História DESTINY - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Garoto Popular, Maxine Bennett, Romance, Valient North
Exibições 7
Palavras 3.761
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Famí­lia, Festa, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Bueno kridados, consegui mais um favorito *-*
Você kridado que favoritou minha fanfic, muito obrigado e muitos kissus.
Espero que gostem desse cap.
Boa leitura e muitos kissus.

Capítulo 3 - Tudo bem?


Fanfic / Fanfiction DESTINY - Capítulo 3 - Tudo bem?

CAPÍTULO DOIS

Maxine -

__ O que você tem contra mim Maxine?

Valient me olhava com uma expressão séria em seu rosto, com os braços cruzados, esperando uma resposta sair de minha boca, porém, não saia. Congelei completamente ao escutar o que o mesmo questionou, e fiquei obviamente confusa. Afinal, eu não tinha nada contra ele, e nunca dei motivos para que o mesmo me fizesse essa pergunta. Será que ele está se referindo ao acidente que houve mais cedo? Não pode ser. Aquilo foi, de fato, um acidente. O que Valient quer que eu responda? Porque eu realmente, não sei.

No momento em que eu abri minha boca para responder lo, um rapaz alto, moreno e muito bonito por sinal, entrou na enfermaria. Ele estava ofegante e suando, o que claramente mostra que o mesmo estava correndo.

__ Valient, te procurei por todo lugar cara. – Disse pausadamente, enquanto tentava recuperar o fôlego.

Valient, que estava de costas para o rapaz, fechou os olhos por alguns segundos, parecia impaciente e incomodado com a interrupção em nossa conversa saudável.

__ É minha namorada agora, Cameron? – Valient se virou para o rapaz que correspondeu a ironia do mesmo com um sorriso debochado.

O rapaz, vulgo Cameron, caminhou até Valient, o olhou, em seguida colocou uma de suas mãos no ombro do mesmo e disse:

__ Calma, amorzinho. – Empurrando o ombro de Valient em seguida.

Se eu não estivesse em estado de choque depois da pergunta de Valient, eu poderia achar graça dessa sena bizarra que estou presenciando.

__ Fala logo Cam. – Valient disse apressando Cameron, que logo em seguida o respondeu.

__ O treinador quer falar com você. – Suspirou colocando as mãos na cintura. __ Ele está de mal humor hoje Laien, então é melhor você ir logo, é sobre o próximo jogo. – Finalizou.

Laien? Será um apelido?

__ Dá um perdido nele, não to a fim de aguentar o mal humor daquele velho idiota. – Valient se virou novamente para mim.

Velho idiota? É, parece que estou conhecendo uma nova face de Valient North.

Eu tive a leve esperança de que ele se esquecesse de mim e corresse até o seu treinador, mais minha esperança foi em vão, o que resultou foi Valient se virando novamente para me olhar. O que eu temia. Isso porque Cameron não pareceu notar minha presença, ou simplesmente ignorou minha existência e seria ótimo se ele continuasse assim. Mas quando Valient se virou novamente para mim, Cameron fez o mesmo gesto e se mostrou surpreso ao me ver.

__ Ei, essa não é a …

__ Cameron, o treinador está de mal humor hoje, se você não for agora e dizer que não me achou, ele vai pirar. – Valient o interrompeu.

__ Ele vai pirar se eu disser que não te achei. – Disse indignado. __ Quer saber? Vou mandar o Damon para fazer isso. – Se virou e sem se despedir, saio da enfermaria.

Ótimo, sozinha novamente com Valient North. Que maravilha.

Valient ia falar alguma coisa, porém o sinal do colégio o interrompeu e o mesmo bufou com raiva, então eu vi uma oportunidade de dar o fora dessa situação.

__ Olha Valient, eu preciso ir, não posso perder mais uma aula hoje. – Desci da cama, peguei a mochila e fui em direção a porta, porém fui parada por Valient que se colocou a minha frente, me impedindo de passar.

