História Destiny - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Black Veil Brides (BVB)
Personagens Andrew "Andy" Biersack, Ashley Purdy, Christian "CC" Coma, Jacob "Jake" Pitts, Jeremy "Jinxx" Ferguson, Personagens Originais
Tags Andrew Biersack, Andy Biersack, Black Veil Brides, Bvb
Visualizações 14
Palavras 3.502
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Nova fic, novos devaneios.

Capítulo 1 - Hope Rivaille


Fanfic / Fanfiction Destiny - Capítulo 1 - Hope Rivaille

Os primeiros raios de sol, já embelezam a paisagem. No alto do edifício, vivem ali na cobertura duplex, nossos personagens principais. A manhã de segunda-feira traz a sensação agradável da primavera, e a pequena área verde, cultivada por Amy preenche o ambiente com um doce perfume de rosas. Como de costume, Liz já está preparando o café da manhã, enquanto Amy toma banho, na suíte do casal. Trabalhando em seu próximo livro, Elizabeth tem dormido tarde, e madrugado todos os dias. Conhecida pelos famosos romances, e a atual próxima trilogia a virar obra cinematográfica, Liz se prepara para entregar o último livro, antes de se dedicar integralmente a adaptação dos livros. Ela precisará passar algum tempo em Hollywood, e Amy garantiu que cuidará de tudo, e esse tudo inclui Hope. Elizabeth é uma mulher de 35 anos, extremamente jovem. Cabelos curtos, longos e levemente puxados para um ruivo natural, dona de um corpo em forma, ela já trabalhou como modelos quando jovem. Mas com a chegada de Hope, aos 18 anos, preferiu dedicar-se apenas a sua garotinha. Descobrindo assim, a sua paixão pela escrita, lançando seu primeiro romance aos 22 anos.

A cobertura, ficou por direito com Amy, ela preferiu ficar com o imóvel ao invés, de receber a quantia em dinheiro, após o divórcio. Localizado em bairro calmo, porém próximo do centro da cidade, para Amy o imóvel guarda muitas recordações, já que sempre viveu ali, desde o casamento com Chris. Casamento esse, que teria seguido tranquilamente, caso não fosse a ausência de Chris, para com ela e Andy. Sempre viajando a negócios, o casamento foi sendo colocado de lado, e mesmo tendo sido uma decisão difícil para Amy, no começo, ela optou pelo divórcio, sendo apoiada por Andy em cada passo, mesmo ele tendo apenas 13 anos, compreendeu a posição da mãe. Mas ao contrário do que muitos pensam, foi tudo muito amigável. Chris sabia que estava agindo mal, e fazendo mal à esposa e ao filho. Ele logo aceitou resolver tudo o mais breve e amigavelmente possível. Da maneira que tudo começou, tudo terminou. Restando uma grande amizade, entre eles até os dias de hoje. Tanto que no dia em que Amy, conversou com ele sobre suas dúvidas, relacionadas à Liz, foi Chris quem lhe disse para pensar e agir, conforme aquilo que lhe faria feliz. Ele muito raramente volta à cidade, e quando volta são sempre visitas rápidas. Mais para ter algum contato com Andy, que ainda guarda certa mágoa do pai, por ter deixado que o casamento acabasse, sem nem ao menos tentar lutar por ele, mudando sua maneira distante de ser.  E se do lado, dos Biersack tudo foi tranquilo.

Por parte dos Rivaille, Liz passou por poucas e boas. Quando as brigas tornaram-se frequentes, e Liz percebeu o efeito catastrófico que uma relação assim poderia causar na filha, ela pediu o divórcio. Hope tinha 11 anos na época. E Paul, lutou pela guarda da filha. No fim, a escolha da criança foi levada em consideração e a menina ficou sob os cuidados da mãe. Apesar disso, a relação dela com o pai, é ótima. Levando em consideração que ele veio a reconhecer seus erros, porém tarde demais para retomar o casamento. Pela distância, as visitas que eram semanais, passaram a acontecer a cada dois meses. Hope volta à San Francisco para ver o pai, passando com ele um final de semana, ou data comemorativa. E mesmo ele tendo procurado Liz, em busca de perdão, por uma escolha unicamente dela, eles tratam apenas de assuntos relacionados à filha, e por telefone.

