História Destinos de Areia - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Tags Gaasaku, Naruto
Visualizações 288
Palavras 2.136
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gente! De volta, estou com sérios problemas para dar nomes aos capitulos, me fogem as ideias!

Eis mais um fresquinho!

Beijos gostosos ;*

Capítulo 8 - Ajuda


Baki, era como se fosse o braço direito de Gaara, era seu antigo sensei e lhe conhecia muito bem, algo que dava confiança ao Kage, ele era o chefe da ANBU de Suna. Ajeitou seu colete e estufou o peito orgulhoso ao entrar na sala do Kazekage.

 

- Temos cinco senhor! - Ele disse eufórico ao noticiar que alguns suspeitos do ataque estavam sob custódia de Suna e aquilo era o mais importante no momento.

 

- Excelente - Chame Tokeshi, passe o que Sakura falou e me avise, irei pessoalmente verificar.

 

- Certo senhor! - Ele assentiu saindo da sala e deixando Gaara sozinho.

 

Sakura contava agora com Hime para ajudá-la na desmontagem de sua bagagem, o que deixava a menina radiante por continuar seu treinamento.

 

- Fico feliz que tenha ficado - Tokeshi disse abrindo um sorriso.

 

- Obrigada - ela sorriu - Não vai trabalhar hoje? - analisando suas roupas sem o jaleco de médico, Sakura ainda não estava acostumada.

 

- Depois - Agora vou ver alguns suspeitos que o Kazekage me pediu.

 

- Entendo - Será difícil, qualquer um com controle de chackra pode carregar uma colônia inteira de virus no corpo.

 

- Sim - Mas irei levar algumas colônias para fazer o teste lá e o laboratorial. Muitas bactérias atacam o usuário antes mesmo dele domar a colônia, isso vai além do chackra, a pessoa precisa conhecer o próprio corpo com maestria.

 

****

 

Gaara entrou na prisão de sua aldeia acompanhado de Baki novamente, sentando-se em sua mesa, ele viu Tokeshi retirando as luvas satisfeito.

 

- Acho que encontramos nosso homem - É um nukenin de Ame ( Chuva).

 

- Ótimo, quero vê-lo antes de interrogarem Baki, irei acompanhar tudo de perto.

 

A cela sugeria que o homem estava perdido com relação a tudo, havia um pequeno corte em sua mão que infeccionava. Gaara ergueu a sobrancelha e notou a aparência esguia do renegado.

Ele era alto e muito magro e tinha os cabelos verdes escorridos, sorriu em deboche ao notar a presença do líder entrando em sua cela.

 

- Quem é você? O que queria em nossa aldeia? - Gaara se impôs firme cuspindo as palavras..

 

- Que honra Kazekage .Eu não queria nada nessa droga de vila, a não ser roubar.

 

- Então para roubar, você despejou a bactéria nas nossas caixas de água?

 

- Não, não perderia tempo com coisas fúteis.

 

- Você quase matou metade da vila seu cretino - Gaara o ergueu com a areia - Comece a falar.

 

- Eu... - Grrr - O ninja engasgou-se - Me ajudem! - Ele começou se debater e Gaara o soltou, mas era tarde, ele logo caiu sem vida no piso. Baki olhou o rosto impressionado de seu líder e ele se retirou da sala retornando ao escritório.

 

- Senhor - Baki começou - Mandamos para a autópsia.

 

- Ótimo - ele assentiu - Não acredito que ele tenha morrido antes de nos contar - disse indignado.

 

- Tenho certeza que a autópsia dará bons resultados.

 

- Espero.

 

- Senhor! - Um guarda entrou na sala interrompendo a conversa.

 

- O que houve?

 

- Há dois shinobis de Konoha, eles querem falar com o senhor.

 

- Mande-os entrar, obrigado Baki - Me mantenha informado.

 

- Sim senhor - disse retirando-se da sala.

 

A porta se abriu revelando algo até esperado por Gaara e quando notou a presença do amigo na sala, ele levantou-se de sua cadeira e caminhou até ele fechando o abraço apertado e quente.

 

- Naruto! Bem vindo.

 

- Como vai Gaara? - Sasuke apenas acenou com a cabeça e ele repetiu seu movimento.

 

- Como posso ajudá-los?

 

- Queremos ver ela - Naruto disse em sua convicção séria - Precisamos ter uma conversa séria.

 

- Entendo - ele disse imaginando que outrora aquilo iria ocorrer - Ela está no hospital agora, fiquem para o jantar e ela chegará em breve.

 

- Está bem - Naruto disse caminhando fora da sala do Kage enquanto ele os acompanhava falando em assuntos triviais.

