História Destiny - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bruno Mars
Tags Bruno Mars, Destiny
Exibições 80
Palavras 4.265
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa noite!!!!!
Eu disse que voltaria a qualquer momento, não foi???
Bem, como eu fui "injusta" com vocês no capitulo anterior, em parar na "melhor parte", eu decidi postar mais um! Isso não sera sempre, mas, sempre que for possível, eu posto mais de um.
Enfim, espero que gostem, boa leitura, e... nos esbarramos por ai! :D

Capítulo 19 - Capitulo-18-


Fanfic / Fanfiction Destiny - Capítulo 19 - Capitulo-18-

Parte Destiny

 

 

Eu sei que estou sendo xingada, isso e um fato!

 

Eu sei, sou covarde, burra, sem coração. Eu sou o que Deus, e o mundo quiser me xingar. 

Eu errei, e estou com dificuldades de enfrentar o meu erro de frente, estou com dificuldade ate de me encarar no momento. 

Ele estava la, tinha ficado muito puto, e exigiu o que era de direito seu, o que ele já tinha direito a onze anos atras. Mas eu fui covarde, e não consegui seguir adiante.

 

Paro em frente a casa do amigo do Nick, e simplesmente não sei o que fazer. Estou confusa, com medo, com medo da reação do meu filho, em dizer a ele que o seu pai quer vê-lo, que ele quer encontra-lo, quer conhece-lo. Não sei o que ele vai pensar, não sei se ele esta preparado para isso. Eu sei, que eu não estou, e tenho medo dele falar que esta preparado. 

E egoismo! Sim, eu sei que estou sendo egoísta em querer ele somente para mim, estou sendo egoísta em não querer dividir o meu filho com ninguém, nem mesmo com o seu próprio pai. Mas eu não sei agir de outra forma

 

Como sai sem falar nada, decido ao menos mandar uma mensagem, sei que ele vai surtar por eu ter ido embora sem falar nada, mas infelizmente eu não consegui, eu não consigo.

 

Buzino duas vezes, e em seguida ele aparece. Agradeço a Nicolay, mãe do Josh, pela gentileza em deixar o meu filho em sua casa. Sigo os poucos metros que faltam ate chegar em nossa casa, em completo silencio. Ele fala, conta sobre o tempo que ficou com o amigo, mas eu não o ouço, eu não tenho cabeça para pensar em outra coisa a não ser no Peter. A não ser em: o Peter, quer ver o meu filho! O nosso filho! 

 

O meu celular toca, e antes que o Nick o pegue, eu sou mais rápida o colocando no painel virado para baixo, não quero atender, e não quero que ele atenda. Não quero correr este risco.

Entro em casa sem nem mesmo guardar o carro, não tenho cabeça nem mesmo para isso. Como o Nick já tinha jantado, foi direto para o quarto, e eu para o meu, só queria a minha cama, e esquecer que este dia existiu. Porem, para me dar um choque de realidade, ouço o meu celular tocar novamente, e com muita insistência. Pego o aparelho, e senti o meu corpo se arrepiar. E ele. Deixo tocar, não quero falar, não quero ouvir, ele vai me xingar, ele vai me xingar e muito. Um alerta de mensagem me desperta, e uma mensagem de voz. Tenho medo de ouvi-la, sei que não sera agradável, não sera nem um pouco agradável!

A minha consciência pesa, a minha cabeça esta uma loucura, não sei por quanto tempo eu vou conseguir viver assim. Não sei por quanto tempo ainda serei capaz de manter estes dois separados, por puro capricho meu, por puro medo meu.

 

"Eu não acredito que você fez isso comigo! Puta que te pariu, você e uma covarde do caralho, eu não sabia que você era assim, não sabia que tinha me apaixonado por uma covarde, mesquinha, e egoísta! E de meu direito ver o garoto, ele também tem o meu sangue caso tenha se esquecido disso! Destiny, eu estou muito puto com você! Caralho, você não tem noção!-ele pare e respira fundo. A minha vontade e de... Que raiva!-a sua voz e branda, e as minhas lagrimas já rolavam pela minha face. Você e uma egoísta de merda!-ele finaliza a mensagem"

 

 

Abafo o meu rosto no travesseiro e choro. Um choro doido, um choro confuso, um choro magoado, magoado comigo mesma, magoado por ter magoado o Peter, por que, no final das contas, eu me importo. Eu me importo com tudo.

