História Destinos - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce, Eldarya
Personagens Castiel, Erika, Ezarel, Lynn, Lysandre, Nevra
Tags Amor Doce, Castiel, Eldarya, Erika, Ezarel, Lynn, Lysandre, Nevra, Romance
Visualizações 106
Palavras 4.930
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Crossover, Famí­lia, Fantasia, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OLAAA GALERO! Como estão? Bem, estou aqui :3 agora definindo de uma vez a data de publicação dos capítulos.
Postarei uma vez por semana, sendo assim, toda terça-feira teremos capítulo novo :3 Podem me cobrar caso ele não venha na próxima terça, eu deixo u-u #apanho.
Estou trabalhando em mais duas FANFICS, deixarei os links nas notas finais, caso alguém se interesse, por gentileza, dê um alôzinho pra mim lá <3 ASOAAJSPAOKASPO
Agora com o capítulo: Possui song ~ desse pra frente terá alguns, mas, não é necessário que você os escute junto, só se quiser, okay? ~ vou deixar o link da música nas notas finais.
Teremos uma OC, sim, minha linda e maravilhosa OC -q quem quiser add no amor doce: Dabri4 (e esse número ai? Pois é, fazer o que qqq), deixei ela com a roupa do capítulo <3
Sem mais delongas, boa leitura ;*

Capítulo 16 - Capítulo dezesseis.


Érika

 

— Tem certeza do que está dizendo, Lysandre? — Perguntei preocupada.

— Sim — Respondeu ele assustado.

— Não se preocupe — Nevra sentou-se na cama, segurando a costela, que aparentemente, doía muito — Valkyon está vigiando ele no hospital, se ela tentar algo, ele vai a surpreender — Piscou. Enquanto sentia à vontade de tossir vir à tona, mas não tossiu.

— Pare de segurar — Repreendi o vampiro, que continuava em estado deplorável.

 

Nevra vir para a terra foi um erro enorme, ele não se adaptaria aqui nunca. Nosso sol estava o matando aos poucos, mesmo com as poções de tia Agatha, ele continuava fraco e cada vez pior. Pedi que Lysandre saísse do quarto, enquanto terminava de cuidar de Nevra.

 

— Temos que arrumar um jeito de te fazer voltar antes, se continuar assim não te restará muito tempo e não estou afim de te perder — Brinquei. Enquanto me levantava da cama, porém, senti ele segurar meu pulso.

— Érika... preciso contar uma coisa. — Deitou o corpo na cama e me fez sentar na mesma novamente — Eu...

— Você? — Perguntei enquanto observava o rosto pálido do vampiro.

— Tranquei o Ezarel no porão.

— VOCÊ O QUE, NEVRA? — Levantei em um salto, me soltando de suas mãos.

— É que eu queria ir atrás de você — Sentou-se novamente na cama — Ezarel não quis deixar, então, bati com aquele taco de baseball que a Lynn tem na cabeça dele e o coloquei lá...

 

Desesperada, eu saí do quarto. Ele não poderia estar falando sério.

Corri escada abaixo o mais rápido que pude, passei por Lysandre que conversava com Lynn na sala, ambos olharam para mim assustados e pelo som dos passos estavam me seguindo. Fui até o armário onde a chave do porão ficava e a peguei, Nevra havia a colocado no mesmo lugar, assim que adquiri o item, corri novamente até a porta.

 

— Que foi, Érika? — Lynn me perguntava cada vez mais assustada.

— Eu preciso abrir o porão — Respondi apenas, já abrindo a porta.

 

Lysandre e Lynn continuaram sem entender nada, apenas abri aquela maldita porta e desci correndo, nem acendi a luz do quarto pequeno e fechado, quem o fez foi Lynn que entrou em seguida.

 

— EZAREL! — Gritei ao ver o corpo do Elfo estirado no chão. Fui até ele e me abaixei, o levantando devagar e segurando sua cabeça com cuidado. — Lynn, pelo amor de Deus, ligue para tia Agatha.

 

 

— Acredito que em algumas horas ele acorde — Tia Agatha colocou uma bolsa com ervas na cabeça do Elfo, enquanto eu fuzilava o vampiro com os olhos.

— Eu não sei mais o que fazer com vocês, eu não posso tirar o olho de nenhum dos dois que estão se matando... mas que merda vocês tem um contra o outro? Achei que fossem amigos! — Bati com a mão na mesa, fazendo um barulho imenso, enquanto sentia a raiva dominar meu rosto.

— Talvez só você não tenha notado o que é — Nevra se levantou e saiu, me deixando a falar sozinha.

