História Destroy me - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Adelaide Kane, Justin Bieber
Personagens Jaxon Bieber, Jazmyn Bieber, Jeremy Bieber, Justin Bieber, Personagens Originais
Visualizações 45
Palavras 3.785
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Policial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Foi mal gente, não é um capítulo novo

Esse capítulo acabou bugando algumas coisas, então fui obrigada a ter que repostar. Desculpe causar falsas esperanças em vocês kkkk

Capítulo 4 - Take me


Fanfic / Fanfiction Destroy me - Capítulo 4 - Take me

Mesmo com Slade tendo dito para eu não ir para casa de nosso pai — onde eu moro —, eu sigo pelo mesmo caminho. Eu prefiro ficar com aquele maldito homem a permanecer mais um segundo naquela casa incrível com um monte de homens a paquerar-me, minhas pernas doem de tanto andar e o frio toca a minha pele descoberta pela roupa que fora deixada em cima da mesa assim que recebi alta.

Justin, o cara de olhos dourados, não foi realmente muito gentil depois de tudo. Ele apenas se apresentou, disse-me que eu iria vê-lo com uma frequência maior e foi-se embora antes que eu pudesse perguntar o que ele pretendia dizer com aquilo; esse rapaz me deixa nervosa, não posso evitar de me sentir curiosa quando seu nome é mencionado na conversa.

É surpreendente que as coisas sejam assim, ele nem sequer me ofereceu uma carona... Não. O que demônios estou pensando? Parece até uma adolescente apaixonada incondicionalmente. Reprimo um muxoxo. Que ridículo.

Ganhei uma espécie de bengala para me ajudar a andar graças a minha perna quebrada, a doutora Evans disse-me que eu passarei no máximo uma semana usando elas; fico cansada a cada cinco minutos, além dessa coisa ser muito pesada eu ainda não estou em condições de caminhar com esses machucados todos. Antes de sair do hospital, verifiquei minha aparência no espelho, parecia que eu estava observando a moça de O Chamado.

— Carrie? — Uma voz se pronunciou do escuro. — Ah meu Deus, é você mesmo.

Uma silhueta desce da árvore do nada, caindo bem na minha frente com um sorriso indecifrável no rosto. É tão grande que poderia rasgar suas bochechas com o menor movimento; observo o ser humano com cuidado, olhos castanhos, a pele acastanhada e os cabelos mais negros que o atual céu noturno. Dalton.

— Oi! — Eu me pronuncio primeiro, nervosa pela sua aparição tão repentina. Dalton é a criatura mais estranha que eu já conheci em toda minha vida, ele vive dormindo em cantos que você jamais imaginaria e leva a vida tal como um gato. — Minha nossa!... Há quanto tempo você está aí? Eu quase tive um infarto.

— Eu passei o dia dormindo aqui, troquei a noite pelo dia nessas últimas semanas que você passou fora. Slade me contou que você tinha sido contratada para fazer uma uns trabalhos na cidade vizinha. — Seu olhar focaliza em minha perna. — Vejo que houveram algumas complicações, né?

O mais estranho dessa conversa é que é a mais longa que tive com ele. Mal trocávamos três palavras quando nos víamos na rua, eu nem acredito que ele esteja assim tão preocupado comigo, parece até ser suspeito.

"Será que a polícia contratou ele para investigar os vestígios de Slade?"

Tiro essa ideia da cabeça. Dalton é burro o suficiente para não entender uma palavra do que eu dissesse caso deixasse escapar alguma pista sobre os negócios de meu irmão; ele passa um tempo me encarando, então percebo que esse idiota ainda está esperando uma resposta de minha parte.

— Eu, hm, acabei caindo de um tobogã quando meu chefe super legal me levou para um parque aquático. — Respondo a primeira coisa que me vem na cabeça.

— Slade disse que o seu chefe era muito puto e ruim, que exigiu que fosse cumprindo todas as ordens dele.

Eita porra, e agora? Minha testa agora está suada com o pânico que faz meu coração tremer entre minhas costelas.

