelo em forma de cunha entregou o sensei. Ao se aproximar conseguio ouvir a conversa entre Gai e Lee.

--- Não pense que será tão fácil. - A voz fria de Neji interrompeu e chamou atenção de todos.
--- Nejiii! - Com os olhos brilhando, Tenten empurra o cardápio em cima de Lee entregando-o. --- Toma Lee, agora deixe Neji sentar aqui.
--- Não precisa .- Neji fez sinal com a mão para que Lee não se incomodasse e sentou ao lado de Gai .

Tenten sentiu que seus planos foram por água abaixo, como poderia flertar com Neji naquela distância. Teria que falar alto e isso chamaria muita atenção. Queria poder sentir o cheiro do belo garoto a sua frente. A única coisa que podia fazer era olhar e se olhar arrancasse pedaço, ela já teria arrancado vários. 

--- Grupo, eu estou muito orgulhoso, vocês tem se destacado muito, eu não esperava menos ! - Com um semblante emocionado, Gai fica de pé no banco e aponta para um lado qualquer. --- Vocês possuem a chama e ela queima dentro de vocês! --- Dramático, Gai chama atenção mais uma vez, irritando alguns clientes.
--- "Idiota" --- "cala a boca" 
--- Respeitem o Gai-sensei ! - reclama Lee enquanto mostra o punho.
--- Tudo bem Lee... - respondeu Gai com um sorriso confiante.
--- Mas Gai-sensei .... 

A melação de ambos deixava os outros colegas constrangidos. Neji revirava os olhos constantemente sentindo empatia pela ação. Já Tenten estava visivelmente corada, ela não sabia onde enfiar a cara.

Após uma hora de conversa todos se manifestam sobre ir embora. Gai foi o primeiro a sair, Lee não demorou muito, afinal sempre acordava bem cedo para treinar. Se despediu de forma calorosa deixando Neji e Tenten a sós.
Encostado no banco com um dos cotovelos apoiados no "encosto" Neji assisti o amigo ir embora. O silêncio toma conta por alguns segundos até ele mesmo se levantar anunciando sua partida. --- acho que é minha hora também.

--- Espere ! Fica mais um pouco... - Tenten não sabia como começar uma conversa despojada com Neji, até hoje só conversavam sobre a vida ninja. Ela ainda estava planejando sua conversa quando ele resolveu ir embora. --- Eu Gostaria de conversar um pouco...
--- Achei que já tivéssemos conversado. 
--- Não, não sobre armas, jutsus ou missões, sobre a vida sabe? 
--- A vida ? 
--- É, somos colegas a tanto tempo e não sabemos quase nada um do outro... 

--- Certo Tenten. - Ela tinha razão sobre a falta de intimidade entre eles. Oito anos juntos e Neji nunca falou sobre sua seus gosto, comida favorita, cor ou um livro que gostara. Nunca apareceu com uma namorada ou contou seus problemas, pelo menos não para ela. E agora estava sentado a sua frente, talvez até responderia suas dúvidas. 

--- Então... você está bem? Como foi o seu dia ? - pouco a pouco ela soltava as palavras, ainda muito envergonhada.
--- Como sempre. - respondeu sem emoção
--- Não Neji, não assim, conte o que aconteceu ! - Tenten era uma mulher insistente, as vezes explosiva. A falta de atenção de Neji estava passando dos limites e ha deixava alterada.
Impressionado com o aborrecimento da amiga , Neji repensa sua atitude e resolve colaborar para que a conversa seja agradável. Ele sempre foi fechado e nunca quis falar sobre sua vida, mas conversar um pouco não faria mal.

--- Treinei pela manhã e salvei Hinata essa tarde, não teve muita emoção. - Neji não mostro detalhou o seu dia como Tenten esperava, mas pelo menos havia dito o que houve.
--- Salvou a Hinata ? - O corpo de Tenten agora estava curvado para frente, curiosa, queria ouvir atentamente o caso. --- Quantos eram ? Eles eram fortes ? Você se machucou ?
--- Pensei que você não queria falar sobre trabalho - Neji não queria falar sobre sua tarde de herói, achava a conversa desnecessária e deixou isso bem claro há Tenten.

Ao perceber a indiferença sobre o assunto, a morena não insistiu, afinal ele estava certo. Talvez perguntar algo mais pessoal seja melhor, já que o objetivo era descobrir mais sobre o homem há sua frente. 
--- Qual sua cor favorita ?
--- o que ? Eu não sei, acho que branco...
--- Comida favorita ?
--- ... Bolinhos de arroz
--- Música favorita?
--- Isso é mesmo necessário? - Ela disparou perguntas sem ao menos lhe dar tempo de responder --- Calma, uma de cada ve...
--- Você já beijou alguem Neji? 
A pergunta foi ousada, ele sabia o que responder, mas não entendeu o porquê da pergunta. --- Já, por que quer saber isso?

