História Destiny - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bruno Mars
Tags Bruno Mars, Destiny
Exibições 71
Palavras 2.442
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Ola amores, bom dia!
Quase não demorei desta vez... As coisas estão começando a melhorar!! kkkkk
Tenham um ótimo sábado, e ate breve...

Capítulo 9 - Capitulo -08-


Fanfic / Fanfiction Destiny - Capítulo 9 - Capitulo -08-

Senti o meu corpo inteiro se arrepiar quando uma voz feminina ecoou do outro lado da linha. Foi uma especie de decepção, misturada com ansiedade. Não que eu esperasse que fosse ele a me atender logo de cara, mas sonhar ainda não se e cobrado. E outra, eu nunca tinha ido ate a casa dele, não conhecia ninguém da família dele, combinamos que seria melhor assim, para a despedida não ficar ainda pior. Coisa que não ajudou muito.

 

-Alo?-a pessoa tornou a falar.

 

-A... Alo! Desculpa, mas e da casa do Peter?

 

-Sim, e não!-?.

 

-Desculpa, acho que não entendi!-senti o meu coração apertar um pouco.

 

-Então, ele morava aqui ate um mês e meio mais ou menos, mas ele se mudou.

 

-Entendo...

 

-Você deve ser uma das namoradinhas dele. Safado, ele foi embora e não avisou a nenhuma, acho que voce foi a quarta, ou quinta que liga para saber dele!-sorriu, e eu senti uma tristeza enorme pairar sobre o meu coração.

 

-Quem e Presley?-ouvi uma voz mais adulta ao fundo.

 

-E mais uma das namoradinhas do Peter!-e neste momento me senti uma idiota por tudo o que tinha pensado sobre ele ate hoje.

 

-Me de isso aqui. Alo, que e?

 

-Boa tarde, eu sou uma amiga do Peter, queria falar com ele, mas parece que ele não mora mais ai, não e?

 

-Sim querida, infelizmente ele se mudou para Los Angeles, a algumas semanas. Qual e o seu nome mesmo?

 

-Destiny.

 

-Ah, então voce a Destiny! Muito prazer querida, queria ter te conhecido pessoalmente. O Peter, falava muito de voce, e acredite, eu conheço o meu menino, e ele sofreu bastante com a sua partida do Hawaii! -e com somente estas palavras um enorme sorriso já se formou em meus labios.

 

-Eu queria ter ligado antes, mas com a nossa despedida, achamos melhor assim.

 

-Entendo! Bem, ele não mora mais aqui, mas se voce quiser retomar contato com ele, eu posso te dar o numero dele em Los Angeles. Você quer?

 

-Se não fosse muito incomodo...

 

-Não e nenhum minha filha! Muitas meninas podem ter ligado para cá a sua procura, mas foi somente a sua partida que o deixou balançado. Acho que ele vai adorar falar com voce Destiny.-sorrimos, pareceu combinado, mas sorrimos ao mesmo tempo.

 

Ela me passou o numero do telefone de onde ele estava em Los Angeles, e eu o anotei deixando o pedaço de papel rabiscado em caneta azul, aquele numero que me faria entrar em contato com ele, com o pai do meu filho. Porem, antes de ligar para ele, eu decidi ir ao medico, fazer alguns exames, e uma ultrassonografia. Vai que ele não acredite em minha palavra, eu teria algo para provar a ele que estava falando a verdade, poderia enviar os exames para ele pelo correio. Guardei o papel na mesma caixinha onde estava o numero que anteriormente tinha ligado para o Hawaii, decidi continuar a seguir a minha vida, e esperar o momento correto para entrar em contato com ele, e lhe dar esta noticia.

 

(...)

 

As semanas seguintes eu usei para marcar e fazer exames. O meu pai fez questão de ir ao exame de ultrassom comigo, e pasmem, ele ficou todo bobo ao ver o seu futuro netinho, ou netinha através do monitor. Pena que não deu para ver o sexo, mas isso deixamos para a próxima. A minha madrasta continua de bico comigo. Eu nem ligo, o seu bico não vai mudar nada em nosso relacionamento, e muito menos me abalar.