— Slade não sabe de nada. Ele não vive vinte e quatro horas pegando no meu pé, está sempre... trabalhando.

— Tudo beleza então. — E vai embora, sem olhar para mim duas vezes.

Vejo o corpo gigante de Dalton virar esquina, indo para uma possível festa perto de algum outeiro a alguns quarteirões daqui. Quase caio no chão pelo alívio que me atinge como um balde de água gelada, nunca pensei que alguém como ele poderia me fazer ter tanto medo.

A pior parte, é que tudo parece se contrastar com o que vem a seguir: meu encontro com meu pai. Acho que, mesmo com essa esquisitice toda, meu encontro com o vizinho permitiu que eu soubesse qual foi a desculpa horrível que Slade deu para as pessoas que se importaram em perguntar como eu estava, assim eu posso continuar a mentira, pelo menos enquanto elas não esquecem da minha ausência com o passar dos dias.

As escadas são subidas por mim com temor, eu extremamente lenta pelos motivos a) minha perna dói o bastante para que eu tenha de ser cuidadosa com cada movimento e b) quero formular a situação que vou me meter assim que chegar em casa, preciso me remediar de suad atitudes e pensamentos antes de dizer qualquer coisa que me cause danos físicos-barra-corporais.

Essa miniatura de prédio onde moro não é nada além de escombros de uma pensão antiga dos anos 90, acho que os responsáveis por essa construção queriam reviver a arquitetura renascentista, mas foi tão malfeita que a estrutura está caindo aos pedaços de tão ruim que é. Nos espaços entre as paredes, há rachaduras, sinalizando que pode desabar a qualquer momento e existe um buraco onde mora uma família de três (talvez tenha quatro caso eles tenham procriado) camundongos cinzentos. Um casal é um filhote, eu os chamo de Minny, Mickey e Moosy.

Eu me deparo com uma pilastra nova no corredor para meu quarto, ela é branca enquanto o teto e a parede são em um tom de verde desbotado. Provavelmente o dono do local deve ter reparado que esse teto iria cair caso não tivesse apoio, então fez esse estrago para tentar diminuir as chances de morrermos todos esmagados.

Estou em frente a porta de meu apartamento agora, com certo receio de abri-la e deparar-me com o meu pai. A parte mais inteligente de minha mente reza para que ele esteja bêbado, para que eu não tenha de aguentar as suas perguntas intermináveis e a sua força bruta — ela sempre fica mais fraca quando ele tem álcool entupindo seu sangue podre.

Respiro tão fundo que acho que poderia acabar com todo o oxigênio do mundo.

"É agora, Carrie. Você consegue."

Mas antes que eu possa abrir a porta, ela é aberta pelo rosto familiar do homem que eu mais odeio na vida.

Em um movimento quase automático, meu corpo congela e eu perco todo o raciocínio quando os olhos mesmos gelados e negros que eu e meu irmão temos se focam em mim, com raiva e ódio estampados sem nenhum motivo prévio.

Thomas agarra com sua mão peluda meu braço, seus dedos rodeando meu pulso frágil que sente a dor de seu aperto de imediato. Sou jogada bruscamente para dentro do cômodo, onde minhas costas danificadas pelo acidente encontram o chão duro e sujo. O fedor é a primeira coisa que reparo nessa merda de lugar.

— Como você ousa sair sem me avisar? — Ele rosna. — Fiquei um mês sem sair de casa com meus amigos por causa do dinheiro!

Meu cérebro está a todo vapor gritando: "Você poderia sair mais se trabalhasse, seu velho imundo!"

Invés disso, eu arquejo e tento encontrar alguma mentira cabível.

— Foi muito repentino. Você vive mudando de número de celular então... não foi possível avisar você antes.

Quatro segundos de silêncio até ele começar a analisar meu corpo, um ato que me faz utilizar as mãos para cobrir-me inutilmente de seu olhar intenso e arrepiante.

— E essas roupas? Não lembro de você ter algo tão... apropriado no guarda-roupa.

