História Destiny Says - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Malévola, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Tinker Bell, Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Swanqueen Swan Queen Once Upon A Time Ouat
Exibições 220
Palavras 2.199
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey, pessoinhas lindas.

Capítulo 7 - Capítulo 7


- Atrapalho? – disse minha mãe abrindo calmamente a porta.

Sequei o rosto com as mãos e Zelena levantou a cabeça. Eu e minha irmã tínhamos ficado um tempinho em silencio e só fomos interrompidas com a chegada da mamãe.

   - Você esta bem?

   - Estou mãe, um pouco cansada.

   - Teve um dia exaustivo hoje?

   - Oh, se foi. – Zelena disse e eu quase meto minha mão na carinha linda dela.

   - É, eu acho melhor eu tomar um banho e ir dormir.

   - São seis horas da tarde. – Zelena falou franzindo a testa.

   - E eu não posso dormir cedo?

   - Claro que pode sis, mas não antes de me contar tudo que ta deixando essa sua cabecinha desse jeito.

   - Eu já te contei Zelena.

   - Mas eu quero saber tudo que você ta sentindo, meu anjo.

   - Muito lindo que vocês estão conversando como se eu não estivesse aqui. – Cora falou e eu e Zelena rimos.

   - Desculpe mamãe. Mas acho que realmente vou tomar um banho, preciso descansar, amanhã tenho muita coisa pra fazer. – entrei no banheiro antes que qualquer uma pudesse protestar.

   - AMANHÃ VOCÊ NÃO ME ESCAPA, MORENA. – ouvi minha irmã e apenas ri entrando debaixo do chuveiro.

  

--

   - Minha cabeça esta doendo, então, por favor, ninguém me procure. – disse ao chegar a agencia e todos apenas me olharam e assentiram, sem largar seus afazeres.

   - Quer algum remédio dona Regina? – minha secretária perguntou.

   - Não, já tomei antes de sair de casa, Aurora. Obrigada. – disse educadamente e entrei na minha sala.

Fiquei sentada olhando pra porta, pensando em nada especifico, mas logo foquei no meu trabalho. Por incrível que pareça, consegui me concentrar bem em tudo que tinha pra fazer, sem pensar em nada alheio a isso. Ariel tinha me ligado disse que os papéis do divorcio já estava pronto, que era só assinar. Pedi para que ela enviasse os papeis para mim, porém, ela disse que fazia questão de trazer pessoalmente. Não questionei. Algum tempo depois, Aurora anuncia a entrada de minha advogada. Acho que sinceramente nunca vi Ariel com uma roupa tão justa como hoje, estranhei, mas nada falei. Questão de vir me entregar a papelada, roupa justa, não sei não. Acabei rindo de leve com o que pensei, mas logo parei quando ela chegou perto da minha mesa e se sentou sorrindo.

   - Bom dia, Regina.

   - Bom dia, Ariel. Como vai?

   - Melhor agora. – sorriu e tirou da bolsa os papeis – aqui, é só assinar e depois pedir para que a Kristin também assine.

   - Só isso? Não tem audiências nem nada?

   - Vocês não têm filhos e pelo que vi os seus bens são muito bem divididos. Você tem sua empresa, ela a dela, uma casa, ela também tem. São coisas pela qual vocês não vão precisar brigar. A não ser, claro, que uma de vocês, entre em um processo para algum dos bens, mas acredito que isso não venha a acontecer.

   - Entendi. Então tudo que preciso fazer é assinar e pedir para que a Kristin também assine?

   - Sim, como eu disse, caso alguma deseje entrar em algum processo, só entrar em contato com advogado, obviamente antes de assinar.

   - Pode me dar um tempo?

   - Oi?

   - Pode deixar os papeis comigo. Não pretendo entrar em nenhum processo e acredito que ela também não. Mas quero um tempo. Assim que eu assinar eu mando pra Kristin e te entrego, tudo bem?

   - Tudo bem. – sorriu fraco e se despediu – então eu vou indo. Até.

   - Amanhã eu te ligo.

Ela se foi e eu ainda fiquei analisando aquilo por mais um tempo. Tentei voltar a concentração no trabalho, mas não tinha mais muito o que fazer, então querendo ou não, tive que voltar pro papel. Era aquilo que eu queria, a traição foi demais pra mim, mesmo eu a amando. Peguei o celular e liguei para Kristin, sem deixar que ela falasse nada, apenas pedi para que ela viesse aqui e desliguei. Sabia que ela viria.

 

 

   - Oi, Regina. – disse Kristin entrando na sala - precisa falar comigo?