 

Vejo uma fresta de luz clarear o quarto, olho em sua direção, e me deparo com o meu menino entrando no quarto. Ele senta ao meu lado, e eu o puxo contra mim, e quase instantâneo, e como se ele fosse o meu porto seguro. Como se fosse não, ele e! Sinto a sua mão em minha face, e mais uma vez deixo as lagrimas caírem. Ele não diz nada, mesmo sabendo que tem algo errado, ele apenas me abraça.

 

-Por favor mãe, só não chora!-apenas balancei a cabeça positivamente. Eu não gosto de te ver assim, ainda mais quando eu não sei o por que.

 

-Não se preocupe comigo meu amor!

 

-Como não mãe?

 

-Só me abraça.-pedi, e ele se deitou ao meu lado.

Ficamos um tempo assim, somente abraçados. O Nícolas e o meu porto seguro, o meu filho e a minha base, o motivo das minhas lutas, o motivo de tudo que era mais importante em minha vida. Um dos meus maiores medos, era que ele conhecesse o pai, e acabasse ficando contra mim, e depois de tudo o que eu passei ao longo de todos estes anos, ele se virar contra mim. Eu morro de medo.

 

-Posso te fazer uma pergunta mãe?-questionou-me depois de algum tempo.

 

-Claro.-o meu choro já tinha cessado.

 

-Por que a senhora estava tão quieta hoje quando foi me buscar. Quem a senhora foi encontrar que te deixou assim, tão abalada?-fechei os olhos com força.

 

-Eu fui encontrar o meu amigo, aquele que me ligou e você atendeu, lembra?

 

-Sim! Mas por que ele te deixou tão abalada assim?

 

-Bem, ele e o melhor amigo do seu pai!-ele me olhou imediatamente.

 

-O meu pai?-apenas acenei positivamente. E a senhora encontrou o meu pai?-merda, e agora, o que eu falo? Não posso, ainda não posso.

 

-Não!

 

-Hum... Mãe, como vocês se conheceram?-sorri.

 

-Foram nas minhas ferias escolares, eu tinha 17 anos de idade! Viajei em um lugar lindo, litorâneo, e la eu o conheci, em frente a praia, em uma noite linda. Eu olhei nos olhos dele, e fiquei encantada, o seu pai e um homem lindo! Mas ele fez com que eu me apaixonasse por ele, com os seus gestos, com gentileza, com carinho, e bom, você foi o resultado do nosso... Amor, talvez.

 

-Quero muito conhece-lo.

 

Eu não respondi absolutamente nada, apenas continuei abraçada a ele, e aos poucos eu senti que ele adormeceu. A cada vez que converso com ele sobre o seu pai, sinto uma agonia terrível, uma angustia que me deixa ate sem ar.

A noite foi bem longa. Depois que o Nick adormeceu, o Peter me mandou mais algumas mensagens mau criadas, e eu não respondi nenhuma, já que a minha vontade era mandar ele tomar naquele lugar, sem um pingo de pena. Tudo bem que eu estrou errada, mas mesmo assim, isso não o da o direito de me xingar, eu sei que estou errada, e não preciso de ninguém para me lembrar disso. O meu filho, e a minha consciência já fazem isso a todo o momento. 

Durante a madrugada eu liguei para a Tathi, e em meio aos seus xingamentos, por te-la acordado durante a madrugada, nos combinamos dela vir ate a minha casa no dia seguinte.

 

Acordei não sei bem as horas no dia seguinte, só sei que a unica coisa que eu ouvia, era o piano no primeiro andar da casa. Sorri, amo quando ele acorda feliz, pois sempre toca pela casa. Porem, desta vez, ele resolveu cantar, e a musica, bem... posso dizer que when i was your man, não seria a minha musica predileta para despertar. Mas não e que ela ficou muito bem na sua voz? Sera o seu pai ficaria orgulhoso em ver o seu filho tocando, e cantando uma de suas musicas?

 

-Meu Deus, isso e um sinal?-coloquei o travesseiro em meu rosto.

 

(***)

 

Mais de um mês e meio haviam se passado desde que eu encontrei o Peter, e que ele certamente tem um forte desejo em ter a minha cabeça em uma bandeja de ouro.

 

Ele me ligou todos os dias durante uma semana direto, chegou ao ponto de eu desligar no celular por exatos três dias. Pense em como foi difícil ficar sem o celular? 

Eu sei que eu poderia ter acabado logo com tudo isso, mas e que eu não consegui. Eu cheguei a me sentar com o meu filho umas quatro vezes para contar a verdade para ele, contar para o Nícolas, que o seu pai queria vê-lo, contar quem ele era de verdade, mas eu sempre recuei, o medo de perder o meu filho, falou mais alto, medo dele se revoltar contra mim, não entender de verdade o motivo de eu ter feito o que eu fiz!