__ Você ainda não me respondeu. – Disse me olhando.

__ Valient, me desculpe perguntar… Mais qual o seu problema? – Perguntei indignada.

Sim, eu cheguei ao meu limite. O que ele quer dizer com “O que você tem contra mim, Maxine?”. Eu não tenho nada. Nunca falei com esse garoto, Ele que me deve explicações por estar agindo dessa forma.

__ Como assim? Só fiz uma pergunta, basta me responder como uma pessoa normal faria.

__ Ai é que está Valient. Eu, Maxine Bennett, não sou, nunca fui e nunca serei uma pessoa normal. – Respirei fundo me afastando dele. __ Eu não tenho problema algum com você. Sua pergunta não tem lógica. Nos nem mesmo nos falamos, pelo menos não antes do ocorrido de mais cedo.

__ Acha que não percebo, que em tão pouco tempo, você está sempre tentando fugir de mim?

__ Você não devia se incomodar com isso. – Tentei passar novamente por ele, mais falhei na missão.

__ Como não? Eu gosto de resolver meus problemas, se você tem algum comigo, basta dizer. – Disse.

__ O meu único problema relacionado diretamente a você no momento, é que está me impedindo de sair dessa porcaria de enfermaria. – Falei impaciente.

Valient continuava me olhando, pareceu pensar um pouco, em seguida deu um passo para o lado, estendeu as mãos para a porta e disse:

__ Vai em frente, Bennett. – Deu intonação ao falar meu sobrenome.

__ Obrigado, North. – Fiz o mesmo e sai em disparada pela porta.

Avistei Dulce de longe enquanto eu caminhava apressada pelo corredor. Ela acenou e quando chegou mais perto disse:

__ Onde está indo mocinha? Precisa dos seus analgésicos. – Mostrou o potinho que fez um barulho quando ela o sacudiu.

__ Eu preciso apenas tomá los?

__ Sim, um quando acordar e outro ao ir dormir.

__ Obrigada Dulce, preciso ir, estou atrasada.

__ Porque a pressa querida? – Ela pareceu perceber meu nervosismo. __ Aconteceu alguma coisa? Você está parecendo um pimentão vermelho.

Eu dei um breve riso nasal.

__ Não, está tudo bem… Quero dizer, depois eu te conto. – Cochichei a última parte.

__ Ah, claro. – Piscou.

Pisquei de volta para ela, dando um sorriso em seguida. Porém meu sorriso se fechou, assim que vi Valient vindo em nossa direção, seguindo o mesmo caminho que eu. Acabei me lembrando que a próxima aula é a de vídeo e nos dois estamos na mesma, sendo assim, teremos que assistir aula juntos.

Droga. Mil vezes, droga.

__ Até mais Dulce. – Acenei me apressando para andar mais rápido que ele.

Porém já disse que isso é impossível? Chegamos na porta da sala juntos. Parei, esperando que o mesmo entrasse. Porém ele também parou, em seguida me olhou.

__ Entra. – Disse.

Olhei para ele por alguns mínimos de segundos, em seguida fiz o que o mesmo falou. Entrei na sala e como sempre fui para o canto na penúltima carteira. Ali eu tinha certeza que estaria segura, já que Valient sempre senta com seus amigos na frente do outro lado da sala. Porém, dessa vez o cretino andou em minha direção, e quando eu pensei que o mesmo ia dizer alguma coisa, ele andou mais uns passos e se sentou atrás de mim, na última carteira.

Que maravilha. Ótimo dia para sentar na penúltima carteira… Por que eu não sentei na droga da última carteira? Pensando bem, se eu me sentasse na última, talvez ele ia se sentar na penúltima, e não adiantaria nada. Mas séria bem melhor, porque agora estou sendo observada, sendo assim, se ele sentasse na penúltima, não ia poder me observar, já que eu estaria atrás… Droga.

