História Destiny - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bruno Mars
Tags Bruno Mars, Destiny
Exibições 79
Palavras 3.458
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa tarde amores!
sabadão, dia de cap fresquinho!!
Espero que gostem, boa leitura, e tenham todos uma ótima semana!

Capítulo 18 - Capitulo-17-


Fanfic / Fanfiction Destiny - Capítulo 18 - Capitulo-17-

Parte Bruno 

 

Eu tinha decretado, se ela não me atendesse, eu não a procuraria mais! 

Mesmo que eu quisesse muito.

 

E eu liguei. E ela não me atendeu. Doeu, pensei que significasse mais para ela, mas parece que não sou mais nada. E o pior, não signifiquei para ela, o mesmo que ela significou para mim.

 

Porem, para a minha surpresa, ela retornou a ligação. Ela me ligou, me procurou.

A nossa conversa foi breve, e me deixou curioso com o seu pedido de um encontro, já que teria algo muito importante para me falar. Por isso resolvi não perder tempo, e disse que iria ate ela na mesma hora. Acho que eu a assustei um pouco com a minha determinação, mas eu realmente precisava entender o que estava acontecendo, não só com ela, mas comigo também. Quero saber como ainda me sinto ao seu lado, quero saber como o meu corpo, a minha cabeça, e o meu coração reagem a ela depois de tanto tempo.

 

Por isso, pedi ao Ryan que mandassem preparar o jatinho, pois eu iria imediatamente para São Francisco, seria apenas o tempo de ir em casa, e pegar algumas trocas de roupa, no dia seguinte eu voltaria para Los Angeles.

 

(***)

 

Olho pela janela do jatinho, e a minha mente e um turbilhão. Poucas pessoas na vida algum dia me fizeram largar tudo o que estava fazendo, para procura-las. E a Des, certamente foi uma delas. E se ela fez isso, e que de alguma forma, ela ainda mexe comigo, ou com a minha curiosidade.

 

Paramos em frente ao hotel, em que o Ryan mandou a mensagem para o Lonnie, dizendo que estava a nossa reserva. Fiz chek in, com o nome de Joseph Bayot, o nome que geralmente uso para me hospedar, e ter um pouco de privacidade. O quarto era confortável, iria ficar pouco tempo, por isso, não era necessário luxo, eu só queria saber o que ela tem para falar comigo, e logo voltarei para casa.

 

Enviei uma mensagem para ela dizendo em que hotel estava, e pedindo para se possível nos encontrarmos hoje ainda. Peguei uma troca de roupa na mala, e fui tomar banho, afinal, eu só fiz a mala e sai de casa. Já estava entrando no banheiro quando recebi a sua mensagem de resposta.

 

"Certo. Estou saindo de casa, chego ai em no máximo vinte minutos, estarei a sua espera no bar do hotel. Ate mais Peter! Destiny"

 

(***)

 

Me olho no espelho mais uma vez, estou quase dez minutos atrasado, mas quero ficar bem, quero ficar apresentável para o nosso encontro. Pego o elevador me sentindo ansioso. Sentindo um negocio estranho no estomago, algo parecido com o que eu senti a mais de dez anos atras quando eu soube pela minha mãe que ela tinha ligado para o Havai a minha procura. Estou ansioso. 

Olho no espelho mais uma vez e sorrio. Estou parecendo um adolescente indo encontrar a garota da sua vida. Merda. Sera que se eu jogar um charme, ou flertar com ela, terminamos a noite juntos? 

 

Não vou negar, a Destiny esta muito gostosa, esta simplesmente incrível, e eu assumo, queria muito poder ter aquela mulher novamente. Não que eu vá desistir do meu relacionamento de anos com a Ashley, por causa dela. Afinal, todos mudam, e eu não sei se por dentro, ela mudou para melhor, ou não.

