História Destino ou coincidência? - Capítulo 65


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Shoujo Romântico
Exibições 1
Palavras 2.235
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá, gente!! Quanto tempo >.<
Me desculpem pela ausência... Estive muito ocupada esses meses. Como vcs estão? Espero q estejam bem ^-^
Bem... Nesse tempo td, tive alguns problemas. Cursinho, vestibulares, conflitos internos, ataques de ansiedade, falta de inspiração e por aí vai...
Com a demora pra escrever e postar os capítulos, acho q vcs pensaram q desisti de escrever. Mas qro avisar q, não importa o q aconteça, vou continuar escrevendo (msm q demore anos pra terminar kkkkk e.e ).
Bom... Era isso
Espero q vcs gostem mto desse capitulo! :3
Ah! Mais uma coisa: se vcs quiserem dar sugestões, ideias para os próximos capitulos, dicas ou até msm críticas. Não hesitem em comentar, ficaria mto feliz em recebê-las ^-^

Capítulo 65 - Capitulo 65 - (Especial - Capitulo 64, parte 2)


* LEIAM AS NOTAS INICIAIS PFV :3 *

 

 

  14 de fevereiro – Valentine´s Day

 P. O. V Carol on

    - Ei... – escuto uma voz baixa… “Não se preocupe, é apenas um sonho” – Carol, acorda... – conheço essa voz... Alguém faz carinho em meu rosto – acorda... – “Bernardo?” – vamos, Carol...– “Isso está sendo muito real para ser um sonho...”.

 Abro os olhos devagar, ainda estou com sono... Bernardo está sentado ao lado da minha cama.

  - Bom dia – ele diz, com um sorrisinho amável – foi meio difícil te acordar, “bela adormecida” – Bernardo brinca.

 - Bom dia... – digo. Sento-me e fico olhando para ele um pouco confusa. “O que ele está fazendo aqui?”. Olho para o relógio, são 6:30. “Ainda é muito cedo” – aconteceu alguma coisa?

Bernardo acena negativamente

 - Nada – ele fala e se levanta – é que... eu tenho uma surpresa pra você – mesmo parecendo animado, consigo perceber que Bernardo está um pouco nervoso – vou te esperar na cozinha, ok?

 - Ok – respondo.

  Bernardo sai do quarto. Fico parada por mais alguns segundos, enquanto tento (realmente) acordar. “É melhor você ir logo”.

 P. O. V Carol off

P. O. V Bernardo on

   Demorei um pouco mais do que o previsto, mas parece que deu certo. Espero que Carol goste, faz um bom tempo que faço algo desse tipo. Lembro-me de quando meu pai me ajudava a fazer o café-da-manhã para minha mãe quando eu era pequeno, porém, após alguns anos, parei de fazer isso. “Para alguém que não cozinha bem, isso está ótimo”. Sento-me a mesa e espero Carol chegar.

 “Espero que dê tudo certo hoje”. Sei que planejei tudo de última hora, mas farei o melhor. Olho para as xicaras em cima da mesa, tentando não ficar muito ansioso. As perguntas que me tomaram uma parte da noite voltam a me incomodar: “Será que não estou exagerando e que talvez seja melhor fazer outra coisa?”, “Acho que ela vai ficar brava por eu tê-la acordado tão cedo”, “Será que Carol vai gostar disso?”. Não sei se eu devia ter...

  - Nossa... – alguém diz atrás de mim. Olho assustado para a porta da cozinha, onde Carol está parada... Com um olhar surpreso – você fez tudo isso?

  - Ér... Sim – me levanto um pouco mais rápido do que eu queria. “Acalme-se” – você gostou? – falo enquanto me aproximo dela.

 Carol dá um sorrisinho doce, fica na ponta dos pés e me dá um selinho demorado. “Vou entender isso como ‘sim’”.

  -Gostei – ela diz – você fez isso agora de manhã?

