História Destiny Games - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Palavras 2.683
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hey pessoal, voltei com mais um capítulo quentinho. Adorei todos os comentários que recebi, vocês são uns amores! Espero que os leitores fantasmas se manifestem, viu?
Sem delongas, boa leitura.

Capítulo 15 - Revelando


Fanfic / Fanfiction Destiny Games - Capítulo 15 - Revelando


   Ignorando toda e qualquer alerta que seu corpo emanava, Jennifer quis fazer uma caminhada matinal às redondezas do apartamento de Colin, onde a loira estava morando.
   O vento fresco que fazia naquele horário, obrigaram a loira agasalhar-se com seu moletom por cima da regata fina que usava. Seus fios loiros amarrados num rabo frouxo, voavam conforme o vento, deixando alguns fios toparem contra seu rosto rosado.
   Durante a noite, suas pálpebras não conseguiram se fechar por mais de duas horas seguidas, por mais que tentasse focar sua mente em pensamentos banais, ela insistia em voltar naquelas mensagens.
   Tudo a deixava intrigada. O modo como as palavras eram postas, a certeza que elas tinham e o peso de lhe conhecer tão bem, inundavam seus pensamentos. Entretanto, tudo se passava despercebido agora.
   A palavra perda esteve presente em sua vida desde cedo. Desde pequena, Jennifer mostrava ser uma criança cativante, até a morte de seus pais. Durante toda sua adolescência, a jovem loira morou com sua única tia, recebendo toda sua atenção e mimos. Mas infelizmente, pouco antes de entrar em House, essa mesma tia falecera.
   A dor fazia-se presente em sua vida também, talvez nem a sentisse mais. Porém enganava-se, toda vez a perda se fazia presente em sua vida, a dor ficava maior. Seu peito poderia rasgar-se em dor, seu coração jogado em um triturador, mas nada cessava ou a diminuía.
   Um súbito pensamento invadiu a loira, fazendo-a dobrar a esquina voltando por outro percurso ao apartamento de Colin. Apesar das ruas ganharem seu movimento com o horário, Jennifer teve a sensação de estar sendo seguida e instantaneamente olhou para trás.
   Seus olhos claros varreram toda a esquina e os corpos que perambulavam por lá, até pousar-los em alguém. Seu traje lhe parecia familiar e apesar de estar de costas, Jen teve a impressão de já ter visto aquele sobretudo caramelo em algum lugar. A calça escura e os tênis da mesma cor, evidenciavam o corpo masculino parado próximo a placa.
   Não era algo para se espantar, até flashes de seu passados explodirem em seu cérebro e um único pensamento faze-la agarrar com força o celular.
   Ele.
   Era ele... Ele quem perturbava seus sonhos à noite, o responsável por deixar uma mancha em seu passado e o único culpado por arruinar todo seu futuro.
   A silhueta masculina permanecia parada e relaxada, já Jen caminhava as presas pela extensa rua enquanto abria sua agenda no celular procurando o contato de Colin.
   Sua visão começava a embaçar pelas lágrimas acumuladas, todo aquele medo reprimido durante anos estava vindo à tona causando reações em todo seu corpo. Sua mão tremia levemente enquanto o celular próximo a orelha iniciava uma chamada com Colin, mas durante três tentativas, nenhuma o moreno atendeu.
   Algo não estava certo.
   Jennifer vasculhou em toda sua mente alguma informação e se amaldiçoou mentalmente por esquecer-se do dia de hoje. Vinte de outubro. Fazia-se hoje, um mês que seu pior pesadelo havia cumprido sua pena total.
   Olhando para trás novamente, com uma nova chamada iniciada com Colin, Jennifer pousou suas íris na esquina que ganhava certa distância e para sua surpresa, a silhueta masculina não estava mais lá. Pouco mais perto, o homem de sobretudo estava parado em frente a uma banca de jornal, folheando uma revista qualquer impossibilitando que ela visse seu rosto. Mas sem duvida nenhuma, Jennifer acreditava ser ele.
   Ignorando as chamadas não atendida por Colin, a loira precisava sair dali. Seu sexto sentido a alertava, não deveria ter ignorado a sensação ruim logo pela manhã. Rapidamente, e em menos de cinco toques Lana atende o telefone.
