História Destiny - Youtubers - Capítulo 4


Escrita por: ~

Exibições 17
Palavras 2.062
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oie! Esse capítulo ficou um pouco (muito) grande, mas eu fiquei com preguiça de dividir ele em mais partes e é isso

Boa Leitura!

Capítulo 4 - 01 x 04: Desculpa


Mari: Eu vou arrastar a cara daquela vagabunda no asfalto se você quiser, só pra não te ver chorar. Vem cá, me dá um abraço

Eu: Esquece. Me deixa sozinha

******

Pov Jade

Acordei com muita dor de cabeça, ontem o dia não tinha sido fácil. Estava cansada e abatida, brigar com a Mari me deixou assim, nós nunca brigamos.

Levei um susto ao me olhar no espelho, meu rímel estava borrado, meu olhos estavam inchados e meu nariz vermelho – tudo que se ganha por chorar ao invés de dormir. Eu literalmente desabei de madrugada, pensar que faziam menos de dois dias que tudo tinha começado e já estava dando errado me destruía. 

Por mais triste que eu estivesse, ninguém precisava saber disso além de mim mesma, então lavei o rosto e fiz uma make bem levinha, só pra esconder as olheiras enormes abaixo dos meus olhos e minha cara de preocupação. Só depois disso percebi que Mari não estava no quarto, então decidi procurá-la. Eu precisava me desculpar.

Eu: Bom dia gente

Gusta: E aí, dormiu bem?

Ele me entregou uma maçã e eu comecei a comê-la

Eu: Nem um pouco, mas isso não é importante. Viram a Mari?

Eles se olharam confusos e franziram a testa.

Kéfera: E-eu achei que ela tivesse te falado...

Eu: Não falo com ela desde ontem, o que aconteceu?

Castanhari: Ela se ofereceu pra montar guarda lá fora

Gelei ao ouvir aquilo, tentei falar mas engoli em seco. Acabei derrubando minha maçã pela metade no chão.

Kéfera: Tá tudo bem?

Respirei fundo e finalmente saí do transe.

Eu: Não. Eu tenho que ir

Castanhari: Ei, onde tá indo?

Eu: Eu preciso encontrar a Mari

Gusta: Não, isso é loucura, você não pode sair assim

Kéfera: Fica calma, ela tá protegida e vai voltar logo

Pathy: A menos que ela tenha ido mais pra longe..aliás, bom dia gente                       

Ela pegou uma fruta e se juntou a nós.

Eu: Eu não posso deixar ela sozinha lá fora. Desculpa, mas eu vou e ninguém vai me impedir

Cellbit: Espera, se você for eu vou também

Virei a cara quando Cellbit apareceu ali e se meteu na conversa. Tudo bem que ele queria ajudar e tals, mas só eu entendia a situação. A Mari podia estar morta, podia estar sendo atacada por zumbis nesse exato momento, podia até mesmo já ter se tornado um deles e a última coisa que fizemos foi brigar. Eu me sentia culpada.

Castanhari: Eu acho que vocês deveriam esperar. Ela vai voltar, eu tenho certeza que vai. Conheço a Mari

Eu: Não importa o que você acha que devemos fazer. E eu conheço ela muito mais que vocês, ela pode tanto estar viva quanto estar morta e eu não ligo pra opiniões alheias, eu preciso encontrar ela e eu vou fazer isso.

Saí da cozinha e corri de volta pro quarto. Eu odiava ser grossa com as pessoas, mas todo mundo tem um limite.

Peguei o celular da cômoda, eram 10:50. Assim que me deitei na cama e liguei a televisão, meus olhos começaram a pesar e acabei adormecendo.

Pov Mari 

Depois da briga com a Jade não nos falamos mais pelo resto do dia. Ao contrário dela, eu não me sentia culpada, eu havia tentado ajudá-la e ela recusou, então eu não tinha culpa.

Acabei dormindo no sofá, sabia que se eu dormisse no quarto com a Jade iríamos brigar mais uma vez, então quis evitar isso. Mas minha cabeça continuava lotada de pensamentos, e me peguei chorando de madrugada. Se o horário do meu celular estivesse certo, eram 05:30.

Me levantei e fui até a cozinha, estava bebendo água quando vi um vulto passar atrás de mim e me virei.

T3ddy: Acordada essa hora?

Eu: É, não tá sendo fácil

Ele espiou por cima do ombro e me encarou.

T3ddy: Tá dormindo no sofá?

Eu: É, tô sim. Não to a fim de brigar de novo com a Jade

T3ddy: Quer dormir lá no quarto? 
Corei imediatamente, mas por sorte estava escuro, então ele não percebeu.