Ele tem razão. As roupas que eu uso são calças e blusas compridas para esconder os danos que ele me causa, nem se comparam com esse vestido florido e infantil com bolsos nas laterais. Eu me sinto boba com ele, mesmo que ainda mais jovem; ele é caro e estiloso, eu jamais poderia ter algo assim, apenas Slade poderia e papai não acreditaria se eu dissesse que meu irmão comprou, pois a criatura tem um péssimo gosto para moda feminina que não inclua roupas quentes e decotadas.

O hospital não compraria algo assim para mim, então...

— Cadê o dinheiro, Carina? Onde está a porra do dinheiro? Eu preciso sair agora e você está me devendo três semanas, deve ter de sobra já que seu "chefinho" te pediu para ir com ele a uma viagem. — E trata de se aproximar de mim.

Eu fico atônita, sem saber como dizer para ele a minha situação financeira.

Eu não tenho dinheiro.

PorraEu. Não. Tenho. Dinheiro. Algum.

Como não pensei antes? Meu pai é um estúpido que vive jogando a culpa em mim, vive fazendo que eu trabalhe o dobro para fazer as coisas que ele quer. Eu sinto-me desgastada o suficiente para apenas me encolher, um jeito que ele entende como "tô dura no momento".

Thomas fica com raiva de mim. Como sempre acontece quando eu raramente não trago dinheiro, como se eu tivesse a obrigação de cumprir com seus favores toda maldita vez que desejar; nunca há uma justificativa para sua brutalidade, nunca há justificativa para ele ser do jeito que é.

Lembro de ter lido um livro na época que estudava sobre traumas psicológicos, onde uma pessoa tenta o máximo possível suprir a vontade de ódio de uma maneira que só o faz ficar com mais ódio ainda. O que não faz muito sentido para mim.

O único motivo plausível para esse comportamento doentio é a morte de minha mãe, existem uma possibilidade dele tentar esquecer ela usando a mim. Por isso, quando ele está fazendo algo que me machuca bastante chama-me pelo nome dela: Lucena.

O mais contraditório é que sempre quando ele faz isso, eu morro internamente. Fazem quase nove anos que ela partiu e nós ainda estamos algemados pela dor de perdê-la, mesmo assim, não justifica nada sobre suas ações ilegais.

Demora um pouco até que eu sinta seu punho esmagando meu estômago pela lateral. Meu próprio pai me deu um soco na barriga, depois repete o movimento três vezes, até ficar satisfeito com meus gemidos de dor e as lágrimas de raiva.

— Dê-me o dinheiro agora, eu sei que está me escondendo.

"Anda, tenha um pouco de positividade", diz a parte esperançosa de meu cérebro. Sou tão estúpida ao ponto de seguir esse comando bobo e enfiar as mãos nos dois buracos nas laterais de minha roupa.

Tento fazer como se estivesse procurando dinheiro nos bolsos do vestido agora sujo de poeira, eles são fundos e quentes, poderia passar o frio com as mãos aquecidas se houvesse uma tempestade. De maneira inesperada, meus dedos finos e cheios de calos encontram textura fina e lisa, quase penso que é impressão minha; entretanto, assim que puxo o material para fora dou de cara com três notas de 100 dólares novinhas em folha.

Thomas vê, sorri e aperta minha bochecha.

— Viu, Carrie? Tudo fica bem quando termina bem e tudo fica ótimo quando você faz o que eu mando.

Meus olhos focam-se nas notas que ele usa, seguindo os seus passos até a porta velha e pesada do apartamento. Com um barulho horrível, ele a fecha e me deixa trancada nesse ambiente sujo apenas para ter certeza de que não vou fugir. Está me obrigando a limpar a casa enquanto se diverte com seus amigos.

Meu pai nem percebeu que minha perna estava machucada, não se deu nem o trabalho de se preocupar comigo... Não, sou uma garota forte, não devo ficar chorando por isso.

Porém, é tarde. Já estou me afogando em lágrimas de dor, tristeza e raiva. Tento alcançar a bengala que fora esquecida no outro lado do quarto, creio que eu a tenha deixado cair quando fui jogada para o chão.