“- Jennifer Marie Morrison, é bom você ter uma explicação plausível para me ligar às... Sete e dez da manhã de domingo. - a voz sonolenta e raivosa da morena foram ignoradas pela loira.
- Lana ele saiu, ele já cumpriu a pena. - o celular colado ao rosto e os passos apresados, faziam sua voz sair afobada.
- Quem saiu? Do que você está falando? - perguntou mais amena.
- Luke.
- Como pude me esquecer. Por favor Jennifer, não saia de casa, não enquanto não soubermos se ele se recuperou. - não fora preciso muitas palavras, apenas aquele nome era preciso para todos os meios de proteção se ativarem na morena.
- Tarde demais, Lana. Acho que ele está aqui perto, está me seguindo e não consigo falar com o Colin. - a ligação ficou mudar brevemente.
- Aonde você está? Vá para algum estabelecimento movimentado, não saia de lá. Sean e eu vamos te buscar. 
- Estou entrando no café preferido da Bex, aqui perto do apartamento. Venha logo.”
   Antes de finalizar a chamada, a loira escutou Lana pedir para Sean ligar para Colin e pegar as chaves do carro.
   O café estava movimentado e o cheiro de massa quentinha invadia suas narinas. Na primeira mesa ao canto, Jennifer se pôs a pensar.
   Ela sabia do que Luke era capaz, faria o possível e o impossível para ter tudo que queria, incluindo ela. Seu maior medo no momento era a raiva que ele sentia por seus amigos, e o ciúmes psicopata se a visse junto a Colin, sabia que Luke os usaria para chegar até ela.
   O tilintar do sino em cima da porta, fez Jen levantar a cabeça, antes apoiada nos braços, procurando algum rosto conhecido.
   Adentrando no café, Lana procurava pela amiga, encontrando-a encolhida. A morena não quis dizer que tudo ficaria bem, ambas sabiam que não ficaria, então apenas se abraçaram, deixando a vulnerabilidade de fora.
- Vamos, Sean está nos esperando lá fora. 
   As duas caminharam em total silêncio até o carro. O olhar preocupado de Sean pousava à todo instante nas duas sentadas no banco traseiro.
- Para onde estamos indo? - Jen perguntou a Sean, já que estavam percorrendo o caminho oposto ao apartamento de Colin.
- Nossa casa. - respondeu ele, olhando-a pelo retrovisor.
- Esqueceu que esse final de semana o almoço é lá em casa? - perguntou Lana, observando-a negar - Bex e Marcus já devem estar lá, assim como Colin.
   O silêncio se estendeu por todo caminho. O casal sabia onde os pensamentos da loira estavam, seus olhos perdidos e sem brilho confessavam tudo. Era devastador vê-la assim, e Lana sabia o quanto ela já havia sofrido no passado.
   O clima tenso ganhava espaço na sala de estar, todos sabia que aquele era um almoço entre amigos, porém mais parecia com um velório. Sentindo o clima, Colin sentou-se no sofá ao lado de Jennifer, segurando suas mãos.
- O que houve, amor? Vi suas ligações mais cedo. - ele perguntou baixo, apenas para ela ouvir.
   Na imensidão azul, ela viu a segurança e confiança que ele depositava nela. A mesma segurança que ela queria passar aos outros.
   Jennifer precisava confiar neles, precisava tirar aquele fardo de seus ombros ou então explodiria. Jurou nunca revelar seu passado e tudo que o envolvia, mas agora, vendo a preocupação estampada nas faces amigas, viu o quanto eles mereciam saber sobre tudo. Afinal, ela estavam pondo a vida de cada um na sala em risco, Luke era uma ameaça.
   O suspiro alto chamou a atenção, envergonhada e buscando as palavras certas, ela começou:
- Eu preciso contar algo a vocês, algo do meu passado. - seus olhos instantaneamente pousaram em Josh parado quase à sua frente, tomando coragem com o sorriso acolhedor de pai, ela prosseguiu: - Tudo começou no inicio de 2011, eu estava apaixonada, bom, pelo menos achava que estava. Luke, nos primeiro meses de namoro, mostrou ser um ótimo namorado, até eu ser aceita em Once Upon a Time. - olhos interrogativos foram lançados para ela, que apenas continuou sem hesitar - Seu comportamento mudou drasticamente em menos de um mês, seu ciúmes ficou obsessivo. E por incrível que pareça, eu não me importei com isso, até o momento que ele me impediu de sair sozinha.
- Agora entendo o porquê dele te levar e buscar depois das cenas. - concluiu Josh incrédulo - Babaca, como não percebi?
- Deixe-a terminar, amor. - pediu Ginni.