 

Senti a raiva querer me dominar e meus instintos diziam para voar para cima dele e o estrangular até que o ar lhe faltasse. Mas Lynn segurou meu braço, me fazendo parar o que fazia.

 

— Não faça isso — Pediu ela — Dê um tempo a ele, está machucado e confuso. Talvez ele esteja se sentindo meio inútil dada a situação...

— Como assim? — Perguntei confusa.

— Bem, pelo pouco tempo que estive aqui essa semana, pude notar que vocês não estão dando missões a Nevra, já que ele é um vampiro e está muito mal já que nosso sol o machuca... talvez ele esteja irritado por se achar inútil — Quem respondeu foi Lysandre. Suspirei fundo, talvez eles tivessem razão.

— Vou conversar com ele mais tarde — Mordi meu lábio nervosamente — Tia, como estão os preparativos para o portal? Precisamos ir para Eldarya o mais rápido possível, só os Deuses sabem o que Miiko está fazendo com os outros — A preocupação voltou a assolar meu coração.

— Lemos já conseguiu quase todos os ingredientes — Tia Agatha começou a falar — Só nos falta as lágrimas de Dríade.

— Ótimo — Soltei o ar com força — Onde vamos arranjar uma Dríade a essa altura? É quase impossível aqui na terra, se fosse em Eldarya seria mais fácil.

— Não se preocupe, Lemos tem seus contatos — Brincou, sentei-me na poltrona do quarto de Lynn, ela havia oferecido seu quarto, já que no meu Nevra estava ocupando.

 

Eu só queria terminar logo com toda aquela bagunça e ver as coisas voltarem a seus devidos lugares.

 

Lynn

— Aqui estamos novamente, não é? Eu sentada nessa poltrona ao lado da sua cama enquanto seguro sua mão, com a esperança de você abrir seus olhos cinzentos e deixar um sorriso malandro escapar de seus lábios, me fazendo sorrir também.

 

Deixei Érika com os meninos e fui até o hospital, eu não conseguia ficar muito tempo longe de Castiel.

Apertei sua mão com mais força, eu precisava lhe passar segurança e mostrar que ainda estava ali, louca para tê-lo novamente ao meu lado, mesmo que brigando comigo por algum assunto idiota. Eu sentia até falta dele me chamando de tábua.

Deixei as lágrimas caírem por meu rosto, eu só precisava que ele acordasse, nada mais.

 

— Que linda, vem visita-lo todos os dias? — A voz de deboche entrou em meus ouvidos, me virei irritada.

— O que quer aqui? Já não fez o bastante em sua última visita? — Estreitei os olhos, vendo Debrah entrar no quarto e se aproximar da cama, me levantei, ficando em sua frente e impedindo que desse mais um passo que fosse.

 

Pelo que Lysandre havia contado, só por ela estar no mesmo local que Castiel, ele já passou mal. Imagine se ela colocasse um dedo nele.

 

Well, well, well ¹... está com medo de mim, Lynn? — Cruzou os braços finos em frente ao busto, ajeitando os mesmos e arqueando a sobrancelha — Eu vim te ajudar.

— Me ajudar? — Debochei — E como fará isso?

— Bem, eu tenho algo aqui que pode acordar nosso gatinho — Sussurrou — Mas preciso que faça algo por mim depois.

 

Lysandre havia comentado que achava que Debrah talvez também tivesse feito algum pacto com o mesmo demônio que estava em Violette, mas mesmo que tivesse feito, como ela iria saber que Castiel estava com uma bala mágica dentro do corpo?

 

— O que vai fazer? — Perguntei para ter certeza de que ela não estava mentindo — Como posso ter certeza que pode mesmo acorda-lo?

— Vou te mostrar — Piscou.

 

Debrah caminhou até o Castiel, que continuava dormindo. Quanto mais a distância entre os dois ficava menor, maior ficava a minha preocupação em deixa-la encostar nele. Por fim, assim que ela chegou ao lado dele, passou a mão em seu peito e desceu até a barriga, próximo ao local onde a bala se encontrava alojada.

Vi ela mexer os lábios algumas vezes para depois puxar algo de dentro dele. A reação foi automática, os olhos dele se arregalaram, os aparelhos começaram a apitar. Eu só tive a reação de empurrar Debrah para longe e chegar perto dele, acariciando seus cabelos.

 

— Castiel, pode me ouvir? — O vi olhar assustando para mim, como se precisasse saber onde estava — Calma, vai ficar tudo bem, tá bom? — Meus olhos se encheram de lágrimas, ele havia acordado de novo.

 

Senti a mão dele apertar a minha com força, enquanto eu sorria largamente para ele.

