História Destinos Entrelaçados - Capítulo 29


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Mel, Tragedia, Yoongi
Exibições 37
Palavras 2.275
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência, Visual Novel
Avisos: Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLHA O CAPÍTULO NOVO... PREPAREM SEUS NERVOS!
Aproveitem, pessoinhas <3

Capítulo 29 - A verdade dói


Fanfic / Fanfiction Destinos Entrelaçados - Capítulo 29 - A verdade dói



     Dois dias após o que aconteceu, Yoongi já tinha gravado um vídeo pedindo desculpas pela sua atitude. Ao contrário do que alguns pensavam, ele realmente se sentia péssimo pelo o que aconteceu na fansign. Apenas disse o que aconteceu. Todos tinham visto em vídeos, mas, mesmo assim, ele quis explicar o seu lado da história. 
"Eu sei que o que fiz foi errado... muito errado. Mas, quando eu ouvi aquele cara dizer que queria as Armys mortas, quando ouvi ele xingando vocês... eu não pudi me controlar, eu perdi a cabeça!". Ele tentava o máximo possível para que sua voz não falhasse de vergonha. "Parece que o cara foi demitido do teatro, então, eu não sei onde ele esta agora. Mas peço desculpas à ele por isso. Mas olha, só tenho um pedido para lhe fazer... na verdade para todos esses haters que eu vi que estão atacando as Armys. Tanto pessoalmente quanto virtualmente". 
Ele deu uma pausa para se organizar e ter certeza de que sua mensagem fosse bem clara.
      "Se quiser falar do grupo, hatear a gente, nos xingar... beleza. Mas não envolve as nossas fans nisso. Eu vi centenas... milhares de cometários nojentos sobre a tragédia que aconteceu no Brasil. Pessoas agredindo as Armys, apenas por serem Armys. Só o que eu peço é para deixa-las em paz!"
Yoongi não foi o único que decidiu contar as pessoas como se sentia. Afinal, os outros também se sentiam péssimos. A confusão na fansign só os deixou piores do que já estavam. Jimin não conseguia mais dormir direito. Não disse para ninguém, nem para Tae que é seu melhor amigo, mas procurava saber de mais casos de bullying e cyberbullying contra suas fans todos os dias. Foi quando decidiu que iria manifestar exatamente o que pensava. Sua Live foi uma surpresa para todos, inclusive os meninos que não faziam ideia de que ele faria isso. Jimin fez o vídeo no seu dormitório quando todos os rapazes e Mel tinham saído para comprar coisas para a casa. Disse que não estava se sentindo bem, então ficou sozinho. Nem ele sabia muito bem o que fazer, ele só ligou a câmera e começou a dizer o que queria. 
     "Eu sei que eu não avisei nada, nem disse nada... mas acreditem, o motivo desse vídeo estar sendo feito é extremamente importante" disse o rapaz, sério.
"Provavelmente, vocês já sabem... mas eu vou falar mesmo assim. Tá acontecendo muitos casos de violência virtual e até física contra as Armys. O motivo, seria o tiroteio que aconteceu em um show que fizemos no Brasil... lá tinha lugar para cinco mil pessoas. Duas mil e três foram mortas, e as outras ficaram, a maioria, gravemente feridas!" era doloroso se lembrar daquilo. "Estão violentando as fans por algo em que elas foram as vítimas!" 
      O rapaz sabia que não iria aguentar por muito tempo, mas, mesmo com a voz começando a falhar, continuou falando.
"Eu realmente não sei como pode existir tanta gente cruel no mundo..." dizia ele com os olhos se enchendo d'água "Mas por favor, por favor... não as machuque!"
A lágrimas desciam pelo seu rosto, deixando seus olhos e seu nariz avermelhados. Ele falava enquanto tentava controlar sua voz. 
"Nenhum Army é culpado pelo o que aconteceu, então parem!" Ele elevou a voz, se sentindo mais triste e sentindo seus soluços vindo. "Vocês tem alguma ideia de como é isso? Eu vejo os comentários maldosos e terríveis que fazem e me sinto tão inútil! Eu vi um vídeo de uma Army... devia ter uns treze anos... usando um colar com o meu nome sendo agredida na porta da escola!" Ele já não podia se controlar emocionalmente. " Vocês tem alguma ideia, do que é ver isso? Ver uma pessoa que te admira, que gosta de você sendo brutalmente ferida, por algo que ela não tem culpa? TEM IDEIA DO QUÃO INÚTIL EU ME SINTO VENDO ISSO E SABER QUE EU NÃO POSSO FAZER NADA PARA AJUDAR?!" Seus soluços cortavam o quarto e suas mãos tremiam sem parar. Isso era visível ao ver que ele as juntou para fazer o seu mais sincero pedido : " APENAS PAREM COM TODO ESSE ÓDIO! EU IMPLORO, POR TUDO QUE É MAIS SAGRADO, QUE DEIXEM AS ARMYS EM PAZ, PAREM DE FAZÊ-LAS SOFRER! NÃO ME IMPORTO SE QUISEREM FAZER ISSO COMIGO, MAS ELAS SÃO INOCENTES. ENTÃO, POR FAVOR... NÃO AS MACHUQUEM MAIS!"
