História Destiny Games - Capítulo 21


Escrita por: ~

Exibições 93
Palavras 2.349
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hey gente, como estão?
Não vou enrolar, então, boa leitura!

Capítulo 21 - Sou e-eu...


Fanfic / Fanfiction Destiny Games - Capítulo 21 - Sou e-eu...


Cinco dias atrás...
   Aquele sentimento melancólico já estava incrustado em Colin. A dor em seu peito crescia aos poucos, como se nascesse todos os dias em seu peito, cada vez mais forte. A saudade era arrebatadora, insuportável e... Consumidora.
   Estava sem notícias e perdendo as esperanças, amaldiçoava-se mentalmente por isso, mas era a verdade. Parecia tão dependente daquela mulher, como se fosse seu oxigênio, mas notara tardiamente. O doce cheiro de seus fios loiros, o seu sorriso angelical, seu olhar caloroso e seu jeito espontâneo de ser, faziam falta no dia-a-dia de Colin.
   O céu nublado e a chuva densa que caia do lado de fora da janela de seu apartamento, combinavam com seu estado interior. O café quente descia rasgando por sua garganta seca, devido ao clima. A casa estava silenciosa, apesar de muito movimentada.
   Não haviam mais risos ou gargalhadas no ambiente, como costumeiro, apenas palavras de conforto e esperança.
   As notícias eram escassas, como o último chamado recebido pela polícia. Não era algo alarmante, apenas almejava que fosse um tiro certeiro.
   Há três dias, quando a polícia foi informada do caso, as coisas haviam mudado por completo. Sua casa nunca fora tão movimentada por delegado e policiais. Em uma das câmeras do corredor de seu prédio, eles descobriram um suspeito, o vidraceiro. Seu rosto estava estampado em todos os jornais, revistas e outras redes. No entanto, como previsto, o sumiço da protagonista da série de sucesso foi uma bomba na mídia.
   Apesar de tudo, Colin se mantinha forte durante o dia, para enfim, à noite, almejar diversas vezes por Jennifer.
   A porta da entrada foi aberta, despertando-o de seus devaneios. Era o delegado, visivelmente abatido.

- E então? - perguntou a morena, Lana antes mesmo do delegado pôr os pés para dentro do apartamento.

   Lana estava abatida, cansada, porém mantinha-se firme todos os dias. Suas mãos estavam entrelaçadas nas de Sean, que as afagava gentilmente. Eles eram como um complemento, o amor era visível naquela relação.
   O delegado Hansen suspirou pesado, olhava com pesar para a morena, enquanto adentrava na sala. Sua postura estava rígida, assim como suas feições.
   Uma de suas mãos foi para a cintura, por baixo do blazer marrom, enquanto a outras alisava sua barba por fazer. Notando a demora do outro, Colin aproximou-se, depositando antes a caneca vazia na mesa, pedindo impaciente:

- Pegaram ele?

- Infelizmente não... Ele fugiu antes que chegássemos na farmácia.

   Lana encolheu-se mais no sofá grande, sendo amparada pelo noivo, também abatido. O moreno andava de um lado ao outro da sala, passando os dedos pelos fios negros sedosos, estava cansado de esperar por uma pista, enquanto Jennifer, a dona de seu coração, estava sabe-se lá aonde. O aperto em seu peito só aumentava, quando imaginava coisas terríveis acontecendo com ela.
   Hansen prosseguiu:

- O farmacêutico que nos ligou vai ser interrogado. Parece que além de fugir das autoridades, aquele vidraceiro também furtou algumas coisas da farmácia. - informava sem demonstrar fraqueza.

- Que tipo de coisas ele roubou? - Sean implantou a dúvida, perguntou diretamente ao delegado.

- Coisas pequenas. Curativos, alguns remédios para dor, algodão... Não sabemos ao certo, rapaz.

   Por um instante, Colin raciocinou, encontrando os olhos apreensivos do amigo, deixando as palavras saírem por seus lábios:

- São para Jennifer... Ele vai usar isso nela, deve estar ferida.

