História Destroy Me - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Barbara Palvin, Justin Bieber
Personagens Barbara Palvin, Jeremy Bieber, Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Criminal, Fbi, Francisco Lachowski, Justin Bieber, Lily Collins, Park Jimin, Policia
Visualizações 140
Palavras 3.512
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Policial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu sugiro vocês lerem o capítulo até o finalzinho, tipo, continuem baixando até chegar nas notas finais kskksks

Capítulo 9 - Change Me


Fanfic / Fanfiction Destroy Me - Capítulo 9 - Change Me

Na calada da noite, no escuro do meu quarto, eu posso ver seu corpo se movendo na escuridão. Seus malditos olhos brilham, refletindo a malícia mais assustadora que já vi.

Ele se aproxima lentamente da minha cama, como se tivesse medo que eu acorde — mas é tarde, acordei assim que ouvi a porta se abrindo — e o veja. Ele lambe seus lábios, um sorriso diabólico rasga as suas bochechas.

"Continue dormindo. Não reaja."

E é isso o que eu faço, eu continuo fingindo dormir.

Mantenho-me quieta, forçando os meus pulmões acalmarem a minha respiração, tentando fazer com que meu corpo pare de tremer com a tensão palpável nesse lugar.

As suas mãos levam o meu cobertor para longe do meu corpo, o frio rapidamente tratou de tomar conta de mim e tornar tudo mais estressante; eu o sinto tocar a minha pele com seus dedos ásperos que conseguem ser mais gelados que o ar noturno. Em meio aquela situação, seu sorriso brilha.

Uma parte de mim treme, gritando para que eu arranje um jeito de sair daqui o mais rápido possível.

"Não. Feche os olhos, ele não vai te machucar. Ele é uma boa pessoa."

Qualquer dúvida que eu tinha sobre as suas intenções some quando ele sobe em cima de mim, pulando na cama com selvageria. Eu arregalo os olhos e sua mão viaja até os meus lábios, sufocando o grito que dei; ainda está sorrindo, como eu odeio esse fodido sorriso.

— Calada, sua cadela inútil. — Diz. — Eu vou foder você com tanta força que jamais poderá sentir outro homem dentro de ti sem lembrar do meu pau te rasgando. Acabarei com a sua vida, assim como você acabou com a minha e com a de nossos filhos, Lucena.

Eu grito em sua outra mão novamente quando sua mão aperta a minha perna. Não posso fazer nada, eu sequer consigo parar de chorar; minhas forças são insignificantes, o homem tem o dobro do meu tamanho, é mais forte do que eu.

— Silêncio, não queremos acordar os nossos filhos, Lucena.

E me acerta um tapa, forte, que queima em minha epiderme assim como o fogo.

O meu pai está me estuprando, tomando-me a força. Está me abusando, rasgando a minha carne, arrancando-a dos meus frágeis ossos.

Thomas arranca as minhas roupas e as suas, e entra em mim sem falar ou dar indícios. Eu grito, eu mordo a sua mão, mas ele se recusa a me deixar ir embora; seu corpo investe contra o meu, seus olhos grudados nos meus seios, ele me fode sem encarar-me nos olhos pois sabe que não há desejo neles. Há dor, há nojo.

É muito doloroso o sentir dentro de mim, é pior que os tapas que distribui em todo o meu corpo. Meu pai toma o meu bem mais precioso e promete que amanhã faremos a mesma coisa, promete que vai me fazer sua todos os dias que quiser, que irá me tratar como a puta que minha mãe sempre foi.

Eu espero que meu irmão venha me acolher, espero que ele me ajude depois da coisa mais traumatizante da minha vida, mas ele não vem, ele nem deve estar em casa.

O sangue entre minhas pernas fede a Thomas, eu estou fedendo a esse fodido homem. Não consigo acreditar que cheguei a amar ele um dia, mas agora tudo mudou.