O relacionamento de Amy e Liz, iniciou de maneira natural. Se conheceram no lançamento de um dos livros de Elizabeth. Bastaram poucos minutos de conversa, para que ambas percebessem a forte afinidade. Foram necessários apenas, alguns jantares, e cerca de dois meses de contato exclusivo por internet e telefone, para que um laço mais forte fosse estabelecido. Mesmo com a distância entre Cincinnati e San Francisco, elas decidiram iniciar um relacionamento. Sendo o primeiro relacionamento homossexual das duas, não poderia ter sido mais bem sucedido. Com seis meses de namoro, elas resolveram comunicar aos filhos, não apenas sobre o relacionamento, mas também sobre a vontade e planos de tornaram-se uma família. A reação dos filhos, surpreendeu o casal. Andy como sempre deu total apoio à mãe, dizendo já estar desconfiado a algum tempo, de que algo estivesse rolando entre Amy e alguém. O fato desse alguém ser uma mulher, foi algo indiferente para o adolescente de 16 anos. Já Hope descobriu por conta própria, e surpreendeu Liz, tendo convidado Amy para um jantar em San Francisco. Jantar esse que serviu, unicamente para estreitar ainda mais o laço entre o casal. Pois Amy acabou conquistando Hope, muito facilmente. O problema foi mesmo, os dois adolescentes. Ele um ano, mais velho que a garota. 

Mas como estamos sendo completamente honestos, devo informar que foi tudo por água abaixo.

Literalmente.

 

Flashback On

Depois de já terem jantado. Liz convidou todos a se reunirem na sala, de estar. Pediu que Hope buscasse a sobremesa, e Amy praticamente intimou Andy, para ajudasse a jovem. Dois adolescentes, completamente diferentes. Ele no estilo roqueiro, cabelos desgrenhados pintados de preto, na altura dos ombros, e roupas escuras. Ele é adepto de um bom delineador, valorizando seus olhos azuis.  Já ela, segue um estilo mais puxado para o hippie, simples e o mais natural possível.  De bata branca, e saia longa estampada, ela parece ainda menos do que realmente é. Maquiagem alguma, a deixam com um ar ainda mais jovial, e seus olhos verdes, são um encanto a parte.

- Precisa de ajuda? – ele viu que a garota, de longos cabelos ondulados e castanhos, tinha dificuldade para alcançar o aéreo da cozinha. Recostado no batente da porta, ele até tentou segurar o riso, mas foi impossível conforme ela dava pequenos pulinhos, para tentar pegar o último copo.

A garota por sua vez, sempre muito teimosa, se nega a aceitar ajuda, e amaldiçoa sua mãe, por ter sumido com o banco de madeira, que ela costumava usar em situações assim.

- Não, obrigada – Hope até poderia aceitar ajuda. Mas estamos falando de uma garota teimosa.

Andy revira os olhos. E vai até a garota.

- O que está fazendo? – assim que ele a ergue pela cintura, e a garota alcança o último copo. Hope se afasta dele rapidamente – Nunca mais faça isso! – indignada pela ousadia, e um tanto nervosa, Lucy prepara a bandeja com o sorvete, pequenas taças de sobremesa, copos para água, talheres... Ela dá as costas para ele.

O garoto, fica meio sem jeito pela reação dela. Não foi intencional constrangê-la.

- Foi mal, não sabia que era feita de açúcar – ele tenta pegar a bandeja, vendo que está pesada.

- Eu levo – ela coloca a jarra com água e o pote de sorvete – Pode deixar.

- Mas está pesada – ele puxa novamente, a bandeja para si.

- Eu já disse, eu levo – ela retira as mãos dele, do entorno da bandeja. E tenta segurar a abandeja carregada.

- Eu. Levo – ele fala pausadamente, já perdendo a paciência com a garota.

Mais alguns puxões para lá, e para cá.

Alguns olhares intimidadores.

- Tudo bem, leva então – ela solta, e com a força que ele estava fazendo no exato momento, é atingido em cheio. Hope consegue salvar algumas taças e copos. Mas parte atinge o chão, e se estilhaça.

Ensopado da cintura para baixo, Andy olha para si mesmo, e alterna o olhar entre ele, e a garota de olhos esbugalhados lhe encarando. Se fosse intencional, não daria tão certo. Mas pela fisionomia assustada de Hope, foi um triste acidente.

- Viu o que fez, pirralha! – ele fala entre os dentes. A água estava terrivelmente gelada.

- Minha mãe vai me matar! – ela se abaixa, vendo de perto, os cacos que restaram – Ela adorava esse jogo de sobremesa! – Hope de joelhos lamenta.