As enfermeiras chegaram no segundo seguinte, já me tirando de cima dele e fazendo os procedimentos necessários.

 

 

Debrah e eu estávamos no corredor, enquanto Castiel passava por vários exames. Meu corpo tremia, meu medo era o preço que ela iria cobrar. Como Lysandre suspeitava, ela realmente estava com um demônio no corpo.

 

— Qual seu preço? — Perguntei por fim, me afundando na poltrona do corredor.

 

Um sorriso largo se formou no rosto dela, vi seus olhos me encararem, depois ela mordeu o próprio lábio inferior, fechou novamente a boca e estralou a língua.

 

— Não vou pedir agora, mas quando eu precisar, você vai ter que me ajudar, caso contrário — Aproximou os lábios do meu ouvido e sussurrou baixinho — Eu mato o Castiel.

 

Arregalei meus olhos. Eu estava na mão dela agora? Debrah se levantou e piscou para mim, fazendo sinal de silencio com o dedo em seus lábios. Deixando sua boca se abrir em seguida para proferir algumas palavras de ameaça.

 

— Espero que seja nosso segredinho.

 

Deu as costas e começou a caminhar em direção a saída. Esse era o plano dela desde o início, me ter em suas mãos no final das contas. Apertei meus cabelos e deixei as lágrimas se alojarem em meus olhos. Agora a vida do Castiel dependia dela.

Érika

 

Observava o corpo do Elfo deitado na cama de Lynn, até o momento ele não havia acordado. Certamente a pancada na cabeça foi bem dada, já que Ezarel era cabeça dura.

Comecei a rir com meus pensamentos, eu estava ficando surtada com todos aqueles problemas. Passei a mão por meus cabelos curtos e os baguncei, enquanto continuava a observar o Elfo, que dormia tranquilamente.

Levantei-me e sentei no colchão próximo ao corpo dele. Levantei minha mão e quando estava prestes a acariciar o rosto dele, a mão do mesmo segurou meu pulso, mas não abriu os olhos.

 

— Sabia que se eu tentasse te tocar você acordaria — Zombei. Vendo ele abrir os olhos verdes bem devagar e encarar minha face.

— Maldito — Sentou-se na cama, levando a mão até a nuca — Me acertou em cheio...

— Deite e descanse, não vai a lugar nenhum enquanto o inchaço não melhorar — Ordenei, levantando-me — E por favor, não arrumem mais encrenca um com o outro, eu não quero ninguém se matando aqui, guardem suas energias para Eldarya.

 

Eu estava prestes a me levantar, quando Ezarel segurou meu pulso com força. Olhei para ele de maneira preocupada, vi o Elfo aproximar o rosto do meu, encarando meus olhos com um olhar estranho, senti meu rosto corar, eu não sabia o que ele pretendia fazer, mas também não sabia se queria descobrir.

 

— Eu iria pedir, mas se eu fizer você não vai deixar — Sussurrou, deixando o rosto bem próximo do meu.

 

Senti meu corpo formigar, o espaço entre nossos rostos estava cada vez menor, a respiração de Ezarel batia de frente com a minha, me fazendo instintivamente fechar os olhos. Senti os lábios dele se selarem nos meus, mas nada além de se tocarem e se separarem de forma rápida.

Abri meus olhos assim que senti ele se distanciar, os olhos verdes dele ainda me encaravam com aquele olhar que eu ainda não sabia o que era, nunca havia visto Ezarel com aquele olhar.

 

— Era isso — Falou ele.

 

Continuei parada. Ainda não conseguia raciocinar direito, levei a mão devagar até meus lábios e os toquei, aquela sensação, era tão diferente. Mas eu tinha certeza de uma coisa, eu não amava o Ezarel.

 

— Você... gosta de mim, Ezarel? — Perguntei ainda com a mão sobre os lábios.

— Sim — Respondeu sério.

— Sabe que eu não sinto nada além de amizade por você, não sabe? — Fui direta, se existia algo que eu não gostava, era iludir as pessoas.

— Sei — Respondeu tão rápido quanto eu fiz a pergunta — Provavelmente, ainda sente algo por aquele cara do shopping.

— É — Afirmei.

 

O silencio se instalou no cômodo, deixando o clima cada vez mais pesado. Levantei da cama e fui em direção a porta. Peguei na maçaneta e a girei, abrindo a mesma em seguida e saindo do quarto de Lynn. Assim que a fechei, caminhei devagar pelo corredor, indo em direção as escadas.

Eu preciso pensar.

Pietro

Desci do avião, já indo em direção ao terminal rodoviário. Se minha memória estivesse certa, eu só precisava pegar um ônibus. Não iria deixar minha filha se envolver tão profundamente nessa situação.