Eu mudei. Ele me mudou.

Durante horas, eu mantenho os meus olhos abertos.

Exausta, eu espero o sentimento de dor e repulsa desapareçam, espero que eu esqueça o que aconteceu para poder dormir.

Mas isso nunca aconteceu.

"Continue fingindo."

Eu grito.

Acordo e grito mais uma vez.

Muito antes que eu já tenha notado, estou gritando várias coisas enquanto as lágrimas vão rasgando meu rosto. Eu quero algo quente para me cobrir, e alguém para dizer toda a merda que está acontecendo na minha vida inútil.

Eu não consigo falar sobre isso, no entanto.

O corpo de Justin vem ao meu encontro, e tudo o que eu espero é que ele não esteja me achando uma criança. Eu tenho tido menos pesadelos com ele aqui, ainda que eu ainda os tenha e este fora o pior deles; por um minuto, eu esqueci quem era o homem e pensei que fosse ele.

— Carrie, o que está acontecendo? — Pula em cima da cama, preocupado.

O relógio que está grudado na parede indica que são duas horas da manhã, e as roupas dele — um terno preto, que ele possivelmente odeia vestir — dizem-me que ele saiu para alguma reunião e me deixou sozinha sem avisar.

Talvez eu quisesse ir com ele, mas eu nunca vou dizer isso em voz alta para aumentar esse seu ego. Se bem que um sorriso vindo de sua parte poderia me fazer um certo bem, se considerar que meu coração bate mais rápido quando ele faz uma coisa tão simplória como esta.

É estranho olhar para esse seu semblante preocupado, eu fico imaginando como nossos filhos seriam tratados se tivessem pesadelos; ele iria olhar para eles dessa mesma maneira? Cristo, estou fantasiando um final feliz com Justin de novo.

Urgh!

— Estou bem, —  eu acho. Permito-me soltar um suspiro — só tive um pesadelo, não precisa se preocupar.

— Foi mesmo só um pesadelo?

— Claro que foi, idiota, só um pesadelo. — Minto.

Na realidade, meus pesadelos com toda a merda que meu pai estava fazendo comigo não são exatamente pesadelos, e sim memórias de quando aconteceu. Foi quando eu devia ter uns 16 anos, as memórias já poderiam estar enterradas se não fossem essas imagens que me atormentam quando prego meus olhos.

Eu pigarreio, quero ouvir mais a sua voz mesmo que não tenha nada para me falar.

— Justin, hm, onde você esteve? — Questiono, embora eu já saiba a resposta.

Por sorte, ele parece não notar isso e diz, com uma cara de quem comeu e não gostou:

— Com seu irmão, ele me fez entrar em uma delegacia para pegar "emprestado" umas armas para um trabalho pra lá de perigoso. — Uma pequena pausa antes de continuar: — E fomos procurar o corpo de Aaron.

Meu corpo fraqueja. Um dos colegas do meu irmão morreu, poderia ser ele, mas foi um dos colegas malditos.

— Eu acho que não sei quem é.

— Pois eu acho o contrário, você sabe quem é mas não sabe o nome dele. É um ruivo com cicatrizes e alguns dos dentes de prata. — Pega uma balinha de hortelã do bolso e coloca na boca.

Oh, esse Aaron.

Não posso dizer que estou feliz por ele ter deixado de viver, mas quando ele praticamente me pediu para transar com ele na frente de Slade, senti que deveria manter distância dele se não quisesse ser estuprada por alguém velho novamente.

Apesar de todo meu histórico de sentir pena dos outros, a minha cara está formando uma carranca insatisfatória. Nunca fui fã dele, mas não iria querer que ele sofresse... muito como a morte.

Justin me conta que ele foi morto com um tiro na testa quando se distraiu com uma das namoradas dos "não-afiliados" — pessoas do exército que não faziam parte do plano de pegar as drogas —, que quando levaram o corpo dele uma dezena de mulheres foram praguejar no seu enterro.

