História Destroying Time (Spideypool) - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Categorias Deadpool, Doutor Estranho, Homem-Aranha
Personagens Peter Parker, Stephen Vincent Strange / Doutor Estranho, Wade Willson (Deadpool)
Tags Heróis, Marvel, Romance, Spideypool
Visualizações 43
Palavras 2.439
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Lemon, Luta, Misticismo, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Vamos amarrar algumas pontas soltas?
Vamos!
Espero que gostem, divas e divos do meu core!

XOXO

Capítulo 21 - A Veracidade de uma Mentira


Como doutor do MJ, eles estão me matando

Propofol, eu sei que eles querem que eu caia

Mas diga que vencer é o meu protocolo

Pois eu acerto antes mesmo de jogar a bola

Beyoncé/Nicki Minaj, Flawless

 

Um mês depois

 

POV WW

 

-Tudo conforme o planejado? – Frank questionou.

Estávamos sentados na mesa de jantar com montanhas de comida postas em pratos fundos.

-Melhor do que isso. – garfei o último pedaço de carne restante saboreando a vitória da minha última batalha. –Cortei os tentáculos, esmaguei algumas cabeças e adivinha? Não nasceu nenhuma no lugar temendo o encontro comigo.

-E a ajuda?

-Consegui algumas pessoas, mas elas são imprevisíveis. Jessica Jones, Luke Cage, o Demolidor ressurgiu das cinzas também junto com Elektra, Vespa, Homem-Formiga, você e outros.

-Isso será suficiente?

-Terá de ser.

A mídia não noticiou em momento algum o sumiço de Harry Osborn. Quem perguntava a primeira vez recebia a resposta de que ele tinha tirado férias, perguntando a segunda vez você ganhava uma bala na cabeça pela insistência. Igual tratamento recebia a pessoa que questionasse a presença do Rei do Crime. As ruas ainda não estavam desorganizadas por desconhecerem o fato de que eu abandonei meu posto para retornar a ser o Mercenário Tagarela. Dessa vez eu não mataria por dinheiro e sim por uma tomada de partido político que aos poucos ia sendo notada pelas ruas. Pichações que colocavam um x vermelho sobre o símbolo da Hydra e cartazes pedindo a instauração de uma anarquia mostravam o enfraquecimento repentino da Hydra no poder do país.

-A notícia está se alastrando aos poucos. – levantei para colocar o prato na pia lotada de louça. -Logo chegará ao ouvido das pessoas certas.

-O babaca do Parker deveria estar aqui já.

Na minha cabeça soou um alarme. Espremi a esponja no prato tão forte a ponto de quebrar a louça que se fincou na palma da minha mão. Merda! Tirei o caco observando o corte sendo cicatrizado enquanto o sangue continuava a escorrer.

-Peter Parker? – questionei travando a mandíbula em nervosismo.

-É. O babaca do Homem-Aranha.

Virei lentamente para encará-lo.

-Você o conhece?

-Claro, ele esteve no meu apê no último mês perguntando sobre você. Eu dei o endereço e tudo.

-Mas que porra, Castle? Esse garoto... Ele... Ele... – grunhi de ódio batendo com a mão na mesa. –Me matou duas malditas vezes.

-Ah, qual é? Até eu já fiz isso com você. Ninguém te suporta.

Revirei os olhos indo para meu quarto. Estirei-me na cama desarrumada olhando para o teto hipnotizado com as hélices do elevador girando preguiçosamente. A primeira coisa que fiz após exterminar aquele exército no armazém de drogas foi procurar Peter com o intuito de espionar mesmo sabendo que correria para ele assim que tivesse a primeira oportunidade. Descobri que ele estava hospedado em uma clínica de reabilitação após ter um surto chegando a me infiltrar por lá só para vê-lo mais de perto. A primeira coisa que ele me disse foi “desculpa” como se soubesse que era eu e que me devia aquele pedido de perdão há muito tempo. Ele vivia grudado com o problemático Johnny Storm, o cunhado do idiota do senhor Doom e mal sabia o quão aquilo fez meu sangue ferver em ciúme. Aquele maldito jeito que ele tocava no que era meu, quer dizer, no que deveria ser meu. Eu não superei e sei que Peter também não. O pior disso é que não sei se seria capaz de perdoá-lo por suas tolices. Sempre existia solução para tudo, mas naquele caso entramos em um beco sem saída. Venci o orgulho materializando cada doce lembrança que possuía com aquele garoto, caminhando para um sono pacífico que buscava durante esses dias de sanguinolência e noites de solidão.