A vassoura que eu uso está se partindo ao meio, tenho que aplicar menos força enquanto limpo a sujeira que meu pai fez durante o tempo que passei internada no hospital. Meus olhos queimam e tudo o que eu quero agora não é apenas dormir, e sim um abraço caloroso e bom. Céus, eu daria tudo por isso, sim.

Com cuidado, ando devagar para o quarto onde tenho que repousar. Tranco a porta com a chave, coloco um armário pesado por trás apenas para garantir que eu esteja segura; meus pés se dirigem para a cama e eu me afogo no colchão não muito macio, fechando os olhos lentamente, com medo de acordar com aquele monstro ao meu lado.

"Você não pode fazer nada. Ele é seu pai, você jamais poderá ficar livre das garras desse homem."

O pior de tudo, é que isso se tornou a mais pura verdade. Eu nunca poderei denunciar meu pai por tudo o que ele tem feito a mim, pois se eu denunciar ele a polícia é bem capaz dela suspeitar da existência de meu irmão; por isso, sou obrigada a aguentar minha dor em silêncio para que Slade não seja prejudicado por minhas palavras.

Por Slade, apenas por ele, posso suportar essa dor por mais um tempinho. O tempo pode curar cicatrizes, certo?

Por Slade eu posso morrer um pouco mais a cada dia, só por ele, estou disposta a me engasgar com palavras nunca ditas.



No dia seguinte, eu me esforço para ignorar a dor presente na boca de meu estômago. Minha perna lateja, mas eu continuo ignorando.

Por incrível que pareça, eu conseguir arrumar um emprego fixo em uma loja de sorvetes estrangeira que possui um nome muito complicado o qual eu sempre erro na pronúncia; estou jogando sujo, porque o dono só me aceitou aqui por ver que minha perna está machucada e meu resto todo arranhado.

Também há uma possibilidade dele querer um rostinho bonito para chamar a atenção do público jovem , não o culpo por pensar dessa maneira. Dinheiro é foda, afinal de contas.

Estou catalogado os sabores variados de sorvete quando um garoto de cabelo colorido e olhos puxados vem ao meu encontro, quase sem me olhar nos olhos. Para ser sincera, ele nem me olhou nos olhos ainda; parece entretido com o joguinho inútil de celular.

— Quero duas bolas de baunilha e uma de chocolate, cauda de morando e granulado colorido em cima.

Fico tão irritada com esse comportamento que deixo escapulir minha raiva em cada palavra:

— Boa tarde, senhor. Em que posso ajudar?

— Eu disse, droga. — Ele levanta os olhos pela primeira vez. — Duas bolas de baunilha e... — Ele para, meio chocado ao olhar em meus olhos. — Uau, bem, como se chama?

— Eu não vou dizer. — Não acredito que ele está dando em cima de mim.

— Sabia que tratar bem o cliente faz parte da vida de alguns funcionários? Assim eles podem conseguir o dinheiro de boa vontade do dono.

Ele está debochando de mim? Franzo minha testa, juntando as sobrancelhas. O escárnio ficou bem claro em suas palavras, parece estar tirando proveito da situação para rir com os amigos que também tem olhos puxados.

Travo minha mandíbula tão forte uma na outra que penso que vou quebrar meu queixo. Levo toda minha fúria para fora de meu corpo com um suspiro e dou-lhe o meu melhor sorriso forçado.

— Eu vou entregar seu pedido agora, só um segundo.

O garoto me encara durante um minuto inteiro antes de dizer: — Eu sou Jimin. Park Jimin ou Jimin Park, para os íntimos americanos.

— Você é de onde?

— Coreia do Sul, eu acabei indo embora para não ir para o exército. Meus pais entenderam que sou um fracote e me mandaram pra longe o mais rápido possível. — Comprimiu os lábios. — Eles não queriam que o nome Park fosse "contaminado" com minhas travessuras.

Não posso deixar de conter as minhas malditas perguntas, agora me sinto tão curiosa em relação a ele que deixo minha raiva de lado.