Envergonhada, agora as bochechas de Tenten possuíam um tom coral. No fundo ela gostaria responder o motivo da sua curiosidade, mas algo a travava, sabia que se abrisse o coração agora acabaria assustando Neji. --- É que... Bem... Eu nunca te vi com uma garota... - O tom da morena estava manso como nunca foi.

Neji a encarou com uma das sobrancelhas arqueadas. Ele realmente nunca tinha apresentado uma garota aos colegas. Sempre misterioso, não ligava muito pra tais cerimônias, tentava ser discreto, fazia oque tinha de fazer por baixo dos panos. Na cabeça de Neji o quanto mais prático melhor.

--- Veja bem, não é porque você nunca viu que eu nunca tenha feito! O que pesou ? Que eu nunca sai com uma garota? Piada... - debochou de forma fria.

Sem chão com a resposta Tenten se desculpa e se sente idiota, já que era óbvio. Ela não sabia se estava triste por não ser a namorada do rapaz ou feliz por saber que ele tem uma vida ativa. Neji era um homem muito atraente, qualquer garota sairia com ele, mas a pergunta certa seria "Com quem ele sairia ?". 

--- Vou me recolher, estou cansado... - Sem rodeios o Hyuga se levanta, põe o dinheiro da conta na mesa. --- Boa noite Tenten - ele dá dois passos em direção a saída, mas antes que pudesse partir ouvira a colega o chamar, virando para olha-la.

--- Me desculpa se fui inconveniente, não foi minha intenção, eu só queria conversar um pouco... - Enquanto fala, ela pega o dinheiro em seu bolso e deposita na mesa, levantando e ficando mais perto de Neji. --- Eu adoraria sair pra conversa melhor qualquer hora dessas ... - Ela falava carinhosamente, e só sendo muito lerdo para não perceber o que estava acontecendo ali. Acabara de chamar de Neji para um encontro. Sentia um frio estranho na barriga e coração agora batia mais rápido. 

--- Quer sai comigo? - surpreso com o convite ele nunca se imaginou saindo com Tenten, não que ela seja feia pelo contrário, ela uma mulher linda. Não sabia o que responder nem o que pensar sobre as intenções da colega. Analisou a morena dos pés a cabeça e respondeu sem emoção. --- Certo, podemos sair qualquer dia. 

Ao ouvir a reposta do Hyuga, A morena vibrou por dentro, não havia nada que pudesse estragar aquele momento, ela estava feliz como nunca. Finalmente sairia em um encontro a dois com Neji. Em sua mente já planejava um futuro ao lado do rapaz.
--- Agora eu vou indo.
--- Neji, Quando é qualquer dia ? - Tenten estava ansiosa.
--- Quando eu te procurar. - sorriu de relance voltando a caminhar até a saída.

A resposta de Neji deixou Tenten confusa, aquela noite se perguntara mil vezes quando o Hyuga a procuraria e se procuraria. Mas não importava quando, sabia que ia sair com ele, afinal Neji nunca foi do tipo que mentia. Ele era curto e grosso e essa noite não foi diferente, mas para Tenten tudo não passava de charme.

Após a informal despedida ambos seguiram seus caminhos. Tenten foi para sua casa que ficava próximo dali. Neji tinha um caminho mais longo, resolveu ir correndo pra casa. Durante o caminho pensava seriamente se havia sido uma boa ideia aceitar sair com Tenten, ele sabia oque aconteceria.

Quando chegou aos portões Hyuga, Neji desacelerou e caminhou calmamente a sua casa. Havia algo estranho ao chegar, sua porta estava aberta. O que aconteceu? Neji não lembrava de ter deixado a porta aberta, claro que não deixou, ele era muito atento. Não estava preocupado com inimigos, afinal ninguém procuraria um Hyuga de uma ramificação inferior. A menos que o motivo fosse pessoal...

Entrou em casa sem se preocupar com o escuro, ladrão, criança ou inimigo não importava, ia descobrir. --- Quem está ai? - ao se calar para obter sua resposta ouvira um chorinho manhoso e uma voz baixa lhe responder.

--- Neji? - A voz era de Hinata, ela estava ali a muito tempo, depois de levar uma bronca do pai ficou arrasada. Sentada em uma cadeira com os ombros escolhidos e as mãos sobre o colo, ela afundava as unhas sobre o pano fino da calça. Os olhos estavam vermelhos de tanto chorar, pareciam a nascente de um rio, o rosto também possuía o mesmo tom avermelhado. 

