História Details - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jin, Jungkook, Rap Monster, V
Tags Drama, Fluffy, Jungkook!top, Kookv, Namjin, Romance, Taehyung!bottom, Vkook
Exibições 120
Palavras 3.168
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu não deveria estar dando a louca e postando uma nova fanfic, BUT, eu não consegui me controlar.
Essa ideia veio em minha mente do nada e eu estou completamente apaixonada por ela, então eu precisava escrever.
Mas como eu sou muito ansiosa, eu estou postando a fanfic em um momento bem difícil na minha vida que é o final do ano, então infelizmente eu não posso prometer a atualização tão rápida assim, me desculpem :(

Bom, sobre esse primeiro capítulo eu devo dizer que é uma introdução e que vocês precisam ler as notas finais depois, ok? Assim não enrolo muito aqui em cima ^^

Me desculpem os errinhos e sem mais delongas, boa leitura! :3

Capítulo 1 - Space Time and Relativity.


Fanfic / Fanfiction Details - Capítulo 1 - Space Time and Relativity.

 

Primeiro Capítulo - Espaço tempo e Relatividade.

 

 

Ele amava as flores. Amava a suavidade de suas pétalas, amava o cheiro peculiar de cada uma, a beleza que irradiava seus olhos e também os espinhos em seus caules. Amava-as tanto que sabia o nome científico de uma porção delas. Sabia que o nome científico dos lírios-brancos era Spathiphyllum wallisii e que o das margaridas era Leucanthemum vulgare – apensar de popularmente serem conhecidas por bem-me-quer –; sabia que o do dente-de-leão era Taraxacum officinale e que o nome científico de suas amadas rosas continuava a ser rosa – claro, com uma pronúncia diferente.

A sua rotina todas as manhãs era de se levantar, fazer tudo o que tinha que fazer dentro de seu espaço pessoal e depois ir a pequena estufa mais aos fundos do terreno. Cuidava de suas flores todos os dias, era o seu lugar favorito em toda a cidade – apesar de Busan ter lugares esplêndidos para serem visitados. A estufa era o único lugar além de seu próprio quarto que poderia ocupar os fundos da casa de sua tia, porque sim, morava em um quartinho construído nos fundos, e, felizmente, ali tinha tudo o que precisava para viver bem e não ter que encarar aquele rosto velho e enrugado pelo resto de sua vida. Ali, pelo menos, tinha privacidade o suficiente, afinal, não era de receber visitas de ninguém da família, muito menos de amigos.

A morte de seus pais não era algo que conseguia superar ou esquecer, na verdade, como esquecer? Mesmo depois de dez anos, as lembranças daquele fatídico dia ainda vinham em sua mente e faziam desta a sua morada. Sabia; na verdade, tentava imaginar todos os dias, que tudo seria diferente se seus pais ainda estivessem ali. Não precisaria se sentir o incomodo da família, não precisaria morar em um mísero quartinho nos fundos da porcaria da casa de sua tia, não precisaria trabalhar igual a um louco para se sustentar e não precisaria deixar de seguir vários de seus muitos sonhos, porque a realidade sempre lhe fazia voltar e colar os pés no chão.

A estufa não era grande, até porque, não tinha condições para realmente conseguir cuidar de suas flores do jeito que elas mereciam – mas se esforçava todos os dias. A estrutura de madeira, feita com portas de vidro e janelas antigas que havia encontrado no ferro velho, foi calmamente construída durante dois anos inteiros e hoje, guardavam as mais diversas espécies de flores. Ali dentro haviam margaridas, dentes de leão, copos de leite, orquídeas, cravos, gardênias, narcisos, tulipas e bem lá ao fundo, suas amadas e queridas rosas. Mas não era qualquer espécie, e sim, as rosas roxas que raramente eram encontradas.

As flores favoritas de sua mãe, e dele também.

 Bem à frente do ramo dessas, havia um banco de madeira sem verniz e sem encosto, com espaço para duas pessoas, mas ninguém além dele entrava ali. Ele não permitiria. Aquele lugar era o único refúgio do mundo que tinha; o único lugar que só ele sabia que existia, e só ali, poderia ser quem realmente era.

