História Destroyer - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Personagens Originais
Tags Drogas, Emilyrudd, Incesto, Loucura, Medo, Ódio, Tormento, Traição, Vingança
Exibições 166
Palavras 2.072
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olia aqui quem voltou. Eu mema. No tenho muita coisa sobre a qual falar, então vou agradecer pelos infindos favoritos que me deixam gratificada. É bom ter o trabalho reconhecido.
No final da semana tem One Shot nova.
Reforçando avisos básicos: a fanfic tem um contexto pesado, ou seja, violências, crimes e atrocidades, contudo, eu sou contra todas essas atrocidades. Não seja um foragido da lei!
Capítulo de hoje um pouco mais descontraído, pro próximo arregaçar.
Beijos e boa leitura <3

Capítulo 7 - The side of the villains in fairy tales


Fanfic / Fanfiction Destroyer - Capítulo 7 - The side of the villains in fairy tales

PONTO DE VISTA: Justin Bieber.

- Dói tanto? – arqueei uma sobrancelha ao encara-lo. James enxugava uma lágrima que lhe fugia pelos olhos.

- As marcas sim, doem muito! – ele sorriu, mascarado por uma felicidade inexistente. O pequeno garoto fungou ruidosamente e se levantou. – Do que esta rindo? – questionou ao ver-me sorrindo.

- Bem, você sabe – dei de ombros minuciosamente, me levantando num súbito movimento. – Toda dor dita ou escrita, é linda. – completei.

- Esta me usando? – perguntou esfuziante, o que me fez, de instante, fita-lo de maneira interrogativa. – Você disse que precisava de mim aqui, pra que? – tomado por uma breve epifania, suspirei.

- Força de expressão, entende? – vociferei com a tonalidade mais debochada possível.

- Entendo um pouco. Pode me dizer aonde vamos agora? – James parecia complacente e fragilizado, mas sei bem que este pequeno garoto pode ser tudo, mas jamais será alguém ou algo frágil. James tem uma personalidade forte que, como diriam, precisa ser lapidada.

- Eu não sei, na verdade. Tem algum lugar que deseja ir? – ele ponderou por meros segundos e fez negar com um chacoalhar de cabeça.

- Vamos, o que quer fazer? Tenho certeza que há algo que queira fazer! – James respirou fundo e olhou em volta, em pesar de segundos, um sorriso lhe favoreceu.

- Há uma coisa sim! – ele anuiu com a cabeça em direção ao sol e me olhou de maneira cúmplice. – Eu quero ir andar á cavalo!

Encarando-o tão fielmente quanto me fora possível, percebi as marcas que o tempo deixara em seu físico. Fracas manchas roxas pelo pescoço e braços, sua pele -a qual deveria tomar ar de uma tonalidade corada e viva- era pálida como papel e seus olhos escuros como não deveriam, cansados como não podiam. Imploravam por ajuda, gritavam silenciosamente por socorro.

- O mundo foi cruel com você, não é? – ele virou-se para mim, completamente confuso. – lhe tiraram a felicidade, e deixaram isso. Essas marcas passadas. Não é? – James parecia confuso demais para responder-me, de maneira que a pergunta fosse retórica, percebi que seus lábios se entreabriam, mas som nenhum lhe ressoava. – E você quer fazê-los pagar? Pagar pelo seu sofrimento? Sabe, vingança;

O clima entre nós tornou-se pesaroso, não dizíamos nada e James não ousava contestar. Ele parecia pensar no que eu havia dito, eu ousaria dizer. Ele parecia corroer-se com lembranças, como se morresse um pouco mais a cada novo ponto que lhe vinha a memória. O chão sob seus pés parecia ter algo que o atraía, pois suas orbes completamente azuis não desgrudavam-se dali. Pensando tanto, James optou por resguardar seu passado. Resolveu esconder seus demônios. Ele apenas suspirou e pôs-se a caminhar como se conhecesse as ruas movimentadas de Dubai.

- Então, não vai me levar para andar a cavalo? – ele acenou com as mãos em minha direção, chamando-me para acompanhá-lo.

- Já esteve perto de um cavalo antes? – questionei-o, ao prostrar-me ao seu lado, desta vez o guiando na caminhada.

- Não, mas na televisão do orfanato parecem grandes. – ele sorriu animado, olhando-me de relance.

- São duas ou três vezes maiores que você, eu ousaria dizer. – James me encarou esfuziante, com suas íris azuladas brilhantes.

- Como é andar neles?

- Ah, é muito bom. Eu costumo fazer pra descontrair, dá uma sensação boa de liberdade. – gargalhei baixo, o puxando para atravessarmos a rua.

- É ali? – indagou-me, fitando a entrada da arena e a entrada dos estábulos.

- Sim. – entrei com James no estábulo e fui cumprimentado pelo guarda frontal, que permitiu minha entrada por já me conhecer.

