História Desventuras do Amor - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bleach, Brothers Conflict, Saint Seiya
Exibições 6
Palavras 2.663
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Capítulo Único


-Você fez o que??? –Grace e Seline perguntaram ao mesmo tempo, indignadas com a atitude de Nina.

-Foi uma coisinha inocente, nada de mais. –Nina respondeu com um sorriso travesso.

-Inocente? –Grace berrou de raiva. –Você criou duas contas em nossos nomes, e sem a nossa permissão. Só Kamisama sabe as bobagens que você disse sobre eu e a Lin.

-Nem me fale, só de imaginar o que essa desmiolada pode ter pela gente minha cabeça e meu estômago fervilham. –Seline comentou revirando os olhos.

-Ai meninas, não sejam tão chatas! –Nina fez bico, segurando o celular como se fosse uma estatueta do Oscar. –Além disso, vejam só os caras que se interessaram pela gente.

Nina abriu a tela de seu smartphone e mostrou três imagens para as garotas, que ficaram embasbacadas com o que viram. Os três rapazes eram morenos, altos e muito bonitos. Seline não tirava os olhos da imagem do rapaz de óculos, já Grace estava fascinada pelo que tinha um sorriso gentil, e Nina caíra de amores pelo moreno de olhos verdes.

-Vamos às apresentações. –Nina disse com um olhar malicioso. –Seline eu vi que você ficou de olho no cara de óculos. Ele se chama Sousuke Aizen e é militar. Tem 35 anos e é militar, além de ser formado em direito. Gosta de tomar chá, comer tofu e caligrafia e está à procura de relacionamento sério e duradouro. Gosta de mulheres inteligentes e independentes, tem preferência por baixinhas.

-Uau! Militar e adora baixinhas, ele é perfeito. –Grace riu, se divertindo com a cara feia da amiga. –Esse é com certeza alguém que seu pai aprovaria.

-Ah, não comecem, por favor. –Seline comentou irritada. –Nina, me manda o perfil desse cara que eu vou analisar com calma.

-Analisar... Aham, sei. –Nina comentou irônica. –Você quer é ver mais fotos dele que eu sei. Sua safadinha.

-Chega de conversa! –Grace se atravessou na conversa antes que suas amigas iniciassem uma discussão boba. –Deixe-me ver esse bonitão aqui. Vejamos... Uau! Ele se chama Masaomi Asahina, tem 31 anos e é médico pediatra, que fofo! Ele adora crianças, caminhadas no parque e ler bons livros, e procura uma mulher bem humorada e que goste de cozinhar e viajar.

-Tá bom, eu também vou pesquisar a fundo sobre esse sujeito. –Grace comentou debochada.

-E quanto ao bonitão de olhos verdes? –Seline indagou curiosa.

-Esse é Aiolos di Sagittarius. Ele é personal trainer, tem 27 anos e adora correr, sair pra dançar e moda. Gosta de mulheres que cuidam de sua aparência, e ele tem um irmão mais novo chamado Aiolia. Ambos são gregos e moram no Japão há pouco mais de um ano.

-Agora eu entendo o significado do termo “Deus grego”. –Grace e Seline disseram ao mesmo, babando pelas fotos dos rapazes.

-E então meninas, posso marcar os encontros? –Nina perguntou ansiosa.

-Por mim tudo bem. –Grace normalmente.

-Tá bom, marca essa merda logo. –Seline disse irritada, atirando uma almofada em Nina. –Mas eu estou com a sensação de que estamos nos metendo em uma grande roubada.

-Para de implicar Lin, vai ser muito divertido, e mesmo que dê tudo errado vamos ter boas histórias pra contar depois. –Nina devolveu a almofada, fazendo careta.

-Que seja. –Seline deu de ombros, pegando sua bolsa. –Eu vou embora, até domingo meninas!

-Tchau Seline! –Grace e Nina responderam em coro.

Alguns dias se passaram e finalmente chegou o tão aguardado encontro. As três amigas combinaram de se arrumar juntas, elas era garotas muito bonitas e atraentes.

Grace era uma jornalista que adorava falar sobre relacionamentos, embora não tivesse muita experiência neles. Ela acreditava que todo mundo estava destinado a viver um grande amor, e com ela não seria diferente. Ela era morena, olhos castanhos e cabelos longos e sedosos, o corpo era magro e proporcional, com seios médios e coxas magras, e se vestia de maneira contemporânea.