      Os meninos receberam uma notificação do Vapp no mercado e viram o que seu amigo estava pedindo no vídeo, aos prantos. Rapidamente voltaram para casa. Assim que chegaram, entraram no quarto de Jimin que estava deitado, tentando dormir, mas seu choro não permitia. Tae foi o primeiro a se aproximar, tentava falar com ele, convence-lo de que tudo ficaria bem, mas nem ele próprio acreditava tanto nisso. Foi quando, pela primeira vez, Mel decidiu que não ia ficar sem fazer nada por medo de piorar tudo. Ela não conseguia ver Jimin naquele estado. 
A menina se aproximou, ficando ao lado da cama. O rapaz a viu se agachando no chão, para ficar na altura de seu rosto. Mel secou suas lágrimas, mas logo outras vinham. Então, de repente, ela subiu na cama e se deitou ao seu lado, o abraçando e fazendo carinho em seu cabelo. O rapaz, sem demora, abraçou o pequeno corpinho, se deixando chorar e soluçar mais e mais. Os meninos saíram do quarto. Era melhor assim. Sentiam que ficariam como ele se ficassem mais tempo. Sem contar que agora, Mel cuidaria dele e faria isso muito bem. 
     A garotinha o abraçava fortemente. Seguia fazendo o cafuné nos cabelos castanhos escuros de Jimin, que estava ficando mais calmo. A respiração do rapaz começou a ficar mais controlada e as lágrimas estavam cessando. A menina se afastou um pouco para ver seu rosto. Seus olhos vermelhos e sua expressão triste ainda eram visíveis. Ela apenas começou a fazer uma breve carícia na bochecha do mais velho que fechou seus olhos ao sentir a mão pequena em seu rosto. Aproximou-se dela de novo, mas deixando a cabeça da menina próximo de seu pescoço.
      - Não posso te dizer que vai ficar tudo bem, porque eu não sei se vai - Disse ela o abraçando e sentindo seu cheiro - Mas eu vou ficar do seu lado, Jimin Oppa. Todos nós vamos!
       - Princesa - Disse ele com uma voz chorosa. Segurou o rostinho dela, e beijou sua bochecha, depois a outra - Minha Princesa - Beijou sua testa e a olhou nos olhos - Eu não mais o que fazer!
       - Apenas deixe o tempo passar - Disse ela - É o melhor que você pode fazer. 
       - Fica aqui comigo? - Pediu ele - Só até eu dormir?
       - Claro.
Eles continuaram abraçados. Jimin abraçava Mel com todo o carinho que sentia por ela. A menina fazia o mesmo e ainda fazia o carinho nos cabelos do mais velhos, que sorriu levemente. 
         - O que foi, Príncipe? - Perguntou Mel. 
         - Seu cafuné - Disse ele suavemente apertando um pouquinho mais o abraço - É tão bom!
Ela riu por um breve momento, mas continuou. E foi assim até ele dormir. Ela saiu do quarto e foi para o seu, pensar.
Duas horas depois, Jimin acordou e foi ficar com os meninos que estavam conversando. Mel ainda estava no quarto. Pensando que talvez, fosse a hora. Primeiro porque se sentia como se estivesse traindo a confiança deles ao não dizer. Segundo, eles confiavam nela. Mesmo com tão pouco tempo de convivência, ela já sabia de muita coisa sobre a vida deles. Ela sentia que devia contar. Queria ser completamente honesta com eles. 
      A menina foi para a cozinha onde todos estavam, pegando algo para comer. Até que ela viu Yoongi.
     - Yoongi Oppa.
     - Oi?
     - Pode chamar os outros para irem para a sala?
     - Ué? - Disse ele confuso - Por que?
     - Eu... tô pronta pra contar... sobre aquilo.
Yoongi arregalou seus olhos para o que ela havia dito. Ela realmente queria isso?
      - Tá falando de...
      - Vou falar dos meus machucados - Disse ela, confiante. 
O rapaz estava surpreso, mas a menina parecia ter certeza do que queria. Ele então, chamou á todos. Pediu para que todos fossem para a sala. Era algo muito importante. Assim que todos se reuniram na sala, ele perguntou:
       - Mel, tem certeza que você quer falar sobre isso?
Ela apenas murmurou um sim. Ela pediu para que todos se sentassem nos dois sofás. Mel pegou uma cadeira e pois na frente deles. Se sentou na mesma. Precisava olhar nos olhos deles para contar aquilo. Depois de um breve silêncio, finalmente tomou coragem. A menina tirou seu moletom azul, ficando com uma blusa sem mangas. Ela finalmente deixou seus braços cheios de marcas vermelhas e roxas à mostra. 
      Eles estavam surpresos. Yoongi havia contado sobre seus machucados, mas não pensavam que fosse assim. Os meninos olhavam com um aperto enorme em seus corações. Era melhor começar a falar. 
