História Desvendando-me! - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Kakashi Hatake, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Hentai, Kakasaku, Naruhina, Naruto, Romance
Visualizações 113
Palavras 3.583
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen
Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá pessoinhas... Gente, quero fazer um esclarecimento... Estou ciente de que algumas de vcs estão achando estranho essa nota att da Desvendando-me, sendo que passamos 1ano com o enredo antigo, o que eu tenho a falar eh que farei com que a antiga fic se encaixe nesta nova Att no momento certo, vcs entenderam mais a frente. Então paciência comigo ok? ^^ A fanfic nao esta totalmente fora do caminho como devem estar pensando
Obrigada por estarem aqui e boa leitura. ^^

Capítulo 2 - Panelas Antiaderentes e Avisos


O que eu devo dizer? Não sei ao certo por onde começar. Talvez...

– Me descu...

– Poderi...

Falamos ao mesmo tempo.

- Issaqui tá parecendo aquelas cenas de novelas asiáticas. Misericórdia. – revira os olhos – Queremos hentai, queremos hentai! – ela anda em círculos dando seu grito de guerra e segurando uma placa de um casal em uma pose proibida para menores de 18 anos.

– Primeiro as damas. – se pronuncia com um sorriso terno nos lábios.

– Você não trabalha com entregas certo? – faço meio que uma careta receosa com sua resposta, mesmo já sabendo-a. Bom, o importante é ter certeza não é?

– Não. – afirma sereno.

- Porque você sempre tem que tirar conclusões precipitadas hein sua anta encubada?

- Mas é obvio que eu tomo as decisões da minha vida sem pensar antes, ou você acha que eu planejo toda essa desgraça?

– Imaginei. – forço um sorriso tombando o rosto para o lado com o rubor evidente já assimilando os fatos.

Ficamos nos encarando por alguns segundos que para mim, não sei porque, mais parecem horas pois eu já estava ficando sem graça a sua frente. Ao mesmo tempo que não quero me desvencilhar dos seus olhos quero correr para bem longe dele, e por consequência sanar com essa aceleração no meu coração, o fervor que se aplica ao meu corpo e tentar controlar minhas pernas fracas e bambas.

Ele sorri gentil mostrando seus dentes estupidamente brancos e alinhados, observo com atenção seus sugestivos lábios e, uma pinta ao lado esquerdo do seu rosto um pouco abaixo da boca chama a minha atenção.

Novamente minha boca faz um “o” inconscientemente ao observar aquela sugestiva pinta no seu rosto, eu só conseguia pensar em uma coisa ao apreciar sua face: ‘Uau’.

- Fé no Pai, que agora o nosso beijo sai. – me encoraja.

Percebo que aquele sorriso gentil se esvaiu dando lugar a uma linha reta em seus lábios o deixando com a feição séria.

Engulo em seco e desvio meu olhar para o espelho que está atrás dele tentando parar de olhar seus orbes castanhos, que pelo visto, dependendo dele, nunca iriamos parar com aquela brincadeira de: “quem pisca primeiro”.

No entanto, a tentativa de me deixar mais confortável dentro do seu campo de visão só piorou, pois ao observar seu reflexo de costas vejo partes do seu corpo que não eram para serem vistas tão descaradamente novamente. – para falar a verdade é impossível não observa-lo já com segundas intensões – Ou talvez são para serem vistas mesmo, pois se tá ali é para ser admirado, tocado, beijado, mordido, lambido, chega Sakura. Por Deus.

– Na verdade eu...

– Desculpe a demora Kakashi san, achei que tinha uma jarra cheia de suco na geladeira, então tive que preparar um chá. – tinha que ser a mãe da porca descendo as escadas com cookies e algumas xicaras de chá sobre a bandeja que carrega nas mãos.

- Ô família inconveniente é essa Yamanaka. Credo.

Apesar de sermos incomodados suspiro aliviada por não estarmos mais sozinhos. Sim, sou a contradição em pessoa.

Olho novamente pro albino que já não me olha mais e sim dando toda a sua atenção a Yamanaka, o mesmo não está mais com o rosto completamente a mostra como segundos atrás, ele agora está usando uma máscara, aquelas que são usadas por enfermeiros e médicos.