- Está preocupada com os copos?! Olha o que você fez! Eu estou congelando aqui! – ele mostra a camiseta e parte das calças molhadas – Anda, faz alguma coisa!

- Você fala como se a culpa de você ser um bruto, fosse minha – ela dá de ombros, e vai a procura da vassoura na área de serviço que fica ao lado. Andy bufa indignado, tirando a camiseta e a torcendo na pia – O que está fazendo?

Ele finge não ouvir.

- Toma, não sou obrigada a ficar vendo pele e osso – Hope joga uma toalha branca, para ele se secar. Ao comentar pelo porte magro dele, Andy parece ficar ainda mais enfurecido – O que foi?

- Melhor ser magro, do que baixinha, peituda e teimosa – joga a camiseta molhada na garota que já recolhia o vidro espalhado pelo chão da cozinha. Irritada segura a camiseta dele com força, e arremessa de volta.

Os dois jovens prendem a respiração, e temem pelo que vem a seguir. Andy que tentava se secar, acaba colocando a toalha sob os ombros. E Hope, viu sua irritação desaparecer no momento em que seu olhar encontrou com o olhar furioso de Liz, ao ver Amy se livrando da camiseta do filho, que atingiu em sua cabeça.

- Foi culpa DELE(A)! – os dois falam juntos. Apontando um para o outro.

As mães, acabam rindo da situação. Mas mal sabiam elas, que era só o começo.

Flashback Off

Um ano depois aquele jantar, quase uma no morando sob o mesmo teto. Os dois só deixam mais claro, dia após dia, o quanto não se suportam.

 

 

Hope POV

Acabei dormindo tarde, outra vez. Parece que o Andrew faz de propósito chegar tarde e ficar ouvindo música até quase amanhecer! Quando não é isso, ele traz um dos seus amigos, e ficam rindo e conversando alto. Tudo bem que ele teve de ir para o quarto menor, ao lado do meu. E que nossas mães, não vejam isso, já que o quarto delas, fica do outro lado do corredor. Mas já faz quase um ano, era dele ter aceito isso. Só que estamos falando do insuportável, do meu “meio irmão”.  Nem mudei nada dentro do quarto, deixei as paredes azuis... ele levou com ele os pôsteres, e todo o resto. Amy até perguntou se eu queria repintar as paredes, mas não fiz questão. Afinal, meu tempo aqui está contado. Logo que entrar na faculdade de artes, eu me mudo para Nova York. Mas esse é um detalhe que ninguém sabe, então melhor mantermos as coisas assim, Liz acredita que eu pretendo ficar por aqui.

Me arrastando tomei banho, ao menos isso esse quarto tem de bom, tenho um banheiro só meu. Segunda-feira, e lá vem mais uma semana de aula... e meio turno no cinema, depois da aula. Dei sorte de conseguir este emprego de meio período. Mesmo todos tendo sido contra, até o maldito Biersack. Para minha mãe e Amy, eu não preciso. Para o meu pai, ele disse que se o problema é dinheiro, podemos dar um jeito. Para o Biersack, é pura implicância mesmo. Mas conversando consegui dobrar minha mãe, e fazê-la entender que é por mim, e pelas minhas economias. Enquanto Andrew, vive as custas do pai, eu poupo tudo que posso. Amy já me disse que tentou conversar com ele, mas que isso é algo que o Biersack não abre mão. Segundo Amy, é uma maneira do insuportável, cobrar seu pai pelo que fez a eles. Nunca entrei nesse tipo de assunto com eles, o que eu sei, soube através da minha mãe.

Pouco importa, a vida desse traste!

Enfim, vesti minha blusa favorita.  O mesmo de sempre, regata e camisa de flanela, calça jeans clara e minhas queridas botinhas de couro, cano médio. Analisando bem, meus cabelos nunca estiveram tão compridos. Gosto do que vejo, apesar do Andrew, sempre que pode implicar com eles, e sempre dar uma desculpa para me importunar puxando eles, quando nos esbarramos sem querer nos corredores do colégio. Quando eu achava que as coisas não poderiam piorar, logo depois de tomar dele o quarto, descobri que ele tem mais quatro amigos insuportáveis. Se bem que um deles, o Jake... é legalzinho. E eu disse legalzinho, ninguém é perfeito por aqui. Se tivesse de usar uma palavra para descrever eles, seria loucura.