O pior de tudo, e que hoje era o aniversario da Ashley. Sim, da namorada dele, ela tinha fechado o nosso melhor pacote no dia seguinte ao casamento. E para piorar ainda mais, o evento seria na casa deles, e eu estava responsável pelas bebidas. 

Quer coisa pior? Sim, eu teria que ir a Los Angeles, pois as vinte caixas de Broker’s Gin que eles tinham encomendado, simplesmente um dos mais caros do mundo, ficou preso no desembarque do LAX, ele vinha de Londres, e eu tinha esquecido de deixar a nota com o George, o rapaz responsável de buscar a bebida, portanto, sobrou para mim.

Eu fui, fui somente ate o aeroporto, liberei a carga apresentando a nota na policia federal, já que o produto era importado, e segui para o apartamento da Tathi, era la que eu iria ficar ate a manha seguinte, onde o meu voo de volta estava marcado. 

 

Eu não estava no local, mas uma certa amiga da onça, que eu tenho, fez questão de me deixar atualizada de todos os detalhes da festa, tanto os que me interessavam, quanto os que não me interessavam também.

 

-Ain amiga, ele bem perguntou sobre você!-ela me confidenciou baixinho.

 

-Pelo amor de Deus...

 

-Relaxa, eu disse que você não pode vir!

 

-Que bom!

 

-Ele perguntou pelo Nick!

 

-Nick?-me surpreendi.

 

-Sim!

 

-Ele o chamou de Nick?

 

-Sim, queria o que, que ele o chamasse de filhinho? Ele nem conhece o garoto, graças a você que não...

 

-Eu já entendi! O que ele perguntou?

 

-Se ele estava bem, como ele era. Ele parece muito interessado em conhecer o menino amiga. Você esta sendo uma vadia desalmada.

 

-Eu só estou com medo, e você sabe disso!

 

-Eu sei! Eu fiquei sabendo que ele vai pedir a namorada em casamento hoje.

 

-Serio? Que bom!

 

-Bom?

 

-Sim! Por que, você achou que eu iria ficar como, puta da vida?

 

-Sim!

 

-Por que?

 

-Você ainda gosta dele!-afirmou convicta.

 

-Não sei quem andou mentindo para você!

 

-E melhor deixarmos isso pra la sabe?

 

-Acho bom mesmo! Eu espero que ele seja muito feliz com a noiva dele, e de preferencia, que me deixe em paz! Que deixe a mim, e ao meu filho em paz!

 

-Ok, não esta mais aqui quem comentou!

 

-Obrigada!

 

Depois que ela me pediu para resolver algumas coisas que poderiam ser feitas pelo telefone, eu peguei uma taça de vinho, da sua adega, e me sentei no sofá. Estava me sentindo estranha, com uma coisa estranha no peito, um aperto estranho, e uma vontade louca de chorar, uma vontade louca de sair gritando como uma louca, só de pensar que ele iria pedir a namorada em casamento, e que certamente, ela vai aceitar.

 

-Merda, por que eu estou me sentindo assim?

 

 

Parte Bruno

 

 

Hoje era o aniversario da Ashley, e tínhamos programado uma grande festa aqui em casa para ela. Convidamos muitos amigos, e familiares para a festa que seria aqui na nossa casa mesmo. Ela tinha fechado contrato com a empresa de Buffet da Destiny, e isso que de imediato tinha me deixado um pouco apreensivo, agora me deixava extremamente excitado, só em imaginar que enfim, eu vou poder coloca-la contra a parede depois de mais de um mês com ela fugindo de mim. A sua sorte foi que este mês eu estava mais do que ocupado, por que se não, eu não teria apenas ligado, mas teria viajado ate la, e teria virado São Francisco de cabeça para baixo ate encontrar aquela filha de uma puta! 

 

Maldita dos olhos verdes!

 

Mas hoje eu iria falar com ela, a se ia, do hoje ela não me escapa, e eu estou disposto a fazer uma loucura, eu quero, e tenho o direito de conhecer o menino. Eu ainda não contei a Ashley sobre a existência de um filho, já que nem eu mesmo vi o garoto, não tem cabimento contar a ela, sendo que eu não tenho ninguém para apresenta-la. Mas, assim que conhece-lo, e tudo se confirmar, ela ficara sabendo sobre ele.