 

Entro no bar do hotel, e automaticamente os meus olhos percorrem o lugar. Olho no relógio, e vejo que estou exatamente quinze minutos atrasado, já era para ela estar por aqui, mas não esta. Sigo para o bar, e peço uma dose de Whisky com bastante gelo, não quero nada forte no momento, deixa para depois dependendo do nosso assunto.

 

Musica ☺

 

No bar do hotel começa a tocar e  Everybody Knows, do John Legend. E um som ambiente, muito gostoso, esta musica e linda, tem uma bela letra, e uma melodia emocionante. Olho no relógio de dois em dois minutos, estou ansioso, e esta demora dela me deixa louco, parece que vou ter um treco. Dou o ultimo gole na minha bebida, e pego o meu celular, decido ligar para ela, e saber se ainda vai demorar demais.

 

-Por favor, coloca mais uma dose para mim, com bastante gelo também!-o celular começa a chamar.

 

-Sim senhor!

 

-Alo!- sua voz suave ecoa do outro lado da linha, e toda a minha tensão vai embora junto a voz do John Legend, que toca do outro lado da linha. Ela esta aqui.

 

-Onde esta?-olho ao redor.

 

-Acabei de entrar. A proposito, esta muito bem com este terno escuro!-sorrio, e olho para a entrada, e quase perco o ar. Caralho.

 

Ela caminha devagar, parece querer me matar ainda mais de ansiedade. Ou deixar que eu aprecie o quanto ela estava espetacularmente gostosa naquele vestido preto, justo ao seu corpo que esta simplesmente incrível. Me levanto quando ela esta tão perto que consigo sentir o seu perfume. O seu sorriso e apenas um esticar de lábios. Intrigante. Os seus olhos dizem mais do que qualquer sorriso, eles brilham, e sei que os meus também. Noto que no fundo de seus olhos tem um ar preocupado, não sei o que e, sera que e o tal assunto? Não sei, mas quero descobrir.

 

-Você esta maravilhosa neste vestido!-ouço, e vejo o seu sorriso. Linda!

 

-Obrigada Peter. Você também não esta nada mal!-sorrimos.

 

-Obrigado!

 

-Desculpa o atraso, mas não poderia deixar o meu filho sozinho.

 

-Claro que não! Ele esta bem?

 

-Sim, esta! Ficou na casa de um amigo, passo mais tarde para busca-lo.

 

-Claro! E você, como esta?-estico o braço para um abraço.

 

-Bem obrigada!-retribui beijando a minha face, e eu beijo a sua. Seria um crime falar que queria um pouco mais?

 

-Cheirosa!-sorri.

 

-Você também!-o seu sorriso continua lindo.

 

-Podemos nos acomodar em uma mesa, ou prefere ficar por aqui no bar mesmo?

 

-Podemos nos acomodar, acho que seria melhor!

 

-Tudo bem! Aceita jantar comigo?

 

-Posso te acompanhar sim, obrigada!

 

Seguimos para uma mesa que estava vazia, e nos acomodamos. Arrastei a cadeira para ela que me agradeceu ao se sentar. Um garçom veio ao nosso encontro, e fizemos o nosso pedido acompanhado de um espumante para mim, e um suco para ela.

 

-Você não bebe?-a encarei.

 

-Bebo, mas estou dirigindo.

 

-Qualquer coisa eu a levaria ate em casa, sem problemas. Ou você dormiria por aqui!-sorri de canto, não resisti.

 

-Oh, Peter!-sorriu abertamente. Você não muda!

 

-Tem coisas que não mudam querida! Ao contrario de você. Nossa Des, me desculpa, mas eu não consigo parar de pensar em como você esta linda, como esta incrível!

 

-Muito obrigada Peter. Ou Bruno.-sorrimos. Como quer que eu te chame?

 

-Do jeito que desejar!-me inclinei para frente colocando a minha mão sobre a sua. Lembra que fizemos uma aposta relacionada a apelidos assim que nos conhecemos?-sorrimos abertamente.

 

-Lembro! Você queria saber do que o meu pai me chamava quando era mais nova, não era isso?