E eu realmente estava sendo observada. Não virei para trás para ter certeza, mais sabe aquele sentimento de que você está sendo observado? Era como se Valient estivesse tentando me furar com os olhos. Foi assim que me senti o resto da aula. Tão desconfortável quanto cagar e não ter papel higiênico, e nesse caso, não séria na sua casa.

Quando o sinal finalmente bateu, me levantei rapidamente e resolve que não ia mais ficar na escola. Aqui, pelo menos na minha escola, podemos sair a hora que quisermos, claro que eu ia ganhar falta e perder alguns pontos de atividades, porém eu não estava mais aguentando de tão sufocada que estava me sentindo.

Claro, eu poderia ser mais forte e ficar na escola, porque não tem lógica ir embora só por causa de Valient. Mais eu ia ter outra aula junto com ele novamente e eu não quero ir, me cansa só de pensar no desconforto novamente.

Agora não ia ter aula, era almoço e eu estava faminta. Mais Valient agora está na minha cola, literalmente, andando do meu lado. Não tem problema, posso comer alguma coisa em casa, e comer a comida da minha mãe ao invés da do colégio, já é uma coisa maravilhosa.

Andamos juntos no meio de muitas pessoas. É sempre assim, em qualquer escola o intervalo se torna uma bagunça, cheio de alunos por todos os lados. E olha que isso nem é novidade, os alunos que trocam de sala por aqui, por isso é sempre uma bagunça, não só na hora do almoço.

De repente, fui tirada de meus devaneios quando senti a mão de Valient encostar na minha. Olhei para ele assustada e parei no meio do corredor, ironicamente, no mesmo lugar em que ocorreu o acidente.

__ Qual o seu problema? – Questionei o olhando indignada.

Valient me olhou com toda calma do mundo, ergueu uma sobrancelha e em seguida:

__ O que foi? – Depois continuou andando, me deixando parada e muito confusa no corredor.

Eu o observei distanciar, ele encontrou com alguns amigos. Se cumprimentaram e deram risadas de coisas as quais eu não pude saber, logo depois um grupo de líderes de torcida se juntaram a eles. E então, Valient olhou para trás, em minha direção e sorrio, logo depois se virou e continuou seu caminho.

Mais que porra…

A few moments later~~

__ Cheguei. – Gritei assim que entrei em casa, em seguida fechando a porta.

Exausta, depois de caminhar do colégio até aqui. Minha casa não é muito longe, mais sou uma pessoa sedentária, então em um passo que dei, já estava morrendo. O pior de tudo é que não tirei Valient da minha cabeça. Porque ele agiu daquela forma? Espero eu semana que vem, tudo volte ao normal.

Subi os degraus da escada com dificuldade, arrastando comigo a mochila. Atravessei o corredor e cheguei ao meu quarto. Entrei, fechei a porta, joguei a mochila em um canto do quarto e depois me joguei na cama.

__ Maxine, por que voltou mais cedo hoje? – Era a voz do meu pai.

Dava pra escutar seus passos largos vindo em direção a porta do meu quarto, e logo em seguida, as batidas na porta. Me esforcei para sentar na cama e olhar diretamente para a porta.

__ Tá aberta. – Falei e em seguida meu pai a abriu, adentrando o quarto.

Ele estava com seu pijama de sempre, uma camiseta branca e a calça xadrez. Os cabelos grisalhos e bagunçados, o óculos com a lente embaçado e o olhar cansado. Digamos que é assim que um escritor fica enquanto escreve vários capítulos de um livro durante um dia.

__ E então mocinha, por que veio mais cedo para casa? Sua mãe está sabendo disso?

Suspirei.

__ Eu não estou me sentindo bem, pai. – Falei me levantando e indo em sua direção. __ Inclusive, eu já liguei para a mamãe, ela já sabe. – O abracei e o mesmo logo retribuiu o abraço.

__ Bom, então estou mais tranquilo, porém se está passando mal, deve ligar para um de nos ir te buscar, eu poderia pedir seu irmão para ir.

