História Destino Marcado - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Marco Reus, Robert Lewandowski
Personagens Marco Reus, Robert Lewandowski
Tags Dortmund, Futebol!
Visualizações 189
Palavras 2.054
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Esporte, Romance e Novela
Avisos: Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Achei que não ia publicar uma nova fic tão cedo, mas deu uma vontade de escrever.

Espero que vocês gostem de mais uma estória do Marco.

Capítulo 1 - Infância


Fanfic / Fanfiction Destino Marcado - Capítulo 1 - Infância

A Alemanha é um país que sabe muito bem se recuperar. Passou por duas grandes guerras e saiu destruída. Da última vez, além de perderem a guerra, foram obrigados a ter seu território dividido entre os vitoriosos. Famílias que não tinham nada que ver com a guerra foram separadas entre orientais e ocidentais.

Os orientais foram dominados pelos soviéticos e tiveram que conviver com o atraso em contrapartida aos alemães que ficaram do lado ocidental e conviveram com o capitalismo: oferta versus demanda, dinheiro, muito dinheiro, famílias ricas e muitos trabalhadores.

Em Dortmund, no vale do Ruhr, parte ocidental da Alemanha, havia diversas famílias bastante ricas que formavam uma sociedade bem fechada. Entre essas famílias estava a família Heidel: o patriarca, o senhor Jorg era um homem cuja família tinha investido na indústria em pós-guerra e tinha sido um sucesso, ele era advogado e casado com uma mulher da sociedade, Marta e eles tinham uma filha única Samantha. Moravam com eles a sobrinha da esposa, uma garota dois anos mais velha que Samantha chamada Sarah.

A família vivia em uma mansão num condomínio fechado da cidade e era atendida por diversos empregados: jardineiros, arrumadeiras, motoristas, cozinheiras, passadeiras, mordomo, governanta. A governanta, a Senhora Manuela era casada com um dos motoristas, o Sr. Thomas Reus e eles tinham um único filho chamado Marco, que morava na casa de empregados da mansão juntos com os pais.

Marco tinha a mesma idade da filha dos patrões, e eles eram amigos, sempre brincavam juntos desde pequenos, juntamente com os amigos inseparáveis dele: Armin, Robin e Marcel. Os garotos eram também filhos de empregados da empresa da família de Samantha, mas ela nunca se importou com isso, jogava bola com os meninos, frequentava a casa da árvore do parque perto do condomínio, onde os meninos combinavam tudo que iam aprontar. A prima, Sarah, se considerava já uma adolescente e nunca foi amiga de Samantha, estudavam inclusive em escolas diferentes já que Sarah não era boa aluna e quase tinha repetido na escola rígida onde Sam estudava.

Quando Marco tinha 12 anos, o pai dele, Sr. Thomas, teve um ataque cardíaco fulminante e não resistiu, foi um grande choque para a família. O Sr. Jorg foi ao velório com a filha para prestar solidariedade. O velório estava ocorrendo num bairro humilde da cidade e Marta e Sarah não quiseram comparecer. Ao chegarem no velório, Samantha foi até Marco que estava parado olhando para o caixão. Ela se aproximou do amigo e ao parar ao lado dele pegou na mão dele e entrelaçou os dedos com os dele. Marco olhou para ela e Samantha viu que ele estava com os olhos vermelhos. Nenhum dos dois falou nada, somente ficaram ali, se despedindo do Sr. Thomas.

Jorg deu seus sentimentos a D. Manuela:

- D. Manuela, a senhora não precisa se preocupar, você e o Marco vão ter o total apoio da minha família.

- Obrigada Sr. Jorg.

- Com a falta de seu marido, eu me responsabilizo pela educação do seu filho. Amanhã mesmo vou na escola da Sam e vou cuidar da transferência do Marco para lá, ele vai ter todas as condições de ser alguém na vida.

D. Manuela começou a chorar agradecida e deu um abraço no patrão. Algo que não passou despercebido pelos outros empregados da casa que ali estavam. Conforme prometido, no dia seguinte, Jorg foi junto com a filha até a escola e aproveitou para conversar com o diretor. Samantha estava bastante calada na aula e sua melhor amiga, Chiara, percebeu e no intervalo foi conversar com a amiga:

- O que aconteceu Sam? Você está quieta...

- Você se lembra do Sr. Thomas?