Por falar em relacionamento ruim, o meu com a Kimberly nem existe mais. Alias, eu mal olho na cara, ela que as vezes me olha como se estivesse arrependida de algo. Sinto muito, mas quando termino uma amizade, não tem ninguém que me faça voltar atras e reatar, muito menos se a pessoa foi uma vadia comigo, como ela foi.

A Tathi e o meu braço direito, esquerdo, meus pés, pernas, enfim, ela e tudo para mim, e me ajuda em tudo o que pode, e o que não pode. Acredita que na semana passada ela me presenteou com um lindo par de sapatinhos na cor branca. O primeiro presente do meu bebe. Se eu chorei? Imagina!

 

Eu tinha acabado de sair da consulta de pré-natal, a Tathi tinha ido comigo, já que o meu pai não pode ir. Eu estava bem na medida do possível, a glicose estava boa, a pressão desregulada, mas o medico disse que era normal devido ao meu porte físico. E, ele me chamou de gorda. Eu não ligo, estou aprendendo a me aceitar, ainda mais agora estando gravida, sei que vou ficar ainda maior, e já estou me preparando psicologicamente para isso. Quem sabe depois do meu filho nascer, eu não faça uma corrida?

 

 

Entramos no meu quarto, e eu coloquei a bolsa da loja de bebes em sima da cama. No caminho de volta, tínhamos parado para comprar um lindo macacão na cor verde, que tinha visto na semana passada, ele era lindo, e certamente o meu bebe ficaria incrível vestido com ele.

 

-Estou cansada sabia?-me sentei na cama. E toda furada!-lamentei ao ver os pequenos curativos no meu braço.

 

-E só uma fase, daqui a cinco meses passa!-sorrimos.

 

-Pois e, já estou no quarto mês, como passou rápido, já da ate para ver uma pequena saliência, não da?-me levantei suspendendo a blusa deixando a minha barriga a mostra. Logico, por sima da barriga que eu já tinha!-sorri.

 

-Para com isso, voce e linda!-se levantou da cama, ser aproximando de mim. E pequena, mas da!-ela encarou a minha barriga sorrindo.

 

-Acredita que já estou me imaginando com uma barrigão de oito, ou nove meses?-peguei um travesseiro, e coloquei por baixo da blusa.

 

-Vai ficar muito linda!-sorriu.

 

-Obrigada!-retirei o travesseiro e me sentei a sua frente.

 

-Quando voce pensa em ligar para ele?

 

-Eu não sei!

 

-Já faz uns vinte dias que ligou para o Hawaii. Não acha que esta na hora?

 

-Você acha?

 

-Claro, vai esperar ate quando o bebe nascer?

 

-Não!-sorri,

 

-Então liga!

 

-Estou com medo da reação dele!-assumi.

 

-Já te disse para não temer, independente do que ele dizer, vai mudar a sua decisão de ter o seu bebe?

 

-Claro que não!

 

-Então não importa, ele que se dane!-sorriu. Ele vai amar, pelo pouco que conheci dele, sei que ele vai amar. Liga logo?

 

-Agora?

 

-Sim, agora!-sorriu de orelha a orelha.

 

-Ta bom!

 

Me levantei e segui ate o meu closet, onde eu guardava a tal caixinha de madeira, e retirei de la o numero do seu telefone em Los Angeles. Hoje seria o dia, e a hora da verdade, chega de guardar este segredo somente para mim, o Peter, o pai do meu bebe e precisa saber. Mesmo que a sua reação seja a pior possível.

Me sentei na cama novamente onde estava ate alguns minutos atras, e novamente de frente para a minha amiga. Peguei o telefone, e com o papel em mãos respirei muito fundo, era como se o meu corpo estivesse a tempos sem um pingo de oxigênio, e ele voltasse a circular com toda a velocidade. Ela me incentivou a ir adiante com um gesto de mãos, e eu sorri de volta discando o amontoado de números rabiscados no papel. Tocou uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete vezes ate que caísse na caixa postal. Desliguei o telefone, e olhei para ela, estava um pouco decepcionada.

 

Musica

 

-Ele não atende!-lamentei.

 

-Calma, voce só tentou uma vez, liga de novo!

 

-E se ele tiver ocupado? Você sabe...

 

-Eu não sei de nada, liga de novo!-sorrimos.