Não sozinha.

 

Castiel

—Mãe, não tem necessidade — Pedi, enquanto minha mãe tentava me dar aquela comida asquerosa do hospital na boca — Eu consigo comer sozinho.

— Continua rebelde — Zombou Lynn, enquanto observava minha mãe tentar me dar o almoço.

 

Revirei os olhos, enquanto tentava dizer a minha mãe que eu tinha condições de eu mesmo me alimentar. Passados alguns minutos, Lynn e eu estávamos sozinhos naquele quarto. Era bom ver aquele sorriso.

 

— Não consigo te imaginar socando o nariz da Ambre — Sorri — Consegue se defender sozinha agora? Essa é nova.

— Eu perdi o controle. Você desacordado, as coisas de Eldarya andando para finalmente irmos para lá resolver toda essa situação... ela mexeu comigo no dia errado, foi isso — Bufou.

 

Segurei sua mão com força, fazendo ela olhar para mim. Sorriu novamente, com aquela feição doce. Levei sua mão aos meus lábios e a beijei devagar, fazendo Lynn estranhar e rir da minha atitude depois.

 

— Como se sente com a ficha suja?

— Posso ser sincera? — Perguntou ela já rindo — Foi por uma boa causa.

— Lynn, eu vou te perguntar uma coisa, pode ser sincera comigo e não mentir? — Pedi, vendo ela balançar a cabeça positivamente — Enquanto eu dormia, eu escutei umas coisas... foi um pouco antes de acordar.

 

Vi Lynn arregalar aqueles olhos verdes, eu tinha razão, não era coisa da minha cabeça.

 

— Q-Que coisas? — Perguntou gaguejando.

— Ouvi Debrah conversando com você, foi bem nítido sabe? Ela propôs um acordo... se ela me acordasse você teria que fazer algo por ela, algo do tipo — Vi Lynn ficar pálida — Me diz que você não fez isso — Apertei a mão dela — Por mais que me ame, não me diga que aceitou fazer acordo com aquele demônio em forma de gente.

— Castiel, eu não tive tempo nem de negar — Soltou — Ela foi mais rápida, e se eu não fizer o que ela pedir ela vai matar você.

 

Os olhos dela se encheram de lágrimas, a puxei para mim, abraçando apertado. Eu só não fiquei mais nervoso ou irritado pois, tenho certeza que faria o mesmo por ela.

 

— E o que ela quer? — Acariciei seus cabelos devagar, a escutando soluçar.

— Não sei, ela disse que vai me pedir quando precisar e que é bom eu aceitar. Caso contrário vai matar você... eu não deveria nem ter contado isso a você... — O desespero apareceu em seus olhos — Ela vai vir te matar, era para ser segredo e... — Levantou-se rapidamente, encarando meu rosto.

— Quieta — Pedi, levando a mão aos seus lábios — Ninguém precisa saber que eu sei, agora vem, deita aqui comigo.

 

Lynn se ajeitou na cama ao meu lado, encostando a cabeça no meu peito, enquanto eu fazia carinho em seus cabelos. Não demorou muito até ela acabar pegando no sono. Sorri, era bom tê-la finalmente em meus braços.

 

— Vejo que estão bem — O montanha entrou no quarto, falando com seu tom de voz baixo — Fico feliz em ver que ela está mais calma — Aproximou-se e sentou na cadeira próxima a cama — Eu ouvi a garota conversar com ela — Cruzou os braços e me encarou preocupado.

— Acha que são os cristais? — Perguntei ainda acariciando os cabelos de Lynn, que dormia profundamente encostada no meu peito.

— Sim — Respondeu — Temos de evitar que se vejam.

— Concordo — Suspirei, seria difícil deixar o demônio da Debrah longe de nós, ainda mais com Lynn lhe devendo um favor.

— Sua mãe está feliz também — Sorriu largamente — Isso é bom... e ela me contou sobre o bebê.

— É... eu discuti com ela por causa disso — Entortei os lábios assim que vi Valkyon estreitar a sobrancelha.

— E porque fez isso?

— Valkyon, eu amo minha mãe, assim como amo meu pai, mas, eles não têm tempo para outro filho. Eles não têm tempo nem para mim... imagine para essa criança. Eu vou ficar cuidando dele enquanto eles trabalham? — Desabafei minha indignação — Eu não estou com ciúmes, de maneira alguma, só não quero que a criança sofra tudo que eu sofri, entende?

 

Valkyon pareceu me entender e concordou. Eu só esperava que meus pais cuidassem melhor do meu irmão do que cuidaram de mim.