Ali dentro ele era apenas o garoto que sentia falta dos pais. Que não tinha responsabilidades, que chorava sem medo de alguém ouvir, que vivia aquela vida medíocre porque não tinha motivos muito grandes para continuar vivo. Não tinha ambições, sonhos e muito menos objetivos. Não conseguia nem fantasiar sobre uma vida melhor porque sua imaginação parecia não querer cooperar. Suspirou e se deitou no banco duro, cobrindo os olhos com um dos braços.

Inspirou e expirou algumas vezes, mas quando percebeu, algo molhava seu rosto, sua garganta doía e sua respiração havia ficado mais descompassada. Ele não sabia se era porque havia começado a chover, ou se era porque ele estava chorando. Talvez fossem os dois.

Levantou-se rápido e foi até seu quarto novamente, deixando os sapatos molhados perto da porta. Não havia corredores, era apenas um cubículo. Nada separava a sala da cozinha e a única porta ali, tirando a de entrada, era a do banheiro. Era um lugar incrivelmente confortável, na verdade. Era limpo, arejado e a janela mais próxima dava uma visão muito bonita da estufa. Não tinha muitos objetos de valores, apenas algumas coisas que antes pertenceram aos seus pais, mas, felizmente, conseguiu pegar antes que sua tia pegasse e transformasse tudo em propriedade dela. Ele não podia tocar em nada que “pertencia” a ela e ao marido, que era tão chato e irritante quanto ela. Por isso, quando tinha quinze anos, sua tia mandou construir aquele quartinho e o chutou para lá. Foi a melhor coisa que ela poderia ter feito, apesar de na época ter se sentido completamente expulso a sangue frio de seu lar. Tsc, quem queria enganar, aquele lugar nunca foi e nunca seria o seu lar. Era apenas um lugar que chamava de seu para voltar quando saia para ir ao trabalho ou a escola, porque se não, nem isso teria. Era grato de qualquer forma por aquilo que tinha.

Havia uma pequena televisão de trinta e duas polegadas, que na verdade foi um presente de final de ano de seu chefe. Todos em seu trabalho conheciam sua situação e de alguma forma tentavam ajuda-lo. Ficava irritado na maioria das vezes, mas não conseguia dizer não. Sabia que com o pouco salário que ganhava, nunca iria conseguir comprar uma televisão, nem parcelando em muitas vezes. Havia uma geladeira, um fogão, um microondas, cama, chuveiro e a antiga vitrola de seu avô. Muitos discos e livros dividiam uma estante e um pequeno guarda roupa ficava no canto mais afastado para não ocupar muito espaço. A cama de casal de seus pais ficava bem à frente da televisão, o que economizava em sofás.     

Para resumir: pequeno, porém, confortável. Era isso o que tinha a dizer sobre seu quartinho.

Assim que seu alarme tocou, sabia que estava na hora de ir. Deixou mais uma vez tudo organizado, calçou seus coturnos, pegou o guarda-chuva e saiu. A chuva estava bem forte naquele começo da manhã e os ventos gelados batiam sem dó contra seu rosto. Encolheu-se dentro do suéter grosso e andou mais rápido, assim chegaria mais cedo para aproveitar os aquecedores da cafeteria onde trabalhava.

Estranhamente, quando se dava conta de que estava andando pelas ruas da cidade e que as pessoas estavam apressadas para chegarem a seus respectivos trabalhos, ele se perguntava o porquê de sempre se atentar os detalhes de tudo. Como contar a quantidade de pessoas que passavam em sua frente vestindo alguma peça de roupa vermelha, ou a quantidade de carros importados que buzinavam quando perto dos semáforos estavam e algum pedestre demorava tempo demais para atravessar a rua. 

Sempre foi apegado aos detalhes de tudo porque detalhes são quase invisíveis aos olhos. Quando chovia e era sua folga, gostava de se sentar perto da janela que dava de frente a sua estufa, tomava um café forte e fumava um cigarro. Um vício que estava tentando de todas as formas largar. Mas, quando se apega aos detalhes de tudo, você consegue sentir a nicotina quase que correndo por suas veias quando a inspira para dentro dos pulmões, consegue sentir a umidade do ar em seu rosto, sentir o cheiro da terra molhada ao longe; consegue ouvir o barulho da água caindo quase que em câmera lenta e consegue se imaginar embaixo dela, com os braços abertos e um sorriso no rosto. É possível viver tudo isso estando apenas parado, com os olhos abertos, mirando uma simples janela com tinta desgastada. 