 - Fiz... – estou um pouco aliviado porque ela gostou, mas... –  ér... Você gostou mesmo? Quero dizer, você não está chateada por eu ter te acordado cedo? – pergunto preocupado. Carol parecia estar dormindo tão tranquilamente, que senti um pouco de dó por ter que acordá-la.

  Carol ri um pouco.

 - Bernardo – ela fala, ainda sorrindo – você faz tudo isso por mim e ainda pergunta se eu fiquei brava por ter me acordado? Claro que não – Carol me abraça – eu fiquei muito feliz com isso.

  Retribuo seu abraço, me sentindo mais calmo. “Você se preocupa muito, hein?”. Carol me solta e dá um leve sorriso.

   - Acho que você está com fome – brinco.

  P. O. V Bernardo off

  Alguns minutos depois…

  P. O. V Carol on

   Tomo mais um gole de chocolate quente com marshmellow. “Está tão bom...”. Bernardo fica olhando para mim por alguns segundos e depois desvia o olhar, isso me faz lembrar de quando éramos apenas amigos. “Parece que faz pouco tempo”. Não foi há algumas semanas que ficamos juntos? Que estávamos em Bamford?  “O tempo está passando meio rápido”.

  -Então – Bernardo diz – no que você estava pensando?

 - Nada muito importante – respondo, sorrindo um pouco e tentando afastar meus pensamentos .

 - É que você estava com uma expressão estranha – ele fica me olhando por mais alguns segundos, como se pedisse para que eu contasse logo.

  Tento pensar em alguma coisa para falar. Não queria conversar sobre como o tempo está passando e que... terei que voltar pra casa no meio do ano. Nós já conversamos sobre isso há alguns dias, não queria retomar o assunto. “Então não pense nisso”.

 - Não era nada – falo e pego outra torrada com creme de avelã que está em cima da mesa –  não sabia que você cozinhava tão bem.

  - Torradas são minha especialidade – Bernardo dá uma risada curta – fico feliz que você tenha gostado.

   Sorrio um pouco e um silêncio paira entre nós. Fico olhando para Bernardo, não sei mais o que dizer... Permito-me ficar observando-o. Ás vezes, me pergunto se ele é real. “Existem pessoas como você?”. Seus olhos escuros, seus cabelos bagunçados, sua palidez (que, de vez em quando, acho que é anormal), sua voz... Seu jeito... Suas manias... Não consigo me cansar disso.

  Sei que Bernardo não gosta quando fico quieta por muito tempo, mas... “Só mais alguns segundos...”. Só queria que o tempo passasse mais devagar... Um pouco... “Não pense nisso”.

 - Bom dia – Jaqueline diz ao entrar na cozinha – desculpa por atrapalhar o café de vocês – ela sorri um pouco.

 - Bom dia – respondo, um pouco tímida – não foi nada.

 Jaqueline reveza o olhar entre mim e Bernardo que parece um pouco sem graça também.

  - Estava sentindo cheiro de chocolate quando estava descendo as escadas – ela ri um pouco e volta a olhar para Bernardo – isso me lembra quando você era pequeno... – Jaqueline sorri, mas sua expressão muda... Parece ter lembrado de algo triste – vou fazer um pouco de café para Rupert ,  ás vezes acho que ele é viciado nisso – ela volta a sorrir normalmente.

  - Ok...

  Jaqueline põe a água no fogo e sai da cozinha. Volto minha atenção para Bernardo, que está com um olhar sério.

  - O que foi? – pergunto, preocupada. Ele não responde – Bernardo...

 - Nada – Bernardo volta ao normal. Ele toma mais um gole de chocolate e se levanta – acho melhor nos aprontarmos.

    Bernardo sai da cozinha. Fico aqui por mais cinco minutos... “Quando você era pequeno...”. O que Jaqueline disse volta a minha mente. Por que ela e Bernardo ficaram tão estranhos? Ainda não consigo entender o porquê disso. Toda vez que tocam no passado, Bernardo fica estranho... Christopher me deu uma dica: um amigo muito querido que faleceu.