Quando ele a colocou? Não tirei meus olhos dele nem por 7 segundos.

- Aaaaah desperdício da porra. – cruza os braços fazendo um bico emburrada.

Dessa vez ela tem toda razão, quem não gosta de apreciar uma bela passagem?

– Hiroichi san, eu só estou de passagem... – sua voz é tão calma é gentil que dependendo de mim ele poderia falar a vontade que não me cansaria nunca de escutá-lo.

- Imagina só ele gemendo seu nome, que delicia seria: “...HUMMMMM! AHHHH! Sakura AAHH!...” – imita a voz do grisalho com a cara de quem vai ter um orgasmo e me fazendo corar violentamente. Oh shit!

– Que isso, fique mais um pouco e deixe-me lhe dar um agrado pela sua boa ação. Eu não conseguiria carregar aquelas caixas se não fosse pelo seu bom grado. – ela aponta para os caixotes ao lado enquanto o grisalho apenas retribui um sorriso tímido coçando a nuca.

O Kakashi parece ser antissocial, não estou tirando conclusões precipitadas desta vez, só reconheço uma pessoa com esse tipo de personalidade a metros de distância, provavelmente por que eu seja uma também.

– Sakura, por favor chame a Hinata para juntar-se a nós. – ela indaga gentil para comigo, mais não passa de fingimento que eu sei.

A mãe da porquinha tem quase o mesmo temperamento da Pimenta Vermelha de Konoha, mais conhecida como Uzumaki Kushina, sim sim, a mãe do Naruto.

- Tia Kushi! – seus olhos arregalados dilatam – Minha diva de cabelos vermelhos. – dilatam 3 vezes mais – Nem parece ser mãe do fi que tem? – revira os olhos. Que?

– Hai! – indago de desdém.

Sigo em direção ao pomar que fica aos fundos deixando-os sozinhos a conversar. Uma coisa era óbvia, aquele homem é realmente lindo, não lindo como qualquer homem, ele é diferente, tem um charme diferente, somente dele.

Aquele ar de seriedade, a calmaria ao proferir suas palavras, o fechar dos seus olhos ao sorrir, seus movimentos práticos e suaves, tão lindo, tão fofo, tão... Sexy.

No momento quando vi pelo espelho o reflexo das suas costas marcadas pela camiseta branca um pouco suada, senti meu corpo aquecer e uma parte de mim se enrijecer, uma sensação que não sentia fazia tempo.

Tentei controlar minhas ações, tentei controlar os meus pensamentos – o que não deu muito certo – tentei controlar os movimentos do meu corpo pois pequenos gestos podem ser estudados e assim descobertas grandes vontades, no caso, minhas segundas intenções para com ele.

Me sinto triunfante, pois consegui controlar minhas mãos que insistiam em querer passear com vontade aquelas costas e braços bem tonificados, estava praticamente tendo um cabo de guerra com a inner subconscientemente que queria de todas as maneiras me “possuir”, mais graças a Kami sama venci com louvor, bom, pelo menos por enquanto.

– Sakura chan. Tá tudo bem?

– Hinata. – indago em um pulo acordando do meu transe. Que droga foi essa?

- Tesão minha jovem, tesão. – afirma com obviedade serrando as unhas.

Olho meus braços e percebo que estou arrepiada e um pouco suada ao relembrar dos seus músculos perfeitamente tonificados e as veias saltarem de suas mãos fortes, que logo as imaginei no meu corpo.

– Você tá bem? Quer um copo com agua? Você está suando. – leva uma das suas pequenas e delicadas mãos a minha testa checando minha temperatura.

- Não Hyuuguinha ingênua, isso se chama “tesão antes sexo”. Tadinha, será que ela não percebeu a sua cara de idiota tendo orgasmos? – franze o cenho indignada com a ingenuidade da garota de cabelos longos.

Droga! Devo ter ficado enrubescida no momento, mas feliz por ele não notar o meu olhar faminto resultante da ferveção de hormônios reprimidos em meu sangue.

– Estou bem, não se preocupe. – tiro sua mão cautelosamente da minha face.