- O motorista da sua casa?

- Sim, ele morreu ontem.

- Que chato.

- Estou com pena do Marcinho, filho dele.

- Esse é seu melhor amigo né?

- Sim.

- Sinto muito.

No final do dia, ao sair da ala, Samantha recebeu uma sacola de uma funcionária da escola e ficou sem entender.

- É o uniforme de um novo aluno que seu pai pediu para entregar para você.

Samantha levou para casa a sacola mesmo sem entender. À noite, Jorg contou a família sobre o fato de Marco agora estudar na escola com Samantha. Houve uma discussão entre ele e a esposa que achava aquilo um absurdo, mas a decisão estava tomada. Samantha foi correndo para a ala dos empregados e entrou sorrindo. D. Manuela disse que ela poderia falar com o amigo que estava no quarto.

- Marcinho! A gente vai junto para a escola!

Marco, que estava jogando videogame, sorriu.

- Você vai ter que me mostrar tudo.

- Deixa comigo!

Ela piscou para ele e sentou na cama ao lado dele e pegou um console para jogar com o amigo. O início de Marco na nova escola não foi fácil, novos amigos, novos professores, mas Samantha e Chiara o ajudavam bastante. Após alguns dias, um boato correu a escola de que Marco era filho da empregada dos Heidel, os amigos começaram a tirar sarro dele e um dos valentões da classe o empurrou e o humilhou na frente de toda a classe. Ele saiu correndo e se escondeu no banheiro querendo nunca ter ido aquela escola, ele sentia falta dos amigos da antiga escola, das bagunças com Marcel...

No intervalo, Chiara ficou sabendo do que tinha acontecido e foi correndo contar para Samantha que ficou cheia de ódio e foi até a classe de Marco onde teve um bate-boca com o garoto que tinha brigado com Marco. Então, ela decidida foi até o banheiro masculino, sem se importar, foi entrando. Os garotos que estavam ali chamaram ela de louca e saíram e ela foi olhando porta a porta até que encontrou Marco sentado no chão. Ela se sentou ao lado dele e ele olhou para ela. Foi ela quem quebrou o silêncio:

- Oi.

- Não acho que foi uma boa ideia ter vindo estudar aqui Sam.

- Os professores não são bons?

Ele sorriu com a ideia da amiga.

- Os professores são ótimos, o problema são os alunos.

- Marcinho, na vida sempre vai ter gente má, não podemos nos abater. Eu te conheço, levanta e encara o problema.

Samantha se levantou e deu a mão para Marco levantar, eles saíram de mãos dadas do banheiro e estava cheio de gente esperando por eles. Estas pessoas se calaram quando os dois saíram e o cara que tinha batido em Marco cutucou:

 - Que nojo Samantha, andar de mãos dadas com um empregado, vai impregnar sujeira em você.

- Eu estou andando de mãos dadas com meu namorado.

Ouviu-se um oohhhhh no ambiente e o garoto ficou sem graça, mas ainda atacou:

- Namorado que nada, você é uma menininha mimada, nunca namoraria esse lixo ao seu lado.

Samantha olhou com desdém para o garoto e se virou para Marco e deu um selinho rápido nele e o puxou, calando a boca de todos que estavam ali. Quando os dois estavam sozinhos, Marco a segurou:

- Que estória é essa de namorados?

Samantha ficou envergonhada:

- Me desculpa, eu deveria ter te perguntado antes, mas foi o que veio na minha cabeça naquele momento.

Marco riu de lado.

- Você quer ser minha namorada Sam?

Samantha olhou para Marco confusa:

- Você está me pedindo em namoro Marcinho?

Marco fez que sim com a cabeça e foi Samantha quem abriu um sorriso dessa vez:

- Quero sim, mas não sei como namorar.

Marco coçou a nuca, pensando:

- Eu também não, mas a gente descobre como faz, eu gosto de você e isso que importa, até lá a gente pode tentar aperfeiçoar o beijo.

Marco então deu um selinho desajeitado em Samantha e eles saíram de mãos dadas rindo.

Na semana seguinte, teve uma festinha dos amigos de Marco na casa de Robin. A festa era da antiga escola de Marco e ele convidou Sam para ir com ele, afinal eram namorados.

- Marcinho, posso levar a Chi?