— Por que elas fariam isso? — Pergunto. Justin me dá um olhar de quem diz "Você tá falando sério ou é idiota assim mesmo?"; aí eu lembro que ele promete muitas coisas para as mulheres que dão seu corpo para o mesmo e não cumpre nada. — Cristo, esse cara é um idiota.

— Nem me fale, ele e seu irmão ficaram me perguntando sobre peitos. — Suspira. — Eu respondi que gostava das grandes, mas eu prefiro os seus.

Eu engasgo e começo a tossir, pois não esperava uma facada dessas vindo de uma pessoa como ele, que logo completa:

— Brincando... Estou brincando! — Joga a sua cabeça para trás, gargalhando alto. — Pelo menos você parou de chorar.

Parei?

É incrível o fato de que estar com ele me faz esquecer de qualquer coisa para focar no momento, meu rosto está queimando de vergonha e não consigo olhar para ele sem querer pensar em sua boca em meu corpo... Não, se sentir aquela dor novamente, acho que não vou aguentar mais essa vida.

Eu suspiro, encarando o chão.

Fazem duas semanas que estou dentro dessa casa, e não consigo acreditar que consegui sobreviver e me acostumar com essa atmosfera estranha e totalmente diferente do que eu imaginava.

— Que dia é hoje?

Ele pega seu celular e olha para o calendário.

— 17 de abril.

— 17 de abril. — Eu replico, pensativa por um mísero instante. É mesmo 17 de abril? — É meu aniversário.

Justin se afasta, tão surpreso quanto eu. Pelo canto do olho, eu percebo que está me encarando de uma forma estranha, escondendo alguns dos sentimentos; eu me mantenho olhando o chão, talvez eu devesse passar um pano mais tarde depois de fazer um crepe italiano de chocolate.

— Você esqueceu seu próprio aniversário?

Solto um muxoxo.

Uh-hum.

Justin leva a sua mão para o meu queixo e vira a minha cabeça para encará-lo, seus olhos nos meus e nossos rostos tão perto que posso ver melhor o dourado dos seus lindos olhos. Estamos roubando ar do outro e eu sinto um cheiro de hortelã da bala que ele estava na sua boca rosada.

Sinto meu estômago borbulhar dentro de mim quando ele faz isso, o meu rosto queima mais que qualquer coisa, quero me esconder e puxar seu rosto até minha boca ao mesmo tempo. Mas não faço nada, apenas espero que ele olhe nos meus olhos azuis e diga o que quer.

A parte estúpida de mim implora para que ele diga apenas quatro palavrinhas: EU TE AMO, CARRIE.

— Eu prometo que irei fazer algo para você.

Droga.

Oh.

Meu coração se enche de alegria novamente, mas estou incomodada com toda essa disposição.

— Você... você não precisa fazer isso. — Merda, eu estou sorrindo, não consigo parar de sorrir.

— Mas eu quero fazer isso. — Sorriu de volta.

Então, seu olhar chega em meus lábios entreabertos. Um brilho escuro toma conta deles, algo em Justin parece mais selvagem e animalesco; fico assustada, porque esses tipos de olhares são muito perigosos.

Ainda sim, eu o quero. Muito, o suficiente para toda a minha vida.

Ele lambe o comprimento dos lábios que ficaram resecados repentinamente. As suas mãos estão vincadas contra os cobertores, como se ele estivesse se segurando para não fazer alguma idiotice.

— E-eu vou pegar uma bebida. — Digo, quase exausta. — Quer alguma coisa?

Seus olhos voltam ao normal, e sua boca se abre e fecha várias vezes sem que um ruído seja pronunciado. Está confuso com o que acabou de acontecer, e eu agradeço por ele se sentir assim também.

— Bem, não. É melhor você ir dormir, ainda é madrugada.