T3ddy: Caralho, que merda eu acabei de falar? Foi mal, só achei que o sofá fosse meio desconfortável e...

Eu: Não precisa se desculpar, eu entendi o que quis dizer

Ele deu uma risadinha sem graça e se virou. Estava prestes a ir embora quando o puxei pelo braço.

Eu: T3ddy, espera...

T3ddy: O que foi?

Eu: Eu vou sair

T3ddy: O quê?

Eu: É, eu preciso esfriar a cabeça. Talvez respirar um pouco me ajude...só avisa o pessoal que vou ficar lá fora por um tempo, talvez montar guarda

T3ddy: Tá doida? Você não pode fazer isso, é perigoso

Eu: Eu gosto do perigo às vezes

Arqueei a sobrancelha e voltei para a sala, T3ddy passou a mão pelos cabelos, confuso, e voltou pro quarto.

Eu havia dormido com a mesma roupa do dia anterior e não fiz questão de trocá-la, apenas peguei minha Katana e saí.

Quebra de Tempo

Depois de subir uma escada em espiral, finalmente cheguei ao telhado. Fiquei deitada lá por muito tempo, talvez horas, apenas admirando o céu. Em menos de dois dias já haviam acontecido muitas coisas ruins, mas coisas boas estavam compensando aos poucos. Ver estrelas no céu de São Paulo era uma delas.

Me sentei e apoiei os cotovelos nos joelhos. Havia uma pequena horda na rua, rastejando enquanto sangue pingava de seus corpos. Tudo parecia “normal” até eu perceber um movimento estranho nas árvores.

Apertei os olhos e percebi que havia alguém em uma das árvores, apoiado em um galho – que por mais forte que fosse, não ia aguentar por muito tempo. Eu iria me arriscar. O que iria mudar se eu fosse atacada? Estar brigada com a Jade me dava menos vontade de viver do que nunca. E afinal, qual era a minha importância? Todos morrem, mais cedo ou mais tarde. A diferença é ter a chance de salvar uma vida.

Peguei minha Katana e comecei a engatinhar pelo telhado, pulei para um muro um pouco mais baixo e fui me segurando nele até alcançar o chão. Olhei para os lados e corri o mais disfarçadamente que pude até a rua de baixo, atraindo alguns zumbis, mas não considerei eles como um problema.

Depois de matar uns dez deles pelo caminho, finalmente cheguei às árvores. Fiquei olhando pra cima tentando encontrar em qual delas havia uma pessoa, mas como não enxerguei, fiquei vagando pela área com a cabeça erguida – o que me fez tropeçar em uma raiz e cair. Tentei me segurar, mas não resisti e acabei soltando um gemido estranho para evitar um grito. Com certeza viriam alguns zumbis, acabei fazendo um barulho e tanto com a queda.

Assim que me levantei acabei caindo de novo, meu tornozelo doía muito, eu provavelmente tinha torcido ele, mas eu precisava continuar. Me segurei na árvore e depois de alguns segundos, finalmente consegui me levantar. Passei as mãos pelo corpo para tirar as folhas da roupa e assim que ia continuar caminhando, ouvi uma voz.

-Ei, aqui em cima!

Ergui a cabeça e finalmente encontrei a pessoa. Mas não era qualquer pessoa. Eu conhecia ela.

Eu: Jonathan?

Jonathan: É, sou eu, me ajuda a descer!

Eu: Não acredito que você sobreviveu, tá nessa árvore há quanto tempo?

Jonathan: Um dia, talvez dois, agora me ajuda logo

Subi em uma pedra e estiquei o braço para ele, que segurou firme e logo desceu.

Jonathan: Cadê a Jade?

Vaguei em pensamentos ao ouvir o nome dela. Me lembrei da briga, dos nossos últimos momentos no apartamento, e acho que ele percebeu que eu não estava bem.

Jonathan: Meu Deus, ela...ela morreu?

Vi que seus olhos estavam marejados.

Eu: N-não, não, ela tá bem, não se preocupa, só me segue

Ele assentiu e voltamos pela rua, conversando.

Jonathan: Eu tava na faculdade quando tudo começou, consegui fugir e fui correndo pelas ruas até avistar essas árvores, era a única opção “segura” que eu tinha

Eu: Temos um lugar com comida, remédios e tudo o que precisar. Estão todos lá

Jonathan: E-eu posso ficar com vocês? Eu não tenho pra onde ir...

Eu: Claro que pode, cara. Fica tranquilo, é perto daqui 

Estava tão entretida na conversa que nem percebi quando alguns zumbis se aproximaram.

Jonathan: MARI! ATRÁS DE VOCÊ!