__ Nem pensar! – Escutamos a voz de Carter gritar do seu quarto.

__ Está tudo bem pai. – Me desfiz do abraço e o olhei sorrindo. __ Eu só estou com uma dor de cabeça, e eu também cai na escola e bati meu joelho, mais é só tomar alguns analgésicos que vou melhorar rapidinho. – Meu pai olhou assustado para meu joelho.

E aconteceu o esperado, ele se desesperou, tive que explicar tudo. Ele ligou para minha mãe, ela veio correndo do mercado, os dois ficaram desesperados, me levaram no hospital, deu o mesmo resultado do que a Dulce, voltamos para casa e agora… Só um instante…

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One hour later…

Agora sim. Estou deitada na minha cama olhando para o teto. Já tomei meu banho, jantei e depois de uma longa conversa com meus pais dando sermões sobre como 'Você não deve correr em um corredor cheio de pessoas…' Convenhamos, eu tive a quem puxar.

Amanhã não ia ter aula e eu estava muito feliz por isso. Fechei os olhos esperando o sono chegar, e quando ele estava bem perto, alguém bateu na porta, me fazendo abrir os olhos novamente e bufar.

__ Carter, o que você quer? – Assim que perguntei, a porta se abriu e meu irmão mais novo entrou.

Me sentei na cama para olhá lo. Ele estava com uma calça moletom cinza e sem camisa, com os cabelos bagunçados. Carter nem mesmo parece ser meu irmão, muito menos mais novo que eu. Todos dizem que é normal, os garotos crescem mais, se desenvolvem mais e etc. Digamos que ele também é muito bonito. Quando eramos pequenos, eu lembro que era maior que ele, e isso era um motivo de orgulho para mim, porém com o passar do tempo o moleque foi crescendo e quando eu pisquei, minha cabeça batia em seu braço. E olha que ele tem somente 16, enquanto eu tenho 18.

__ Sabe maninha, tem uma festa rolando e o pai e a mãe não querem me deixar ir… – Choramingou.

Sobrou pra mim…

Suspirei.

__ Eu não vou, me machuquei na escola e preciso ficar quietinha na cama.

__ Qual é Maxi, por favor. – Veio até mim, se sentando ao meu lado.

__ Quem disse que você pode sentar na minha cama? – Falei e o mesmo se levantou rapidamente.

Carter é assim, quando quer alguma coisa de mim, age como um escravo, e digamos que eu aproveito disso. E o mais engraçado é que ele tem carro, e mesmo assim, quando tem que sair tarde pra alguma festa, eu tenho que dar uma de babá e ir junto com ele.

__ Eu já falei com nossos pais, eles disseram a mesma coisa sobre seu joelho, mais eles também disseram que se você quiser ir tudo bem, já que não é tão grave.

__ Não é tão grave? – Fingi estar indignada. __ Carter, sua irmã quase morreu.

__ Eu faço o que você quiser depois. – Falou.

__ Por quanto tempo?

__ Você escolhe.

__ Fechado. – Sorri e ele fez o mesmo.

__ Mais que horas é essa festa? Onde, como, porque?

__ Na verdade ela já começou. – Disse. __ É na casa de um dos meus amigos, o irmão dele deu uma festa… sabe, pra curtir, afinal é sexta-feira.

__ Tudo bem, eu vou me vestir, e já desso.

__ Te espero lá embaixo.

Carter saio do quarto fechando a porta e me deixando sozinha novamente. Bufei só de pensar em festa, pessoas, bebidas, música alta. Tudo que eu queria era dormir, mais quem sabe essa festa não me distraia um pouco? Me refiro ao que aconteceu relacionado a Valient, porque toda vez que sinto uma dor no joelho eu lembro dele, e isso me incomoda muito.

Me levantei, coloquei uma roupa qualquer. No caso, uma calça preta, por ironia ela era rasgada justamente no joelho. Uma camisa branca da adidas, um casaco cinza e tênis também da adidas. Deixei meu cabelo solto, passei um perfume de leve e logo em seguida desci.