Seus amigos, que antes riam de nossa conversa nos ignoram por notar que não tem nada de engraçado. Estamos apenas conversando como pessoas civilizadas, eu quase nunca converso com pessoas.

— Então, seus pais mandaram um adolescente travesso para os Estados Unidos porque não queriam você arruinando o nome da família. — Concluo. Parece mais uma cena de filme. Eu diria que ele está mentindo se não tivesse conhecimento sobre o alistamento militar obrigatório na Coreia do Sul.

Começo a fazer seu pedido, caprichando para que a conversa flua melhor. Quase esqueço do que aconteceu comigo ontem, parece até que isso foi séculos atrás.

— Sim e não. — Responde. — Sim porque foi praticamente, não porque eu não sou um adolescente. Tenho vinte e sete.

— Parece mais novo do que realmente é.

— Eu digo-lhe o mesmo, mas depois dessa conversa eu diria que você deve ser maior de idade. — Sorriu-me. — Voltando ao assunto, como você se chama?

Ah, voltamos a estava zero.

Jimin está dando em cima de mim de novo, mesmo sabendo que eu sou consideravelmente mais nova, com seu inglês impecável. Tento esconder minha surpresa perante a sua idade quase avançada, ele parece muito mais novo com essa coloração de cabelo; eu reprimo minha raiva e digo:

— Não.

— Vou começar a te chamar de Não.

— Você tem problemas no cérebro? Eu estou tentando não rir de sua cara, está mesmo dando em cima de uma garota mais nova?

Ele endurece.

— Dando em cima de você? Estou tentando ser gentil.

Claro que está. Eu me sinto meio idiota por pensar que qualquer um só fala comigo por eu ser bonita, normalmente isso só acontece quando estou com os amigos de Slade me encontram em algum lugar.

— Diga-me seu nome, querida.

Fico puta com sua exigência.

— Se eu dizer meu nome você promete que vai me deixar em paz? — Rosno. — E que vai dizer para todas as pessoas que esse é o melhor caralho de restaurante de sorvete que você já foi?

— Uau, pequena. Não tinha ideia desse seu linguajar inapropriado. — Suspira. — Pois bem, prometo.

— Eu sou Carina Rossi, Carrie para os íntimos. Coisa que você não é.

Ele me olha de maneira sugestiva. Não consigo evitar soltar um bufo bico de ar quando termino a droga do pedido e empurro o pote de plástico com força em seu peito, Jimin se desequilibra ainda com um sorriso idiota no rosto.

— Nunca mais volte. — Verifico.

— Tudo bem. Até mais, Carrie.

Conforme ele vai dando passos para longe eu me eu tento não jogar a colher pesada em minhas mãos na sua cabeça colorida. Que diabos! Nunca odiei tanto uma pessoa só por olha-la e durante tão pouco tempo, eu nem acredito que minha raiva pode me deixar assim tão possessa.

Odeio isso.

As horas se passam rápido, e na maioria do tempo eu fico sentada por causa da dor em minha perna. No final do meu turno, uma garota chamada Amber toma meu lugar e oferece ajuda para eu me trocar, eu recuso e tento tirar o uniforme sozinha apesar do cansaço genuíno; estava a ponto de sair de lá quando recebi uma chamada de Slade.

Eu puxo as mangas da camiseta para baixo, escondendo os hematomas roxos e vermelhos que meu pai causou na noite passada quando teve um ataque de raiva. Não posso contar a Slade, ele pode querer matar Thomas antes que eu me dê conta, a última coisa que quero é que meu irmão seja preso por homicídio culposo; sem pensar duas vezes, eu atendo-o.

Onde você dormiu ontem? — É a primeira coisa que pergunta. —Espero que na casa de uma amiga.

Não tenho amigas, nunca tive.

— Sim. — minto. — Mas ela vai viajar, eu posso... hm, dormir aí essa noite?