 

POV PP

 

Natasha Romanoff com sua habitual prancheta conversava comigo.

-Seu índice de melhora tem progredido assim como o do paciente Storm. Acho que vocês tem se ajudado bastante o que pode resultar em breve na sua alta médica.

-Isso é ótimo.

-Mas ainda sinto que você tem algum bloqueio. – falou receosa. –Uma culpa que tenta esconder para si que mal percebe o quão está estampada em sua face. Quer falar sobre isso?

Esfreguei as mãos temeroso demais. Soltei uma respiração pela boca conforme ia conjecturando as palavras certas a serem ditas.

-Eu sou uma confusão. E... A morte dele piorou tudo isso. – deixei escapar a última parte.

-Seu tio Ben?

-Oh, ele também.

-De quem mais você estaria falando?

-Natasha, eu matei uma pessoa.

Ela enfiou os dedos abaixo da armação dos óculos massageando as pálpebras, um movimento que denunciou que estávamos entrando em um terreno delicado demais.

-Claro, o guarda. – murmurou surpresa em meio a recordação.

Eu não me importava nenhum pouco se para desabafar fosse preciso mentir sobre quem eu estava realmente falando.

-No primeiro golpe eu poderia ter me refreado, mas eu não quis.

O flashback veio mostrando quando eu enfiava na garganta de Wade um fragmento de vidro igual a uma espada. O modo que o sangue jorrava e ele se deitou no chão fez meu estômago se revirar. A compaixão sussurrava enquanto o ódio gritava e o resultado final foi inevitável.

Por que você?

-Nos outros eu estava tão entorpecido por todo o sofrimento do meu passado, cego por um desejo de vingança que nunca deveria existir e por impulso eu continuei. Achando que aquietaria meu coração, mas eu estava tão errado. Nunca fui frio o suficiente para manter algo desse tipo.

Ouvir conversas atrás da porta era errado, mas eu o fiz ao notar que Steve Rogers em pessoa estava por lá. A citação de um veneno capaz de derrubar o imortal Logan acendeu em meu coração um plano maléfico. Despejar no café a substância foi fácil. Ver o homem que eu amava se contorcendo no tapete me abalou e eu tive de me manter firme. O estopim para a loucura foi quando percebi o meu erro.

Você vai se arrepender.

-Peter. – Natasa se debruçou para alcançar minha mão suada. –Não poderia estar dizendo isso, mas... Você sabe que não foi sua culpa. – sussurrou a última parte.

Depende muito do ponto de vista. O soldado com inteligência artificial de Strange era o culpado de toda a situação já Wade nunca poderia ser acusado de tal. Eu tentei me convencer que ele era um criminoso para amortecer a culpa, no entanto nem esse argumento me convencia porque eu o perdoaria de qualquer crime levando-me a questionar seriamente que tipo de herói era eu.  Resolvi mudar de assunto enquanto a psicóloga ficava sensível.

-Como está May? – perguntei pela milésima vez já sabendo que ela nunca diria.

-Não posso compartilhar informações de fora, mas abrirei uma exceção. – sorriu com a sua travessura. –Ela conseguiu um emprego maravilhoso aparentemente em casa.

Na única ligação que tive direito quando cheguei aqui eu informei a localização do malote de dinheiro embaixo do assoalho. Provavelmente ao abrir a mochila ela deve ter percebido o uniforme do Homem-Aranha embolado por lá, mas o que importava era o seu sustento e foda-se meus segredos.