 

-Acho que sim!-me sentei normalmente quando a nossa bebida chegou. Acho que tínhamos apostado que se você me contasse o seu apelido antes de ir embora, você teria que fazer algo que eu quisesse, e se você não me contasse, que foi o que aconteceu, eu teria que fazer algo que você quisesse!-ela sorriu novamente.

 

-E parece que você perdeu, certo?

 

-Certo!-bebi um gole do meu espumante. Algo que deseja deste seu humilde cervo?-sorri fazendo uma reverencia, e sorrimos.

 

-No momento não lacaio, deixa para o futuro!

 

-Como desejar! Saiba que pode ser o que quiser!-sorri de canto.

 

-Você continua o mesmo!-bebeu do seu suco.

 

-Como já disse, tem coisas que não mudam Des!

 

-Verdade! Obrigada por ter vindo tão rápido!- a sua face agora era seria.

 

-Tudo bem, eu tenho bons recursos para me locomover rapidamente.

 

-Imagino que sim!

 

-Mas o que deseja falar comigo?

 

-Bem...

 

Ela mordeu de leve o lábio inferior, e respirou fundo. Tomou um grande gole do seu suco agora, e esfregou uma mão na outra, ela estava aparentemente em panico, deve ser algo muito serio.

 

-O que houve, por que esta tão tensa?

 

-Nervosa! Estou muito feliz, e confusa por te reencontrar!

 

-Feliz eu também estou, mas por que confusa?

 

-Estou nervosa, sentindo o meu estomago frio. Gelado, na realidade.-sorri abertamente, e  me levantei sentando um poco mais próximo dela, e ela me encarou, olhando dentro dos meus olhos.

 

-Se você soubesse como estou por dentro, ficaria surpresa!-disse mais baixo, e ela fechou os olhos sorrindo. Estou muito nervoso Des, você e a unica mulher que já me deixou assim, tenso!-ela respirou fundo mordendo o lábio novamente. Não faça isso, estou louco para morde-lo também!-assumo, e ela abriu aqueles olhos claros a me encararem. A maldita dos olhos verdes continua a me hipnotizar. Sorri.

 

-Não fale isso, você e comprometido!

 

-E só a verdade!-me afastei dela novamente, não como antes, apenas um pouco. Mas me desculpe, afinal, você também e!

 

-Sou o que, comprometida?-apenas afirmei bebendo da minha taça. Não sei quem te disse isso, mas a informação e equivocada!

 

-Ninguém me disse, eu apenas deduzi!

 

-Eu não sou casada Peter!

 

-Pensei que ainda estava com o pai do seu filho! Alias, qual e o nome dele?

 

-De quem?-ela me encarou parecendo ficar tensa.

 

-Do seu filho.-sorri.

 

-Ah, claro! E Nícolas, ele se chama Nícolas Peterson.

 

-O pai dele não o registrou?

 

-Então...

 

-Desculpa o incomodo, o jantar do casal!-o garçom nos interrompeu.

 

-Nos não...

 

-Muito obrigado amigo!-a interrompi, e ele apenas acenou nos servindo.

 

-Tenham um bom apetite!

 

-Obrigado.-olhei para ela que encarava o seu jantar. Esta tudo bem?

 

-Esta!

 

-Então, me conta, ele não registrou o filho de vocês?

 

-Peter, sem querer ser grosseira, mas poderia deixar este assunto para depois do jantar?-sorriu amarelo.

 

-Claro, sem problemas! Espero que esteja bom!-indiquei o seu prato.

 

-O seu também!

 

O jantar foi bem agradável. Trocamos alguns olhares, que nos fizeram sorrir. Tinha algo no ar, algo que era bom, interessante, instigante. Algo velho, que queria muito estar presente, queria ser novo. Algo que deixaram os nossos olhos fixos um no outro por vários longos minutos, por varias vezes ao longo do nosso jantar. Por varias vezes o silencio conseguia falar mais do que as nossas bocas. Conseguia sentir mais do que o nosso coração, mais do que os nossos sentidos. O silencio foi, por varias vezes, o nosso amigo mais intimo, o motivo de trocas de simples olhares, e sorrisos expressivos. Esta mulher vai me deixar doido!