   Quem era? Por que ninguém me conta? Já perguntei para Rupert e Jaqueline, mas eles mudam de assunto, como se não quisessem me contar. Bonnie e Riley não sabem... Bernardo... Me cansei de perguntar a ele. Jaqueline volta para terminar o café. “Mais uma vez”.

  - Jaqueline... – eu a chamo, ela olha para mim – ah... – não sei como perguntar. “Vá direto ao ponto” – o que aconteceu com Bernardo quando ele era mais novo?

  - Como assim? – Jaqueline dá um sorrisinho nervoso.

 - Ás vezes ele fica estranho quando pergunto sobre isso – falo calmamente – e eu queria saber por quê. Já tentei conversar, mas ele não fala. Você pode me contar?

  Jaqueline parece um pouco apreensiva.

 - Acho melhor conversarmos sobre isso outra hora – ela diz, em um tom sério.

 - Por quê?

 - Outra hora, por favor – Jaqueline me lança um olhar duro – não posso falar sobre isso agora.

 - Mas-

 - Eu já disse que não! – ela fala em um tom irritado.

  - Me desculpe– respondo. “Não adianta insistir” – não queria incomodar.

    A expressão de Jaqueline torna-se um pouco mais calma, ela respira fundo e diz:

 - Sou eu quem deveria pedir desculpas – Jaqueline puxa uma cadeira e senta-se ao meu lado – não devia ter sido grossa. Ainda não é hora para falarmos sobre isso... – ela lança um sorriso triste – É um assunto delicado.

  - Entendi – falo, de maneira compreensiva. Porém, estou um pouco irritada. “Estou morando com eles faz um bom tempo, não é justo que eu não possa saber!”. Me levanto , tentando não parecer incomodada – acho melhor eu me trocar para não acabar me atrasando – dou um leve sorriso e vou para a porta da cozinha.

 - Carol – Jaqueline me chama e olho para trás – nunca mais pergunte sobre isso para Bernardo – ela pede em uma voz calma, mas seu olhar é severo.

 - Ok. Não vou perguntar – digo e vou para meu quarto.

   P. O. V Carol off

  P. O. V Bernardo on

   “Não foi intencional, você sabe disso”. Apoio minhas mãos na escrivaninha e fico olhando para o espaço entre meus dedos. Sinto minha garganta se fechar, uma mistura de raiva, tristeza e medo começam a tomar conta de meus pensamentos... Se eu continuar sem dar respostas a Carol...“Pare com isso, Bernardo! Você já sabe o que vai acontecer se continuar assim”. Respiro fundo e tento me acalmar.

   Sei que minha mãe não falou por mal, mas... Tinha que tocar justamente nesse assunto? Sei que não é bom ficar escondendo isso da Carol, o problema é que eu simplesmente não consigo por em palavras como eu era e o que fez me mudar. “Alguma hora ela irá se cansar disso, você sabe”. Não posso apressar as coisas... “Não acha que você está enrolando muito?”.

     Hoje não é um bom dia para falar desse tipo de assunto. Por mais que não seja justo que Carol não saiba, ainda não estou preparado para poder explicar o que aconteceu. Nem mesmo Bonnie ou Riley sabem a verdade, meus pais e eu concordamos em apenas dizer que eu tinha um amigo que foi embora... e que ainda sinto falta dele... “Mas isso não é uma mentira...”.

  - Pare com isso – digo para mim.

  Levanto a cabeça e olho para a prateleira a minha frente. Já não há mais fotos ou quaisquer coisas que possam me lembrar do passado, guardei tudo e decidi não recordar. Mas acho que já não posso esconder isso de mim... Tenho que enfrentar esse sentimento, por mais que me machuque.