   A cabeça de Colin trabalha às pressas, sendo compreendido pelo delegado, que sem hesitar, informou:

- Preciso voltar para delegacia, quero interrogar pessoalmente o farmacêutico. Qualquer notícia, os avisarei.

[...]

   A claridade da lua fazia reflexo com o piso quadriculado do cômodo que estava. Perdido em seus devaneios, ele procurava por seu sono, que nos últimos dias havia sumido.
   Ainda estava ingerindo as palavras do delegado, mas nada parecia colaborar para que as investigações progredissem. Estava cansado de ficar sentado, olhando para as paredes, remoendo as boas lembranças passadas com Jennifer, precisa e queria fazer algo para encontrá-la, mas não sabia como.
   O sofá de veludo bege, nunca pareceu tão comprido como agora. Estava sentado nele, deixando o silêncio deleitar-se no ambiente, sentindo o olhar preocupado de Sean.
   Da onde estavam, ouvia-se com precisão o tamanco baixo de Lana bate contra o piso da escada, até revela-la em seus últimos degraus.

- Consegui fazer o Evan dormir. - disse visivelmente cansada.

   Os dedos finos foram de encontro as madeixas escuras, suspendendo alguns fios atrás da orelha. Ela permanecia em pé, repousando a mão esquerda no apoio da escada, enquanto visualizava com firmeza a imagem dos dois.
   Colin sorriu, grato.

- Ele sabe que está acontecendo algo, Colin. - disse a amiga terna, sentando-se ao seu lado - Não parou de perguntar pela Jen até dormir.

   Colin abaixou o olhar, focando no tênis escuro em seus pés. Matava-o por dentro omitir ao filho que Jennifer havia desaparecido, dizia a ele, sempre com um sorriso, que a loira havia viajado. Por alguns dias, o pequeno parecia, acreditar, mas apesar de pouca idade, Evan era uma criança esperta.

- Ele sente falta dela. - sussurrou.

- Todos sentimos. - corrigiu a morena, segurando firmemente a mão do amigo, transmitindo seu melhor sorriso - Já está tarde, acho melhor irmos para casa, amor. - seus olhos pousaram em Sean, que apenas sorriu, concordando.

- Voltaremos amanhã cedo, camarada. - o loiro levantou-se, sendo imitado pela noiva.

- Acho que não conseguirão sair... - Colin levantou-se, recebendo olhares confusos em sua direção. Apontando para a janela, ele prosseguiu: - Está cheio de jornalistas lá em baixo.

   Ele deixou um suspiro cansado, sair. Nem naquele momento poderiam ter paz.
   O casal de amigos caminhou até onde fora apontado, deixando seus ombros caírem por segundos.

- Vou arrumar o quarto de hospedes para vocês. - e ele se retirou, torcendo para que aquela noite passasse rápido.

[...]

Dois dias atrás...
   Os dias se passaram como todos os outros, parado, sem pistas, porém esperançoso.
   Colin bebia com prazer o café quente, preparado por Lana, naquela manhã fria. A amiga, assim como Sean, havia passado as noites no apartamento, fazendo companhia à Colin e Evan, os entretendo.
   Os assuntos sempre eram os mesmos, como naquele momento. Estavam sentados em volta da mesa, conversando, enquanto tomavam o café da manhã.

- Evan perguntou pela Jennifer na noite passada, novamente. - murmurou Colin, deixando a caneca quente de café repousar na mesa.

   Ao trocar um rápido olhar com o noivo, Lana soltou um suspiro leve, argumentando:

- Já está na hora de contar a verdade para ele, Colin... Todos sabemos, até mesmo ele, que a Jen nunca viajaria sem antes se despedir.

   Colin não conseguia encara-la, mas por fim respondeu:

- Como faço isso, Lana? - ele suspirou, pouco se importando com a voz falha - Tenho que passar por isto mais uma vez... Quando Helen entrou em coma, eu tive que dizer à Evan sozinho, não foi fácil, mas eu sabia que, Helen estaria no hospital, segura, onde sempre podemos vê-la, apesar de tudo. Mas, e agora? - ele fez uma breve pausa, engolindo em seco, para prosseguir: - A Jen está sendo a mãe que Helen não foi para Evan... Como digo a ele que ela sumiu? Que outra vez alguém com o posto de mãe, teve que sair de sua vida? Nós nem ao menos sabemos se ela está viv...