 

-Tudo bem!- liguei mais uma vez, e desta vez no segundo toque alguém atendeu.

 

-Alo!-uma voz feminina ecoou do outro lado da linha.

 

-Oi... E, eu queria falar com o Peter, por favor?-sim, eu estava suando de nervoso.

 

-Peter? Acho que ligou para o numero errado mocinha!

 

-Errado, mas...

 

-Quem e Meg?-ouvi a sua voz nitidamente ao fundo.

 

-E uma menina procurando por um tal de Peter, mas eu disse que era... Ei, espera!

 

-Deixa...

 

-Alo? Quem e?-a sua voz ecoou nos meus ouvidos deixando a minha pele arrepiada Como senti saudade da sua voz. Quem e?-insistiu.

 

-Eu acho que... E numero errado!-disse em um fio de voz, e vi a Tathi arqueando a sobrancelha.

 

-Espera!-eu simplesmente paralisei ao seu pedido. E voce? Destiny, e voce?-eu soltei o ar que nem eu sabia que estava prendendo. A minha mãe disse que voce ligou! Fala comigo.

 

-Peter!

 

-Des! Que saudade!-ouvi o seu suspiro.

 

-Como esta?-perguntei baixo.

 

-Estou levando! E voce?

 

-Quem e ela Bruno?

 

-Espera Meg, me deixa conversar!-ele foi ríspido com ela como eu nunca tinha visto ele ser com outra pessoa. Des, me responde, como voce esta?

 

-Bem, também estou levando.-a minha voz era contida, receosa, eu não queria chorar.

 

-Que bom!-sorriu. Como minha mãe te disse, estou morando em Los Angeles.-pareceu bastante animado agora.

 

-Que bom, e esta gostando?-engoli a saliva com dificuldade, queria entender por que estava tão nervosa.

 

-Esta complicado, e uma batalha por dia, não esta sendo nada fácil, mas eu vou conseguir!

 

-Claro que vai! Bem, eu não vou te atrapalhar...

 

-Você nunca me atrapalha!-o seu sorriso ficou nítido. Que bom que me ligou, quando eu me estabilizar melhor, podemos marcar para voce passar um final de semana comigo, o que acha?

 

-Pode ser!

 

-Me conte as novidades?-sorrimos aos fazer a mesma pergunta ao mesmo tempo.

 

-Estou batalhando aqui, acho que vou assinar o meu primoro contrato acho que mais rápido do que eu imaginei!-sorriu novamente. Esta tudo difícil Destiny, mas nada, e nem ninguém, vai me fazer desistir dos meus sonhos!- a sua voz era tão empolgada.

 

-Destiny, conte a ele!-Tathi me encarava.

 

-Não!-eu balancei a cabeça freneticamente.

 

-Conte!-ela disse um pouco mais alto.

 

-Contar o que?

 

-Nada! Nada não Peter!-eu estava ainda mais nervosa.

 

-Des, eu te conheço, o que esta acontecendo? Sabe que acima de tudo somos amigos!

 

-Eu sei...

 

-Então, não confia mais em mim?

 

-Confio!

 

-Então me conta. Você esta com algum problema?

 

-Peter eu estou...

 

-Fala!

 

-Eu estou gravida!

 

O silencio tomou conta dos dois lados da linha, eu estava com o coração mais uma vez batendo na garganta. A minha pele estava suando, e quente, o meu corpo tremia por inteiro, o que ele vai dizer, o que ele vai achar? E agora? E agora? E agora?

 

-Nossa!-saiu tão baixo, quase inaudível. E esta de quantos meses? Quer dizer, quem e o pai?

 

VOCÊ! Eu queria gritar a plenos pulmões que ele era o pai do meu filho, que depois que estive com ele, eu não estive com mais ninguém, não fui de mais ninguém, que eu penso nele todos os dias durante todos os quatro meses que voltei para Seattle, diferente dele que já esta com outra garota. Mas eu não posso, não consigo falar, não depois do que ele disse que nada, e nem ninguém o fara desistir dos seus sonhos. Então do que adianta falar, eu só vou prejudica-lo.

 

-Destiny, este bebe... Ele... Ele  e meu?-encarei a Tathi, que me olhava apreensiva.