 

Lysandre
 

O dia anterior havia voado. Após encontrar Érika e contar sobre Debrah, voltei para casa e ajudei Leigh na loja. Só não esperava que Rosalya iria me prensar contra a parede para me arrancar informações.

 

— Escuta aqui, Lys. Eu quero saber o que está acontecendo com a minha melhor amiga! Lynn não se abre mais comigo, nem sequer responde minhas ligações.

— Rosa, as coisas para Lynn estão difíceis, tenho certeza que assim que se resolverem ela vai falar com você... ela só precisa de tempo — Tentei esquivar das perguntas dela, mas foi em vão.

— Então você sabe o que está acontecendo e não quer me contar — Os olhos dela fulminavam de raiva.

— Sim Rosalya, eu sei exatamente o que se passa — Bufei, eu preferia não saber — Mas não sou eu quem deve lhe contar... e outra, Castiel está no hospital, os pais de Lynn desapareceram... isso tudo está acumulado na cabeça dela, claro que ela iria explodir...

— Espera — Vi Rosalya arregalar os olhos e depois voltar a falar — Os pais da Lynn sumiram?

 

Lynn iria me matar. Não deveríamos deixar nada sobre Eldarya vazar e eu deixei a informação rolar, não consegui nem me policiar sobre isso. Encostei minhas costas na parede fria do porão do colégio e deixei meu corpo deslizar até o chão.

Eu estava com um misto de sentimentos perdidos dentro do meu peito, não podia negar ainda amar Lynn, mas também não podia negar que havia aberto mão dela para Castiel, havia finalmente decidido esquecer dela e seguir em frente.

Senti a tristeza invadir meu peito novamente, era isso que vinha me invadido diariamente. Fechei os olhos com força e abri os lábios, comecei a cantar, eu precisava extravasar aqueles sentimentos para algum lugar.

 

“There’s gotta be another way out

I’ve been stuck in a cage with my doubt

I’ve tried forever getting out on my own.

Tem que haver outra maneira de sair

Eu fui preso em uma gaiola com minha dúvida

Eu tentei sempre sair por conta própria”

 

Deixei a música levar meus sentimentos, eu estava sendo destruído por toda aquela confusão de sentimentos. Mas eu precisava deixar tudo sair, eu não poderia deixar que aquilo se acumulasse mais e mais dentro de mim, eu tive a minha chance e deixei que escapasse pelos meus dedos.


“Bring me out

Come and find me in the dark now

Every day by myself I’m breaking down

I don’t wanna fight alone anymore

Me leve para fora

Vem e me busque no escuro agora

Todos os dias sozinho estou me destruindo

Eu não quero mais lutar sozinho”

 

Eu deixei meus pulmões explodirem com o tanto que eu gritava a letra daquela música, enquanto batia minhas botas no chão daquele porão, deixando com que se extravasasse para fora.
 


“In the end I’m realizing: I was never meant to fight on my own

No final, eu estou percebendo: Eu nunca fui destinado a lutar por minha conta”

 

Foi quando escutei um barulho vindo da escada. Abri meus olhos e os levantei em direção a pessoa que estava ali sem ser convidada. Os olhos verdes estavam arregalados, de certo, não imaginou que eu iria a ver. Em seus braços um fichário estava sendo apertado de maneira nervosa.

Seus cabelos eram longos e ruivos, caindo em forma de cascata sobre seu peito com cachos firmes.

Usava um sobretudo preto acompanhado de um par de botas e uma calça jeans cinza.
 

— Desculpe — Sussurrou — É que... eu ouvi essa música e como a conheço eu desci no impulso me perdoe — Parecia se atrapalhar nas palavras — Juro que se você quiser eu vou embora agora mesmo... — O rosto todo corado ela continuou falando sem parar — Ah... droga, claro que quer ficar só.
 

Somente observei a silhueta feminina que tentava se explicar enquanto se embaralhava mais e mais, por fim, ela deu as costas e estava prestes a subir as escadas quando deixei minha voz sair.
 

— Quem é você? — Vi ela parar e virar devagar, enquanto descia os degraus de forma delicada para não tropeçar.

— Eu... — Continuou desconcertada — Me chamo Dabriela, mas, pode me chamar de Dabri — Sorriu — Sei que meu nome é esquisito e... — Ela parou de falar e fechou os olhos os apertando, provavelmente se xingando por estar falando demais — novamente, sinto muito por isso. Eu começo a falar e não paro mais...

— Prazer — Levantei-me e fui até ela.

 

Nossa diferença de tamanho era gritante. Porém, ela era maior que Lynn, provavelmente deveria ter um metro e setenta, enquanto eu meus um metro e oitenta e dois.