Senti, talvez, um pouco de esperança na sua voz. Talvez por achar que eu estava voltando atrás, ou algo do tipo.

   - Na verdade, só preciso que você assine esses papeis. – lhe entreguei e ela já me encarou.

   - Regina, você tem certeza que não quer pensar direito nisso?

   - Tenho Kristin, eu já pensei em tudo. Eu quero isso. Se quiser levar pra casa e depois me entregar assinado.

   - Confia em mim pra isso? – perguntou debochada. Respondi apenas com um sorriso sarcástico.

De repente, meu celular começa a tocar e vibrar em cima da mesa do escritório. Antes que eu o pegasse, Kristin voou com a mão e pegou antes de mim.

   - Emma? – me questionou mostrando a tela do celular. Eu pude ver seus olhos começarem a exalar raiva, algo que não era comum nela – é a Emma que eu estou pensando, Regina?

   - E se for? – puxei o celular da sua mão e recusei a chamada – e daí? Você não tem nada a ver com a minha vida.

   - Não tenho? Nós ainda somos casadas Regina. – levanta com raiva, segurando firme o papel de divorcio – como você pode? Fica me tratando assim, quer acabar com nosso casamento, mas tem contato com ela?

   - Olha Kristin, quem acabou com nosso casamento foi você. E

   - Não, Regina. Não acabei, porque se depender de mim esses papeis não vão ser assinados tão cedo. – jogou os papeis em cima da mesa.

E saiu da sala revoltada. Respirei fundo e joguei no chão um enfeite idiota que tinha em cima da minha mesa. Queria quebrar tudo, mas tinha consciência ainda. Era só assinar, por que tinha que ligar justo agora, Emma? Perguntei pra mim mesma, mas logo me acalmei ao pensar nela.

 

--

Emma Voice’s

Acabei de acordar e já era quase hora do almoço. Tinha ficado até tarde com Ruby ontem terminando o trabalho. Claro que poderíamos terminar hoje antes da faculdade, mas desde ontem estava com um plano. Almoçar com a Mills. Sei que ela pode achar estranha tanta aproximação, mas de uma forma eu precisa disso, desse contato. Por que eu me sentia bem com ela, como nunca me senti e acho que ela também se sentia bem comigo. Liguei pra ela, porém chamou e chamou, até cair. Na verdade, acho que foi recusada a chamada, mas me recusei pensar nessa hipótese. Mesmo assim, não tentei novamente. Iria tomar um banho, me arrumar e ia pra agência dela. Aproveitar que segunda-feira é meu dia de folga. Eu trabalho na lanchonete da vó da Ruby, o Granny’s. Sempre fui tratada por ela como família, eu e Ruby crescemos juntas, e sempre que eu discutia com meus pais, corria para casa dela. Até que tudo desandou, acabei mexendo com o que não devia, mas finalmente depois de algum tempo eu me estabilizei novamente e parei com essa vida. Mas era algo que eu não queria lembrar agora. Entrei pro banheiro e relaxei na banheira.

--

Já estava pronta pra sair e batem na porta. Eu achei que fosse a Regina, mas segundos depois começou bater forte, e comecei estranhar. Meio receosa, fui abrir a porta e antes mesmo de assimilar qualquer coisa, um tapa foi dado no lado esquerdo do meu rosto.

   - Você ta maluca, Kristin? – levei minha mão no rosto pra tentar aliviar o ardor.

   - Acho que fui bem clara quando disse que não queria você perto da Regina, não fui? – ela disse isso entrando no apartamento.

   - Vocês vão se divorciar, então não é você quem decide quem tem ou não que estar perto dela.

   - Você quer o dinheiro dela também, é Emma?

   - EU NÃO QUERO O DINHEIRO DELA. E nunca quis o seu. – me virei e fechei a porta, pra depois encara-la novamente – e você vai fazer oque? Eu mantendo ou não contato com ela, ela não quer você. Não ache que ela vai te perdoar, Kristin. E eu sou apenas amiga dela, para de paranoia. E se ela souber que você ainda mentiu sobre me conhecer, ai que ela não vai querer saber de você mesmo.

   - Mas você não vai contar a verdade. – falou com um sorriso sarcástico.

   - E quem te garante isso?

   - Porque não sou só eu que vou sair perdendo nisso. Você também vai perder a confiança dela, Emma Swan. – respirei fundo com o que ela falou – acha oque? Que quando a Regina souber que você mentiu porque eu pedi, ela vai te perdoar? Ela vai voltar ser sua amiga? – enfatizou bem a “amiga”. – Sinceramente eu não sei como vocês se aproximaram assim, mas quer saber? Vai lá, vai lá ser a amiga dela. – disse já pegando a bolsa e indo em direção à porta. Abriu a mesma e se virou pra mim novamente – mas saiba Swan, basta um passo a fora e a Regina vai ficar sabendo de tudo. Por que eu te garanto, se ela não for mais minha, ela não vai ser sua também.