   O moreno continha as lágrimas quentes, pesando em seus olhos claros, já avermelhados. Colin não queria nada, apenas ela. Trocaria qualquer coisa para tê-la em seus braços, segura, novamente. Onde poderia dizer que a amava, com toda a verdade em seu ser.
   Contudo, nem tudo ocorre como planejamos, as vezes o trem sai dos trilhos, e é aonde ocorrem os estragos.
   Metros atrás, parado no centro da porta, sem ninguém reparar, Evan escutava cada palavra do pai. Ele não sabia distinguir bem seus sentimentos, como uma criança naquela idade, mas sentia a dor nas palavras do mais velho.
   O desespero tomou o dono dos fios loiros, e uma de suas reações, fora instantaneamente, encher as pequenas lagoas azuis, de lágrimas.

- Papai, a mama sumiu?

   O ar saiu de seus pulmões, como se houvesse levado um soco na região. Um pequeno arrepiou foi causado em sua coluna, ao ouvir a voz do filho, atrás de si.
   Não haviam palavras para descrever aquele momento. Sua atenção fora totalmente voltada ao pequeno, assim como a de Sean e Lana.
   Evan permanecia paralisado, segurando com veemência a chupeta verde clara com a boca, carregando consigo um paninho branco, numa mão e na outra, o ursinho Ted. Em seus olhinhos, lágrimas finas transbordavam, fazendo desenhos tristes em suas bochechas rosadas, para enfim, pararem em seu queixo e caírem.
   O coração do moreno apertou-se, fazendo-o se levantar da cadeira acolchoada e tomar Evan em seus braços. Colin não queria dizer que tudo ficaria bem, porquê nem ele sabia. Não queria mentir ao filho, dizendo que Jennifer voltaria, porquê, ele não tinha certeza disso. Restou-lhe apenas a verdade.
   Na sala ao lado, Colin sentou-se no mesmo sofá de outrora, deixando o loirinho, sentar sobre suas pernas. Com os polegares eles enxugou os resquícios de lágrimas que sobraram no rosto angelical de Evan, para encarar docilmente as orbes tão parecidas com as suas.

- A mama não foi viajar? - indagou o pequeno, retirando a chupeta da boca rosada.

   Colin negou com a cabeça, passando uma das mãos por de trás do corpo do filho.

- Não, meu anjo. A Jen sumiu.

- Você não sabe aonde ela está, papai?

   Colin retornou a negar, deixando a tristeza se sobressair, ao lembrar que Jennifer saberia como agir diante essa situação.

- Vamos procurar ela. - Evan fez um biquinho, transmitindo toda sua inocência no olhar que carregava.

   E o mais velho sorriu, diante as palavras do filho.

- A polícia já está fazendo isso por nós, filhão.

- Vamos ajudar eles, papai. - o menor sorriu, como se tivesse uma ideia brilhante - Liga pro tio Josh e o tio Mark, vamos procurar ela também, e o tio Sean pode levar a gente.

   O silêncio se instalou. Evan olhava esperançoso para o pai, como se sua vida dependesse daquilo, e talvez, dependesse. Claro, Colin gostaria muito de sair pelas ruas à procura da amada, mas e se ela não estivesse mais na cidade? Não queria romper a esperança do filho, que naquele momento era essencial para ele.

- Promete que vai procurar a mama, papai?

- Prometo.

[...]

Dias atuais...
   A manhã estava gelada, como todas as outras, mas uma coisa a diferenciava de todas as outras... Naquela manhã, Colin teve a sensação de que aquele dia seria diferente, talvez o sonho que teve com Jennifer, tenha renovado sua esperança.
   O moreno deixou, no andar de cima do apartamento, o pequeno Oliver brincando com seu filho, no quarto. O pequeno sorriso brotava a todo instante em seu rosto, iluminando-o.
   Escutava, do corredor no segundo piso, os múrmuros vindos da sala, no piso principal. Todos estavam ali, como uma grande família, para um bem maior.
   Enquanto descia as escadas, ouviu o som do toque de seu telefone ao longe, pousado em cima do sofá desocupado.
  “Deve ser outro jornalista.” - pensou pacientemente.