 

-Acho que nunca tive um jantar tão quieto quanto este!-ela sorriu, e eu fiquei olhando em seus olhos.

 

-Foi o melhor jantar que já tive!-ela se mexeu parecendo desconfortável em sua cadeira.

 

-O que você tem querida?-a questionei novamente. Esta começando a me deixar inquieto também!-minha fala era mansa, e carinhosa.

 

-Sinto muito!

 

-Afinal, o que e de tão importante que você queria me falar? O que e de tão importante, que me fez sair de Los Angeles, e vir ate São Francisco, para você me falar? O que você sente tanto?

 

-Certo.-ela mais uma vez respirou fundo, parecia tensa, incomodada com algo. Podemos ir a outro lugar?

 

-Outro lugar?-a encarei confuso. Serio?

 

-Sim, a praia. E aqui em frente, você vai gostar de la, e lindo! Me lembra muito uma certa praia Havaiana.-sorriu.

 

-Claro! Mas certamente, não chega aos pés de qualquer uma do Havaí!-foi a minha vez de sorrir.

 

Paguei a conta, mesmo com a sua insistência em dividir. O mulher teimosa! 

 

Ela se levantou da mesa, e pude ver alguns olhares em sua direção. Ela certamente estava acostumada a receber este tipo de olhares, já que nem se incomodou. Porem, eu fiquei incomodado sim, e chato você estar com alguma mulher, e todos os homens ficarem olhando para ela. 

 

Saímos do hotel com ela um pouco a minha frente. O Lonnie foi conosco, mantendo um pouco de distancia, apenas para respeitar a nossa privacidade. Apenas atravessamos a rua, e caminhamos por alguns cinco minutos mais ou menos pela orla da praia, ate pararmos em um ponto onde nos dava a visão exata do horizonte, sem nada a sua frente. Sorri. Não e que realmente lembrava-um pouco-, a vista da praia em frente a casa do meu tio, onde tivemos as nossa primeira, e outras vezes. Fiquei por um minuto completamente perdido em meus pensamentos, que se fixaram naquele maravilhoso dia, o dia em que tive esta mulher ao meu lado pela primeira vez em meus braços.

 

-Boas lembranças?-a sua voz baixa me interrompe, fazendo um sorriso brotar em meus lábios.

 

-Ótimas lembranças!-me virei para ela que ainda olhava para frente. E você?

 

-Este e o meu lugar favorito aqui!-sorriu fechando os olhos. Respiro fundo, e consigo sentir o cheiro da chuva que caiu no dia em que... você sabe!- a sua face se contorce, e ela eleva o rosto.

 

-Senti a sua falta!-assumi.

 

-Eu morri de saudades!-ela se vira para mim, e abre os olhos. Pensei que iria morrer de saudades!-sorri abertamente, e eu me aproximo o máximo que os nossos corpos permitem.

 

-Me da um beijo?

 

-Eu não...

 

-Pelos velhos tempos!-sorri sem jeito. Linda.

 

-Peter.-ela morde o lábio, e eu não resisto.

 

Passo a mão em sua cintura, a prendendo contra o meu corpo, e a beijo. Sabe quando você sente tudo parar, e parece que nada ao seu redor e mais importante. Nada mais tem a mesma importância? Sabe quando você tem certeza de que sentiu falta de algo, sabe o que e, mas só tem certeza quando o tem de novo? Sabe quando o seu coração da um tranco, e tudo o que você quer, e não deixar de sentir o que esta sentindo? Saudade. Saudade da sua boca, do seu beijo, do seu toque, da sua respiração batendo no meu rosto enquanto nos beijamos. Saudade do seu corpo que não e o mesmo, esta longe de ser, mas e como se nunca tivesse mudado. Saudade da sua mão em minha nuca, da sua língua na minha boca, da excitação que era quando o seu corpo estava rente ao meu. Saudade de tanta coisa que mal consigo enumerar.