– Se precisar de alguma coisa, por favor fale comigo. – a perolada sorri amarela e volta a podar algumas himawari’s dentro de um jarro pintado de azul.

Inferno! Eu não era assim antigamente, mais de algum tempo pra cá havia despertado em mim um vulcão adormecido, e eu precisava acabar com essa secura logo antes que eu entrasse em erupção.

- Na verdade eu sei bem o que se passa contigo. Isso se chama: “Fogo da Selva” minha jovi, corre lá e se joga no Tarzan ô Jane das jubas rosadas! OOOOOH OOOH OOOOOHH OOOOH OOOOHH! – imita o rei da floresta.

Essa idiota não é bem certeza do juízo não, serio. Talvez a leve em um bom psiquiatra algum dia. Melhor dizendo: “Talvez eu ME leve a um bom psiquiatra algum dia.”

– Ok ok. Controle-se Sakura, ele nem é essas coisas... Quando você vê o Sasuke kun também sente isso. Super normal. – sussurro para mim mesma tentando me convencer de que isso é verdade.

- Na verdade você sente isso com todos os homens de Konoha, convenhamos. Só falta DAR você sabe muito bem o que... Mais tem que dar bem dado ok?!  – observa o esmalte vermelho cintilante das suas unhas.

– Ignore-a Haruno Sakura, ignore-a. Acalme-se, controle-se e volte lá para dentro como a mulher boa e ingênua que você sempre foi. Respira e não pira ok? – suspiro mais algumas vezes – Hinata, precisamos entrar.

– Só um minuto. – ela tira suas luvas, arruma os objetos dentro de um caixote de madeira e o pega vindo em minha direção – Vamos! – apenas sorrio.

(...)

Ao chegarmos na sala a Hiroichi san estava servindo cookies para o grisalho que estava muito bem acomodado sobre o sofá e a agradecendo com uma pequena referência – inclinando um pouco a cabeça para frente – pela atitude da Yamanaka.

Ele percebe nossa presença e coloca um sorriso nos lábios que é perceptível mesmo estando de máscara, a forma como seus olhos fecham tão lindamente o entregam.

– Kakashi sensei. – a perolada indaga animada com as bochechas um pouco ruborizadas e uma alegria evidente no olhar.

- Shiii perolada, até tú caiu no charme do gostosão sensei também foi?

– Yo, Hinata. – levanta a mão direita a saudando.

Nos sentamos no outro sofá de frente de ambos, nós sabíamos que não teríamos o mesmo tratamento diferenciado que a mãe da Ino dava ao grisalho, então nós mesma nos servimos.

– Você o conhece? – sussurrei enquanto ele estava prestando atenção na Hiroichi san.

– Hai. Ele foi nosso sensei no fundamental. – beberica o chá quente dentro do copo.

“Nosso”? – questiono curiosa ainda aos sussurros.

– Hai. Isso foi um pouco antes de você chegar a Konoha. – morde o cookie.

Hum... Então eu sou a única que não sabe quem é este homem? Se eu tivesse chegado um pouco mais cedo a Konoha ele teria sido meu sensei também? Maldita gripe de 12 anos atrás.

– Vou buscar mais um pouco de chá e já volto. – sai em direção a cozinha animada.

Ficamos somente eu, a Hinata e ele na sala, o silencio se faz presente e se o grisalho não tivesse aqui eu tiraria um cochilo com certeza.

- Tanta coisa gostosa para fazer com o vovô da playboy e essa idiota pensa em dormir. Misericórdia. – massageia as têmporas decepcionada.

- Cala a boca tarada maldita. Acha que eu não sei disso... Só estou tentando me controlar.

- Minha amiga, prender animais é crime, então solta essa fera que existe dentro de você, agarra o grisalho e foda-se a Hinata ai do lado.

– Como está o Hiashi san? – ele questiona a perolada, quebrando o silencio e me tirando dos devaneios mais que frequentes. Obrigada vovô da play... Aff... Kakashi.

– Muito bem obrigada. O senhor deveria passar no distrito Hyuuga, ele ficara muito feliz em recebe-lo nos nossos aposentos.