 

Olhei no relógio, e eram mais de cinco da tarde, a casa já estava movimentada com o pessoal da decoração, da iluminação, som, e o buffet. A possibilidade dela estar debaixo do mesmo teto que eu, estava me deixando louco, tanto que eu não sabia se ficava na parte de sima, ou na de baixo esperando ela aparecer.

 

-Sossega homem, ate parece que o aniversario e seu!-ela sorri enquanto me olha entrando no quarto depois de constatar, que ela não estava circulando pela casa.

 

-Eu só quero ver se vai sair tudo como eu planejei, afinal, você merece meu amor!-me aproximei a beijando os lábios.

 

-E o que você esta planejando?

 

-Segredo!-disse rente aos seus lábios.

 

-SURPRESA!-fomos interrompidos.

 

-As melhores cunhadas do mundo estão na área!-a minha tropa chegou com tudo.

 

-Ola meus amores!-Ash sorri receptiva, as cinco se dão super bem.

 

Eram mais de oito da noite quando a Ashley desceu, linda, e todos os convidados já a esperavam ansiosos. A musica era boa, a comida era ótima, a decoração estava impecável. Mas por que eu ainda continuo inquieto? Ah sim, ela ainda não deu as caras!

Eu vi a sua amiga Tathianna, andando pela sala em direção a cozinha, pouco antes dos convidados começarem a chegar, mas ela, nem a sombra. SÓ me falta aquela maldita, não ter aparecido.

A festa estava rolando muito bem, eu estava bebendo de um dos melhores gins de Londres, enquanto conversava com o meu amigo Phil, mas mesmo assim, não deixava de olhar ao meu redor a todo o momento.

 

-O que você tem cara, caralho, esta inquieto que só!

 

-Estou procurando aquela maldita!

 

-Ela esta aqui?-olhou ao redor também.

 

-Deveria estar, mas não a encontro.

 

-Ela ainda não falou nada sobre o menino?

 

-Nada Phil, nada! Acredita nisso?

 

-Cara, sera que isso não e um golpe? Ela inventou isso, e agora estar fugindo para se caso você queira fazer algum exame?

 

-Eu não sei cara.

 

-Pensa bem! Ela pode ter inventado isso, achando que você simplesmente iria aceitar de boa sem pedir nada, e pelo passado de vocês, você iria simplesmente aceitar de boa sem fazer nenhum exame, e dar um cala a boca a ela por você ser famoso, e pronto! Iria arrancar uma grana sua!

 

-A Destiny não e assim!

 

-Você a conheceu a quase doze anos atras, quem te garante que ela não mudou? Cara, agora você e rico!

 

-Ela não e mal de vida!-o encarei.

 

-Como você sabe?

 

-Ela e uma das donas do Buffet!

 

-Sera? Ela pode ser a gerente, e se passar pela dona!

 

-Eu não sei, não quero pensar nisso agora. Esta na hora!-olhei para o relógio.

 

Me distanciei do meu amigo, e segui ate onde estava a mesa de som, pedi um segundo ao DJ, e peguei o seu microfone. Olhei em direção aos convidados, e respirei fundo, eu estava certo disso, era isso que eu iria fazer, e eu sei que no fundo, era ela que eu queria em minha vida, era ela que eu queria para ser a minha mulher. Eu sei que a Destiny retornou, sei que podemos ter um filho juntos, mas ela voltou diferente, ela esta muito diferente. Mesmo tendo feito o meu coração acelerar com aquele beijo em São Francisco, eu sinto que de uma forma, ou de outra, não estamos mais conectados como antes, algo mudou, e eu não posso ficar esperando para sempre pela Destiny do Havaí, a Destiny de doze anos atras, a Destiny pela qual eu fui completamente apaixonado.

 

-Boa noite a todos!-chamei a atenção dos convidados. Espero que a noite esteja sendo extremamente agradável a todos vocês, assim como esta sendo para mim, e espero eu, que para a minha amada Ash também!-olhei diretamente para ela que me sorriu. Bom, como aqui só temos amigos íntimos, e familiares, nem preciso dizer o quanto estou feliz em ter esta mulher linda ao meu lado, esta mulher companheira, justa, amiga, esta mulher que não sabe dizer "Não", e que tem o coração mais puro que eu já conheci! Ashley, meu amor, com você, eu já passei de tudo um pouco, na realidade, já passamos!-sorrimos. Você esteve comigo na parte boa, e não me abandonou na parte ruim, esteve comigo quando eu mais precisei, e jamais negou a sua mão para mim, em nada! E por isso, que eu mais uma vez, queria pedir a sua mão!-ela me olhou espantada, e um coro de "HUM"  se fez ouvir. Minha Ashley, você aceita se casar comigo?