 

— Me chamo Lysandre — Estendi a mão, esperando que ela pegasse a minha.

— Prazer Lysandre — Corou — Sério... me desculpe — Pediu novamente, enquanto apertava minha mão. Soltou-a de forma rápida e voltou a segurar o fichário.

— Não se preocupe — Sorri — Está em qual ano?

— Terceiro, eu estava na verdade procurando a sala de ciências — Ainda continuava com aquele ar de desconforto — Parece que será minha próxima aula.

— Delanay — Sussurrei — Venha, te levo.

— Sério? — Um sorriso brotou em seus lábios — Muito obrigada. Eu acabei esbarrando em umas garotas meio estranhas agora a pouco, fiquei com medo de todo mundo ser como elas... aí quando ouvi você cantando decidi descer, e acabei vendo você aí...

— Ambre, certamente — Revirei os olhos — Nem todos são iguais a ela e as amigas. Você vai gostar daqui.

— Espero... eu tive problemas no ultimo colégio que estudei, sabe? Nossa foi horrível, eu acabei brigando com uma menina e... — Subiu aqueles olhos em direção a mim e parou de falar, como se estivesse com vergonha de algo — Certamente isso não é do seu interesse e você está pouco se importando com isso, sinto muito novamente, eu falo demais ....

— Tudo bem — Sorri. Seria engraçado tê-la em nossa turma.

 

Caminhei junto a Dabri até fora do porão. Conversamos sobre algumas coisas e descobri que ela gostava de cantar, por isso acabou por descer quando me ouviu.

 

— Eu vou tentar entrar no clube de música, falei com a diretora Shermanshy e ela pediu que eu entrasse em algum clube e claro, eu já fiquei toda eufórica quando descobri que aqui tem clube de música.

 

Apertou o fichário com força contra o peito, como se estivesse se contendo para não falar o desnecessário, era engraçado ver ela se segurando para não falar demais.

 

— Se quiser falar, Dabri, pode falar — Pedi — Não precisa se segurar, eu realmente não falo muito, mas posso ouvir se quiser.

 

Um sorriso ainda maior brotou nos lábios dela, acredito que não foi uma boa escolha ter deixado que ela tagarelasse daquela forma.

 

— Ah! Um amigo antigo meu estuda aqui também, queria saber se ele estaria na mesma turma que nós... tenho certeza que ele vai ficar surpreso quando me ver, já que não nos falamos a alguns anos — Ela parecia empolgada — Sabe, eu não tenho muitos amigos, acredito que por ser assim... mas eu não consigo segurar, eu até tento entende? Mas sei lá... se eu não o faço parece que não sou eu, e isso me irrita — Quando eu ia falar algo, alguém me interrompeu.

— Dabriela? — A voz masculina tirou a atenção que ela dava a mim e rumou em direção ao dono da mesma, vi um sorriso desenhar em seus lábios, o que me deixou meio intrigado.
 

O ser caminhou até nós e abraçou a garota a minha frente, acariciando seus cabelos cacheados em seguida. Arqueei a sobrancelha, não era possível que todo mundo estivesse envolvido nesse emaranhado de coisas. Era Dakota, o amigo que ela conhecia em Sweet Amoris.
 

— Está perdida? — Perguntou ele, sorrindo e a soltando do abraço.

— Não — Riu — Por sorte conheci o Lysandre.

— Então, Dakota é o amigo que você comentou? — Perguntei para ter certeza, mas, pela cena que presenciei, nem era necessária essa pergunta.

— Ah sim! Dakota e eu somos velhos amigos — O sorriso dela era enorme. Logo ela começou a tagarelar com ele, ficaram alguns minutos falando e falando e falando... eu já havia me perdido completamente na conversa.
 

Será que... ela também era de eldarya? Dakota notou minha curiosidade, mas, não disse nada.
 

— Vou precisar fazer uma coisa antes de subir para o laboratório — Comentou Dabri, pegando algo de dentro do fichário — Eu já vou atrás de você — Falou para mim — Sério, vou ser rápida, não saia daqui — Pediu ela, se despediu de Dakota e indo em direção a sala do grêmio.

 

Assim que ela entrou na sala, Dakota suspirou e se colocou a falar, já que minha cara de curiosidade continuava estampada.

 

— Sim — Dakota colocou as mãos nos bolsos — Ela também é, se é o que está curioso em saber.

— O que ela é? — Perguntei por impulso.

— Sereia. Mas não conte a ela que sabe, ela não faz ideia do que está acontecendo aqui, não quero envolvê-la. Dabri é bem frágil, quando colocado sobre pressão ela perde o controle dos poderes, tudo vira uma bagunça... eu não quero que se machuque. Não de novo.