- Passei algumas semanas acreditando que aquilo passaria, mas não passou, apenas piorou. No mês seguinte ele começou a beber e como morávamos juntos, eu o vi chegar diversas vezes em casa apenas na manhã seguinte. - cada palavra dita era dolorosa, seus olhos começavam a ficar vermelhos e marejados, mas a força nos olhos azuis ajudaram-na.
- Não me diga que ele...? - a voz de Bex falhou na última palavra. Os braços de Marcus envolvidos na cintura da ruiva, a relaxavam.
- Não, isso não. - respondeu exasperada, sentindo a mão de Colin afagar suas costas delicadamente - Eu juro que tentei me livrar dele, diversas vezes tentei acabar com nosso relacionamento, mas ele começou a me ameaçar. O ódio de Luke por vocês aumentava mais e mais, e sabendo o quanto eu os amava, ele usou isso a seu favor. 
- Eu não sabia disso, por quê não contou? - indagou Lana, a veia em sua testa estava avantajada.
- Contei apenas o que precisavam saber. - lançou-lhe um sorriso fraco.
   O silêncio de Colin estava a incomodando, mesmo sentado ao seu lado, Jen o sentia longe, apenas escutando tudo.
- Talvez pudéssemos ter ajudado! - insistiu Ginni, relembrando da conversa que teve com a loira anos trás.
- Sabe que eu não colocaria a vida de vocês em risco. - respondeu por fim.
- Por que ele tinha esse ódio mortal? - curioso Marcus perguntou.
- Já chegarei nesta parte. Uma noite Luke chegou bêbado em casa, dizendo palavras horríveis e pela primeira vez, ele me bateu. - lágrimas antes concentradas em seus olhos, agora escorriam por suas bochechas rosadas - Isso se repetia quase todas as noites. Eu me sentia vazia, inútil e suja.
- Amor, não precisa continuar se não quiser. - ela sentiu os lábios de Colin roçarem contra seu testa, até serem pressionados no mesmo local.
   O silêncio agora se fez presente, não havia perguntas e respostas, apenas queriam saber como tudo aquilo acabava.
- Não! Eu preciso contar, vocês precisam saber. - Jennifer se encolheu mais nos braços torneados do moreno, sentindo-se protegida - Numa noite eu ignorei tudo. Absolutamente tudo e fui na estreia da serie, deixando-o em casa. Quando voltei, Luke estava em casa, bêbado e com uma faca. - olhares arregalados espalharam-se pelo cômodo, os braços de Colin a apertaram mais - Naquela madrugada ele confessou tudo. As ameaças eram fruto de seu ciúmes, assim como seu ódio por vocês. Luke não queria me ver feliz, pelo contrario, ele queria ver meu sofrimento e assim ele começou a me bater. - Jennifer dizia tudo rapidamente, parou apenas para buscar fôlego - E então ele se aproximou, mas por estar bêbado, acabou caindo por cima de mim, fazendo a faca me perfurar.
   As lágrimas desenhavam em sua pele, caindo sobre suas coxas. No instinto, Colin a puxou mais para si, afagando os fios loiros. O perfume dele que antes entorpecia seus sentidos, agora apenas a acalmava.
   Murmurinhos ecoaram pela sala, mas logo cessaram, deixando-a continuar.
- Ele ficou preso desde então, após eu denuncia-lo em sigilo. - ela suspirou alto, secando as lágrimas - Mas pelo que parece a justiça falha.
- Como assim? - Colin indagou confuso.
- Hoje faz um mês que ele foi liberado por não terem provas suficientes. E...
- E... - incentivou Josh.
- E enquanto caminhava hoje mais cedo, vi alguém muito parecido com ele me seguindo.
- Ele não seria louco o suficiente para fazer isso. - Marcus se recusou a acreditar.
- Sim, ele seria. - Lana responde, sentada ao lado de Sean - Tenho quase certeza de que era ele.
- Vocês não o conhecem como eu, então tomem cuidado. Sei muito bem do que Luke é capaz e ele pode muito bem ir atrás de vocês e usa-los para me afetar. - pediu apavorada, observando o concordar de cada um.
- Você acha que as mensagens podem ter sido enviadas por ele? Assim como as flores? 
  Colin perguntou baixo, evitando que o assunto chegasse ao ouvido dos demais, porém fracassou vergonhosamente.
- Mensagens? Flores? O que estão nos escondendo? - Ginni intervém.
  Os pensamentos da loira estão como cama de gato. Já que havia revelado todo seu passado, Jennifer poderia muito bem contar à eles sobre o restante, já havia os envolvido de todas as maneiras possíveis nisso.