- Claro Sam, quem você quiser. Não vai ser uma festa como as que você está acostumada, mas vai ser legal.

Samantha convidou a amiga Chiara que era bem desencanada e já era amiga de Marco e elas se arrumaram e foram. Foi fácil sair porque os pais de Sam tinham ido viajar com Sarah, Sam ficou porque tinha que estudar e Chiara veio ficar com ela para fazerem isso juntas.

Na festa, Chiara acabou conhecendo Armin, um dos amigos de Marco e bastou só um pouco de papo para descobrirem que eles tinham muito em comum e se apaixonarem e eles também começaram a namorar, tornaram-se assim, dois amigos namorando duas amigas.

Quando a música começou a tocar, Samantha puxou Marco pela mão para dançar:

- Sam, eu não sei dançar!

- Você aprende.

- Eu só sei jogar bola...

- Que nada! – Sam piscou para ele – é só se movimentar, como eu.

Marco riu dela e começou a balançar a cabeça, mas só a cabeça, o resto ficava parado, parecia uma tartaruga. Sam riu, mas sabia que aquilo já era um avanço. Marco olhava para ela com muito carinho, ele adorava a amiga, que agora era namorada e sabia que queria estar ao lado dela o resto da vida.

Depois de um tempo, a música mudou para algo mais lento, Robin foi buscar uma vassoura. Sam se aproximou de Marco e colocou as mãos no ombro dele. Marco, meio sem jeito, segurou com as duas mãos na cintura de Sam, definitivamente aquilo não era um abraço. Os dois se olharam de perto e sorriram. Marco adorava o sorriso de Sam, ele gostava de vê-la feliz.

Robin veio com a vassoura e entregou para Marcel, este foi em direção a Armin e o cutucou no ombro. Armin e Chiara olharam feio para o pequeno Marcel:

- Sai daqui Marcel, vai entregar essa vassoura para outro.

Marcel fez uma careta e foi para o lado de Marco e Sam, mas quando ele chegou ele parou a uma distância dele e abriu um sorriso feliz, o casal tinha fechado os olhos e estava dando beijinhos delicados, estavam aprendendo a beijar e ele não ia atrapalhar isso. Marcel então ficou dançando coma  vassoura.

Com o tempo, o fato de Marco ser um ótimo jogador de futebol, fez com que ele ganhasse o respeito dos colegas da escola e ele começou a ter vários amigos.

Samantha sempre teve medo de tempestades, desde pequena, e quando isso acontecia, ela corria para Marco, que a abraçava enquanto ela tremia com medo:

- Fica calma, Sam. Não vai acontecer nada, eu estou aqui com você.

- Promete que sempre vai estar comigo nas tempestades?

- Prometo que sempre vou estar com você.

O namoro dos casais foi evoluindo aos poucos, os selinhos, foram se transformando em beijos de verdade e carinhos. Samantha e Chiara iam a todos os jogos de Marco, ele fazia gols para a namorada e no fim do jogo vinha até a torcida ganhar um beijo dela. Pela escola, andavam abraçados ou de mãos dadas e eram vistos como um relacionamento perfeito pelas garotas da escola.

Somente após alguns anos, quando o casal já tinha 16 anos, que Sarah descobriu sem querer a respeito do relacionamento da prima com Marco e foi até o quarto dele numa noite:

- O que você quer Sarah?

Marco nunca teve muita paciência com a garota que sempre foi um nojo em pessoa e fazia pouco dele e dos amigos dele.

- Você e a Sam estão namorando?

Marco ficou pensando no que responder e resolveu ser sincero:

- Estamos sim, algum problema? E já tem um tempo.

- Você não pode gostar da Sam de verdade, ela é quase um moleque, brinca com você desde sempre.

- A Sam é minha melhor amiga e minha namorada e eu gosto dela demais.

- Mas você tem que gostar de uma garota mais feminina como eu.

Marco deu uma gargalhada.

- Desculpa Sarah, mas eu nunca gostaria de uma garota metida como você. A Sam é perfeita para mim. Agora sai daqui que eu tenho que estudar, tenho prova amanhã e a Sam não vai conseguir me ajudar.

Sarah ficou com muito ódio e o sangue subiu:

- Vocês ainda vão me pagar Marcinho.

 


Notas Finais


Por favor, comentem o que estão achando para eu saber se está indo bem a estória.


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