Nina era uma estilista devoradora de homens, para a ela quanto mais, melhor, por isso nunca ficava com ninguém por muito tempo. Não se importava de ter um relacionamento sério, desde que nunca ficasse sem sexo. Ela era baixinha, cabelos prateados, olhos verdes, um corpo curvilíneo e sensual, além de seios fartos. Sempre se vestia de maneira provocativa e chamativa, fazendo os homens babar por sua beleza e sensualidade.

Seline era a mais velha das três. Uma arquiteta obcecada por trabalho que achava que relacionamentos era perda de tempo, após ter sido largada no altar. Ela achava que nenhum prestava e era melhor cuidar de cães a ter um namorado. Ela era ruiva, olhos verdes, corpo magro com seios grandes, mas sem exagero, corpo atlético e um rosto com traços marcantes que demonstravam o temperamento forte. Fã de salto alto, quase sempre usava saias ou vestidos.

-Até que enfim, vocês demoram demais pra se arrumar. –Grace comentou impaciente.

-Demoramos, mas a espera valeu a pena. –Nina comentou convencida, olhando-se no espelho. –Estamos divas ou não estamos?

-Mas é claro que estamos, verdadeiros chuchuzinhos. –Seline disse debochada, terminando de retocar o batom. –Essas roupas são incríveis.

-Óbvio que sim, fui eu que fiz. –Nina respondeu exibida, desfilando pelo corredor do prédio.

O local combinado para o encontro era um café de empregadas. Nina havia reservado uma em uma espécie de área VIP. A garçonete as conduziu ao local, que ainda estava vazio. Elas se acomodaram na mesa espaçosa e pediram chá com bolo. O primeiro a chegar foi Aiolos, para a alegria de Nina. Ele se apresentou educadamente, conversou por alguns segundos e convidou a garota para ir a outro lugar, a estilista aceitou na hora. Grace e Seline se entreolharam, soltando uma risadinha maliciosa.

-O que você acha? –Seline perguntou para Grace, curiosa.

-Sobre o que? –A jornalista se fez de desentendida.

-Tudo isso, é meio que surreal. – Seline revirou os olhos, servindo mais uma xícara de chá. –Será que esses tais de Sousuke Aizen e Masaomi Asahina virão? Desconfio que isso seja a maior roubada.

-Boa tarde, senhoritas. –Cumprimentou um homem que se aproximou das duas. Ele era muito bonito e estava vestido de maneira formal. –Sou Sousuke Aizen, você é a Seline? –Perguntou o homem, apontando para a ruiva.

-Sim, sou eu mesma, Seline Yamamoto. –A arquiteta respondeu indiferente. –Você está atrasado, sente-se.

-Eu sinto muito, é que o trânsito estava muito intenso. Lamento mesmo. –Sousuke respondeu polidamente, entregando um buque de lírios para Seline. –São para você, espero que goste.

-O-obrigada. –Seline respondeu desajeitada.

Já havia se passado quase uma hora desde que as meninas haviam chegado ao café. Seline conversava sem muito entusiasmo com Aizen, e Grace estava impaciente, pois Masaomi ainda não havia chegado.

-Amiga, acho melhor eu ir para casa. –Grace suspirou emburrada.

-Ah Grace, tem certeza? –Seline perguntou chateada.

-Claro, eu estou com dor de cabeça e preciso terminar o próximo artigo da minha coluna. –A jornalista mentiu. –Aproveitem o resto do dia.

Um mês depois...

Devido às correrias do dia-a-dia e tudo mais, Grace, Nina e Seline só conseguiram se encontrar um bom tempo depois daquele encontro às escuras do dia dos namorados. O local combinado foi uma pracinha em elas brincavam desde crianças.

-Então, quem vai ser a primeira a contar sobre o seu “desastre”? –Questionou Grace.

-Eu, eu, eu, eu! –Nina levantou a mão aos pulinhos, igual criança quando quer responder a pergunta da professora. –Vocês não vão acreditar no rumo que o meu encontro tomou. Como devem se lembrar de que eu e o Aiolos saímos minutos depois que ele chegou. Ele me convidou para ir ao apartamento dele, e eu topei na hora, achando que iria me dar. Pois bem, estávamos nas preliminares quando de repente ele se sentou na beira da cama e começou a chorar feito criança, me pedindo desculpas. Ele disse que não podia fazer aquilo porque amava seu ex-namorado, e que definitivamente mulheres não era o negócio dele.

-O que? –Grace e Seline perguntaram incrédulas.