— De novo?

— Depois conversamos, preciso ir — Dakota deu as costas mas voltou novamente — Pode ficar de olho nela por mim? Ela é um imã de confusão, vá por mim, é pior que a Lynn.

 

O tritão deu as costas e foi embora rumo ao pátio. Fechei os olhos e suspirei, a cada passo que eu dava, parecia que essa tal Eldarya entrava mais na minha vida.

 

— Demorei? — Perguntou a voz feminina, me fazendo voltar meu olhar para ela — Tentei não prolongar o assunto com o Nathaniel, juro que tentarei me conter — Sorriu novamente.

— Sem problemas, vamos — Subimos as escadas lado a lado. Ainda faltava um pouco para o início da aula, porém, Delanay com toda certeza já se encontraria dentro da sala de aula nos esperando.

 

Durante o caminho das escadas até a sala, Dabri apertou o fichário contra si várias vezes, acredito que se controlando. Sorri com a ação repetida da garota ao meu lado. Entramos na sala e como eu havia previsto, Delanay já estava nela.

Os olhos da professora se levantaram dos papéis que estavam sobre a mesa e sua boca se abriu.

 

— É a aluna transferida, correto? — Perguntou ela, se direcionando a Dabri, que estava ao meu lado.

— Isso mesmo, sou a Dabriela.

— Ótimo, Lysandre sente-se e você Dabriela, fique aqui — Delanay pediu se levantando.

 

Caminhei em direção a meu lugar de costume, enquanto os outros alunos entravam na sala. Delanay trocou algumas palavras com Dabri e assim que todos entraram ela caminhou até a porta, fechando-a em seguida.

 

— Alunos — Começou ela — Essa é Dabriela, ela veio transferida da Califórnia para cá. Espero que a recebam de braços abertos.

— Bem-vinda — Falamos todos juntos.

— Fico feliz em estar na turma de vocês, espero que possamos ser amigos — O sorriso dela continuava estampado no rosto.

— Contanto que não passe sua ferrugem em mim, sem problemas — Brincou Ambre, ouvimos as risadas de Li e Charlotte.

 

O rosto de Dabri corou, mas depois, só vi raiva brotar em seus olhos. A professora chamou atenção de Ambre e disse que mais uma gracinha e ela iria levar uma advertência. Delanay pediu que Dabri se sentasse com Nathaniel, enquanto continuava a passar o conteúdo da aula.

 

 

— Não ligue para elas, são idiotas assim mesmo — Rosalya fala com Dabri, enquanto estávamos todos na quadra — E nossa, você vai amar a Lynn, ela também é um amor.

— Fico feliz que tenham mais pessoas legais nessa escola, porque viver com aquela ali — Dabri apontou para Ambre — Deve ser horrível.

— Ambre acredita ser a Regina George de Sweet Amoris — Alexy brincou, as outras garotas riram.

— Não se preocupe, se ela mexer conosco eu cuido dela — Priya sentava-se ao lado de Dabri que começava a rir e se enturmar.

 

Eu somente observava as pessoas praticando. O campeonato de atletismo estava tão próximo, mas minha vontade era de não participar, além disso ainda tínhamos que ensaiar a abertura dos jogos, a diretora achou que seria legal incentivar o clube de música a participar mais das coisas, mas ninguém do clube quis cantar, sobrando então para nós que já havíamos tocado para a escola.

 

— Hum — Nathaniel falava — Não sei se o clube de música é muito ativo, Dabri — Vi o sorriso dela se desfazer — Nem quiseram fazer a abertura do campeonato de atletismo.

— Sério? — Decepção foi o que vimos — Que triste... eu estava tão feliz em saber que poderia cantar.

— Se quiser pode vir aos ensaios, eu toco guitarra, Priya está no baixo enquanto não temos Castiel, Nathaniel está na bateria e Lysandre no vocal — Iris falava contente, tentando encaixar Dabri no nosso grupo.

 

Vi ela me olhar corada, acredito que se lembrando do acontecimento de antes. A vi entrelaçar um dedo no outro e depois voltar a falar.

 

— Posso assistir mesmo? — Perguntou para mim, o que me deixou surpreso, como também aos outros.

— Sim — Respondi simples.

— Ótimo — Vi ela parecer animada. Todos estranharam a reação dela, assim como eu.

— VOCÊS AI! — Chamou Boris — ANDEM LOGO, NÃO TEMOS A TARDE INTEIRA.

 

Nathaniel assim como eu bufou, não estávamos com a mínima vontade de jogar vôlei.