- Hope, estou descendo para o café – as duas batidas na porta, seguidas pela voz de Amy, me fazem perceber que acabei enrolando demais aqui.

- Já estou descendo – procuro pela minha mochila, e verifico se está tudo ali. Olhando por cima, não me dou o trabalho de verificar a pasta onde guardo os trabalhos a serem entregues.

Pego minha jaqueta jeans, e o celular.  Dou uma última olhada no quarto. A porta da sacada, fechada, porta do banheiro fechada, e cama arrumada. Podem até me chamar de neurótica ou algo do tipo, mas meu quarto está sempre impecável. Diferente do quarto ao lado, que sempre está parecendo uma zona de guerra. Jogo ambos, celular e jaqueta na mochila. Fecho com chave meu quarto. Da última vez que deixei aberto, encontrei Andrew na cama, com uma das suas admiradoras. E não, não foi nada agradável ver eles acasalando! Tudo bem que ele pegou um pouco mais de corpo, e até está aceitável. Por Deus, que merda acabei de pensar!?

- Já vai pirralha? – Andrew sempre simpático, parecia até estar esperando parado, na frente da porta do atual quarto.

- Pirralha? Você é só um ano mais velho – detesto quando ele me chama assim.

- Certo, certo. Mas e ai, já vai? – o olho dos pés à cabeça. Está com as mesmas roupas de ontem à tarde. Certamente, passou a noite na farra. Esse ai, não tem dia para nada. Leva a vida de boa, se preocupa só com a banda dele, e dos amigos. Tanto é que reprovou, ele e os dois amigos mais insuportáveis, o Ashley e o Christian.

- Respondendo à sua pergunta... Não. Te. Interessa! – ele coça a cabeça. Não estou disposta a me estressar logo cedo, lhe dou as costas. A alguns meses, ele fez a loucura de raspar a lateral da cabeça, e deixar a outra metade comprida. Até estaria tudo bem, caso ele não tivesse feito isso bêbado e sozinho. Até hoje, não sei se foi um corte intencional, ou acidental. O fato é que ele manteve o novo visual. Nesse quase um ano que nos conhecemos, ele mudou bastante. Fez algumas tatuagens, e colocou piercing no nariz e no lábio inferior. Segundo ele, foi o seu presente de 18 anos. Pior de tudo, é que o filho da mãe, é bonito, tenho que admitir. Droga – Afff! – deixo ele falando sozinho.

Quase tropeço na escada, devido às passadas largas, para sair de perto daquele traste.

- Insuportável! – estava dando certo fingir que ele não existe. Pelo menos no final de semana, com ele fora, minha vida aqui é mais agradável.

- Brigando de novo? – Amy toma seu café, na sala, e assim que termino de descer a escada, já me olha de maneira divertida, por trás dos óculos – Vocês não tomam jeito. O que fez dessa vez?

Vou até ela, e mês sento no braço do sofá.

- Como que aquilo saiu de você? – ela ri. Mas não é engraçado!

- Hope, quanto mais você der bola para ele, pior é. Ignora, como eu – ela fala como se fosse fácil. Acaba que devido aos horários de trabalho dela, eles mal têm se visto. Já peguei o meio período no cinema, pensando nisso também.

Mas adivinha...

O infeliz quando descobriu que eu havia conseguido o emprego, deu um jeito de aparecer por lá, com a tropa dele. Eu tive de limpar uma sala inteirinha, porque o maldito espalhou pipoca por tudo. E o meu chefe, sabendo que ele é “meu meio irmão”, me chamou atenção... além de me colocar para limpar.

- Amor, não vai comer? – Liz vem com sua caneca de café até nós. Cumprimenta Amy com um beijo singelo, e senta conosco. Não me lembro de ver minha mãe feliz dessa maneira. Acho o amor delas, algo admirável. As duas vieram de relações mal sucedidas. E após tirarem um tempo para si mesmas, o destino as uniu. O respeito, carinho e cooperação que vejo nelas, é algo que desejo para o meu casamento – Já brigaram? – ela e Amy trocam aquele olhar cúmplice.

- O que você acha? – pego minha mochila e coloco nas costas – Aquilo não é gente, sem ofensas Amy.

Ela dá de ombros, e continua seu café. Coitada dela, que tem de aturar ele a todo esse tempo.

As duas riem!

Como elas podem rir disso?!