-Eu sabia que tinha algo errado com aquele cara, desde que botei os olhos nele percebi que alguma coisa não batia. –A jornalista riu, vendo que Nina nem se abalou.

-Isso só podia mesmo acontecer com você. –Seline comentou irônica.

-Mas não foi tão ruim assim, nos tornamos amigos e agora estou saindo com dois amigos dele, Camus e Milo. –Nina respondeu convencida, mostrando as fotos dos rapazes. –Camus é francês e Milo é grego, são gatos, não são?

-São mesmo. –Grace comentou com uma expressão do tipo “not bad”.

-Uma encrenca atrás da outra, quero só ver se eles descobrirem. –Seline revirou os olhos. –E quanto a você Grace, o que aconteceu naquele dia?

-Quando eu estava na porta da cafeteria um homem me abordou. Ele disse que era irmão do Masaomi, e que na verdade fora ele que fizera o perfil usando os dados do irmão mais velho, que até já é falecido. –Grace disse normalmente, mas no fundo nem ela acreditava na própria história. –Ele se chama Kaname Asahina, é monge e muito bonito.

-Caramba, e eu achando que a minha história que era doida. –Nina disse aos risos. –E o que mais?

-Ele é tem 27 anos, inteligente e é bem romântico. Apesar do jeito meio playboy e saliente, ele é muito divertido e bem humorado. Tenho me encontrado com ele quase todos os dias. –Grace abriu um pequeno sorriso, suspirando. –Depois ele virá me encontrar aqui.

-Uau, você parece estar gostando dele mesmo, tá até sorrindo igual boba. –Seline debochou da amiga, que nem se importou.

-Talvez, ele não é bem o que eu esperava, mas têm sido bons os dias que estamos passando juntos. –A jornalista fitava o céu azul e ensolarado, pensando em Kaname. –Até que a ideia da Nina não foi tão ruim assim.

-Viu só? Eu disse que ia ser legal. –Nina comentou convencida. –E quanto a você, Seline? Como foi o encontro com o Sr. Aizen?

-Nem me lembre daquele imbecil, nunca mais quero encontrar na minha frente. –Seline disse com ódio. –Foi o pior encontro da minha vida.

-Como assim? –Grace e Nina perguntaram incrédulas.

-Ele te tratou mal? Ou foi grosseiro? –Grace questionou preocupada. –Tudo bem que você é meio exigente e mandona, mas o que ele fez foi tão grave assim?

-Ou ele tentou se passar? Te deu uma cantada indecente? Disse que só queria sexo? –Nina questionou maliciosa.

-Não, nada disso. – Seline respondeu de mau humor.

-Então o que aconteceu? –Grace e Nina berraram impacientes.

-O cara era chato demais, só sabia falar da conduta exemplar de um militar, em como um homem de verdade deveria se comportar, eu estava quase ficando louca. –Seline bufava ao se lembrar de Aizen. –E para piorar ele disse que uma esposa de militar deveria ficar em casa, cuidando do lar, do marido e dos filhos, e que jamais admitiria que mulher sua trabalhasse fora, saísse com as amigas, usasse roupas curtas ou tivesse vida própria.

-Cruz credo, esse cara tem sérios problemas. –Grace disse apavorada.

-Que cara lesado. –Nina revirou os olhos.

-Eu avisei desde o começo, essa ideia de encontro pela internet era a maior furada. –Seline deu de ombros, mexendo no celular.

-E como terminou? –Nina curiosa.

-Por fim eu comentei que era filha de militar, e quando ele soube que o meu pai era o comandante Yamamoto, o cara simplesmente enlouqueceu. Ele só sabia falar daquele velho, que era um exemplo para todos, que era o ídolo dele. Aí eu aproveitei e disse: “Por que não se casa com ele?”, e joguei uma jarra de água na cabeça dele, e depois o buque de flores. –Seline comentou maldosa, rindo da própria atitude. –E pedi encarecidamente que jamais mencionasse ao meu pai que me conheceu, ou eu o mataria.

-Uau! –Grace e Nina responderam em coro.

-Que garotinha má. –Nina comentou debochada.

-Mas ele mereceu, que cara mais irritante. –Grace falou revoltada. –Sabe o que teria sido mais engraçado? Você atirar um bolo na cara dele.