Durante o seu trajeto, o caminho que fazia sempre, a mesmice de sempre, passava por um muro velho que antes escondia alguma coisa. A extensão de tijolos de dois quarteirões que guardavam e escondiam o completo nado do lado contrário hoje em dia, tinham as mais diversas palavras e desenhos pichados em direções variadas. Era divertido olhar e se sentir em um mundo cubista e romantista ao mesmo tempo, com aqueles desenhos que lembravam vagamente Pablo Picasso e frases impactantes e românticas como qualquer romancista escreveria sobre o alguém inalcançável.     

Sempre parava para analisar se havia algo novo ali porque era quase impossível não ter a atenção chamada por todo aquele arco-íris em forma de imagens, mas como não tinha tempo o suficiente para ver detalhadamente, sempre desistia e atravessava a faixa de pedestre mais próxima. Mas aquele formigamento em sua mão de tocar as frases escritas e ler uma por uma sempre ia consigo. Porém, o tempo sempre lhe era algo que, querendo ou não, lhe tirava alguns daqueles prazeres de sua vida.

Não demorou em ver a fachada bem arrumada e florida da cafeteria onde trabalhava. Havia muitas folhas molhadas no chão e conseguia ver dali o quão Seokjin estaria incomodado com aquilo. Seu chefe era sempre muito perfeccionista e odiava sujeira, era muito organizador e às vezes até um pouco chato, mas graças a isso, sua casa também era extremamente organizada hoje em dia. Costumava a dizer, brincar, na realidade, que os níveis de TOC em Seokjin estavam altos em determinados dias, principalmente quando ele estava incrivelmente chato e de mau humor, ou quando checava quinhentas vezes a torneira do café para ver se realmente não estava vazando; mas se arrependia logo depois, porque não era algo de se brincar. Ele realmente tinha transtorno obsessivo compulsivo, e muitas vezes se sentia um tolo quando fazia piadinhas sobre isso, igual a muitas pessoas que não tinham o conhecimento sobre esse transtorno.

Então parou de falar sobre isso, e continuou ao lado de seu hyung mesmo depois de descobrir sobre tudo.  

Mas ele ainda tinha feito brincadeiras sobre isso no passado, mesmo falando para si mesmo que era diferente das outras pessoas. Considerava-se diferente de todos ao seu redor, mesmo que por coisas que podiam ser consideradas insignificantes. Ele sentia que via o mundo de uma forma diferente, mas ele ainda tinha feito a porcaria de brincadeira com o transtorno de Seokjin e não conseguia se perdoar.

Tinha gostos diferenciados, por isso algumas pessoas poderiam julgar os seus gêneros literários favoritos. Não que existisse um gênero literário certo e o outro errado; ou um que todos devem gostar e o outro, todos devem odiar. Mas, pelo menos em seus pensamentos, ele fazia parte daquela pequena porcentagem da humanidade que preferem os romances trágicos aos romances tradicionais. Aqueles romances que, de alguma forma, faziam com que os dois protagonistas provassem seu amor incondicional um pelo outro, com gestos que dava gosto em ler. Aqueles romances que passam uma ideia bonita sobre o que o amor verdadeiramente significa e são recheados de frases impactantes desde seu prólogo, ao epílogo.

Ele realmente gostava de ouvir Seokjin falar sobre o namorado. Era uma forma tão pura de amor que diversas vezes ficou estagnado no lugar, apenas ouvindo.

 