Neji só conseguiu ver o estado de Hinata quando acendeu a lamparina que ficava sobre a mesa. O rapaz se surpreendeu, mas tinha certeza qual era o motivo do choro, havia contado a verdade ao pai. "Você quer mesmo me dar Trabalho" pensou ele. 

--- Con-contei o que acon-teceu ao me-meu pai... - gaguejou batendo o queixo.

Neji revidou os olhos irritados. --- Imaginei, o que eu disse há... - Antes que pudesse terminar a fala, foi surpreendido pelo abraço de Hinata. A ação inusitada o deixou constrangido, com o cenho franzido e sem saber o que dizer, ele simplesmente ficou quieto. Sentindo a prima molhar seu peito.

--- Me des-culpa, eu não-nao posso men-tir.... não so-sou esse tipo de Nin-ninja.. - Soluçando a prima tentava se explicar. Ela apertava Neji com força, ele era o único que testemunhou sua tarde, pelo menos o único vivo.

Olhando para um canto qualquer, Neji deixara a prima desabafar. Não seria uma boa hora para reprimi-la, isso só deixaria ela mais triste e mais chata. O perfume doce da moça estava entranhada em seu nariz, não era ruim, mas a sensação era estranha. --- Hinata-sama... você não deveria está aqui, se Hiashi-sama souber vai ser um problema. - respondeu seco.

Hinata esfregou o rosto no peito de Neji enchugando-o , em seguida o olhou nos olhos. --- Não importa, eu nã-não aguento mais es-sas regras. - voltou a abraçar forte o primo, precisava de alguém para desabafar, mas por que não Hanabi? Era óbvio, Neji foi seu cúmplice, era ele que ela precisava.

Agoniado Neji há segura pelos braços e ameaça afasta-la, mas antes que pudesse ser rude como sempre repensa a situação da prima, ela estava sofrendo. No fundo Hinata agiu certo, mentir a tornaria uma cretina, e ela era boa de mais para isso. Respirou fundo e a envolveu com os braços, deixando a moça desabafar. Não arrancaria pedaço alguns segundos como bom moço. 
--- Você agiu certo.
Com o coração a mil e uma expressão de abatida a prima sussurrou. --- Acha mesmo Neji-san?
--- Sim, se mentisse não estaria sendo você, afinal esse é o seu jeito ninja...

As palavras entraram pelos ouvidos de Hinata se tornando um grande conforto. A dor no peito já não estava tão forte, Neji conseguido acalma-la com uma simples fala.

Disfarçadamente o Hyuga a segura pelos ombros e se afasta calmamente. Aquele abraço já estava durando muito tempo, ele já não estava se importando com o contato entre os corpos, mas se alguém os visse poderia ser um problema. O que Hinata herdeira da casa fazia no quarto de Neji? Gênio, porém inferior a ela.
--- Você precisa se recompor. - encarou-a de forma firme.

--- Eu acho... é, você tem razão. - Confusa Hinata segui o conselho do primo, pelo menos fingiu. Sorrio de lado e correspondeu o olhar do primo, ficando ali por um tempo. --- Sabe Neji, você tem um bom coração... - Diz carinhosamente enquanto limpava as maçãs do rosto.

Envergonhado, o primo durão agora estava sem palavras. Como Hinata podia ser tão boa ? Como podia chorar um rio e agora sorrir pra ele, ela ao menos sabe o que ele pensa. Se soubesse o que passa na consciência de Neji jamais diria aquelas palavras.

Um súbito silêncio toma conta do ambiente e os dois Hyugas continuam se encarando. Um vento forte entrara pela porta os atingindo, mas não interrompeu o momento, eles continuavam a trocar olhares. Pela primeira vez Hinata nao se sentiu intimidada ao encara-lo, pelo contrario, aqueles olhos traziam conforto.

Os cabelos de ambos flutuavam, a franja de Hinata comecou a incomodar seus olhos fazendo-a corta contato visual. Ela sorrio de leve e ajeitou os cabelos voltando a olhar para Neji, que já não estava na sua frente. Parado ao lado da porta o primo esperava ela se recompor para partir. A expressão estará seria novamente.
--- Você deve ir agora, está tarde.
--- ... Acho que tem razão... - Um pouco envergonhada ela agradece e se desculpa pelo incômodo, se despede com uma reverência curta e sai do quarto do primo, voltando para sua realidade. 

Hinata não percebeu, mas Neji a acompanhou com os olhos até que ela entrasse em casa. Ele se surpreendeu com a despedida da prima, ela mostrou que o respeitava muito e isso mudava alguns fatos. 



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