Fechou a porta com uma grosseria de que eu podia jurar que ia quebrar. Comecei a chorar, misturou toda a raiva que eu estava sentindo, a dor no rosto, a insegurança, o medo. Mas, isso me fez chegar a uma conclusão. Peguei meu telefone e liguei mais uma vez para Regina.

   - Alô!

   - Oi, Regina. Tudo bem?

   - Tudo e com você? Você me ligou antes, desculpe não deu pra atender.

   - Sem problemas. Você já almoçou? Queria te chamar pra almoçar comigo.

   - Não, ainda não almocei. Ok, pode ser. Eu passo ai pra te pegar ou a gente se encontra?

   - Pode passar aqui? Daqui a gente vai. Ah, e eu preciso te contar uma coisa.

   - Tá, passo ai em dez minutos.

   - Ok.

--

Regina me buscou e fomos para um restaurante bem calmo que tinha perto daqui de casa mesmo. Escolhemos uma mesa e fizemos nossos pedidos e ficamos um bom tempo conversando sobre o trabalho, minha faculdade. Ela perguntou qual curso eu fazia e eu disse que direito.  

   - Sério? – e riu.

   - Sério, por quê? Tem o que contra advogadas? – perguntei com falto tom de ofensa.

   - Nada, só que me lembrei da minha advogada hoje estranhamente animada pro meu lado. – e começou a rir mais alto.

   - Olha! Regina arrasando o coração de advogadas.

   - No plural? – perguntou arqueando a sobrancelha. Vendo que eu não respondi nada, ela sorriu – então, Emma... O que você tinha pra me falar mesmo?

Lembrei-me da discussão que tive com Kristin e que tinha decidido pra mim mesma que iria contar tudo. Toda verdade, tudo que eu sabia.

   - Bom Regina, eu preciso contar uma coisa pra você. Uma coisa muito séria.

   - Nossa. Tudo bem, pode contar.

   Na hora que eu ia começar a contar, o garçom chega com a comida. Comemos em silêncio, um silêncio horrível porque o começo da conversa tinha deixado tudo com um clima muito estranho. Acabamos de comer e Regina fez questão de pagar a conta, mesmo eu insistindo que não.

   - Você não me contou o que tinha pra falar, Emma. – falou já na porta da minha casa. Olhei pra ela e simplesmente hipnotizei. Não consegui. Vi seu rosto tão delicado, mas ao mesmo tempo dava pra ver que era bastante autoritária. Minha primeira vontade ao olhar seus lábios foi beija-los, eles eram lindo, levemente tingidos de vermelho. Seus olhos de um castanho tão lindo, com certeza ela tem o olhar mais lindo que já vi. Ela era uma combinação de tudo de mais lindo que existe.

   - Emma?

   - Esquece Regina – falei e respirei fundo – é coisa minha, é melhor deixar pra lá.

   - Mas você disse que é sério.

   - Não precisa se preocupar, desculpe te deixar assim atoa.

   - Não, tudo bem – sorriu. Ah, o sorriso. – Mas saiba que pode me contar qualquer coisa, viu Swan?

   - Pode deixar Mills. Agora vou indo, tchau. Obrigada pelo almoço. – me inclinei para lhe dar um beijo na bochecha, mas na hora ela sem perceber minha ação virou o rosto, o que acabou gerando um selinho. Ela riu tímida e beijou minha bochecha logo depois.

   - Até mais, Swan.

Sai do carro e assim que ela deu a partida e virou a rua, peguei meu telefone.

   - Ruby, eu preciso urgentemente falar com você. Vou passar aí no Granny’s, beleza?

   - Claro que pode patinho.

   - Eu ia esperar até a hora da faculdade, sei que você ta trabalhando, mas eu preciso mesmo falar contigo.

   - Não tem problemas, amor.

   - Chego ai rapidinho.

---

   - Ai amiga, eu não sei o que faço.

   - O que ta acontecendo, amor? – Ruby me trouxe um Milk-Shake e sentou na minha frente.

   - Eu não sei direito, Ruby, ta tudo tão confuso.

   - Confuso em relação ao que?

   - Regina.

Ela me olhou com a cara mais safada que ela podia dar. Falei que era pervertida.

   - Eu sei que conheço ela a tão pouco tempo e foi numa situação tão complicada, mas...

   - Mas?

   - Eu acho que eu estou me apaixonando por ela.

 



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