História Destino ou... Coincidência? - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Palavras 2.261
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Fluffy, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


× Estou repostando essa fanfic, porque sim~
× Desculpem os erros~
× Capa: Keiko~
× Boa leitura a todos!~

Capítulo 1 - Prólogo.


Fanfic / Fanfiction Destino ou... Coincidência? - Capítulo 1 - Prólogo.

No camarim do teatro de Fukuki, uma mulher de belos olhos negros se preparava para o show, olhou para trás ao ver sua assistente entrar no cômodo.

- Keiko, as cortinas se abrirão em cinco minutos.

- Já sei disso, Melissa.

. . .

- Senhoras e senhores, uma salva de palmas para a nossa querida dama de vermelho...  – O apresentador disse ao vê-la aparecer através de uma pintura que havia no centro do palco. – Keiko Hikarimo! Aquela que abrirá a peça desta noite!

Aplausos se podiam ouvir até mesmo do lado de fora do teatro Ukki, sorridente, a ruiva parou, fitou o público e começou a cantar sua mais nova música:

Meu castelo se desfaz em silêncio, sedento de novas mudanças. – Atrás da cantora um telão, que estava a mostrar imagens de um castelo se auto-destruindo. – Cinzas do cativeiro, do que finalmente conseguir escapar ...Ao morrer. – Ao dizer estas duas palavras se deixou cair no chão, fitando um ponto fixo no mesmo.   – Reunirei o pó estelar e um castelo de areia irei construir, onde minhas orações se escutem. Ao escutar passos que me estão seguindo para me encurralar, - Homens vestidos totalmente de pretos adentraram o palco, dançavam ao redor da jovem que fazia gestos e expressões ao cantar a canção melancólica. – sei que o pó espera pelo meu final, ...Devo morrer... – Se calou por breves segundos, encarou a platéia e prosseguiu. – Pó você foi... ...E pó serás... Meus pegados serão ouvidos ao unir minhas mãos em uma oração. Isto tem que terminar! Meu corpo está gritando para a escuridão voltar, mas a minha mente não... Um castelo de areia será minha prisão. Sei que o pó espera pelo meu final. ¡Ah, está perto! Meu corpo pede por isso... Mas não meu coração......As cinzas me esperam ...Talvez... Seja o melhor... – Sua voz foi se esvaindo junto com a instrumental, com o final da melódia os dançarinos a envolveram, enlaçaram as mãos uns nos outros e Keiko fechou os olhos. Quem visse tão cena diria que os homens de pretos eram grades de uma cela em volta da cantora.

Uma lágrima escorreu pela pele pálida da Keiko, sendo aplaudida novamente, sorriu e saiu do palco por onde havia entrado, os dançarinos saíram pelas laterais.

- Parabéns, Keiko! – Melissa disse gentilmente, vendo a amiga entrar cabisbaixa no camarim. – O que houve..?

- Talvez ache que estou louca... – Suspirou. – Mas preciso que me prometa algo...

- Claro, o que quiser!

. . .

Cansada e faminta, esta não se alimentava direito há dias, Keiko precisava voltar para casa rapidamente, seu pai provavelmente deve estáar arrancando os fios de cabelos de tanta preocupação, riu imaginando tal cena.

Por está no mundo das nuvens e sentindo uma pontada no coração, ficou imaginando os últimos dias, muita coisa aconteceu, mas tanta coisa que quem escutasse acharia que era apenas loucura da cantora.

Tirou o celular do bolso, olhou para a tela, três ligações perdidas de 'Pai', discou o número deste, mas sentiu seu corpo sendo puxado bruscamente, assustou-se deixando o aparelho cair no chão, antes que pudesse gritar se viu dentro de um carro, onde vários homens a observavam.

Lágrimas pediam para sair, viu uma das sombras se aproximar e colocar um pano em seu rosto, aos poucos seus olhos ficavam pesados.

- Keiko... Hikarimo... Agora você é minha...

. . .

Um casal andava de mãos dadas junto de seu filho quando viram um corpo jogado no chão, o homem se aproximou e verificou a respiração.

- Ela está viva... – Disse olhando para a esposa. – Querida... Esta... Não é aquela cantora?! – A mulher balançou a cabeça afirmando ao analisar a jovem inconsciente.

- Olhe as coisas delas, talvez possamos avisar os parentes dela ou algo assim.

- Certo... – Este procurou na bolsa jogada do corpo da ruiva, não havia nada útil, olhou ao redor, viu um aparelho, o pegou, por sorte estava desbloqueado, buscou nos contados, apertou no que estava escrito 'Pai'.

Em seu escritório, Frederico, andava de um lado para outro, se perguntando e imaginando trezentas coisas que podia haver acontecido para sua menininha não haver chegado a casa, pegou o celular, 01:05, o sentiu vibrar em sua mão, além de um alivio, e atendeu.

- Keiko! A onde você está?!

- Senhor... – O alivio que sentira à pouco, sumiu. – Encontramos sua filha jogada na calçada inconsciente!

