História Destiny's Choices - Capítulo 7


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Esporte, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hey folks! Mais um capítulo.

Obrigada pelos comentários e favoritos! ♥
Desculpem se tiver algum erro.

Boa leitura!

Capítulo 7 - Sete


Fanfic / Fanfiction Destiny's Choices - Capítulo 7 - Sete

Julho/2016

CT provisório da Seleção de Portugal

Marcoussis – França

 

O jogo de Portugal contra País de Gales nas semifinais estava marcado para o próximo dia. Os jogadores faziam o seu último treino no CT provisório e, ao final, iriam responder algumas perguntas de um jornal esportivo da França. O roteiro de perguntas era claro.

Apenas sobre o próximo jogo e sobre futebol. Nada sobre a vida pessoal dos jogadores.

Não era o que o repórter Reggis Dupont, do L’Équipe da França estava cumprindo.

- Mas ela não é sua namorada, então? – o francês insistia na pergunta sobre Daniele Amaral, por mais que eles ainda não tivessem confirmado o nome da moça, e Cristiano estava ficando levemente irritado.

- Desculpe, mas as perguntas seriam apenas sobre o próximo jogo. Certeza que você não quer perguntar mais nada sobre? – o jogador tentava se esquivar, ainda andando calmamente com alguns companheiros de equipe perto do lago artificial que tinha nos arredores do CT. O repórter e a sua equipe de filmagem estavam acompanhando os jogadores.

- Só preciso de mais algumas informações. Você fará gols para ela amanhã? Quem é a moça misteriosa do treino daquele dia? E por que não sabíamos da existência dela até aquele treino?

- Dupont, eu já falei que não responderei a esse tipo de pergunta.

- Ela foi contratada para estar com você? – pronto. Aquela foi a gota d’água para Cristiano Ronaldo. O atacante bufou irritado, pegou o microfone que o repórter apontava insistentemente em sua direção e o arremessou no lago. Simples assim. Toda a equipe de reportagem ficou estática presenciando a cena do microfone afundando e o jogador andando como se nada tivesse acontecido.

- Você está maluco? – Cristiano ouviu um dos câmera man perguntar mas não deu bola. Apenas seguiu para os vestiários acompanhando os outros jogadores.

~♥~

            Fernando Santos estava no seu quarto do hotel e encarava a televisão com uma expressão fechada. Cristiano observou o técnico e percebeu a veia na testa dele pulsando. Expressão clara de raiva. Ele estava vendo a filmagem do atacante jogando o microfone do L’Équipe no lago.

- Técnico, o Bruno das relações públicas só conseguirá chegar amanhã às três horas da madrugada. – um dos assessores do técnico irrompeu pela porta do quarto, ignorando completamente a presença do jogador ali.

- Chame Daniele Amaral, agora. – falou Fernando, desligando a televisão e arremessando o controle de qualquer jeito na cama. O assessor saiu praticamente correndo porta a fora.

- Ela não teve nada a ver com isso. – defendeu Ronaldo.

- Ela é a única pessoa que pode resolver essa situação. O meu chefe das relações públicas só chegará de madrugada. Tempo suficiente para a mídia criar inúmeras hipóteses corroborando a sua imagem de arrogante e intransigente. – o mais velho andava pelo quarto, anotando algumas informações num papel.

- O Dupont passou de todos os limites. O senhor viu pela gravação. – Cristiano apontava para a televisão desligada ainda sem acreditar na ofensa proferida pelo repórter - Ele chamou Daniele de prostituta.

- Eu sei, Ronaldo. – Fernando suspirou, parando e encarando o jogador a sua frente. Ele, às vezes, se sentia o pai daqueles rapazes da sua seleção. – Eu entendo que foi difícil. Mas ainda assim, terá consequências. A mídia não quer saber a profissão dela. Eles querem material para denegrir a sua imagem. Você mesmo viu a edição ridícula que eles fizeram. Só aparece a pergunta sobre a partida e você jogando a droga do microfone no lago.

- Era só a porra de um microfone! Se eles quiserem eu compro mil microfones para eles. Eu queria era jogar aquele merda no lago e não só o microfone dele. Ele insinuou que ela é uma puta!

- Coisa que eu não sou. – ouviram a voz de Daniele se manifestar. Ela estava parada a porta, apenas de shorts e a camiseta de Portugal que ela estava vestindo a tarde. O cabelo estava preso de qualquer jeito em um coque. Cristiano já a conhecia o suficiente para saber que ela estava indo tomar banho quando foi abordada por Bruno em seu próprio quarto para resolver a cagada dele. Droga! Ele se sentia um moleque que foi descoberto pelos pais fazendo arte.  – Oi Fernando, em que eu posso ajudar?

- Você viu a reportagem?

- Aposto que os peixes não gostaram do novo morador. – ela sentou na beirada da cama. Fernando e Cristiano continuaram de pé, próximos a ela.

- O que podemos fazer para contornar? – o jogador perguntou.

- Rápido e eficiente? Posso ir para Paris, contudo, não poderei atuar como advogada. No máximo serei uma porta voz do Ronaldo e da Seleção.