 

— Alexy, você vem também, hoje estamos desfalcados — Alexy revirou os olhos e caminhou junto a nós — E as garotas não estão jogando porquê? Vocês também têm jogos para vencer, não se esqueçam, essa aula é para prática, assim como as de sábado de manhã, espero não ter que ficar no pé de vocês — Estreitou os olhos, Boris parecia bem rígido quanto ao atletismo.

 

Érika

 

A campainha tocava insistentemente, caminhei até a porta com certo receio. Quem seria aquele horário? Já eram mais de seis da tarde e eu sabia que Lynn estava no hospital junto a Castiel. Valkyon ficaria por lá também e os outros meninos estavam comigo.

Lemos não aparecia aqui, a não ser quando havia algo muito importante a resolver.

 

— JÁ VAI! — Gritei pegando a chave de cima da mesa de centro.

 

Abri a porta e a minha surpresa foi imensa, senti minhas pernas bambas, engoli em seco. Mas que diabos ele estava fazendo aqui?


Notas Finais


Well — Significa Bem na língua inglesa.

Música: On my ow — Ashes Remain : https://www.youtube.com/watch?v=sG--g1gMrGo

Como eu disse, além dessa, estou trabalhando com mais duas Fanfics:
USE YOUR BRAIN — Ela é original, onde eu mostro a vida de Lisbeth, que acaba encontrando a diretora da escola morta e tenta desvendar quem foi o mandante do assassinato :x. https://spiritfanfics.com/historia/use-your-brain-9495915
Eu estou amando escrevê-la, sério, colocar ideias para fora sem se agarrar e ser fiel a algo que não é seu está sendo fantástico. Até o momento eu só postei o primeiro capítulo, mas estarei postando o segundo na quinta (que vai ser o dia fixo de postagens).
HERANÇA — Essa é sobre Inuyasha \o\ Sendo SesshyxKag (SIM, sou dessas que shippa errado -q). Sesshoumaru está cuidando da rede de hotéis de seu avô e se vê forçado a casar com sua prima, que ele não ama, para escapar disso ele “pede” ajuda a uma “amiga”, ele só não esperava que seu coração fosse tão traiçoeiro com ele mesmo. https://spiritfanfics.com/historia/heranca-9899201
Dias de postagem dessa são aos sábados, gosto de intercalar os dias de postagens das minhas fanfics, para não ficar tudo no mesmo dia e não ficar cansativo aos leitores que gostam de acompanhar todos os meus projetos.)
Não vou mentir, meu universo favorito para escrever é INUYASHA, então, se alguém tiver curiosidade de ver como é a fanfic, não fique acanhado, vá lá, dê um oizinho pra mim -q ficarei extremamente feliz \o E não é necessário que você tenha conhecimento de Inuyasha para ler essa fanfic em especifico, eu não usarei nada do universo além dos personagens ;*

AGORA, as perguntinhas da semana:

Antes, Lembram da pergunta que fiz da ultima vez? Sobre o pq deles estarem no porão? VAMOS VOLTAR AO CAPÍTULO 8 - Eu mencionei que o campeonato de atletismo entre escolas começaria no próximo mês, pois é, quem quiser lembrar o que cada um dos meninos irá fazer, volte ao capítulo 8 e dê uma lida xD apsoksapo Bem, o grupinho ai vai tocar novamente :3 Espero que vocês gostem do que eu escolhi fazer <3 ~ lê capítulo 17/18~


1- O QUE FOI ISSO? Ezarel tirou forças da alma pra tocar na Érika pra no fim, levar um toco -q PAOSKSPAOSAKSPO Acham que isso pode ajudar o elfo a ter o kokoro da nossa guardiã?
2- Nevra tá se sentindo inútil :c mas será que é só isso msm? -qqq PAOSAKPAOS
3- DIABA SENDO DIABA, ela soube usar bem suas armas, o que acham que ela vai pedir para Lynn? Acreditam que seja mesmo os cristais assim como os meninos acham?
4- E esses contatos do Lemos? Será que ele conseguirá a lágrima que falta para o portal?
5- PARA TUDO, o que é essa personagem nova? -q O que acharam da Dabriela? Amorzinha? Chata? Falante demais? Papagaio? PAOSAKSPO Acreditam que ela pode ajudar nosso Lys fofo? (que fique entre nós, mas ele anda bem pra baixo :c)
6- Sobre Castiel com os pais: Acham que esse irmão veio em boa hora? Ou Castiel vai ter que virar “pai” do bebe?
7- QUEM TA NA PORTA?


Bem, é isso, até terça que vem com um novo capítulo ;*


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