 

-Meu Deus Bruno, meu amor! Sim! E claro que sim!-ela sorriu emocionada, e com lagrimas nos olhos.

 

Musica ❤

 

Devolvi o microfone para o DJ, e me aproximei dela, retirando uma caixinha preta do bolso, onde continha o nosso anel de noivado. Eu coloquei em seu dedo o beijando em seguida, e ela colocou no meu fazendo o mesmo. Kiss me do meu amigo Ed Sheeran começou a tocar, assim que nos beijamos. Eu a envolvi em um abraço, balançando os nossos corpos sob o silencio da musica, apenas voz, e violão, as suas lagrimas molhavam o meu pescoço, e eu a abraçava ainda mais a protegendo, a segurando em meus braços. São muitos anos juntos, e muita historia, são muitas historias, tanto boas, como ruins. Mas, como eu disse antes, ela esteve aqui, ela não se foi. Eu não posso dizer que a amo, mas posso dizer com toda a certeza do mundo, que ela e a mulher mais importante na minha vida no momento, que ela e minha melhor amiga, minha companheira, a minha rocha.

A musica ainda estava em seu meio, e eu ainda enxugava as suas lagrimas quando pelo cantos dos olhos, eu vi a Tathianna nos encarar, e em seguida falar ao celular entrando na cozinha novamente. Alguma coisa me dizia que ela estava falando com quem eu queria falar. Ou melhor, xingar!

 

Ao termino da musica, recebemos algumas felicitações de alguns familiares, e amigos, e assim que eu me vi completamente livre, eu fui atras dela, eu precisava tirar isso a limpo logo. Entrei na cozinha como um jato, não queria nem saber, agora estou em minha casa, quero ver me barrarem. E não me barraram, apenas me olharam, como um intruso no ninho, mas eu nem liguei, foda-se. Olhei ao redor, e a reconheci de cara enquanto terminava de rechear alguns canapés, ela me olhou e se endireitou, vindo em minha direção.

 

-Ola Sr. Bruno, que prazer te-lo aqui! Esta precisando de algo, tem alguma coisa fora do seu normal...

 

-Esta tudo ótimo com a festa! Cade ela?-a encarei seriamente, e ela me olhou parecendo não entender.

 

-Ela...

 

-Por favor Tathianna, já basta ela me fazendo de idiota a mais de um mês! Ela jogou a porra de uma bomba nas minhas costas...

 

-Por favor, o senhor poderia me acompanhar ate um lugar mais discreto?-notei que ela endureceu o tom, e eu acenei positivamente.

 

Seguimos para a parte de trás passando pela lavanderia, e saímos em uma parte mais reservada do jardim, que era por onde as coisas chegavam, e não tinha nenhum convidado por la. Ela parou a alguns passos e me encarou.

 

-Ela jogou a porra de uma bomba em minhas costas, e simplesmente agora não me atende mais!-continuei de onde parei.

 

-Eu entendo a sua exaltação Peter, mas entenda ela também!

 

-Como porra! Ela não fala comigo caralho, esta fugindo! Ela disse o que disse, e alem de não me apresenta-lo, ela simplesmente some no mapa? Qual e, eu não sou otário, e nem gosto que me tirem como!

 

-Eu sei, eu te entendo! Só eu sei como queria que ela te contasse logo, como queria que você o conhecesse! Ele e um rapaz lindo, e gentil, educado, um amor!

 

-Como ele esta? Como o Nick e?

 

-Ele esta bem, esta estudando, e muito estudioso!

 

-Deve ter puxado a ela!-sorri.

 

-E, deve! Como eu disse, ele e lindo, tem a cor dos olhos dela, mas olhando bem, o formato e igual ao seu, o sorriso, o nariz também!-sorrimos.

 

-Eu preciso vê-lo, onde ela esta? Ela esta aqui?

 

-Ela não veio!

 

-Não queria me encontrar, não e?

 

-Sim! Não quer na realidade!

 

-Filha da puta, ela não esta sendo um bom exemplo de mãe!