- O quê? Onde estão? Diga-me imediatamente!

- A levaremos para o hospital Santa Rose, ela parece ter batido a cabeça... – Sem responder, o moreno desligou o celular, correu até o carro, de ida a até o hospital.

Pelo trânsito, chegou uns quarenta minutos depois da chamada do desconhecido, adentrou a sala de espera angustiado.

- Onde ela está???

- Frederico Hikarimo? – Um homem loiro o chamou. – Ela está sendo examinada.

- O que houve com ela?

- Como disse antes, minha esposa e eu a encontramos inconsciente... – Coçou a nuca. – ...Nos perdoe.

- Não se desculpe, este foi um gesto nobre de sua parte. – Sorriu fraco, viu um homem com um jaleco se aproximar. – Doutor, como Keiko está?

- Ela não sofreu nenhum sofrimento físico...

- Então ela pode volta para casa?

- Infelizmente não... 

- Mas o senhor disse...

- ...Sim, mas ela provavelmente bateu a cabeça, isto fez com que ela sofresse danos cerebral, precisamos que a paciente fique uns dias mais para verificar e saber o que realmente aconteceu... Mr. Hikarimo, você entende, não é mesmo?

- Faça o que for preciso, quando ela entrar em alta, me avise imediatamente! – Voltou o olhar para o homem que encontrou sua menina. – Se não for pedir muito... – Suspirou. – Peço que venha sempre que possível visita-la por mim, er...

- ...Yukitero.

- Então, o que me diz... Posso confiar em você, Yukitero?

- É claro, farei o possível. – Respondeu com um belo sorriso no rosto.

. . .

Dois meses se passaram, e como Yukitero havia prometido duas vezes por semanas visitava a jovem cantora, que lutava para seguir com os olhos abertos.

Esta ouviu batidas na porta, que logo se abriu lentamente.

- Como está se sentindo, pequena Keiko?

- Como o senhor acha, hein Tero? – Riu amarelo. – Cada dia que passa, é mais difícil mantê-los abertos. – Viu o homem agarrar sua mão, sorriu com o gesto. – Qual a surpresa que me trouxe hoje?

- Que surpresa?! – Ergue as mãos. – ...Certo, certo... Entre. – Dito isto, uma morena de lindos olhos café entrou na sala.

- KEIKOOOO! - A garota se joga na amiga internada, abraçando-a fortemente.

- M-Melissa... – Retribuiu o abraço. – Que saudades!!

- Me desculpe não vim antes, o diretor do teatro não me deixa sair muito.

- Tudo bem... É de se esperar, já que ele é seu pai. – Riu. – Meli, Tero... - Colocou-se séria rapidamente. - Quero confiar algo a vocês, algo importante...

- Sim? – Ambos olharam preocupados para a jovem.

- Eu... Naquela noite... – Engoliu em seco, apenas lembrar-se dos olhares sujos daqueles homens sob si, era horrível. – ...E-Estou gravida.

- O quê? – A morena disse abaixando o olhar para a barrica da amiga. – Você... Foi... Naquela... Noite... V-Você... – Apertou-a num abraço mais forte. – Eu sinto muito... Se eu tivesse ido com você... Me desculpe...

- Ei! – Puxou o rosto desta que a segurava. – Um ser vivo está dentro de mim, um ser que precisa de amor, – Tossiu fracamente. – que o amo... Mesmo que ele, ou ela... Tenha sido um "acidente" , me prometam que cuidarão desta criança caso eu... M-Morra.

- Pequena Keiko... – Yukitero se acercou segurando a mão desta sorrindo amarelo. – Eu prometo pela minha vida.

- ...Melissa?

- Seu pai... Ele sabe disso?

- N-Não, ele não se importa comigo, ele nem mesmo veio me visitar nenhuma vez!

- Keiko...

- Pequena Keiko...

Melissa e Yukitero faziam todo o possível para manter a ruiva disposta até o dia tão esperado pelo trio. Já o grande advogado Frederico havia se tornado parte do bar onde sempre visitava desde aquela noite, sete meses se passaram, ele seguia lá, bebendo e bebendo, enquanto que sua única jóia preciosa passava por uma cirurgia. Viu seu celular tocar, o atendeu com uma ponta de esperança.

- Doutor? Ela... Poderá volta?

- Não, mas ela deseja sua presença, ela quer vê-lo, sua filha precisa do senhor.

O homem se levantou, pegou o casaco e foi até seu carro sem responder ao médico no telefone.

. . .

O trânsito estava horrível, se continuasse assim, nunca chegaria ao hospital, furioso por estar preso à mais de uma hora, viu que aquilo não teria sucesso, refletiu para si enquanto pensava numa maneira mais fácil: "Chegarei em quinze minutos!", desceu do carro, indo correndo desesperadamente até seu destino.

Ao chegar, parou na entrada para recuperar o fôlego, logo foi em busca de Keiko.

Adentrou a sala de cirurgia, ouviu um choro de uma criança, engoliu em seco, viu a sua menina carregando um lindo bebê nos braços.