- Recebi a pouco tempo algumas mensagens sem qualquer tipo de identificação e ontem, no apartamento de Colin, chegou um buquê de flores.
- E vocês acham que as mensagens podem ter alguma relação com Luke? - uma luz se ascendeu em cima de Josh, deixando-o concluir.
- Isso.
   Talvez aquilo tivesse fundamento. As mensagens, as flores... Só Luke a conhecia bem, depois de Colin, é claro.
   O moreno ainda estava estaziado com tudo aquilo, mas acima de tudo estaria com ela, a apoiando. Colin sabia que ela escondia coisas, mas jamais ao desta proporção, e se encantava mais ao saber que mesmo frágil, Jennifer foi capaz de suportar tudo aquilo sozinha. 
   Mas a partir de hoje, dependendo dele, ela jamais estaria sozinha novamente.
   Colin a encarava admirado. A ponta do nariz vermelha e um pequeno sorriso brotando em sua face, devido ao que Lana falava, deixavam-a intrigantemente mais bela.
- A cicatriz que você me mostrou em San Diego, foi causada pelo corte da faca de Luke? - Bex perguntou cuidadosamente para Jen, deixando-a estagnada.
- S-sim. - respondeu encarando o chão.
- Tem certeza de que foi apenas um corte superficial? - desta vez, Lana perguntou.
   Bex, Lana e Ginnifer, sabiam que a loira escondia mais. Tudo começou pela viagem, aquela história mal contada que havia deixado um pulga enorme atrás da orelha.
- Uhum. - a loira desviou o olhar para as mãos.
- Jennifer... - repreendeu Ginni.
- Do que vocês estão falando? - Josh pergunta. Não somente ele, mas todos os rapazes na sala estavam perdidos.
   As quatro permaneceram em silêncio. Jennifer não queria falar sobre aquilo. Tocar naquele assunto, era o mesmo que abrir uma ferida quase cicatrizada.
   Desviando o olhar das mãos, Jennifer percebeu todos os olhares sobre si.
- Quê?
- Amor, sabe que pode confiar em nós. - as palavras sinceras a fizeram repensar.
   Tomando toda a coragem necessária, ela disse num tom mais baixo:
- O corte causado pela faca de Luke não foi nada superficial. - explicou, olhando diretamente para o par de olhos claros ao lado - Perdi muito sangue naquela madrugada e no dia seguinte descobri que... Não posso mais... Ter filhos.
   Os olhos de Colin se arregalaram por um instante. E completamente ao contrário do que Jennifer imaginava, o moreno a abraçou apertado.
   A loira se permitiu chorar aos braços dele. Afinal, quem ficaria com uma infértil?
   Mas para sua surpresa, aquilo não importava para Colin. Estar com ela já bastava. 
- Se quiser terminar comigo eu vou entender... - ela disse baixo, próximo ao ouvido dele.
   Um soluço escapou de seus lábios, suas lágrimas voltaram a desenhar em seu rosto.
- Eu jamais faria isso. - sussurrou contra seu lábio, apenas para que ela ouvisse.
* em algum lugar na redondeza *
- Senhor, não consegui segui-la como da última vez. A loira saiu acompanhada do café e um homem as esperava dentro do carro. - informou o homem mau encarado.
- Maldita! - irado, esbravejou o outro - Will, conseguiu rastrear cada um dos carros utilizados por eles?
   Alguns segundos foram precisos para o jovem esguio responder:
- Acabei neste minuto.
- Muito bom meu rapaz, muito bom. - um sorriso diabólico pairou nos lábios do moreno - Agora, certifique-se de saber tudo, exatamente tudo sobre cada um deles. Afinal, preciso saber melhor com quem estou brincando.
- Entendido. - os olhos castanhos do mais jovem voltaram-se para a tela do notebook.
   Com os cotovelos apoiados na mesa e os dedos levemente se roçando, o moreno pensa alto:
- Jennifer, minha doce Jennifer, você não devia ter me posto atrás das grades.


Notas Finais


Eai, esclareci algumas dúvidas?
Perdoem-me os erros, não lembro se revisei.
O que me dizem de todo o passado da Jen? Dá reação do Colin? Uhn? E o Luke?
Confesso que este foi o capítulo mais difícil de escrever, e espero que deixem suas opiniões nos comentários, sendo ela uma crítica ou elogio, viu?
Mudando de assunto, uma pessoa muito querida que conheci aqui no SS postou uma fanfic, e ela modéstia parte, é MARAVILHOSA. Vou deixar o link e espero que vocês dêem uma passadinha lá, okay?

https://spiritfanfics.com/historia/collide-6683140

Um beijão pro seis.


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