Me virei e acertei dois zumbis de uma vez com a Katana, enquanto ele dava chutes em outro até derrubá-lo.

Eu: JONATHAN, CORRE!

Descemos a rua rapidamente e quando estávamos chegando no estúdio, tive uma surpresa: vi uma bola peluda passar entre alguns carros e a reconheci na hora.

Eu: Snow?

Jonathan: Mari, continua correndo, eles tão vindo!

Eu: Vai na frente, eu preciso fazer uma coisa

Ele parou no meio da rua e ficou sem entender, e eu saí em disparada na direção de algumas lojas. Olhei por cima do ombro por alguns instantes e percebi que ele estava vindo trás de mim.

Jonathan: Não, eu não vou perder mais ninguém

Snow era mais rápida que nós e virou em uma rua mais à frente. Eu estava ficando sem fôlego, e ele também. Mas esse não era o único problema: havia uma horda vindo em nossa direção. E quando digo “uma horda” não quero dizer dez zumbis, quero dizer quarenta.

Jonathan: Merda, o que a gente faz agora?

Entrei em desespero. Não sabia o que fazer e comecei a tremer, mas tive uma ideia assim que olhei para as lojas ao nosso lado.

Eu: Vem comigo

Ele me seguiu e encarou assustado quando eu enfiei a Katana na cabeça de um zumbi que cambaleava por perto. Mas não foi só por isso, eu também comecei a arrastar o corpo dele e parei atrás de um carro.

Jonathan: O que tá fazendo?

Fechei os olhos e respirei fundo por alguns segundos, olhei ao redor e abri a barriga da criatura, fazendo sangue jorrar pela calçada.

Jonathan: Quê?

Ele arregalou os olhos e tampou o nariz com a mão. O cheiro podre tomava conta do lugar, mas não só do lugar, como também das minhas roupas.

Eu: Você também vai ter que fazer isso se quiser sair vivo daqui

Ele revirou os olhos e repetiu meus movimentos, se cobrindo com tripas e sangue.

Eu: Tenta parecer um deles, a gente vai ter que passar no meio daquela horda, não faz merda ou a gente morre em segundos, entendeu?

Ele começou a andar e soltei uma risada fraca.

Eu: Falei pra parecer um zumbi, não uma pessoa com diarréia 

Jonathan: Vai se fuder, vai Mariana

Viramos a rua e logo avistamos Snow, ela estava cercada por alguns zumbis, latindo e tentando evitar ser mordida – o que acabou só atraindo mais deles. Aceleramos o passo discretamente e logo chegamos lá, passando por pelo menos uns 30 zumbis, que só estranhavam e continuavam seu caminho.

Eu: Não temos tempo, AGORA!

Enfiei a Katana em alguns zumbis enquanto Jonathan chutava os outros, peguei Snow no colo e voltamos correndo pela mesma rua. 

Pov Jade

Acordei e levantei em um salto da cama, eu havia dormido, que inútil.

Saí do quarto correndo e assim que cheguei na sala, a porta se abriu.

Eu: M-Mari?

Ela estava coberta de sangue e tripas, segurando Snow no colo, e ao lado dela estava a pessoa que eu menos esperava encontrar. Meu melhor amigo estava ali, de braços abertos e sorrindo. Ele também estava parecendo um zumbi.

Fiquei eufórica e comecei a dar pulinhos de alegria, logo todos da casa estavam atrás de mim.

Eu: Jonathan? Eu n-não acredito, eu só não vou te abraçar porque você tá...sujo. O que aconteceu?

Mari respirava ofegante, no início pensei que fosse para chamar atenção, mas logo ela caiu de bruços no chão e me ajoelhei ao lado dela.

Eu: Mari, me desculpa...eu fui uma idiota, eu sei disso, desculpa mesmo

Ela me encarou e percebi ironia em sua voz assim que ela começou a falar.

Mari: Você ignorou minha ajuda, fez eu dormir no sofá por sua causa, fez eu passar horas no telhado chorando e pensando na merda que a minha vida é, eu torci meu tornozelo, arrisquei minha vida pra salvar seu melhor amigo, me cobri com restos mortais de um zumbi pra salvar sua cachorra e tudo que você me fala é “desculpa”? Tá falando sério?

Todos nos encararam, espantados.

Mari: Mas eu te desculpo. Porque eu te amo, mana


Notas Finais


A gente levou uma tarde inteira pra escrever esse capítulo, então comenta logo e favorita essa porra jbsjbsjs

Queremos saber uma coisa, vcs preferem capítulos assim (maiores) ou normais (cerca de 1000 palavras)?

Até o próximo capítulon rs


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...