  Lembro-me do sorriso de Carol... De sua voz... Não posso deixá-la sem respostas. Tenho que fazer isso por mim e por ela, nem que seja aos poucos. Foi Carol quem me fez voltar a interagir com as pessoas, foi quem me mostrou coisas novas, me apresentou a diferentes ideias. Tornou meus dias mais alegres...

 “Vou te agradecer de alguma forma, Carol”. Tomo essa decisão. Por mais que não consiga expor tudo o que aconteceu, encontrarei a melhor maneira de te contar.  Darei meu melhor.

  P. O. V Bernardo off

 P. O. V Carol on

   “Esqueça, Carolina. Não adianta ficar chateada pelo que aconteceu mais cedo”. Termino de pentear meus cabelos e deixo a escova em cima da cama. Sei que Jaqueline está preocupada  com Bernardo, também estou... mas não sei o que está acontecendo. Tenho poucas informações, as quais não me dizem muita coisa.

    “Eles devem ter um bom motivo para isso”. Sinto uma pontada de culpa ao pensar dessa forma, porém, quero realmente saber, para que eu possa ajudar de alguma forma. Odeio ver Bernardo com aquela triste expressão quando esse assunto é mencionado. “Talvez não existam mais maneiras para ajudá-lo, por isso eles não tocam mais nesse assunto”.

   Termino de me trocar. Pego a mochila ao lado da cômoda e saio do quarto. “É melhor deixar esse assunto de lado”. Desço as escadas e vou para a cozinha. Bonnie, Riley, Jaqueline e Rupert estão tomando café.

  - Bom dia – falo e me sento ao lado de Bonnie, ainda está um pouco cedo para ir à escola.

 - Bom dia – eles respondem. Fico um pouco sem graça ao olhar para Jaqueline (não sei se ela ainda está brava comigo)

  Jaqueline me dirige um leve sorriso, como se dissesse que está tudo bem.

  - Não vai comer nada? – Riley pergunta.

 - Tomei café um pouco mais cedo – respondo.

 - Entendi – ela sorri um pouco.

   Uns cinco minutos mais tarde, Bernardo chega á cozinha. Ele cumprimenta seus pais e suas irmãs, e olha para mim.

 - Vamos? – ele pergunta.

 Levanto-me e nos despedimos deles. Quando me viro para ir à porta, Bonnie diz:

 - Espere!

 Olho para Bonnie. Ela se levanta e vai em direção á bancada, onde pega alguns pequenos pacotinhos e papel enfeitados com fitinhas vermelhas. Bonnie vem até nós, sorrindo um pouco.

 - É pra vocês e para seus amigos – ela fala – feliz dia de São Valentim.

 - Obrigada – digo e dou um beijinho em sua bochecha.

  Bonnie aproxima-se de Bernardo e o abraça. Nos despedimos deles (de novo) e vamos para a porta.

  P. O. V Carol off

 P. O. V Bernardo on

  Carol e eu vamos em direção á porta, mas no meio do corredor ela para. Parece um pouco pensativa.

  - O que foi? – pergunto.

 - Você já terminou de ler “Donnie Darko”?

 - Ah... – fico um pouco sem graça, esqueci de devolvê-lo – terminei faz dois dias.

- Você pode pegar pra mim? – Carol pede sorrindo um pouco – prometi á Emily que emprestaria pra ela assim que você terminasse.

 - Ok – viro-me para ir para a escada.

 - Não quer que eu segure sua mochila?

  - Obrigado – respondo.

    Deixo a mala com ela e vou para meu quarto. Quando chego lá, pego o livro ao lado do computador. “Será que entrego agora?”. Lembro-me da pequena caixa retangular guardada em meu criado-mudo. “Acho melhor fazer isso mais tarde”.

     Saio do quarto, desço as escadas e vou para a porta. Entrego o livro para Carol que me agradece com um sorriso. Por algum motivo, acho que algo em seu sorrisinho está diferente. Mas continuo gostando dele... Aproximo-me de Carol e dou um beijinho em sua testa.

    P. O. V Bernardo off



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