- Qual desses é o seu? – ele passou o olhar sobre todos os cavalos presentes ali, alguns relincharam para ele, e outros apenas sacudiram a crina de forma esnobe.

Procurei por Roder no cocheiro que este costumava estar, mas percebi que desde a minha última corrida no hipismo, o mudaram de lugar para um cocho mais ao fundo. Assim que o encontrei, maneei a cabeça em sua direção, para que James também o visse. Ele ficou encantado, principalmente com a altura, pois pude perceber que este media o garanhão dos cascos, á ponta da crina.

Era um cela francesa de coloração estranhamente negra e poucas pintas cinzas. A crina desgastada, quase branca, estava jogada toda para um único lado, e um lenço vermelho lhe caía na extensão do pescoço. A cela que lhe vestia era marrom, de grossas fivelas de ouro e puro veludo em sua manta. No lombo do cavalo estava escrito “Destruidor” que era como haviam-no apelidado.

- Ele é lindo. – disse James, estupefato.

- Sim, ele é! – sorri convencido e anui com as mãos até Roder, abri o portão de ferro que nos separava e deixei que James o analisasse. – Não foi barato transformar esse cara num campeão, mas era como um diamante, só precisava ser lapidado.

- Você está em primeiro lugar? – ele tocou a medalha ao lado da troca de celas e me olhou por segundos.

- O que eu posso fazer? Tenho o melhor cavalo!

- Vai me deixar andar nele? – ele acariciou a crina macia de Roder e puxou um pouco do pelo, sorrindo ao sentir seus dedos deslizarem diretamente ao nada, passando pela crina do garanhão. – Pra que fivelas tão grandes? – perguntou-me ao tocar uma das fivelas que pendiam da cela.

- São as únicas que seguram em Roder, ele é um animal muito arisco. – puxei o grande animal pela corda presa em sua cela e o levei para fora do estábulo. Sua pelugem definitivamente preta iluminou-se diante do sol escaldante, dando à ele um brilho descomunal ainda mais belo, deixando James cada vez mais encantado.

- Então quer andar em um cela francesa? – arqueei a sobrancelha ao me referir á Roder e comprimi os lábios, os surrando com uma mordida de satisfação. – Acha que tem cacife o suficiente para algo de tão grande porte?

- Sim! Eu quero um igual ao seu, mas ele será branco de crina preta!

- Por que branco? Como o de contos de fadas? Minha Ex namorada dizia que o cavalo dos príncipes era branco. – sussurrei numa tonalidade serpentina. – Cavalos pretos me lembram as vilãs dos contos de fadas, se elas tivessem um marido pra compartilhar de tal maldades, talvez eles as buscassem no cavalo preto. Se houvesse um lado da história para os vilões, claro. – James gargalhou estonteante, achando graça em minha declaração.

- Você parece uma garotinha falando assim! – bradou o pequeno, me fitando com seus olhos fascinantemente azuis, como duas Safiras brilhantes.

- Digamos que quando mais novo, eu vivia sonhos. Não tinha muito o que fazer, então, para não passar noites e dias chorando e tomado por lamúrias, optei por isto. Os livros que tinham em casa eram da minha irmã mais nova, Clarisse, e ela amava contos de fadas. – relutei, dando de ombros meramente, sem muito me importar.

- De tantas coisas ruins que o mundo te deu, há uma coisa boa. – ele prendeu seus olhos no cavalo negro, o qual eu preparava a cela. Após prender as rédeas, o puxei para as vedações de entrada, com James serpenteando logo atrás.

- Vou deixar você ir comigo, mas cuidado garoto, ninguém além de mim montou em Roder. – ajudei o garoto a subir no alto animal, subindo logo em seguida. Entreguei á ele as rédeas e pude ver de relance seu sorriso se estender.

- É bem alto! – disse ele, olhando para o chão. Coloquei Roder à caminhar, mostrando a James como guia-lo pelos obstáculos.

Seu cabelo dourado voava ao longe, fazendo contraste com a crina rebelde, que assentava-se sobre o lombo, voando em direção ao meu rosto quando o vento batia forte demais. Roder relinchou ao sentir o puxar das rédeas mais forte, indicando que ele deveria pular. James estava indo bem, de uma maneira incrível. Ele parecia sensato em relação a isso, mas perdido na emoção, seus olhos azuis quase cristalinos, reluzindo diante do sol, me indicavam que não havia outro lugar, senão esse, que ele quisesse estar.

[…]

- Era você quem estava sobre aquele cavalo? – ao sentar-me em um banco recostado próximo ao bar, percebi que James ficou para trás, e consequentemente percebi que uma voz desconhecida se direcionava à ele.

Eu poderia ter me levantado e arrastado James para longe, mas permaneci atônito no curto diálogo iniciado por um cara branco, de cabelos negros e um olhar centrado, embora tivesse a feição de um viciado, com maxilar travado e marcas do tempo pela bochecha, ainda assim, tinha uma fisionomia forte.