 

-Não!-fui firme.

 

-Destiny...

 

-E de...-engoli a saliva, e o choro de uma vez só. E de um namorado que eu arrumei, estou de dois meses!-a Tathi abriu a boca tão grande, que eu pensei que o seu maxilar se soltaria de sua face. Eu só queria te contar a novidade, afinal, somos amigos.

 

-Hum... Um namorado?-sorriu parecendo sem vontade. Que legal Des, espero que esteja feliz!

 

-Sim, eu estou! Você também esta namorando não e?

 

-Hum?-pareceu não compreender.

 

-A Meg?

 

-A claro, sim, estamos sim!

 

-Fico feliz por voce Peter!

 

-E eu por voce Des. Espero que o seu filho tenha muita saúde, e que seja tão lindo quanto voce!-sorri quando as primeiras lagrimas incontroláveis escorreram dos meus olhos.

 

-Obrigada Peter.

 

-Não esquece da hora... Peter!-senti daqui a ironia imposta por ela em seu nome.

 

-Eu não esqueci da hora Meg, sei dos meus compromissos!

 

-Eu não quero te atrapalhar em nada Peter. -em absolutamente nada.

 

-Já te disse que não me atrapalha! E que eu realmente marquei de me encontrar com um amigo que esta me ajudando bastante, mas eu posso dizer a ele...

 

-E claro que não, se voce tem um compromisso precisa ir cumpri-lo. Cumprir compromissos faz parte da vida de um artista, estou errada?-sorri secando as lagrimas que caiam.

 

-Sim, esta!-coloquei a mão na boca reprimindo um soluço de choro, quando ouvi o som da sua risada. Mas voce promete me ligar de novo?

 

-Prometo!

 

-Promete mesmo?

 

-Sim!-tentei sorrir.

 

-Melhor, me passa o seu numero, eu te ligo assim que voltar da rua!

 

-Tudo bem. Anota?

 

-Claro, só um minuto. -ouvi a sua movimentação. Pode falar.

 

-206-684...

 

-Pode continuar;

 

-82...

 

Desliguei o telefone antes mesmo de completar. Elevei as duas mãos aos olhos me entregando a um choro intenso, um choro sentido. Eu não podia continuar, não poderia acabar com os sonhos dele assim, como se não fossem nada para ele, se não significasse absolutamente nada, como se eu fosse indiferente aos seus sonhos.

Que ele e o pai, eu sei! Que ele merece saber, eu também sei! Mas tudo nesta vida tem o seu momento certo, e este momento não e o correto para ter uma criança em sua vida.

Se e o momento para ter na minha? E claro que não! Mas eu assumi a responsabilidade de assumir, ter, e criar o meu filho. Criar com todo o amor, e carinho que uma mãe pode dar. Eu estou sendo mesquinha, orgulhosa? Talvez!

Mas eu prefiro assim, prefiro que ele continue a vida dele, seguindo os sonhos dele, sem ter nada, e nem ninguém para desvia-lo de seu foco.

 

A minha amiga me olhava nos olhos, da mesma forma que ela me criticava, eu sei que me compreendia, tanto me compreendia que recebi um caloroso, e reconfortante abraço seu. Ao mesmo tempo que sabia dos riscos que acabei de assumir, sei que não estarei sozinha para seguir adiante. Posso não ter feito a melhor escolha, mas saberei arcar com as consequências da minha decisão mais tarde.

Eu vou ter o meu filho sozinha, eu vou ter o meu bebe, vou trabalhar, estudar, cria-lo, eu vou me virar em mil se for preciso, mas eu vou ser para ele, a mãe que o meu pai foi para mim.

Não me importa se o mundo inteiro estiver contra mim, não me importa se eu tiver que lutar com unhas e dente todos os dias pelo resto de minha vida, pelo meu filho, eu vou fazer, eu vou lutar, eu vou dar 101% de mim a cada dia que nascer, e será pelo meu filho, pelas minhas escolhas.


Notas Finais


Musica -> https://www.youtube.com/watch?v=kPBzTxZQG5Q 3 Doors Down - Here Without You

Blog-> http://destinybm.blogspot.com.br/2016/10/capitulo-08.html

See you later *-*


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