-Obrigado por isso.

Assim que sai da consulta Johnny aguardava-me com um cigarro apagado entre os lábios. Nossa relação havia ficado séria nesses poucos dias. Quando um sentia necessidade corríamos para o outro sem hesitar em uma tentativa de aliviar o peso no coração. Enrolou seu braço com o meu e andamos até o coreto na área do jardim. Nunca me acostumaria ver uma mão ser transformada em isqueiro nem que visse isso mil vezes.

-Precisamos dar o fora daqui. – Storm comentou despreocupado.

-Natasha disse que eu receberei alta...

-Mentira. Ninguém aqui nunca saiu.

-Não tem porquê me prenderem. Não sou pagante, tenho um caso leve...

-Mas tem um cérebro na caixa cranial perfeito para experimentos malucos. Não vê a doida ali?

Apontou para Wanda Maximoff. A garota abraçava suas pernas embaixo da árvore se mexendo para frente e para trás.

-Ele implantou um chip nela.

-Quem?

Pés bateram nas estacas de madeira que compunham os degraus, estremecendo a estrutura do chão que eu estava. O homem de jaleco branco prendia seus braços atrás das costas em uma pose despreocupada. Os óculos finos eram quase invisíveis em sua face. Foi impressão minha ou um silvo verde rasgou por um momento suas íris castanhas?

-Peter Parker. É um prazer conhece-lo. – estendeu a mão e eu a apertei. – Sou Bruce Banner.

-Oh, claro! Eu deveria ter te reconhecido. – falei suavemente com medo de irritá-lo.

A liberdade estava próxima demais para que eu cometesse um erro tolo.

-O que está achando daqui?

-Uma maravilhosa experiência psicológica.

Storm pigarreou atrás de mim discordando da afirmação. Banner apenas o olhou com desprezo por cima de meu ombro e retornou a me encarar com uma gentileza exacerbada. Tive o entendimento de que ele poderia estar me sondando para seus experimentos e não gostei nenhum pouco daquilo. Eu seria o próximo a ficar doidinho de pedra?

-Preciso ir. Nos vemos por ai, senhor Parker.

Saiu do coreto se encaminhando até Wanda, ajoelhando-se para acalentar a garota esfregando suas costas. O simples toque fez com que ela parasse o olhando com temor. O que quer que tenha sido realizado não agradou nenhum pouco ela. Storm apertou forte meu braço prensando os lábios em meu ouvido.

-Você é o próximo senão dar o fora daqui comigo.

-Por que você quer ir embora agora?

Soltou-me se afastando minimamente de mim.

-As notícias estão voando.

-Notícias? Porra, qual é o seu canal de informação?

-Sue veio me visitar e acabou falando que estão tentando matar o marido dela há semanas. – olhou aos arredores para ver se ninguém nos bisbilhotava. –A Hydra está ficando fraca e precisam de pessoas com poderes como eu nessa guerra e... Eu preciso de você ao meu lado. Então sim, estou te levando comigo por puro egoísmo.

Se ele soubesse o manto que vesti durante anos em nome da proteção dos cidadãos americanos não estaria me tratando como uma criança agora. A minha nação precisava de mim mais uma vez e eu não hesitaria em lutar.

Eu também odeio essa merda.

Recordei a frase que Wade disse ao falar sobre o governo. O meu antigo amor não passava de um lacaio do Capitão América obedecendo todas suas ordens quando queria cortar a garganta do maldito com as catanas do Deadpool, provando finalmente que se você corta uma cabeça nunca renascerá outra. Então tomei minha decisão baseada em prol de fazer uma única coisa. Seria tão egoísta a ponto de dizer que não seria pelo país, por mim ou por Storm. Aquele ato simbolizaria a minha homenagem póstuma aquele que um dia disse que amava. Recuperaria o país em nome dele.

-Quando vamos embora?

Johnny quase avançou para beijar-me, mas se conteve.

-Hoje. – sua voz não segurava a animação.

-Como?

Franzi o cenho duvidando das probabilidades de qualquer plano dar certo.