- Sim – respondeu o pequeno de olhos azuis, mexendo nas fivelas de Roder sem muito prestar atenção.

- Primeira vez por aqui?

- Sim – novamente respondeu-o curtamente, me olhando de relance, o que me fez rir e balançar a cabeça.

- Você se parece com alguém que eu conheço, quem é seu pai? – o rapaz insistia em algum fio de assunto, embora James não desse a mínima para ele.

- Não tenho pai! – bradou de maneira indiferente.

Afoito em curiosidade, me levantei e caminhei até o pequeno garoto, o ajudando a desatar os nós na corda lateral das mantas de Roder.

- Você é pai dele? – questionou, chateando-me com suas infindas perguntas.

- Quem é você e o que quer conosco?

- Desculpe, eu me chamo Josh, Josh Sttolen. – Josh... Este esticou a mão em minha direção, mas eu só fiz olha-la e ignora-la, ele então continuou. – Desculpe a insistência, mas poderia ter um pouco mais de educação? Aliás, vejo que não deu educação ao seu filho também! – com sua declaração pungente, escapou-me pelos lábios um riso estonteando, um tanto debochado, eu diria.

- Não reconhece o seu primo favorito, Joshua? – o questionei, chamando este pelo real nome, o qual ele odeia, no entanto, se apresenta apenas como “Josh.”

- Justin? – estupefato, ele arregalou seus olhos negros e arqueou a sobrancelha.

- Surpresa – encenei um sorriso e fogos no ar, o que fez Josh recuar em alguns passos, até encostar em um corcel marrom.

- O que você está fazendo aqui? A Maybelle já sabe? – ele afligiu-se momentaneamente, Josh mordeu o lábio, enquanto James apenas observava.

- Na verdade, não! Mas sabe, já soube da novidade. – dei de ombros, indiferente. Joshua parecia martirizar-se algo mentalmente, e este, parecia corroer-te a mente. Ele não parecia muito lúcido, suas orbes avermelhadas me entregavam isto.

- Mayb e eu estamos casados! – disse ele, vacilante. Josh não tardou em continuar, ao perceber o silencio nos acolher. – Ela meio que esteve com o pior e escolheu o melhor, afinal, no fim tudo fica bem, quando acaba bem! – riu estonteado, comprimindo os lábios em uma careta sem graça.

- Eu te conheço, e conheço Mayb como uma dádiva acompanhante em minha vida inteira. Você manipulador, e ela manipulável. Parece que algo esta complementar, isto me delimita a pensar que há um plano perfeito! – pude vê-lo perdido em um devaneio, embora tomado por uma pitada de deboche, Josh apenas assentiu diante a minhas afirmações.

James não se interessou pelo assunto um segundo sequer, muito do contrário, ele estava perdido em sua própria conversa e mundo. Ele conversava sozinho, ao decorrer de tempo em que escovava a crina de Roder. Ao perceber que meu olhar pesava sobre si, ele sorriu de canto, embora não houvesse desviado sua atenção.

- Você gosta de jogos, Joshua? – o homem de aspecto maltrapilho ponderou em minha pergunta, mas, ao não encontrar malícia -em seu conceito-, assentiu com um grande sorriso enaltecido. – Então vamos jogar! Você se esconde em silencio, não pode falar sobre mim! Mas, caso eu lhe encontre, você morre! – sua boca se abriu, cogitando protesto, contudo, sua fala perdeu-se em um mar de falhas, dando-me um aceno de cabeça como resposta.

Depois de segundos o observando, tomado por um ar superior, sinalizei com a cabeça para James, e pus-me a caminhar, deixando para trás apenas um Joshua um tanto quanto perdido e confuso.



"Não sou a Branca de Neve, mas estou perdida dentro dessa floresta

Não sou a Chapeuzinho Vermelho, mas acho que lobos me pegaram

Não quero seus sapatos e não sou a Cinderela

Não preciso de um cavaleiro, então querido tire toda a sua armadura

Que você seja a Fera, e eu a Bela, Bela

Quem precisa de amor verdadeiro, desde que me ame de verdade

Eu quero tudo isso, mas eu te quero mais

Garoto, você vai me acordar se eu morder a maçã envenenada?

Eu não acredito em contos de fadas"

Wonderland, Natalia Kills. 

   


Notas Finais


Tudo bem, Carma. Foi. A música do cap é muito boa e eu amo ela. Kk. Não tenho muito à dizer, então, comentem ai o que acharam, o que estão achando. Isso é um grande incentivo. Logo logo tem mais.

Leia The Adultery: https://spiritfanfics.com/historia/the-adultery-4993439

Inquebráveis: https://spiritfanfics.com/historia/inquebraveis-6715870

E Sinners: https://spiritfanfics.com/historia/sinners-6743006

Beijos e até o próximo <3


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