– Na primeira vez que eu o vi, tudo em minha cabeça ficou quieto. Todos os tiques, as imagens que se atualizavam constantemente, apenas sumiram. Quando você tem transtorno obsessivo compulsivo, você realmente não consegue momentos de quietude. Até na cama eu estou pensando se apaguei a luz e, vendo meus olhos inquietos, ele me responde que sim; se tranquei a porta e ele, calmamente, me responde também que sim, só para eu não ter que levantar e fazer tudo de novo umas quinze vezes. Puxa-me para um abraço e ficamos lá só nós dois, respirando do mesmo ar. Mas quando eu o vi, a única coisa que eu podia pensar era a curva de seus lábios e nos cílios em sua bochecha, nos cílios em sua bochecha, nos cílios em sua bochecha! – respirou. – Ele ama quando dou dezesseis beijos de boa noite nele, ou vinte e quatro se é uma quarta-feira; e, à noite, quando deitamos para dormir, ele me assiste ligar e desligar, ligar e desligar, ligar e desligar, ligar e desligar todas as luzes, e me diz que imagina vários dias se passando diante dele. Eu não preciso lavar as minhas mãos depois de tocar nele, porque quando eu me obsesso por alguma coisa, eu consigo ver germes subindo pela minha pele. Com ele é diferente. Eu quero acordar todas as manhãs pensando na madeira que ele segura o volante do carro, em como ele abre o registro do chuveiro como se fosse o de um cofre e no jeito que ele apaga as velas, apaga as velas, apaga as velas, apaga as... – respirou novamente. – Eu preciso dele. Eu não consigo imaginar uma vida sem ele, porque ele pode fugir disso quando quiser, mas eu não. E o pior de tudo é que penso nele a todo instante. Eu não posso imaginar outro alguém o dando apenas um beijo de boa noite sem se importar se foi o bastante ou se foi satisfatório. Eu preciso dele e ele precisa de mim.

 

Foi uma declaração que o deixou incrivelmente maravilhado e a partir daquele momento, viu Jin com outros olhos.

Assim que aporta foi aberta e o sininho da mesma tocou, Seokjin e os outros dois funcionários o olharam e sorriram. O único que tinha um pouco mais de afinidade ali depois de Jin, era Jimin, mas não o considerava um amigo, era apenas um colega de trabalho e a sua dupla para os trabalhos de biologia, pois estudavam juntos.

– Bom dia, Jungkook. – Jin estava diferentemente feliz.

Todos lhe desejaram bom dia e Jungkook fez o mesmo.

Andou calmamente até o vestiário, colocando o uniforme claro. Sentia-se um pouco melhor vestindo aquelas roupas porque a partir do momento em que as vestia, ele se transformava no funcionário Jeon. O funcionário cheio de sorrisos, o funcionário alegre, o funcionário doce, o melhor funcionário daquele café. Como se em algumas horas pudesse se tornar uma pessoa completamente diferente da que vivia no quartinho dos fundos da casa da tia.

Olhou-se no espelho antes de lançar um sorriso a si mesmo. Atrás daqueles olhos havia tanta tristeza, quem dera alguém pudesse lê-los.  

– Alguns clientes chegaram, Jeon! – pode ouvir a voz calma e fina de Jimin do outro lado da porta.

Respirou fundo antes de finalmente sair dali, colocando o sorriso mais bonito em seus lábios antes de finalmente atravessar a porta de correr. Havia poucos clientes, mas não se demorou parado e foi até a mesa com os clientes que haviam acabado de passar pela entrada. Sorriu perguntando qual seria o pedido, sendo elogiado pela mulher mais velha que dizia que seu sorriso era muito bonito. Sem jeito, respondeu obrigado, mas se concentrou em anotar tudo com perfeição e repetiu o pedido para ver se nada estava errado. Passou tudo para Jimin e viu o ruivo começar a preparar os expressos e assar alguns pães.

Já eram dez horas da manhã quando trocou de lugar com Jimin, faziam isso na maioria das vezes para que nem um e nem outro ficasse sobrecarregado com determinada tarefa, por causa da escola à noite. Era interessante o fato de ninguém nunca ter reclamado de seus cafés, porque na maioria das vezes nunca sabia ao certo o que estava fazendo. Era muito automático, quase não enxergava seus próprios movimentos.

O sininho da entrada soou e sabia que alguém havia passado pela porta de vidro vermelha. Ele não viu quem era, mas conseguiu sentir que o estranho se aproximava devagar do balcão onde se encontrava.

Aquele momento foi o mais estranho em toda sua vida. Parecia que tudo passava mais devagar, os sons não estavam claro em seus ouvidos, estavam como murmúrios; as pessoas andavam incrivelmente devagar assim como ele limpava aquela xícara de porcelana branca, igualmente devagar. Mas ele estava ciente daquilo tudo, conseguia enxergar as pessoas como se o tempo estivesse quase parando, porém, não conseguia se mexer mais rápido do que aquilo. Era como se algo tivesse ultrapassado as barreiras de seu espaço tempo pessoal e interferido nas ondas eletromagnéticas de seu sistema, por isso agora tudo acontecia lentamente como a cena de um filme melodramático. Ele odiava a Física, mas não havia como explicar em palavras o que de fato estava acontecendo ali.