Sei que ele não esperava essa pergunta, meu irmão sabe que eu odeio dormir na cada dele justamente pela presença de seus capangas. Ouço algumas vozes masculinas do outro lado, mas eu apenas me permito escutar voz de Slade.

— Vamos ter uma reunião aqui em casa e, imagino que você não vai gostar do que vai ouvir pelas próximas sete horas. — Eu sei que ele está quase se batendo por essas palavras.

Eu respiro fundo. Slade me ama, ele quer me proteger. Eu definitivamente adoro que ele queira me proteger, mas é um tanto... exagerado.

— Certo, eu tenho outra amiga. Vou dormir na casa dela, me ligue se precisar de alguma coisa ou a reunião acabar mais cedo.

Silêncio.

Odeio esse negócio de silêncio. Me faz pensar coisas horríveis.

— Por quê?

— Por que, o que?

— Por que você prefere ficar comigo a uma amiga da sua idade?

Eu paro de andar, não tinha me dado conta de que estava me momento até agora. Minha cabeça trabalhar em alguma desculpa esfarrapada e eu digo, fingindo uma raiva sem justificativa: — Ora, eu sou sua irmã. Além disso, odeio o fato de incomodar os outros.

Eu sempre fui uma péssima mentirosa, mas soo tão calma que Slade parece acreditar nessa maldita desculpa.

— Tudo bem, não crie expectativas dessa vez. Você tem essa mania.

— Slade?

— Hmm...? — Ele parece ocupado, deve ter algo na boca. Talvez uma caneta ou um papel, Slade não gosta de comer muito às 19:00 .

— Onde... Onde mora o cara que me atropelou? O Justin.

Silêncio.

— Por quê?

"Seu irmão está suspeitando de alguma coisa, vai tomar alguma providência."

— Quero perguntar uma coisa para ele, sobre o acidente. — minto.

— Certo, certo. — Resmunga. — Eu tenho as informações num papel, vou te enviar uma foto. Eu te amo, tchau.

E desliga.

Desgraçado, ele realmente acha que vou dormir com Justin? Deus me livre, eu não o conheço tão bem para ter esse tipo de relação. Espero que meu irmão não diga a ele, pois pretendo o surpreender com minha chegada em sua casa.

Dois minutos depois, a mensagem chega. Eu me apoio melhor na bengala e começo a tentar ver os minúsculos números no papel; para minha sorte, é apenas dois quarteirões de onde eu estou, então não vou precisar pedir ajuda para um táxi e gastar o dinheiro que juntei.

Logo estou em frente a casa de Justin com uma determinação desconhecida. Quase a mesma que usei quando abri a porta da casa de Slade e me deparei com aquele amontoado de idiotas, não posso confiar mais em meus próprios sentimentos, pois estão sempre mudando.

Desconcertada, subo as pequenas escadas de um mármore pálido e do nada estou prestes a tocar a campainha; meu rosto queima que é uma beleza, nunca me senti tão nervosa antes e toda minha certeza torna-se ima dúvida sólida, eu faço isso ou não? Respiro fundo, sentindo o cheiro das margaridas de seu Jardim bonito entrarem em minhas narinas.

Eu não esperava que a casa dele parecesse tão normal por fora...

Toco a campainha.

A porta se abre no mesmo instante em um movimento brusco, como se ele já estivesse esperando alguém que não gostava chegar. Os malditos olhos de topázio fixam-se em meu rosto com um brilho de surpresa, os lábios entreabertos; os lábios mais bonitos que eu já vi.

"É agora."

— Oi, Justin. — Tento sorrir, mas minha ideia não dá muito certo. Minha testa está suada e tudo o que eu quero agora é enfiar minha cabeça em um buraco, como se isso fosse resolver o meu problema. Balanço a cabeça e continuo: — Eu, hm, posso entrar?...


Notas Finais


Não me matem por não ser capítulo novo, eu recebi umas reclamações de pessoas dizendo que o capítulo não estava carregando então... bom, repostei.

Foi mal.

OBRIGADA PELOS MAIS DE 60 FAV PELO AMOR DE DEUS, foi muito rápido cara


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