-Não teria sido má ideia... –Seline sorriu diabólica. –Mas não terminou por aí. Eu estava andando pelas ruas, furiosa pelo encontro frustrado, quando eu tropecei em algo. Eu olhei pra cima e vi um homem lindo, gostoso e maravilhoso. Ele era alto, cabelos azuis e olhos castanho-claros, sua cara de mau era tão sexy que eu não resisti e pulei no pescoço dele. Fomos tomar sorvete e pedido dele e descobri que ele se chama Shuusuke Amagai, e por ironia do destino também é militar.

-Minha nossa, você se superou hein. –Nina olhava para a amiga com os olhos arregalados.

-Dois militares em um dia? Eu, hein. –Grace da mesma forma.

-Não foi uma história tão bizarra quando a da Nina, mas pelo menos acabou de um jeito bom. Foi inesperado, mas eu gostei. –Seline sorriu, pensando em Shuusuke. –E ele também vem me encontrar mais tarde.

-Estou ansiosa para conhecer os bofes que fisgaram os corações das minhas amigas. –Nina comentou animada.

-E por falar neles... –Grace e Seline comentaram ao mesmo tempo.

Kaname e Shuusuke apareceram ao mesmo tempo, para a alegria de Grace e Seline. Logo atrás vinham Camus e Milo, para o pânico de Nina. O monge e o militar se aproximaram rapidamente, abraçando suas amadas apertadamente.

-Não achei que você fosse aparecer tão cedo. –Grace sorriu, beijando Kaname de leve.

-Estava impaciente, queria te ver logo e acabei encontrando o Shuusuke no caminho. –Kaname respondeu sorridente, apontando para o militar.

-Quer dizer que vocês se conhecem? –Seline indagou curiosa.

-É uma longa história. –Shuusuke esfregou o próprio pescoço, rindo desajeitado. –Então essas são as famosas Grace e Nina?

-Sim, as únicas e originais. –Nina disse atrevida. –Ferrou!

-O que houve? –Grace indagou curiosa. Nina apenas apontou na direção de Camus e Milo, tentando se esconder atrás de Seline, mas era tarde demais. –Lá vem treta.

-Oi Nina. –Os dois rapazes disseram ao mesmo tempo. A estilista sentiu a espinha gelar de pânico.

-Oi Camus, oi Milo. Tudo bem com vocês? –Nina perguntou trêmula.

-Nina, tem algo que você queira nos contar? –Camus tinha o olhar interrogativo sobre Nina, que tremia segurando-se em Seline.

-É Nininha, eu também quero saber. –Milo irônico.

-Tá bom, eu confesso. –Nina berrou desesperada. –Eu estou saindo com vocês ao mesmo tempo, me desculpem.

Grace e Seline se olhavam preocupadas, sem saber o que fazer para ajudar a amiga. Já Kaname e Shuusuke se divertiam com a cena, aguardando curiosos pelo desfecho da situação.

-Ei Shuusuke, tá a fim de apostar? –Kaname perguntou divertido. –Eu aposto dois mil ienes que a Nina fica com o cara de pervertido.

-Certo, e eu aposto no com cara de intelectual. –Shuusuke normalmente. –Embora eu ache que ela vai ficar sem os dois.

-Não tenho certeza, da Nina se pode esperar de tudo. –Seline riu enigmática.

Nina, Camus e Milo se encaravam sem piscar, o clima de tensão e expectativas era contagiante. A estilista tremia de nervosa, enquanto os dois rapazes não demonstravam emoção.

-Então é o seguinte: nós dois gostamos de você e queremos que seja nossa namorada. –Milo disse sério.

-Eu proponho um desafio: vamos tentar te conquistar e o vencedor será seu namorado oficialmente. Que tal? –Sugeriu Camus, mesmo contrariado. –Eu não vou perder para esse peçonhento vulgar.

-E acha que eu vou perder para uma geleira como você? Nina precisa de um homem com muito calor, igual a mim. – Milo disse convencido, apontando para si mesmo.

-Ei pessoal, que tal irmos ao fliperama? –Sugeriu Seline, fazendo com que todos a olhassem de olhos arregalados. –Qual o problema?

-Digamos que não faz muito o seu feitio ir para um lugar desses. –Grace respondeu irônica.

-Que seja, vamos nos divertir! –A arquiteta saiu da frente arrastando Shuusuke, que apenas ria.

-Vamos! –Grace fez o mesmo com Kaname, que a abraçou apertado.

-Iupi! –Nina disse animada, agarrando-se aos braços de Camus e Milo, que se fuzilavam com os olhos.

Elas podem não ter ficado com os rapazes originais do encontro, mas com certeza a desventura daquele dia mudou suas vidas completamente.



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