- O chefe das relações da emissora está querendo uma retratação pública daqui duas horas.

- Não. Retratação o Cristiano não fará. É ridículo eles quererem enfiar goela a baixo uma retratação dele. Eu tenho uma ideia – Daniele assumiu sua postura de advogada esportiva, levantando-se e indo até o papel que o técnico tinha em mãos – Peça para seu assessor confirmar a reunião com eles em Paris. Contudo, não será uma retratação. – enquanto ela anotava algumas coisas no papel, os dois homens no quarto ficaram quietos – Preciso também que você descubra a resposta dessas perguntas que eu anotei aqui. É de extrema importância. Anotei também o número da minha secretária do Brasil, ela é excelente em descobrir as coisas para mim. Liguem para ela também, por gentileza. Você tem até a hora que eu chegar a Paris. Caso essa idéia dê errado, ai o seu jogador pedirá desculpas de modo público. – entregou para ele o papel com as perguntas e rumou para a porta. – Farei o meu melhor, Santos. Pode ficar tranquilo que amanhã essa história já morreu. – tranquilizou o seu quase futuro chefe, que sorriu mais calmo. – Saímos em uma hora, atacante. Esteja pronto nesse horário.

- Por isso quero essa mulher no meu time. – confidenciou o técnico sorrindo quando Daniele desapareceu pela porta. Cristiano acompanhou o técnico no sorriso agradecido e saiu também do quarto. Afinal, em uma hora eles estariam indo para Paris e ele ainda teria que falar com os amigos do time para eles ficarem com o Junior, afinal, o garoto ainda estava com o pai no hotel.

~♥~

- Conseguiu a resposta? – Daniele falava apressada no celular com a sua secretária brasileira. Cristiano estava dirigindo o carro dela sentido para Paris e ela terminava de acertar os pontos de sua entrevista com o jornal L’Équipe. – Excelente, Bel! Encaminhe para o meu email, por favor. – anotou algumas coisas numa folha de sulfite enquanto apoiava o celular no ombro – Desculpe te acordar para fazer isso. Prometo que te darei um aumento quando eu voltar das férias. – ela riu com a secretária de alguma coisa que o jogador não sabia e desligou o telefone.

- Vai dar certo? – ele questionou, tirando os olhos minimamente da estrada para encarar a mulher a seu lado. Ela assentiu sorrindo para ele, confirmando que iria dar certo. – Que bom, minha linda. E por que você carrega essas roupas sociais na mala de viagem de férias? – ele se referia a seus trajes impecáveis. A advogada usava um vestido preto e social, o cabelo estava preso num organizado rabo de cavalo e ela usava saltos altos pretos.

- Nunca se sabe quando certo jogador irá fazer arte e os meus serviços serão solicitados. – ela revirou os olhos, rindo dele após – Afinal, até nas minhas férias os jogadores continuam dando mancada por ai.

- O cara te chamou de prostituta. Eu não podia continuar de risinhos diante disso – ele disse, trancando os dentes.

- Eu sei. – ela repousou a mão esquerda na perna dele, apertando carinhosamente – Iremos resolver isso, relaxe. E o vestido social era para o caso de alguém me convidar para jantar. – piscou para ele, o sacaneando.

- Prefiro me ater a teoria de que os jogadores dão mancada, se você não se importar. – o jogador fechou a cara, olhando rapidamente para ela e depois para a estrada.

- Deixa de ser bobo, capitão. – Daniele subiu a mão que estava na coxa dele para o pescoço do jogador, fazendo um carinho na região. – Você sabe que eu não tenho olhos para ninguém mais.

- Bom mesmo, chefe.

~♥~

            Daniele e Cristiano foram acompanhados por dois homens da emissora, guiando-os até uma sala de conferência. Lá, eles receberam a orientação de se posicionarem de frente para uma pequena plateia de repórteres. Daniele informou que apenas ela, como relações públicas do time, que iria se pronunciar. Assim, mesmo a contragosto, Cristiano foi sentar nas cadeiras que tinham atrás da sala. Tinha câmeras e microfones para todos os lados. Ainda que Daniele estivesse acostumada com o mundo do futebol, era deveras estranho se sentar nas cadeiras que geralmente eram ocupadas por jogadores e técnicos do time.

            A conferência já estava iniciada. Cristiano estava quieto no fundo da sala, encarando a agitação a sua frente. Daniele era incrível, se esquivando de perguntas ridículas que os repórteres estavam fazendo. Principalmente Dupont que estava disposto a descobrir alguma brecha nas falas dela. Mal sabiam eles que ela era uma das melhores advogadas do Brasil.

- Eu acredito que já deixei claro que a atitude do jogador Cristiano Ronaldo foi apenas um reflexo a falta de profissionalismo do senhor. – Daniele falou encarando o homem a sua frente. – O roteiro de questões era claro e sucinto. Apenas perguntas sobre o próximo jogo de Portugal, que será amanhã contra a seleção de Gales e sobre outros jogos de futebol. Não tinha no seu roteiro nada sobre questionar nenhum dos jogadores sobre suas vidas pessoais.