      - Lá no orfanato, tem umas pessoas que... bem, não acreditam muito em apenas "deixar uma criança de castigo". Então eles fazem algumas coisas que - Pausou ela se lembrando pelo o que teve que passar - Não são nada legais. 
      - Espera, espera - Disse Yoongi, que ficou chocado - Então, são seus professores que fazem isso? Não são os alunos?
      - Alguns, também - Admitiu ela - Mas a maioria, são os professores. 
Tae colocou as mãos na boca. Estava pasmo! Como professores, pessoas que deveriam ajudar as crianças, fossem capazes de fazer isso? Namjoon achou aquilo um absurdo. Tanto que perguntou para ela:
       - Eles fazem isso só com você?
       - Não, é com todo mundo. 
Hoseok escutava aquilo com uma profunda tristeza. "Pobrezinhos... devem estar sofrendo tanto!". Jin se lembrava das crianças do orfanato, imaginando que deviam estar assim como Mel. Era triste. 
      Namjoon se levantou do sofá e chegou mais perto da menina. Se ajoelhou e a olhou nos olhos, pedindo para dar uma olhada em seus ferimentos. Ela fez sim com a cabeça. As grandes mãos do rapaz seguram seu braço delicadamente. Quanto mais procurava, mais roxos e vermelhos apareciam. Olhou no outro braço. Havia arranhões e marcas por ele todo. O rapaz fechou os olhos de tristeza. 
     - Quando a gente errava a lição - Disse a menina - Eles batem na gente com a régua, com o apagador, jogam pó de giz nos nossos olhos...
E assim, o sangue de Yoongi começa a esquentar. 
     - Mas não é só isso que eles fazem. Eles podem prender a gente no porão também. Ou então... bom, teve uma vez, eu tinha uns seis anos,  a Professora Luíza estava lá com o namorado dela. Eu acabei esbarrando nele sem querer e estava com um copo d'água na mão. Acabei molhando eles - Ela fazia um tremendo esforço para falar - Quando ele foi embora, ela começou a gritar comigo, dizendo que eu tinha estragado a noite dela. Ela me deixou no porão por um tempo. Depois ela me tirou de lá e bateu em mim.
Yoongi se levantou do sofá e começou a caminhar rapidamente de um lado para o outro, tentando se acalmar. 
      - Ela me bateu tanto que até perdi um dente de leite que nem tava mole! Eu pensei que ela tinha acabado, mas aí, ela me levou pra sala dos professores e trancou a porta. Tinha uma TV e um aparelho de DVD. Ela colocou um filme tão estranho...
      - Estranho? Como? O que tinha no filme? - Perguntou Kookie. 
      - Bom, era sobre uma moça que trabalhava em um lugar onde davam dinheiro para ela dançar. Eles colocavam o dinheiro... na calcinha dela - Sussurrou a última parte. 
Todos ficaram boquiabertos. Será possível que...
       - Mel - Disse Namjoon, apreensivo - Por acaso, no filme, havia um moço que gostava da moça?
       - É, gostava! Ele sempre dava dinheiro pra ela. Mas teve uma parte que foi muito esquisita...
       - Que parte? - Perguntou o líder com medo de que a resposta fosse o que todos naquela sala estivessem pensando. 
       - Eles foram para um quarto... - Dizia ela se lembrando - E ai ele começou a beijar ela. E do nada, começou a bater na moça, mas ela não parecia se importar...
"Não fizeram isso!" Pensou Yoongi que estava começando a encaixar as peças. 
       - Aí - sussurrou ela com vergonha - Eles ficaram sem roupa! Sabe aquela diferença entre meninos e meninas? - Namjoon, tristemente acenou um "sim" com a cabeça - Eles juntaram elas! A moça não parava de fazer uns barulhos estranhos. Depois, a Professora Luíza disse que se eu não tivesse derrubado água nela e no namorado, eles iam ter conseguindo fazer o que tava acontecendo no film...
Yoongi ao ouvir isso, apenas pegou o vaso ao seu lado e o jogou com toda sua força na parede. Mel se assustou com aquilo. E com ele gritando também. 
       - FILHA DA PUTA! VADIA, DESGRAÇADA!
       - Calma, Yoongi - Disse Jin.
      - CALMA?! CALMA O CARALHO! VOCÊ POR ACASO ENTENDEU O QUE...
      - Oppa! Por que você tá gritando? - Perguntou a menina aos prantos e assustada. Ele não respondeu e saiu da sala, indo para a rua vazia. 
Gritava, xingava o nada, apenas extravasava a sua fúria.
      - Hyung, para - Disse Hosoek, tentando acalmá-lo - Você precisa se acalmar!
      - Me acalmar? - Disse ele, e depois começou a berrar - HOSOEK, AQUELA PUTA QUE ELA CHAMOU DE PROFESSORA, TRANCOU ELA EM UMA SALA E A OBRIGOU À VER UM FILME PORNÔ! UM PORNÔ!
 


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Até o próximo capítulo <3


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