- Posso ir também? – sorri cínica. Inconveniente toda.

– Passarei para cumprimenta-lo. – sorri amarelo.

– Então o senhor ficará permanentemente em Konoha? – ela aperta a xicara de chá em mãos o observando atentamente.

– Possivelmente. – ri terno.

– Isso é uma ótima notícia. – a perolada diz animada.

- Éh! Eu devo ser invisível porque não pode um negócio desse. – reclama com cara de poucos amigos.

Ela sempre quer ser o centro das atenções, pior do que Ino, muito pior. A todo momento quer chamar a atenção dos machos de Konoha, enquanto eu sou mais discreta e prefiro ficar no anonimato.

– E o Naruto está bem? – a questiona enquanto beberica a xicara de chá.

- Até aquele baka retardado conhece este ser estupendo e eu não. Ô desgraça.

– O o Na Na Naruto ku kun? – de branca a perolada vai para vermelho neon – Si sim, ele está be bem! – brinca com os dedos.

Só ressaltando que “Uzumaki Naruto” é uma palavra tabu para a Hina. Normalmente as pessoas desmaiam quando levam susto de pessoas, animais, insetos e fantasmas; já a Hinata, bom, só basta falar o nome do Baka Uzumaki Naruto Kun que ela cai no chão rapidinho. Normal.

– Entendo. – ele deposita a xicara em mãos sobre a mesa.

É impressão minha ou ele não chega a falar nem 10 palavras dentro de frase?

– Então o senhor voltará a ser...

– Me chamo Haruno Sakura. – a interrompo estendo a mão em direção ao grisalho o cumprimentando e fazendo ambos me olharem confusos.

- Foi você não foi sua tarada sem vergonha?

- Mais é claro, se você gosta de ser “a invisível” azar seu, se não for para causar eu nem me pronuncio. – ela cruza os braços tombando a cabeça pro lado fazendo bico como se fosse a coisa mais normal do mundo me fazer passar vergonha.

A Hina se encolhe um pouco envergonhada, ela estava tão contente em conversar com o seu antigo sensei que esqueceu a educação em me apresenta-lo.

– Hatake Kakashi, prazer. – segura gentilmente minha mão que literalmente sumiu sobre a sua com um sorriso gentil nos lábios.

Minha mão estava fria enquanto a dele quente, o que foi perfeito pois nos deixou em completa sintonia, uma sensação morna, mais do jeito que ele me olhava logo começou a esquentar e soar deixando tudo mais saliente. A solto pelo nervoso e ele volta a se aconchegar no sofá.

Seu olhar sensual não é algo forçado diga-se de passagem, é algo único, algo exclusivamente dele, parece tão normal quanto seu respirar, é inconsciente. Se ele consegue tão facilmente ser másculo e sexy assim, sem mais nem menos, imagina quando ele realmente quer sensualizar de verdade, na intenção de provocar ou seduzir uma mulher, não tem freira que escape.

– Desculpe. – ouço um sussurro da Hyuuga.

- Desculpo não.

(...)

O silencio se instala novamente no cômodo do qual estamos, ele sentado olhando pro nada porém pensativo, eu observando o vapor saindo da xicara com chá quente e a Hina lendo um mangá que tenho certeza que é shoujo.

- Prefiro hentai. – procura algum mangá pervertido no seu divã.

Suspiro pesado tentando ignorar o comentário anterior e observo o grisalho tentando tirar algo do seu bolso, parece um pequeno livro pela forma quadrada visível. Aquilo é uma bíblia? É sério isso? O que ele vai fazer agora? Nos converter?

- Seu padre, vamos ali no confessionário que eu quero me confessar, mas antes quero entrar no pecado com o senhor só um pouquinho pode ser? Tenho sabor morango, chocolate e menta. É vamo ou bora! – proferi maliciosa.

- Tá repreendido em nome de santa Kaguya.

Ele logo desiste de pega-lo quando vê a Yamanaka vindo na sua direção já pronta para servi-lo mais uma xícara de chá, pude perceber seu olhar de tédio surgir e em milésimos de segundos sumir.

(...)