- Filha... Esta criança... Como..? – Ela apenas abaixou o olhar. – Entendo... A levará para adopção, certo? – Viu-a arregalar os olhos com seu comentário.

- Não, papai! – Apertou mais a criança contra seu corpo. – Me prometa que cuidará dela... – Disse séria. – P-Papai?

- Por que quer que eu prometa isso? Você mesma poderá fazer isso! – Disse seco, vendo sua menina falar cada vez mais baixo. – Filha, n-não... Não quero perdê-la também!

- Papai... Prometa... – Sorriu fraco, sentindo seus olhos pesarem. – Cuide... Dela por mim.

. . .

Anos depois, a famosa cantora de apenas dezoito anos foi esquecida, mas alguém queria revive-la nas memórias das pessoas, alguém especial...

Era uma noite festiva, fogos de artifícios se escutavam para todos aqueles que vivem perto da praia de Fukuki, um palco foi montado lá para o show da estreia das batalhas das bandas.

- Boa noite, belo público de Fukuki! – Um homem alto exclamou ao subir ao palco. – Hoje o evento mais esperando de todos estes tempo, as BATALHAS DAS BANDAS! – A platéia vibrou. – Para darmos início ao show, recebam a nossa queridíssima Lola!

Alguns bailarinos surgiram no palco, fazendo a platéia voltar a vibrar, no meio destes, uma mulher de cabelos claros e olhos escuros surgiu.

Acredito que você possa me ouvir, eu quero te dizer que essas badaladas anunciando o fim não possuem um som triste de forma nenhuma! – Dançava em sincronia com os dançarinos apenas de calcas pretas de sedas. - Você esteve chorando e gritando, não esteve? Você até chegou a perder sua voz, não foi? Pergunto-me se isso é uma mentira... Se é um sonho... Porque eu não consigo acordar! Eu não me arrependo e também não olho mais para trás! Esse é o único jeito para que eu possa seguir em frente, mesmo que eu te ame ou sinta sua falta... Mesmo que eu jamais veja você novamente! – O público podia não notar, mas Lola estava quase a chorar. – Eu recebi tanto amor, que não conseguia sentir orgulho! Eu apenas me sentia culpada por isso. "Uma última noite e uma manhã solitária", essa era a vida que eu repetia tantas vezes! – Repitiu este trecho novamente sem deixar de se locomover pelo palco. – Pergunto-me se ainda há tempo para mim... Se não é tarde demais... Pergunto-me se ainda consigo recomeçar... Eu quero que você me veja e me sinta. Eu não quero que desista de mim! Porque eu não vou fugir e nem me esconder nem vou repetir a mesma coisa novamente! Estou ao seu lado, estou abraçando você... Eu aceito você como você é! – Parou, fitou a platéia, mandou uma piscadela e voltou a dançar e a cantar. – "O único e o último". ¡Existe um amor tão grande! Uma noite de fé, uma manhã de realizações. Um anjo sorriu, O único e o último... – Voltou a repetir esta parte com mais emoção. – Você esteve chorando e gritando, não esteve? Você até chegou a perder sua voz, não foi? Pergunto-me se isso é uma mentira... Se é um sonho... Porque eu não consigo acordar! Eu não me arrependo e também não olho mais para trás! Esse é o único jeito para que eu possa seguir em frente, mesmo que eu te ame ou sinta sua falta... Mesmo que eu jamais veja você novamente! Pergunto-me se ainda há tempo para mim... Se não é tarde demais... Pergunto-me se ainda consigo começar... Porque eu não vou fugir e nem me esconder nem vou repetir a mesma coisa novamente! Estou ao seu lado, estou abraçando você, te aceito como você é! – As luzes do palco se apagaram, impossibilitando a vista dos demais, com isso Lola e os bailarinos se retiraram, em segundos as luzes se ligaram e estava apenas o MC no centro do mesmo, a platéia não parava de gritar pela jovem que abrira o show, pediam por mais.

. . .

Num apartamento longe dali, uma garotinha de oito anos assistia pela televisão ao show com um enorme sorriso no rosto.

- "Esta foi Lola, um anjo que caiu do céu para nos guiar..!" 

- QUE LINDA! – A garotinha gritou ao terminar de ver a abertura das batalhas das bandas. – Irmão, ela não parece um anjo?! – Olhou para o moreno ao seu lado que comia um pedaço de frango, este começou a rir da menor. – D-Do que está rindo? Lola é perfeita!

- É a primeira vez que você a vê... – Fitou a menor fazer bico. – Ok, ok... "Lola é perfeita"!

- Eu não falo assim!

- Claro Meiki, claro... – Disse voltando a comer seu delicio pedaço de frango. – Deve ser apenas mais uma garota mimada... – Sussurrou para si, vendo a figura da cantora desaparecer na tela. 


Notas Finais


× Música que a Keiko cantou: Suna no Oshiro.
× Música que a Lola cantou: Last angel.
× Espero que tenham gostado!!
× Beijokas!!~


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