 

Logo que a refeição acabou, Gaara mostrou os quartos e se despediu sabendo que Sakura estava a caminho de casa. Não demorou e a rosada entrou dentro do recinto silencioso para sua refeição deparou-se com duas silhuetas sentadas a mesa, e ela abriu a boca espantada ao ver quem estava sentado.

 

Encontrou os olhos ônix e o semblante indiferente com sua capa e seu cabelo desgrenhado comprido. Sasuke estava ali diante dela, de novo. Ela cerrou os punhos, o que ele estava fazendo ali?

 

Olhou também o semblante nada feliz do melhor amigo recém casado, que estava com as sobrancelhas arqueadas e parecia muito nervoso.

 

- Por que raios você saiu de Konoha? Ficou maluca?! - Naruto foi o primeiro a se pronunciar deixando-a  constrangida.

 

- Desculpe, precisava de um tempo... Sozinha.

 

- Konoha é seu lugar Sakura - O loiro disse cruzando os braços - Como ousa abandonar sua aldeia, abandonar seus amigos, eu deixei a Hinata sozinha em casa para vir te buscar!

 

- Eu sinto muito Naruto - Fui muito infantil, mas sinto que preciso ficar aqui.

 

- Isso tudo é por causa do Sasuke, não é? - Sakura sentiu sua expressão baixar-se ao notar a presença de Sasuke ali ainda indiferente - Somos amigos, não abandonamos uns aos outros, não é Sasuke?

 

- Sakura, eu sinto muito pelo que fiz - Sasuke repetiu as palavras como um disco arranhado. Ela mordeu o lábio ao encarar ele que estava de olhos fechados, ainda estava de coração partido, mas ele estava sendo sincero naquele momento. Olhou de novo para o amigo que estava bravo ainda pela ousadia dela.

 

- Tudo bem - ela disse - Sinto muito ter saído daquela maneira também.

 

- Que bom! - Naruto disse comemorativo - Vamos embora amanhã cedo.

 

- Desculpem - a rosada torceu os lábios - Tem algo importante para mim aqui, de verdade. Quero ficar por um tempo e depois volto a Konoha.

 

- Mestra! - Hime entrou na cozinha correndo com uma sacola nas mãos - Meu irmão mandou entregar, desculpe atrapalhar.

 

- Tudo bem, obrigada! - a menina saiu a passos largos da cozinha enquanto Sakura guardava a refeição feita e embalada que preenchia a sacola.

 

- Entendo - Naruto disse com malícia - O irmão de sua aprendiz, deve ser um cara e tanto - Sakura sentiu o sangue lhe encher as bochechas e Sasuke franziu o cenho.

 

- Nada disso, ele é meu colega de trabalho, idiota - É pela Hime.

 

- Entendo, bom nós vamos embora, mas vá nos visitar.

 

- Mas é muito tarde, por que não dormem aqui? - Sasuke levantou-se e saiu da cozinha em direção da saída da casa acenando para Sakura que retribuiu. Ela voltou ao melhor amigo que a encarava ainda sério.

 

- Tem certeza? Acha que consegue esquecer o Sasuke estando longe dele?

 

- Eu preciso Naruto, não pela distância, mas preciso seguir em frente. Sasuke não vai me amar nunca e estou esgotada disso. Ele precisa sair do meu coração.

 

- Mas vocês sempre foram feitos um para o outro.

 

- Está enganado Naruto, não podemos obrigar ninguém a gostar da gente, por isso estou disposta a esquece-lo.

 

- Está bem Sakura, só tome cuidado.

 

- Pode deixar - ela abraçou ele sussurrando um timído “obrigada” em seu ouvido.

 

Voltou para dentro para comer a sopa enviada por Tokeshi. Gaara encontrou o amigo perto da saída alcançando-o.

 

- Não vai ficar? Descanse um pouco...

 

- Obrigado, mas estamos com pressa em voltar - O loiro apontou - Só te peço... Que cuide da Sakura, ela é como uma irmã para mim.

 

- Farei o melhor possível para ela se sentir bem - o ruivo apertou a mão do amigo e despediu-se cordialmente, retornando aos seus aposentos para descansar.

 

****

 

A flor de cerejeira estava atônita ao receber aquele trabalho logo pela manhã. Apertou o coque na cabeça e ligou o gravador.Fez o corte no peito do ninja renegado, analisando cada órgão com precisão.

 

- Hora da morte, 15:43 - Causa - Aparente infecção generalizada - Motivo provável, alta dosagem de bactérias no chackra.

 

Pegou o sangue e colocou a amostra na lâmina preparada com o esfregaço, e quando percebeu, suas mãos tremeram. Ela utilizou o bisturi para abrir os órgãos e o cheiro era imensamente insuportável.