Se passaram alguns minutos, a quem estou querendo enganar? Já faz mais de 3 horas que estamos com a bunda nesse maldito sofá que já me deu até câimbra, não somente em mim mais na Hinata também pois a mesma está há alguns minutos fazendo contorcionismo tentando achar a melhor posição para continuar aguentando a tortura.

O grisalho realmente é querido pela mãe da porca pois até a floricultura ela fechou para que déssemos total atenção a ele. O que me chama atenção é o buque de rosas que está ao seu lado... Ele comprou enquanto sai para chamar a Hinata ou seria um presente da mãe da Ino? Difícil assimilar as coisas quando se tem várias hipóteses, pois não quero tirar outra conclusão precipitada.

Fiquei apenas ouvindo a Hiroichi san contar suas histórias ao albino, ela falava como é trabalhoso ser a líder da “ Forças Aliadas das Mães”, trabalhoso o escambal se são elas quem botam nós, os filhos, para fazer o trabalho pesado na maior parte das vezes, usando a desculpinha que somos mais fortes e jovens que elas.

Eu e Hina ficamos observando, ouvindo e comendo claro, não dávamos uma palavra sequer, apenas deixávamos os dois idosos conversarem a sós como boas garotas que somos.

Mas como sou filha de Kaguya sama, a Deusa, soltei alguns bocejos aleatórios deixando claro que a única animada em falar sobre frigideira antiaderente era a mãe de todos. Poderia fazer algumas perguntas sobre o vovô, pois estou curiosa sobre ele, mas, perguntas trazem olhares, e da última vez que tivemos contato visual eu quase...

- Molhei a calcinha deliciosamente hehe.

Estava anoitecendo e eu já estava de saco cheio de toda essa conversa de velho, se eu abrisse a boca para falar algo a Hiroichi san era bem capaz de transformar minha pergunta em uma nova história e não queremos isso. Minha hora de dispensa já havia passado e eu só estava ali apenas por educação, e o albino também.

Ele está tão incomodado com essa situação quanto eu, acho que fui a única que percebi suas feições de tedio e seu olhar de peixe morto quando a mãe da Ino mostrava algumas fotos do seu conjunto de Panelas Gourmet Plus Flavorstone com tampa de vidro que o Inoichi san a deu de presente no aniversário de casamento, já a Hinata continuava lendo mangá.

- Já disse que prefiro hentai?

– Kakashi sensei, por onde andou todo este tempo? – a perolada questiona, maldita Hinata, fica calada diabo.

– Por ai. – afirma frio com cara de tédio.

- HIHIHIHI toma. – imita o som da onomatopeia de um cavalo.

– Trabalhando. – força um sorriso tentando concertar a grosseria de segundos atrás o que não deu muito certo.

– Ah! – sorri simpática.

A Hina é um amor de pessoa, mas as vezes ela é tão boazinha que acaba se tornando uma lezada diga-se de passagem.

– Kakashi san, lembra quando...

– Nossa como as horas passaram rápido, eu preciso ir. – a interrompo levantando rapidamente deixando todos a me olharem.

Ah mais eu não fico aqui para ouvi-la dizendo sobre os benefícios de comer beterraba mesmo. Não sou obrigada.

A Yamanaka mais velha me fuzila com os olhos, ela odeia ser interrompida, em seguida me joga um olhar que não precisei me esforçar muito para compreender sua mensagem: “Só não te mato porque é melhor amiga da minha filha e temos visita”. Agradeço mentalmente pelo albino está presente, ela não ia jogar a panela de pressão velha na minha cabeça com testemunhas.

Pego minha bolsa sobre o sofá e disfarçadamente tombo a cabeça para o lado algumas vezes em direção a saída implorando a Hikkudou sama para que a Hyuuga entenda o recado.

Ela afirma com a cabeça disfarçadamente e pega seus pertences também. Parece que ela não é tão leza quanto pensei.

– Bom, estamos indo. – afirmo com um sorriso cínico que dava para ver até de costas.

– Acompanharei vocês. – o grisalho se prontifica levantando e ficando parado a minha frente, é notória sua feição de alivio por poder ir embora.