Levantou o pescoço calmamente enquanto o estranho se aproximava. Ele conseguia ver o borrão daquela pessoa se aproximando e, quanto mais próximo, mas sufocado ele se sentia. Aquela pessoa estava sugando totalmente o seu ar.

– Um caramel macchiato, por favor. – ele voltou a respirar, como se nos últimos cinco minutos estivesse completamente desprovido de oxigênio.  

Mirou o estranho a sua frente, o tempo havia voltado a passar normalmente, segundo por segundo.

Ficou estagnado no lugar observando a pele branca, os olhos castanhos e o cabelo igualmente escuro do outro a sua frente. Ele era extremamente normal. Era um cara normal, que veio comprar um café normal, vestia roupas completamente normais e sorria retangular – um sorriso muito bonito –, mas incrivelmente normal. Não havia nada de especial nele, mas por que diabos tudo aquilo tinha acontecido consigo? Por que aquela sensação de que o tempo havia passado demasiado devagar? Como se aquela pessoa fosse fazer, de certo modo, diferença em sua vida?

– Esta tudo bem? – ele perguntou normalmente, com uma voz grossa incrivelmente normal.

– M-Me desculpe... Um caramel macchiato, certo? – sorriu, mas estava tremendo.

Suava frio, suas mãos tremiam. Mas que diabos?

– Jungkook, esta tudo bem? – era Jimin quem falava agora. O moreno não se moveu, apenas olhou para o outro como se pedisse socorro. – Tudo bem, esse eu faço. – lhe sorriu e disse para que fosse descansar.

Jungkook andou depressa para o vestiário dos funcionários e se escondeu atrás da porta entreaberta.

Ele está realmente bem? – pode ouvir aquela voz novamente.

– Creio eu que sim, logo vou ver se ele está bem mesmo. – Jimin o respondeu com aquele eye smile tão famoso seu.

O ruivo fez tudo o que o outro lhe pedira, enquanto o moreno, ainda escondido atrás da porta, apenas observava tudo com muita atenção. Suspirou fundo pelo menos umas vinte vezes e só depois que o castanho passou pela porta de vidro, ele saiu de seu esconderijo não muito secreto.

– Você está bem? O que aconteceu agora a pouco? – Jimin veio com uma mistura de curiosidade e preocupação para cima de si.

– Eu não sei... – disse lentamente.

 Ele mirou as janelas grandes de vidro e conseguiu enxergar o mesmo estranho passado lentamente por todas elas. Ele lhe olhou naquele exato momento e, mais uma vez, o tempo pareceu passar lentamente. Era uma situação muito estranha aquele nervosismo desnecessário que fazia seu coração pulsar mais rápido, a boca secar e embrulhar o estômago, como borboletas de asas roxas alvoroçadas dentro de seu corpo.

O estranho lhe sorriu e o tempo então parou. O sorriso era grande, feliz e incrivelmente lindo. Fazia algo quente subir por seu peito, como se estivesse prestes a ter um ataque cardíaco fulminante.

Depois que os segundos voltaram a ser segundos e não mais minutos, o castanho se foi, mas uma tontura intensa lhe veio ao corpo e a última coisa que viu e ouviu antes do completo breu se apossar de seus olhos, fora Jimin e Seokjin gritando seu nome.

 

 

 


Notas Finais


Primeiramente, antes de mais nada, eu peço para que você leitor, se não conhece nada sobre o transtorno do Jin, dê uma pesquisada para entender melhor; e que depois de ler um pouco sobre, volte aqui e assista a esse vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=ujY6LLz5OsA . Desse jeito você estenderá melhor, pois essa declaração, ou poema, no caso, não me pertence e sim ao Neil Hilborn. É claro que eu dei algumas modificadas, porém, ainda não é de minha autoria.

"Segundamente", eu não estou ficando louca e descrevi o Taehyung errado, já que na capa da fanfic ele esta de um jeito e nesse capítulo, de outro. Ao longo da fanfic vocês irão entender. ;)

"Terceiramente" e 'ultimamente" (kkk'), espero que tenham gostado dessa pequena introdução à estória :D
Espero pelos comentários e agradeço desde já!

Mil beijos *3333*


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