 

Preparou o cultivo de bactérias e colocou no pequeno refrigerador. Não demorou, notou que seu corpo se tornou uma colônia, em poucas horas. Se assustou ao ouvir a porta abrir-se repentinamente e encontrou o olhar preocupado do Kazekage, que se escondia por baixo de vestes hospitalares.

 

- Olá - Sakura acenou um pouco nervosa, por ainda não ter concluído a autópsia.

 

- Você está aqui há horas - ele afirmou chegando mais perto do corpo.

 

- Eu precisava - Sem estar vivo, fica difícil afirmar se ele tinha um controle de chackra suficiente para poder carregar as bactérias, mas acredito que talvez ele não fosse capaz.

 

- O corpo dele está completamente infectado.

 

- Exato. Se ele carregava algo em seu corpo, era muito forte, até para ele, não estava a muito tempo com as bactérias, mas elas são fortes, e muito resistentes.

 

-Então a única maneira seria investigando sobre ele.

 

- Sim, eu retirei algumas amostras para definir mais sobre essa bactéria. Mas vai levar alguns dias.

 

- Pedirei para Baki mandar alguém para Ame investigar - Sakura assentiu enquanto guardava os frascos que não haviam sido utilizados e organizava o local, sentiu a tontura tomar conta do seu corpo e só notou que estava a horas sem se alimentar quando ela trepidou os dedos e soltou os frascos fazendo-os partir no chão, sentindo seu braço preso e seguro pela mão do ruivo que a encarava.

 

- Está tudo bem?

 

- Sim - ela acenou soltando-se.

 

- Você almoçou? - ela negativou com a cabeça timída.

 

- Quer ir? - Eu também não almocei ainda.

 

- Eu não sei...

 

- Prometi ao Naruto que cuidaria de você - Ela ruborizou levemente e sorriu ao lembrar-se do Naruto.

 

- Ok - agradeceu gentilmente.

 

Ela retirou sua roupa de hospital e seguiu atordoada sendo puxada pelo ruivo até um restaurante próximo. Sentaram-se e ele fez o pedido pelos dois. Enquanto a comida era preparada, a rosada começou a sentir a glicose voltar ao sangue bebericando um pouco de chá. Notou o silêncio deixado entre os dois, mas ela não estava afim de iniciar uma conversa ali.

 

- Senhor Kazekage! - Ouviu a voz idosa próxima a ela e notou a velha conselheira parada atrás arrumando os óculos.

 

- Yuyo - Sente-se - ele disse cordial.

 

- Não, obrigada - Espero que esteja empenhado com relação a lei, tem apenas três meses para cumprir.

 

- Não se preocupe - ele sorriu a velha que arqueou a sobrancelha - Está indo bem.

 

- Que bom - ela desfez em um sorriso amigável e saiu.

 

Sakura não pode deixar de perceber que a pequena troca de palavras aparentemente havia abalado Gaara que batia os rashis tremulo na mesa.

 

- Está tudo bem? - a rosada perguntou intrigada.

 

- Sim - Ele a respondeu - Vamos comer.

 

Ela ficou em silêncio e tomou sua sopa. Notou que Gaara parecia inquieto, mas percebeu que não lhe convinha questionar.

 

- O conselho surgiu com uma lei, de setenta anos que o Kazekage precisa se casar - Gaara despejou e Sakura o encarou como se não entendesse.

 

- Entendo, você vai casar?

 

- Não entendo dessas coisas, queria casar com alguém e me separar depois, mas não acho isso certo. Apenas para manter o cargo - Ela olhou ele e piscou pesado, ele parecia estar pedindo uma ideia/opinião.

 

- Casamento é algo muito sério, não pode se casar obrigado, não é uma brincadeira, causará dor em outra pessoa.

 

- É verdade - Mas não encontro outra maneira... A verdade é que não queria perder meu cargo.

 

- Sinto muito - Sei do seu trabalho impecável na vila.

 

- Eu tinha ideia de encontrar alguém que aceitasse separar-se depois apenas para constar nos papéis e depois eu iria em busca do amor.

 

- Será difícil encontrar alguém que esteja disposto.

 

- Sim... Acho que terei que renunciar.

 

A flor de cerejeira sentiu-se mal pela situação complicada em que se encontrava o Kage. Como a apelidaram em Konoha, ela era o ‘cupido’ de todos da aldeia. Ajudou Naruto e Hinata, Ino e Sai, deu conselhos para Temari e Tenten. Mas a verdade é que ela ajudou todos e nunca pensou em si mesma, talvez fosse o dever dela, ajudar os amigos a resolver seus problemas de amor. Arfou alto pensando na audácia que estava prestres a cometer.

 

- Eu me caso com você... - Ele arregalou os olhos de uma maneira que nem sabia que era possível.


Notas Finais


Obrigada e ate o próximo ;*


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