Seu perfume entra como uma lufada pelas minhas narinas, seu cheiro é amadeirado com uma mistura de fumo, cigarro. Começo a me sentir desconfortável com ele tão próximo a mim, estar ao lado dele é diferente de estar ao lado de garotos da minha idade como o Sasuke kun e o Naruto. Ainda não consigo explicar o porquê...

- Eu sei: “atração genital”. – afirma tentando usar “termos médicos”.

- Saindo daqui eu vou me benzer. Ah se vou.

Uma coisa é certa, ele não pode ir conosco de jeito nenhum, não com a tarada interior acordada. O mínimo que posso fazer é me preparar psicologicamente – como se isso fosse possível – para que quando tivermos uma nova oportunidade eu possa andar ao seu lado sem correr o risco de agarra-lo.

Desculpa vovô isso vai doer mais em mim do que em você.

– Hiroichi san, achei tão interessantes aquelas panelas da tramontina com chapa antiaderente 24cm e tampa de vidro que a senhora ganhou do Inoichi san. – coloco emoção nas palavras – Porque não mostra ao Hatake san? Sei que ele irá apreciar com grado. – forço um sorriso mais estou nervosa.

Não existe nada nesse mundo que deixe uma mãe mais feliz do que alguém ouvi-la falar das suas tupperware e panelas inox. Parece até que estes utensílios foram entregues pessoalmente por anjos divinos vindos dos céus.

– Kya é mesmo. Obrigada por lembrar Sakura. – se anima – Por isso amo essa menina, tem uma testa de marquise enorme, mais em compensação é extremamente adorável. – coro. Sabia que ela não ia deixar passar. SHANNARO!

Eu sei, estou sendo uma bruxa, mas é melhor ele passar por essa tortura psicológica do que perceber que me atraí, ou na pior das hipóteses eu joga-lo em beco escuro e despi-lo como uma maníaca estupradora de homens.

- Mais você é. – afirma como obviedade.

- Vá a merda.

– Vamos Hina. – puxo a Hyuuga pelo braço antes de passar uma vergonha ainda maior, tudo é possível na família Yamanaka.

Olho para trás e vejo o vovô da playboy com cara de “socorro” sendo puxado de cozinha a dentro enquanto sigo em direção oposta puxando a perolada. Seu olhar está em mim. Ele baixa um pouco a máscara e pude decifrar nitidamente seus lábios ao proferir: “Nos encontraremos novamente”.

- NAAAAANIIIII?! – arregala os olhos assustada mais logo dando um sorriso malicioso.

Meu susto com suas palavras foi evidente pois o platinado sorri torto vendo que conseguiu repassar sua mensagem com sucesso.

Não sei se isso foi um simples aviso ou uma ameaça, nas mais improváveis hipóteses meu subconsciente, vulgo inner, quer que aquelas palavras sejam uma “declaração de sexo sem compromisso”, ela não se incomodaria nadinha em ser stalkeada, usada e abusada por ele.

Deixarei para pensar nisso com calma depois, o importante agora é sair daqui antes que a general Yamanaka volte e me obrigue a lavar a louça.

Continua...


Notas Finais


Então, gostaram? Tenho quase certeza que alguns de vocês estão ansiosos para momentos onde todos os amigos da rosada aparecem, ela ter momentos a sós com o Hatake etc. Keep Calm meus amores. Não sei se isso é um defeito ou uma qualidade, mais eu sou muuuuuuuuuuuito detalhista, pra vocês terem uma ideia só de RASCUNHO fiz mais de 2.400 palavras, depois leio várias e várias vezes para acrescentar mais ideias e ver se o cap está do jeitinho que eu quero.

Enfim... Agradeço muito por acompanharem a Desvendando-me e vamos controlar a ansiedade onegai rsrs. Só mais uma coisinha, vcs não sabem o quão feliz fico com os comentários. Não fazem ideia da felicidade que me dá ao saber que vocês nunca esqueceram a Desvendando-me e nunca desistiram da mesma, mesmo agora que mudei um pouco o roteiro. Isso me ajuda muito, me alegra e principalmente ME MOTIVA a continuar rs <3 Obrigada e até mais! ^^


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