__ Pronta para matar. – Carter brincou, assim que me viu.

__ Quer que eu mude de ideia?

__ Eu só estava brincando. – Rio.

Carter estava com uma camisa vermelha decorada com a escrita 'Nirvana'. Calça rasgada, e um tênis branco.

Eu e ele andamos até seu carro, entramos e Carter dirigiu até a casa do amigo. Logo na entrada se podia ver o aglomerado de pessoas que se formavam em frente a casa, não queria nem pensar no lado de dentro.

Carter estacionou, descemos do carro e caminhamos até lá. Meu irmão cumprimentou alguns amigos e me apresentou também. E então entramos na casa, a música, que já estava alta do lado de fora, ficou ensurdecedora para mim. Algumas pessoas dançavam ao ritmo da música, outras conversavam e bebiam. E outros estavam quase engolindo uns aos outros.

__ Maxi, vamos nos separar agora, com você do meu lado, eu não vou pegar ninguém. – Gritou para que eu escutasse.

Bufei e confirmei com a cabeça. Carter sumiu logo em seguida, me deixando sozinha e sem ideia do que fazer. Até que vi a mesa de salgados e petiscos. Pelos menos uma coisa eu podia fazer, comer.

Fui até lá e comecei a comer tranquilamente. Me servi de suco, que era a única opção além de refrigerante e bebida alcoólica. E procurei um canto para me sentar, longe de todos. Como sempre, entrei em modo de anti social e fiquei comendo, sentadinha no meu canto. Fiquei observando as pessoas dançando.

Até ver Carter vir correndo em minha direção. Me assustei com sua atitude de me puxar pelo pulso. Corremos até o carro, ele me mandou entrar, entrei, em seguida ele entrou e começou a dirigir. Mais uma vez me enche de esperança ao pensar que o mesmo do nada decidiu voltar para casa, porém notei que estava errada quando percebi que aquele caminho não era para a volta até em casa.

__ Carter, pra onde estamos indo? – Perguntei nervosa e assustada com a atitude repentina do mesmo.

__ Vai ter um racha hoje, estão todos indo para lá. – Disse animado.

__ Racha? – Eu estava ainda mais nervosa. __ O pai e a mãe sabem que você está indo em um racha?

__ Maxine, é só para assistir, qual o problema?

__ O problema é que isso é ilegal seu idiota. – Bate a mão na coxa. __ Carter, volta agora. Eu nunca mais saio com você seu filho de uma….

__ Olha a boca irmanzinha. – Rio. __ Não se preocupe, esses rachas acontecem a anos e nenhuma autoridade conseguiu para los até hoje.

__ Até hoje. – Falei.

__ Não seja pessimista Maxi, relaxa.

Por fim, eu não podia para lo. Carter já estava muito longe de casa, e mesmo meus berros não o fizeram mudar de ideia. Chegamos no lugar, ele estacionou o carro e desceu, eu o segui. Afinal, se acontecer alguma coisa com meu irmãozinho, meus pais me matam.

Olhei em volta enquanto caminhava rápido, tentando acompanhar os passos do meu irmão mais novo. Meu joelho não ajudava, pois doía muito e às vezes eu precisava respirar fundo por causa da dor. Sobre o local, é a visão que você pode esperar de um racha. Pessoas rebeldes por todos os lados, mulheres quase nuas, homens de todos os tipos rindo alto e apostando. Todos vestidos de couro preto, havia motos e carros daqueles bem tunados e caros, como Carter costuma dizer.

De repente ele parou, foi ai que me dei conta que estávamos próximos a pista. Havia dois carros, um preto e um vermelho. Eles estavam vazios, o que queria dizer que não ia começar agora.

__ Maxine, espera aqui, vou ir apostar e já volto. – Falou.

__ Não, Carter… – Tentei puxa lo e impedi lo, ou ir atrás do mesmo, porém ele foi mais rápido e sumiu entre a multidão que se encontrava ali.

