História Detalhes - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Aruan Felix
Tags Aruan Felix, Musica, Romance
Exibições 85
Palavras 795
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 10 - Problemas


*Aruan on*

Cheguei ao hospital pouco tempo depois. Estacionei rapidamente e entrei, procurando loucamente Marina, por todos aqueles milhares e milhares de corredores.
Peguei o elevador e subi até o terceiro andar do prédio, na ala de emergência.

As portas do elevador se abriram vagarosamente, dando-me a vista para Marina sentada em um dos bancos, em prantos.

Caminhei lentamente em sua direção, pra falar a verdade, eu não tinha uma ideia concreta, ou alguma frase coerente para poder conforta-la, até porque nunca estive nessa situação. Parei e ajoelhei-me de frente pra ela, coloquei minhas mãos em seu rosto e senti sua pele fria. Assim que ela percebeu que era eu quem estava ali, não mediu esforços, e se jogou sem medo em meus braços.

Seu choro me agoniava, eu não sabia o que fazer, o que dizer, não sabia se a levava pra casa, não sabia se ficava ali com ela. A  peguei em meu colo e me sentei na cadeira..

Marina: Ele vai morrer

Eu: Meu anjo, ele não vai morrer! Nós vamos dar um jeito na situação, eu vou te ajudar

Marina: Não, não vamos! -me olhou- Papai precisa de uma quimioterapia, eu não tenho dinheiro suficiente para pagar

Eu: Não se preocupe quanto à isto

Marina: Como não vou me preocupar? É o meu pai que está lá dentro, numa cama de hospital, a beira da morte

Eu: quer que eu te leve pra casa?

Marina: quero que você me diga que isso é só um pesadelo

Eu: Podemos fingir que isso é um reality, que os donos estão te testando para ver como você reage à tais emoções

Marina: Aruan..

Eu: Não, espera! Pensa! Você passa por várias provas, algumas fáceis, outras nem tanto.. Até que você chega na fase final, que é a que seu pai está envolvido

Marina: Eai?

Eu: eai, que quando a princesa indefesa pensa que está sozinha, surge seu guardião, para defende-la e mostrar-lhe que não está sozinha no mundo

Marina: Esse guardião no caso, seria você?

Eu: Depende

Marina: Do que?

Eu: Se você disser que vai me bater eu digo que não, se você aderir a ideia eu vou dizer que sou

Marina sorriu de canto e mordeu os lábios, aconchegou-se em meu colo e sussurrou baixinho..

Marina: Obrigado por estar aqui

Fiquei ali, sentado, embalando-a por mais ou menos duas horas seguidas. Ela acabou adormecendo, levei ela pro carro e a deitei no banco, fechei a porta e voltei para a recepção..

Eu: Oi, com licença.. Poderia me informar sobre José dos Santos?

Recepcionista: O estado do paciente é grave -disse ela, mexendo em alguns papéis.. Será preciso uma cirurgia, e logo após, sessões de quimioterapia para que o câncer não vá para o cérebro

Eu: qual o valor dessa cirurgia?

Ta, não vou negar que o preço daquela cirurgia era um absurdo. Eu não tinha todo esse dinheiro agora, pra falar a verdade, nessa alta quantidade, só restava-me o dinheiro no banco, mas era da faculdade que a dona Regina sempre me encheu o saco pra fazer. Ela me mataria se eu o gastasse..

Eu: Quantos dias ele consegue ficar sem essa cirurgia?

Recepcionista: Uns dois, três dias no máximo!

Eu: E se passar deste prazo?

Recepcionista: Aí complica. A água vai invadir os pulmões, fazendo o câncer se espalhar pelo menos cinco vezes mais rápido!

Respirei fundo e passei a mão na cabeça.. merda!

Eu: Obrigado pela informação!

Ela sorriu de canto e acertiu com a cabeça. Voltei para o estacionamento e entrei em meu carro, Marina ainda dormia tranquilamente no banco do passageiro. A situação era complicada, eu não podia deixa-la naquela situação, mas tenho certeza de que se movesse um dedo para tentar ajuda-lá, minha cova ja estaria preparada pela dona Regina.

Levei Marina pra casa e a levei para meu quarto, coloquei-a sobre a cama e joguei um cobertor sobre ela..

Tirei a camisa e joguei no cesto de roupas sujas, sentei na beirada da cama e coloquei minhas mãos na cabeça..

Afreim: O que você fez? -entrou no quarto

Eu: O que aparenta eu ter feito?

Afreim: Primeiramente, você ta pelado. Segundo, a Marina ta dormindo na sua cama, então eu só posso dizer que vocês..

Eu: Afreim não viaja. Acabei de chegar do hospital com ela

Afreim: E como foi lá?

Eu: O pai dela precisa de uma cirurgia, e ela não tem o dinheiro para pagar

Afreim: A gente pode fazer uma vaquinha

Eu: você tem R$ 22.000?

Afreim: Eita porra! Da pra comprar um carro com isso

Eu: Pra você ver! Eu até tenho o dinheiro, mas a dona Regina vai me matar se souber que eu movi um dedo naquela conta do banco

Afreim: É meu caro amigo.. Estamos ferrados! -revirou os olhos..



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