 

-Não xingue a minha amiga, você não sabe de nada!-ela endureceu o tom de voz ainda mais. Ela pode ser o que for, mas ela deu duro, ela abdicou de muita coisa pelo filho de vocês!-ela esticou o dedo em minha direção. Ela passou o pão que o diabo amassou com o rabo, para estar aqui hoje, para não depender de um centavo de ninguém, e o Nícolas ter absolutamente tudo o que desejar. Ela pode ser uma filha da puta, vadia, piranha, vaca, o que você quiser xinga-la, mas não coloque em cheque a sua dedicação, amor, ou zelo quanto ao filho!-ela simplesmente deu as costas.

 

Ok, eu posso ter pego pesado, mas porra, o que eu posso pensar com tudo o que ela tem feito ate agora? Que ela não esta sendo um bom exemplo em ficar escondendo o nosso filho de mim, e eu aposto que o menino nem sabe da minha existência. 

Voltei para o interior da festa, estava com a cabeça a mil, eu estava simplesmente pirando. Eu precisava tirar estas coisas a limpo, eu precisava olhar para ela, e exigir uma atitude, exigir ter a possibilidade de conhecer o nosso filho.

 

Os minutos se passaram, já eram quase onze da noite, e pelo visto a festa iria varar a madrugada, afinal, tinha comida e bebida o suficiente para isso. A minha cabeça estava uma confusão filha da mãe, tudo o que eu queria era olhar na cara daquela maldita, e lhe cobrar o que e meu de direito.

Um dos meus maiores defeitos, e melhor qualidade, e que eu sou turrão pra caralho, e quando quero uma coisa, não tem  nada, e nem ninguém, que me faça desistir, eu não estou aqui onde estou atoa. 

Voltei na cozinha, e sem um pingo de cerimonia, a peguei pelo braço, ela me olhou invocada, e eu retribui. Seguimos para o lado de fora, e ela me olhou como se fosse me fuzilar, se ela tivesse uma arma certamente descarregaria em mim. Legal, somos dois!

 

-Me da o endereço da casa dela, se não eu vou colocar São Francisco de cabeça pra baixo! Eu quero ver o menino, eu quero conhece-lo, e a porra de um direito meu caralho!

 

-Boa sorte!-deu de ombros, e ia saindo, mas eu a segurei, a fazendo me olhar de novo.

 

-Olha Tathianna!-passei as mãos pelos cabelos. Você não tem noção do que eu senti, do que eu passei todos estes anos, imaginando a Destiny, com outro cara, imaginando ela com um filho de outro cara na barriga. Ela quando me ligou, disse que...

 

-O filho era de outro, de um cara que nunca existiu! Eu estava la, e quase a matei por isso!

 

-Então pronto! Eu passei anos imaginando um filho nosso, imaginando como ele seria, imaginando como seriamos como uma família! Ela foi a unica mulher que eu me apaixonei de verdade!

 

-Você acabou de pedir uma mulher em casamento, e...

 

-A Ashley, veio depois, ela veio em um momento conturbado da minha vida, e me concertou, eu devo muito a ela, eu gosto muito desta mulher, e sim, ela merece passar o resto da vida bem, e feliz!

 

-E por merecimento?-fechei os olhos com pesar.

 

-Eu gosto muito dela, mas o ponto não e esse, o ponto e que...

 

-Você quer conhecer o Nícolas?

 

-Eu sempre sonhei com um filho nosso entende?-ela pegou um bloco, e uma caneta no seu avental,  e escrevia algo enquanto eu falava. Com os seus olhos, a sua boca, o seu gênio. Um filho, ou filha que fosse fruto de nos dois, e eu nunca aceitei de verdade que ela tivesse ficado com outro cara assim que chegou...

 

-Toma, e não me faça me arrepender disso!-esticou o papel para mim. Ela esta no meu apartamento aqui em Los Angeles, deu um problema com a bebida, e ela teve que vir. Enfim, se resolvam!-ela mais uma vez deu as costas, e eu apenas sorri olhando para o pedaço de papel em minha mão.

 

Voltei para o interior da casa, encontrei o Phil, e o puxei para um dos cantos da sala, eu precisava resolver isso hoje, agora, se não eu não conseguiria dormir.

 

-Você tem certeza disso?-ele me questiona serio.

 

-Tenho! Enrola a Ash, fala que eu tive um problema, que eu sai para um assunto da gravadora. Melhor, que eu fui comprar uma surpresa pra ela!

 

-Bruno, as onze da noite...

 

-Me ajuda amigão!-lhe dei um abraço, e sai o mais discretamente possível.

 

Peguei o carro, e segui o mais rápido que eu podia para o endereço que estava naquele pedaço de papel, era hoje, não iria passar de hoje!


Notas Finais




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