- Lana, atende meu telefone? - pediu, sabendo que não chegaria a tempo para atender, elevando sua voz sobre todas as outras no cômodo.

   No canto da sala, o delegado Hansen, antes dizia algo para o policial, sentando de frente para um notebook preto, voltou sua atenção para a morena, que acenou positivamente para Colin.
   Para o delegado, qualquer ligação àquela altura, deveria ser rastreada e sem pestanejar, o policial seguiu a ordem do superior.
   Observando que no visor do celular, um desconhecido reluzia, Lana atende à ligação, mal-humorada, tendo o mesmo pensamento do amigo:

- Você tem trinta segundos para dizer o que quer...

   Ela bufou, diante da demora.

- Lana... Sou e-eu... Jennifer, não desliga.

   Pediu apavorada, sabendo que teria somente alguns minutos.

- Jennifer... - a morena sussurrou alto o suficiente para a sala se tornar silenciosa em milésimos - Você está bem? Aonde você está?

   A amiga dispararia diversas perguntas que rodavam sua mente durante aqueles nove dias, mas fora interrompida.

- Lana, me deixe falar, põe no viva-voz. - pediu, as pressas.

   Em alguns segundos todos na sala poderiam ouvir a voz da loira.

- E-eu estou bem. - ela suspira cansada do outro lado da linha - Estou ferida, cansada e com... medo.
   Confessou.

- Jennifer, aqui é o delegado, eu preciso que você diga a onde está.

- E-eu não sei, parece uma borracharia abandonada. Estou presa num quarto, não consigo olhar para o lado de fora.

   Colin estava mais afastado, apenas ouvindo as palavras de Jennifer, seu peito se apertava cada vez mais.
   Uma voz soou ao fundo:

- Diga a eles Jennifer, que estamos fora da cidade, pouco mais de três quilômetros ao norte. Numa oficina antiga, talvez eles conheçam, está um pouco afastada da rodovia e quase coberta pelo matagal.

- Quem está com você, Jen? - pediu Josh, aproximando-se do aparelho.

- Pai. - ela desferiu a palavra emocionada, deixando o loiro sorrir - Eu sei a onde estou e você também. Lembra quando eu, você e a Ginny nos perdemos indo acampar? - Josh apenas murmurou um ‘uhum’ e ela prosseguiu: - É naquela estrada, talvez alguns metros à frente.

- Eu me lembro, seu exatamente como te encontrar.

   Ouve-se um silêncio de ambos os lados, até Colin o quebrar, falando pela primeira vez com ela:

- Amor, você está bem mesmo?

   Durante todos aqueles dias, ela conseguiu sorrir somente com as palavras dele.

- Sim. - mentiu.

- Nós iremos te encontrar, eu prometo.

- Só não demorem muito... Eu estou com medo.

   Ruídos foram ouvidos do outro lado da linha. Colin fitou o celular mortalmente, ouvindo em meio ao barulho, a voz baixa de Jennifer:

- Tenho que desligar, Luke está voltando. Eu amo vocês.

   Aquela não poderia ser a despedida. Nem Colin, nem os outros permitiriam isso. A chamada fora encerrada, e para alivio de todos, a loira não estava muito longe. Eles a reencontrariam.


Notas Finais


Eai, gostaram?
Quis aproveitar esse momento de sofrimento para usar o Colin como meu boneco haha mas não tenho orgulho nenhum de fazer aquela coisa fofa do Evan sofrer.
Uhn, será que eles vão encontrar a Jen? Ou, se encontrarem, todos vai sair vivos? Luke irá morrer ou vou deixá-lo escapar? Tudo isso e muito mais, no próximo capítulo. Aguardo vocês!
Não se esqueçam de comentar, deixar opiniões, ameças e sugestões, está bem?
É só isso, beijão ❤


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