— Não consigo mais dormir, você tem algum calmante ou coisa do tipo? — Suspiro.

— Não vou te dar um calmante, nem porra nenhuma de outro remédio. — Ele diz, sério de repente. — Venha, vou me assegurar que não terá mais pesadelos.

Dou um sorrisinho bobo e idiota.

— E como você faria isso?

Ele comprime os lábios, se jogando na cama, tirando a calça e a camiseta com os olhos fechados enquanto diz, imaginando a situação:

— Eu te faria deitar ao meu lado, de frente para mim para que eu possa ver você dormindo, sendo os seus olhos azuis a última coisa que verei quando dormir e a primeira quando acordar. — Apalpa o meu lado da cama, ainda de olhos fechados. — Iria te abraçar o tempo todo, transmitir o meu calor para seu corpo pequenino; seus cabelos pelo travesseiro, nossas pernas enroladas, seus lábios roçando em meu peito.

Não importa o quão contraditório ou nojento isso seja, mas não consigo mais evitar o calor que se faz presente entre minhas pernas e no meu rosto; a felicidade por estar sentindo atração por alguém é uma agulha entre milhões, tirando o fato de que talvez ele não sinta isso por mim.

Justin faz um sinal para eu me deitar ao seu lado na cama, meu coração tremula e eu me sinto uma garota de 15 anos novamente. Não existe Thomas nesse coração, minha vagina ainda está pura e intocada pelo meu pai, e tudo, por apenas alguns segundos, deixa de ser real e doloroso.

Ele faz tudo como disse. Exatamente como disse, desde as pernas enroladas umas nas outras até meus lábios roçando em seu peito. Os dele, estão gelados na minha testa e eu sinto-me muito confortável com esse carinho.

— De noite, eu irei dar um jeito de fazer a melhor festa e te dar o melhor presente de todos.

Eu estou sorrindo enquanto meus olhos fecham.

— Obrigada.


~•~


Slade me entrega um bichinho de pelúcia, afirmando que é coelhinho com o rabo esquisito. Eu acabo rindo no quando ele diz isso.

— É um canguru.

— A dona da loja me disse que era um coelho! — Protesta meu irmão. — Parece um coelho, até eu me confundiria.

Estamos os dois no seu quarto, sentados na sua enorme cama recém-comprada com lençóis de veludo. Ele diz que é para se sentir sexy mas não consigo acreditar nessa teoria idiota, Slade ama chamar atenção no quesito sexual e vale lembrar que só o corpo dele é o suficiente para que todas o queiram.

Justin me deixou no prédio de meu irmão por algumas horas, estou abrindo os presentes que ele comprou. Sim, os presentes. Pela sua lógica, passamos muito tempo sem nos comunicar e por isso decidiu que iria comprar muitos presentes.

Durante todo o tempo que ficamos desempacotando as dezenas de presentes, Slade me examina como se não me reconhecesse ou como se eu fosse uma coisa rara demais. Uma parte de mim está dando pulinhos de felicidade, pois esse é o melhor dia da minha vida.

Não há capangas dele aqui, mandou todos embora porque ele me ama. Eu sou mais importante que o seu trabalho, mais importante que seus colegas.

O sorriso se torna evidente no meu rosto e consigo — quase  acreditar que Justin veio para me salvar, que ele está me mudando de uma maneira que nunca imaginei que fosse mudada.

— Você parece diferente.

Quando ele diz isso, eu estou prestes a abrir o último presente. O menor deles e o mais leve.

— Por que você está falando isso? — Encaro-o, o sorriso meio sério meio brincando. Slade apenas dá de ombros, com a cara emburrada. — Slade, algum problema?

— Sim. Justin é o problema; estou começando a suspeitar de vocês dois. — Suspira. — Duas semanas naquela casa fizeram você mudar quase que completamente, eu me sinto assustado e deixado de lado.