Sério? Mais isso? Já não bastava o que aconteceu no colégio Deus? Mais isso agora?

Bufei novamente.

__ O que tá fazendo aqui? – Aquela voz.

Olhei assustada e me deparei com a figura de Valient me olhando. Ele parecia surpreso e confuso.

__ Eu vim com meu irmão. – Respondi automaticamente.

__ Esse lugar não é muito perigoso pra você e seu irmãozinho vir? – Pareceu debochar.

__ O que está fazendo aqui então Valient? Esse lugar não é muito perigoso para você? – Tentei devolver na mesma moeda. Percebi que falhei na missão quando Valient deu uma gargalhada.

__ Eu já estou acostumado com esse lugar, pequena. – Disse sorrindo malicioso.

Ele disse 'pequena'? Que intimidade é essa? Tudo bem que eu falei do episódio em que minha mãe quebrou o braço enquanto raspava a perna, mais depois disso eu não falei mais nada. E por que desse sorrisinho?

__ Parece que seu joelho melhorou rápido. – Disse.

__ É, só parece. – Falei com raiva e Valient rio.

Não falei mais nada, e graças ao Deus dos fantasminhas, Valient decidiu não falar também. Ele piscou para mim, me deixando ainda mais confusa e indignada. E então, andou até a pista, ele estava usando uma regata preta e uma calça da mesma cor, porém jeans e mega apertada e rasgada nos joelhos, e uma blusa de couro na cintura. Logo depois outro cara fez o mesmo percurso. Todos vibraram enquanto os dois caminharam em direção aos carros. Valient até o preto e o outro rapaz até o vermelho.

__ Voltei a tempo, maravilha. – Carter vibrou.

Eu ainda estava parada olhando para Valient sem acreditar que aquilo estava acontecendo.

Estou literalmente com a boca aberta. Valient North, o carinha fofinho, lindo, jogador principal do time de futebol americano – Leões negros, inteligente e todo certinho… Na verdade é um badboy de primeira?

__ Apostei em Laien, ele com toda certeza vai ganhar esse racha. – Disse animado.

Eu me lembro! Laien foi o nome que Cameron chamou Valient.

__ Laien? – Quis saber mais.

__ Laien é o melhor corredor de racha da região, se não, do mundo. – Enquanto falava, seus olhos brilhavam.

Parece que meu irmão é um grande fã de Valient. Quero dizer, Laien.

E então, depois de um tempo, os dois entraram em seus carros. Havia uma mulher no meio, que estava com a bandeira na mão e o short enfiado no útero. Assim que ela balançou, os carros arrancaram em disparada. Foi questão de segundos para eles desaparecerem das vistas de todos que estavam ali. Pessoas comentavam animadas sobre quem deu a partida primeiro, o nome Laien não saia da boca de ninguém. Ele parece ser bem famoso mesmo.

Depois de algum tempo, medo e curiosidade extrema, ouvimos o barulho dos motores, e lá estavam os carros, em alta velocidade. Fiquem com tanto medo que por impulso puxei o ombro de Carter, que não pareceu ligar e continuou olhando curioso para os carros.

Qual ia chegar primeiro? Era a pergunta que todos faziam. E então o carro preto, de Laien, passou primeiro. Todos ao meu redor, inclusive meu irmão comemoraram felizes.

__ Eu sabia, eu falei! – Carter gritou.

E aquilo que já era uma bagunça, se tornou algo maior quando todos começaram a pular. E então, senti alguém bater forte no meu corpo, eu consegui manter o equilíbrio, porém na segunda vez, o baque foi forte, e meu lindo joelhinho não aguentou e então me vi caindo no chão e morrer sendo pisoteada.

Mais antes que meu corpo acertasse o chão, senti braços fortes me segurarem. E então…

__ Maxine, tudo bem?

Continua.


Notas Finais




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