-Nada melhor que um incêndio.

 

-Merda, era isso que tinha em mente? – gritei em desespero.

Dei uma espiadela por cima do ombro vendo a ala leste do castelo macabro pegando fogo e um caminho de grama sendo chamuscado a cada passo de Johnny Storm que estava com o corpo em chamas. A mochila com as roupas e tralhas desnecessárias batia nas minhas costas durante a corrida que fazíamos até o enorme portão de madeira maciça. Criamos a distração perfeita para que ninguém sequer percebesse nossa fuga, mas agora não tenho tanta certeza disso já que tinha uma tocha humana ambulante ao meu lado.

-Diz para mim que vai ter um carro nos esperando do lado de fora, por favor! – gastei o tão precioso oxigênio para formar aquela frase.

-Sim!

-E como você vai entrar nele desse jeito?

-Eu não faço a menor ideia. – berrou entre risadas.

Nos aproximávamos da nossa liberdade e eu já me preparava para mostrar do que eu era capaz. Me impulsionei assim como Johnny fez. A diferença foi que ele rasgou o ar como um cometa e eu escalei as grandes portas graças a aderência de meus dedos.

-Mas que porra? – Storm se assustou ao ver-me ao seu lado do outro lado do muro.

-Cadê o carro? – perguntei ignorando seu choque.

As chamas que ia incendiando seu corpo foram se dispersando e aos poucos retornei a vê-lo. O cascalho sendo esmagado pelos pneus respondeu a pergunta. Uma BMW piscava os faróis indicando para nos apressarmos. Pulamos para dentro do carro pelas portas traseiras. Joguei a mochila no colo de Storm para proteger sua intimidade de quem quer que estivesse nos ajudando. Uma ré somada a um cavalinho de pau nos levou com rapidez para bem longe dali. Podia ver do retrovisor a fumaça mais negra que a escuridão do céu se erguendo por trás dos muros da clínica de Strange e Banner. O motorista jogou no banco do passageiro um boné revelando uma cascata de cabelos louros.

-Não disse que teria companhia, Johnny. – Sue falou zangada.

-Mudança de planos, bebê.

Ele revirava a bolsa procurando uma roupa decente para vestir. Acabou optando por uma calça jeans e regata preta. Eu ainda tentava assimilar todos os fatos e principalmente porquê a droga da irmã dele estava nos ajudando. Suas pretensões não pareciam ser iguais as de Johnny já que o anel de casamento tecnicamente gritava o quão ela era fiel ao seu marido.

-Ainda não creio no que acabei de fazer. – ela comentou.

-Deveria ter pensando nisso quando disse “sim” para o babaca do Victor.

Discussão familiar... Mais que maravilha.

-Agora estou do lado de vocês e é isso que importa caso contrário nunca teria tido meu apoio.

-Desculpa interromper, mas você sabe quem está liderando essa revolta?

Ela ajustou o espelho para poder me analisar. Os seus olhos tão semelhantes aos de seu irmão esbarraram nos meus.

-Tenho de dizer que a minha relutância foi por causa desse fator, pois ele é um maníaco sádico maldito que retornou agora para as ruas e se acha o dono do pedaço. Aquelas catanas idiotas e uniforme vermelho, cara! Existe coisa mais brega?

Johnny cortou sua irmã e eu ignorei cada palavra dita por ele ainda em choque com a assimilação que acabei de fazer.

Aparentemente não eram somente os heróis que tiveram de abrir mão das ruas, até mesmo os mercenários se sacrificaram

Mergulhei a face nas mãos, envergonhado demais com o que o destino estava armando para mim. A volta dos mortos, o enfermeiro com quem esbarrei, o plano de derrubada da Hydra e até a maneira em que eu me apressava em sua direção agora mostrava que a mentira que criei em minha mente se tornou verídica no final.

Wade Wilson vivia e eu iria reencontrá-lo em breve.


Notas Finais


Sentindo o cheiro de treta pairando! HAHAHAHAA Adoro.

XOXO


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