Minha mente lateja por uma resposta. "Vingança por todos esses anos que você trabalhava com essa merda toda e me deixava em casa, com aquele patife.", eu apenas sorrio para provocar.

— Ciúmes?

— De certo modo, sim.

— Do Justin? Isso é tão capenga, Slay. Tente tomar mais cuidado quando pensa em alguma coisa.

— Eu tomei; e não gostei do que pensei, pode acreditar.

Eu fico me perguntando o que ele pensou exatamente, meu irmão tem uma mente muito maliciosa e por isso comendo a imaginar ele pensando sobre nós — eu e Justin — estarmos tendo relações sexuais, trancando.

Meu rosto demora menos que um segundo para ficar todo vermelho, e a cena bizarra se repete em minha mente.

Minhas mãos em suas costas. Seu corpo entre minhas pernas. Sua respiração no meu pescoço enquanto ele se derrama dentro de mim com uma força... Cristo.

Rasgo o material que cobria o presente e a caixa. Meus olhos reluzem quando captam o tecido, é como se eu tivesse voltado no tempo.

É um vestido polka dots. Um vestido branco de bolinhas pretas, muito usado na década de 1950.

— Eu amei! — Me jogo em cima de meu irmão.

De fato, gostar de coisas antigas sempre foi o meu forte. Minha mãe costumava ter cartazes de mulheres dessa época espalhados pelo banheiro, e cantarolava algumas músicas enquanto se banhava.

Era uma das únicas imagens de que ela era uma pessoa legal. Fora o fato de cantar músicas italianas para eu dormir.

— Quero te ver como uma garota de 1950, Carrie. — Sorriu.

Uma onda de felicidade me invade, e eu começo a me enfeitar como uma garota daquela época faria.

Arrumo o meu cabelo, fazendo um penteado chamado Victory Rolls, onde meus cabelos são enrolados. O vestido cabe em minha perfeitamente, cheio devido aos tecidos de baixa consistência para dar algum volume; os sapatos são vermelhos e altos, os quais me permiti ficar alguns minutos praticando para não cair.

Para a maquiagem, pela primeira vez, eu decidi por algo mais vulgar e chamativo o suficiente para uma pessoa como eu. Uso sombras um tanto escuras e escolho passar o lápis-de-olho marrom porque já estou exagerando na dose, o batom é um vermelho bonito e reluzente.

Quando me olho no espelho, já não me sinto eu mesma. Sou uma garota daquela época, uma garota bonita. Meus olhos estão destacados pelo lápis e meus lábios finos parecem, hm, bem maiores que o planejado.

Eu saio correndo para mostrar para Slade o resultado, mas a única pessoa com quem encontro é Justin Drew, que está olhando fixamente para um quadro da minha família. Parece meio triste com alguma coisa, mas perguntar o que é não parece certo no nosso nível de intimidade.

"Vocês estão dormindo juntos..."

Mas não é disso que se trata.

— Não fique triste por isso. Essa família estava quebrada a tempos, acho que toda essa merda aconteceu porque sabiam que era falsidade.

Minha voz parece mais madura. Cristo.

Justin está usando uma camisa branca, uma calça escura e uma jaqueta de couro. Fico encarando a corrente prateada em seu pescoço, depois sinto pela cicatriz em seu maxilar.

Quando ele continua olhando para a foto, eu digo:

— Nunca me disse o que aconteceu para ter essa cicatriz.

— Não é todo mundo que nota ela; você realmente gosta de olhar para mim, Carrie, a ponto de notar uma coisinha imperceptível? — Ele me dá um meio sorriso. Meus órgãos virão água apenas com esse gesto.

— Gosto.

Assim que percebo o que acabei de dizer, trato de explicar.

— Bem, você sabe, é um cara bonito. Eu gosto de olhar para coisas bonitas, sem falar que... você... Você é muito estranho. — Suspiro. — Não fisicamente, claro.

Justin solta uma gargalhada.