- Foi apenas uma pergunta sobre a moça que foi vista com ele nos treinos. – outro repórter resolveu se meter. Daniele olhou para o rapaz arqueando a sobrancelha. Não o reconheceu de nome, mas sabia que ele era do L’Équipe, contudo, da parte de jornais impressos.

- Essa tal pergunta é justamente a que fugia do roteiro de perguntas. Ainda mais quando o senhor Dupont deu a entender que a tal moça era contratada para estar com ele. Cristiano Ronaldo deveria apenas responder sobre a sua profissão e não sobre sua vida pessoal. Afinal, vocês estavam no lugar dele trabalhar.

- Justamente – Dupont abriu um risinho vitorioso – Eu também estava trabalhando e ele resolveu jogar meu microfone para os peixes.

- O senhor estava trabalhando apenas quando perguntou a ele sobre o jogo de amanhã. Quando o senhor resolveu mudar o rumo das perguntas e questioná-lo sobre a sua vida pessoal caracterizou falta de profissionalismo da sua parte.

- Eu sou um repórter esportivo, minha querida! – explodiu o homem, levantando de sua cadeira.

- E eu tenho certeza que o senhor não é pago ao final do mês para fugir de roteiros e ficar investigando a vida pessoal dos jogadores de futebol. Como o senhor mesmo fez questão de falar, sua profissão é de repórter esportivo e não de escritor de folhetins diários de fofocas esportivas – Daniele elevou a voz minimamente, mas fez o homem recuar e sentar-se em sua cadeira. Ronaldo abriu um risinho debochado ao ver o homem murchar. Daniele ficou uns segundos em silêncio, como todos na sala. A discussão estava acabada. Assim como aquela mini coletiva – Alguém tem mais alguma pergunta? – o repórter Dupont levantou a mão, com a sobrancelha arqueada e Daniele fez sinal para ele perguntar.

- Você não é a garota dos treinos? Daniele Amaral, advogada no Brasil e o novo affair de Cristiano Ronaldo? – a sala foi tomada por um burburinho das pessoas conversando entre elas. Cristiano se mexeu desconfortável na cadeira, olhando para os lados e parando em Daniele.

- Bom, senhor Reggis Dupont, acredito que seja de sua personalidade fugir do tema das entrevistas. Como pretendo evitar equívocos próximos, vou refazer a minha fala. Alguém tem mais alguma pergunta sobre o assunto em pauta?

- Qual o problema de responder isso? – o repórter estava querendo brincar. E Daniele estava pronta. Era justamente o que ela queria.

- O senhor deseja mudar o tema das perguntas? E passar para a vida pessoal? Pela marca no seu dedo anelar esquerdo, acredito que é casado. Mas o senhor não possui aliança no momento. Que tal me falar do seu recente divórcio.

            A sala inteira caiu num silêncio absurdo. O burburinho cessou imediatamente após a fala dela. O repórter ficou vermelho na mesma hora. Mas ninguém sabia se era de raiva ou vergonha, afinal, pouquíssimas pessoas sabiam do seu vergonhoso divórcio.

- Isso não vem ao caso, senhorita Amaral.

- O senhor se sentiu desconfortável com a minha pergunta? – ela questionou fingindo inocência. – Estava apenas seguindo a sua linha de profissionalismo. Podemos conversar também sobre as suas atividades extraconjugais. Afinal, o senhor mesmo já disse que não vê problema em misturar vida pessoal com profissional.

- Já entendi o seu ponto, Amaral – o repórter levantou, juntando as suas coisas – Aceitaremos o seu pronunciamento. E diga ao Cristiano Ronaldo que publicaremos o nosso pedido de desculpas a ele.

- E, por favor, Reggis Dupont, envie para a minha equipe o modelo do microfone que foi perdido, iremos fazer a reposição dele o quanto antes. – Daniele levantou-se também, colocou a bolsa nos ombros e saiu da sala. Cristiano, que estava quieto no final da sala, levantou-se segurando o riso.

 

            Daniele encontrou-se com o jogador no corredor. Ele apenas apertou a mão dela, em sinal de cumprimento. Profissional. Sem meios das pessoas falarem mais.

- Muito obrigado pelo serviço, senhorita Amaral – ele fez um carinho rápido na mão dela e sorriu – Podemos voltar?

- Claro. – Daniele sorriu, ajeitando a bolsa nos ombros e seguiu ao lado do atacante para fora do prédio da emissora.

            Cristiano recebeu uma mensagem de Fernando informando que a frente do prédio estava repleta de repórteres querendo entrevista. Ele não estava a fim de passar por aquilo. Pediu para um dos manobristas, que estavam aguardando no saguão do prédio, ir até o carro estacionado do lado de fora e entrar com ele no estacionamento subsolo. O rapaz só faltou pular de alegria ao olhar a marca do carro gravado na chave e ver quem estava pedindo um favor a ele.

            Enquanto o rapaz buscava o carro de Daniele, ela e Cristiano seguiram para o subsolo.

Os repórteres ficariam esperando mais um pouco, infelizmente hoje não seria dia de mais declarações.


Notas Finais


That's all!
Nos vemos no próximo!



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