- Falou a pirralha, atraso de vida – ele não tem noção. Enrolado apenas em uma toalha, que cobre suas partes desagradáveis, digamos assim. Ele anda pela casa, como se nada fosse.

- Filho, o que eu já falei sobre andar assim aqui em casa? – Amy se levanta e vai com ele para a cozinha. Olho para minha mãe, que finge não ver, nem ouvir nada. Como sempre.

- Eu vou indo, ainda tenho de combinar os últimos detalhes da apresentação com o Dylan – ela me olha de canto – Qual é? Caminhar um dia, não vai me matar – isso de eu ter que ir com Andrew, no carro dele é extremamente desnecessário. No meu primeiro dia de aula lá, elas nem ao menos nos perguntaram, foi mais uma espécie de ordem. E tem sido assim, pelo menos quando elas estão por perto – Diz para aquele imprestável, que algumas pessoas gostam de ser pontuais – lhe dou um beijo e sigo para a porta, pego minha chave de cima da bancada de granito, logo na entrada do apartamento – Acho eu volto mais tarde hoje, o Josh quer que eu ajude a novata.

- Quer que vá te buscar? – já tendo aberto a porta, vejo o insuportável voltando para a sala, comendo uma maça. Ele me olha divertido, sabendo que eu vou caminhar algumas quadras. Aposto que faz de propósito.

- Não, o Dylan me traz – vejo Andy me imitar, revirando os olhos – Vai se ferrar garoto!

Bato a porta, mas posso ouvir minha mãe me repreendendo. Ela odeia quando eu falo dessa maneira. Ao mesmo tempo ainda consigo ouvir, Amy o mandando subir e se arrumar.

Chamo o elevador, torcendo para não encontrar mais esse imbecil hoje.

 

[...]

Autora POV

O colégio onde eles estudam, é público. Mas um dos melhores colocados em nível regional. O ano letivo está na metade. Só mais cinco meses, e tudo termina. No caso de Hope, ela é uma boa aluna, não tira as melhores notas, mas está na média. Já no caso do Andy, ele é um dos melhores alunos da sala. Reprovou no ano anterior, por não ter presenças suficientes, já que matava aula, dia sim, dia não. Por sorte, eles estudam em turma separadas.  A escola ocupa um quarteirão, o são dois blocos, onde são ministradas as aulas. Ao fundo, fica o ginásio, ao lado do campo de futebol, e quadras de tênis e basquete. Em frente aos blocos principais, fica o estacionamento para uso comum, de professores e alunos.

Como são cerca de oito quadras, entre o apartamento e a escola, Hope faz o caminho a passos apressados. Tem agendada para hoje a apresentação, e entrega do trabalho de história. Sua dupla, Dylan já deve estar esperando por ela na sala de aula.

 

[...]

Na sala de aula, praticamente todos já chegaram, e estão prontos. Estaria tudo na mais perfeita ordem, caso Hope não estivesse desesperada a procura do trabalho de história. Sentados no fundo da sala, ela e Dylan reviram seus cadernos e livros, já que o trabalho simplesmente não estava na pasta. Faltando pouco para o professor chegar, o garoto de olhos azuis, se oferece para ir procurar nos armários.

- Hope, tem certeza de que colocou ele na pasta? – ela nem se dá ao trabalho de responder. Apenas revira os olhos, ao ouvir pela sexta vez a mesma pergunta – Tudo bem, não está mais aqui quem perguntou.

Dylan foi o primeiro amigo que Hope fez quando chegou. O garoto participa do time de futebol, e é presidente do grêmio estudantil. Sem quere, Hope acabou se aproximando dele, e para piorar tudo, ele e Andy tem uma espécie de rixa. Fato esse que aproximou ainda mais Hope e Dylan.  O motivo dele e Andy, não se suportarem? Só eles sabem.

- Ele não teria... – de repente Hope se levanta, pouco antes do sinal toar – Biersack! – ela bate com os punhos fechados sob a mesa. Alguns alunos se viram para observar. Outros apenas comentam. Já Dylan, sabe exatamente o que está acontecendo, já passou por isso antes.

O rosto de Hope é tomado por um tom avermelhado, típico de quando está irritada.

- Eu mato aquele imprestável! – num rompante, ela se levanta e sai apressada da sala. Esbarra com o professor, mas o ignora. E Dylan até teria a seguido, caso o professor não o impedisse.

Ela sabe exatamente onde está indo, e o que vai fazer.


Notas Finais


Alguém tem algo a declarar?


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