— Mas o que é isso? Está tentando... — Agora, nesse exato momento, seus olhos estão focados em meu rosto. Eles passeiam pelo vestido, nadam pelos detalhes e se intensificam quando nossos olhares se encontram. O topázio é o diamante azul. —... me seduzir?

Meu rosto está tão corado que não tenho ideia de como parar de ficar vermelha, quero me esconder, mas a tentação de ficar e ver o que vai acontecer é enorme que acabo não resistindo a ela.

"Sim!", uma vozinha irritante na minha cabeça grita. "Seduza-o!"

Automaticamente a ideia se torna contrária, jamais irei seduzir. Isso sempre foi coisa de mamãe para conseguir coisas dos outros, eu não consigo me imaginar seduzindo alguma pessoa, principalmente depois de tudo o que passei.

— Você está linda. — Ele está sorrindo, um ar tão libertador e apaixonado está o fazendo parecer mais jovem e menos assustador. Menos... ele. — Você sempre foi linda assim? Puxa vida, eu sou tão cego.

— Só porque agora me acha bonita vou receber um tratamento cinco estrelas?

— Não. — Ele não hesita. — Eu não acho, eu tenho certeza. Além disso, te tratar como uma rainha não teria graça. — Se aproxima de mim. — Ou teria?

Justin se ajoelha no chão, ficando com os olhos grudados aos meus. Seu sorriso e o meu combinam, assim como as nossas roupas coincidentemente fazem o mesmo.

Ele pega a minha mão e a aperta com delicadeza, eu me sinto alguém importante de repente.

— Você quer sair comigo?

Oh minha nossa.

Eu tento não pensar na ambiguidade dessa frase, pois a maneira como ele falou, o jeito como está me olhando... tudo está me fazendo pensar que ele quer me pedir em namoro.

Obviamente, ele deve estar se referindo a sair para jantar como presente de aniversário.

— Eu quero, quero muito! — Ele se levanta e pulo em seus braços. — Cristo, eu tenho tanta sorte de ter você. Você é um anjo, Justin. Veio me salvar.

Não era para ter falado isso!

Eu me deparo com um Justin vermelho, quase como se ele estivesse sentindo vergonha. Mas eu sei que isso não passa de uma coincidência, pois Justin nunca votaria, deve ser o frio.

— Eu vou me trocar. — Digo depois de alguns minutos.

— Não, vamos assim mesmo. — Ele pega a minha mão pela segunda vez em 5 minutos e me puxa para cora de casa. — Não se preocupe com seu irmão, ele já está sabendo de tudo.

Tudo? O que quer dizer com tudo?

Ele não me responde, apenas me leva para a sua moto — a qual eu nem sabia que ele tinha  — e me leva pela estrada para o lugar onde está pensando. Um sentimento traidor sobre ele querer me estuprar me vem e eu o jogo num baú.

Justin não vai me machucar. Ele é um anjo. Ele me mudou, me mudou para melhor. Transformou a lagarta cinzenta na borboleta mais colorida do mundo; como eu disse, ele é um anjo.

E anjos, pelo que eu saiba, não podem destruir pessoas, principalmente quando se já foi destruído uma vez.












Não é?


Notas Finais


Leiam Triton ---->
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Leiam Wonder Woman ---->
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Leiam Royal Dream ---->
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Não contei as palavras, deve estar bem pequeno mas foi o que consegui em uma fucking semana!

Sugiro vocês procurarem o que significa Polka Dots e Victory Rolls, eu demorei séculos pra achar alguma coisa que combinasse com os anos 90

Bom, esse capítulo é o aniversário de 19 da Carrie. Não coincide com o dia de hoje mas tudo bem, né?

Desculpe pela demora, mais uma vez.

Desculpem também a falta de respostas, as vezes fico tão sem palavras com esses seus textinhos!

Eu respondo todos... mentalmente, mas respondo.


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