 

Nos separamos com selinhos, sem um pingo de vontade de acabar, sem um pingo de vontade de nos separarmos deste beijo. Eu falo por mim, e por ela, por que sei que ela sentiu o mesmo que eu.

 

-Destiny.-sorriu.

 

-Peter, seu louco!-sussurrou.

 

-Saudade da sua boca, do seu toque quente!-sorriu.

 

-Também senti muito a sua falta!-baixou a cabeça, e deu um passo para trás. Eu sinto muito!-elevou o olhar encarando o horizonte novamente.

 

-Pelo o que?-toquei em em sua mão. Eu não consigo entender pelo o que você sente tanto?

 

-Eu menti pra você! Eu achei que era para o seu bem, eu tomei uma decisão por mim, e por você sem nem perguntar a sua opinião, não queria te atrapalhar!-lamentou balançando a cabeça em negação.

 

-Do que você esta falando?-segurei melhor a sua mão, a fazendo me olhar.

 

-Lembra quando eu te liguei a quase doze anos atras, quando você já estava em Los Angeles?

 

-Lembro claro, você me ligou para dizer que estava namorando!-ela sorriu tristonha.

 

-Você só lembra disso, só se lembra que falei isso?-me olhou.

 

-Não! Eu me lembro como fiquei puto, ao saber que você estava gravida. Que estava gravida de um cara qualquer. -sorri. E não de mim!-soltei uma risada ruidosa, e ela fechou os olhos com força. Sabe quantas vezes eu sonhei que você estava gravida de mim? Que seriamos uma família linda, daquelas de comercial de TV?-a encarei.

 

-Eu menti. Ela apenas sibilou, e eu senti o meu corpo formigar. 

 

-Você mentiu? Mentiu sobre o que?-eu estava confuso.

 

-O bebe. O nosso bebe!-eu vi os seus olhos marejarem, e a sua face mais uma vez se contorcer, e ela virar o rosto, mas não derramou uma lagrima.

 

-Nosso bebe?-eu procurei pelos seus olhos, mas não os encontrei.

 

-O filho era na verdade seu!-ela se quer me olhava.

 

-Não! Não, isso e brincadeira!-sorri mordendo os lábios. Olha pra mim?-pedi.

 

-Desculpa!-disse baixo.

 

-Desculpa! Desculpa, e a unica coisa que você me fala depois de soltar esta bomba?-eu gargalhei em tom moderado, e dei as costas passando as mãos pelos cabelos. Caralho Destiny...

 

-Me..

 

-NÃO! NÃO, FICA QUIETA!-grito exaltado, mas em seguida me contenho. Eu preciso processar, preciso entender de verdade o que eu acho que entendi. 

 

-Não precisa gritar comigo!-foi firme.

 

-Espera, você teve um filho meu?-apontei para o meu peito quando olhei para ela novamente.

 

-Tive!

 

-Um filho meu, e você só me fala agora, onze anos depois? ONZE ANOS DEPOIS?-eu a encarava incrédulo.

 

-Por favor, não chame a atenção...

 

-FODA-SE! EU QUERO QUE TODO MUNDO SE FODA!-me aproximei segurando em seu braço. Olha pra mim.-a minha respiração era forte, e a minha fala estava tensa, e tremida. Caralho Destiny, você sabe, você tem noção de como eu sofri sabendo que você estava gravida de um babaca qualquer?-os meus olhos ardiam, mas assim como os dela, não derramavam uma lagrima. Você tem ideia de quantas vezes eu desejei que o seu filho fosse meu? Por que você fez isso?-agora a minha voz era baixa.

 

-Eu ia te contar!

 

-E por que não contou?

 

-Por que você disse que estava difícil, mas que nada, e nem ninguém...

 

-VAI PRO INFERNO!-esbravejei alto, mas logo baixei o tom novamente. Foda-se o que eu disse, você tinha que ter me contado caralho!

 

-Você já estava namorando...

 

-Porra nenhuma! Eu nunca tive merda nenhuma com a Meg, ate antes de você me ligar, naquele maldito dia! eu só disse que estava namorando, por que você falou do tal cara. Que eu acho que não existiu. Certo?

 

-Certo! Nunca existiu nenhum outro homem em minha vida! Eu praticamente virei uma virgem depois que transei contigo pela ultima vez, só tive relações novamente depois que o Nick estava com quatro anos.

 

-Por que não me disse?-passei mais uma vez as mãos pela cabeça novamente, ignorando o seu comentário.

 

-Me entenda, eu não queria estragar os seus sonhos!

 

-Os meus sonhos? a encarei. E os seus? 

 

-Ficaram para trás!-sorri sem animo. Mas eu não me arrependo!-a sua voz estava embargada, mas lagrima nenhuma brotava de seus olhos, era como um pranto interno. Eu pensei em você Peter, eu pensei em como você estava determinado, em como você queria ser musico, ser quem você e agora, eu só pensei em você!-vi os seus olhos marejarem novamente. Eu deixei o meu sonho da advocacia pra trás, mas não me arrependo, hoje o nosso filhos e um rapaz, e você e o grande Bruno Mars...

 

-Mesmo que você tivesse me contado, o NOSSO filho não deixaria de ser o rapaz que e hoje, e eu seria o Bruno Mars  QUE SOU! Nada disso iria mudar, eu iria fazer de tudo pelo nosso filho. Por você!

 

-Eu achei que era o melhor a se fazer!

 

-Eu quero vê-lo!

 

-Justo! Vamos marcar um dia...

 

-Agora!-ela me encarou.

 

-Agora?

 

-E, agora! Eu acho que tenho este direito, não e?-a encarei seriamente, eu estava muito irritado.

 

-Tem! Você esta certo!-balançou a cabeça convicta. Você vai comigo?

 

-Vou!

 

-Então eu vou pegar o meu carro no hotel!

 

-Ta bom!-eu ainda a encarava seriamente.

 

-Ja volto!

 

E saiu. Ela deu as costas me deixando sozinho com a promessa de ser breve. Eu olhei novamente para o horizonte, e respirei muito fundo. 

 

-Eu tenho um filho!-disse para mim mesmo, e olhei para o Lonnie em seguida. Eu tenho um filho de onze anos! Acredita nisso?

 

-Eu acredito! A Ashley que não vai acreditar!

 

-Foda-se! Eu nem sei como absorver a primeira informação, piorou a segunda!

 

Eu me peguei pensando, imaginando como seria o nosso filho. Como seria a sua aparência, assim como eu já havia tentando imaginar algumas vezes desde que descobri que ela estava gravida. Mas, antes era apenas uma hipótese, hoje, eu sei que e uma realidade. Nos temos um filho juntos! Somos pais de um menino. A minha cabeça era um turbilhão de pensamentos, eu não sabia o que fazer, o que pensar, eu só queria ver o meu filho. Eu só queria enfim conhecer o meu filho!

 

5, 10, 15. Haviam se passado exatos vinte minutos, e ela não tinha voltado. Eu olhei para o Lonnie, que me olhou de volta com a mesma cara de confuso, na qual eu fazia. Ela não iria fazer isso comigo, ela não tinha feito isso comigo, não de novo. Senti o meu celular vibrar no meu bolso, e senti o meu corpo gelar. Peguei o aparelho, e era o seu numero.

 

"Eu acho melhor adiarmos este encontro, você esta muito nervoso hoje, e não acho que nem você, nem eu, e muito menos o Nick, estejamos preparados para isso! Vamos marcar uma nova oportunidade. Ate Peter! Destiny"

 

-FILHA DA PUTA!


Notas Finais




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