História Detalhes: Linha do Tempo. - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Self Inserction, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oía, eu aqui. Sou eu, Zabuza Momochi, o demônio do gás oculto!
E genteeee, quatro favoritos! Vocês são demais!
Isso me anima muito e graças a vocês eu começo a dançar de alegria em momentos super aleatórios.
Fazia tempo que eu não ficava feliz comigo mesma por algo que fiz e saber que vocês estão gostando só me fazem pensar que "pode não ser o fim de tudo" pra mim.
Obrigada por me desligarem da realidade e me fazerem pensar que posso ser alguém bom pelo menos uma vez.
Este capítulo é totalmente dedicado a vocês, como todos os outros. <3

Capítulo 3 - Orfanato


                 Capítulo Três: Orfanato.

                                 ~*~

 Zack se encontrava em sua cama com todas as luzes apagadas da casa, cortinas fechadas e a TV em um canal qualquer. Ele fitava o teto, como se fosse a coisa mais interessante do mundo. Seu olhar vazio e alheio a tudo e todos era, realmente, depressivo. Era como se houvesse uma áurea envolta dele na qual ninguém podia entrar, afinal,  fazia duas semanas que Richard se foi.

Richard cumpriu o que disse, ligava todos os dias, na maioria das vezes à noite mas Zack já estava desanimado, ele apenas atendera cinco das primeiras ligações de Richard  de começar a não atender.

Na última ligação Richard percebeu que Zack falava meio diferente, que respondia em palavras monossílabas e que as vezes nem parecia prestar atenção ao que dizia. Ele questionou o que se passava com ele mas o mesmo respondeu que estava normal, nada tinha mudado e que estava apenas cansado. Era mentira e Richard percebeu isso em no tom fraco de Zack. Ele ameaçou ir procurá-lo num tom mais alto que o normal mas Zack apenas respondeu um tanto faz antes de desligar na cara de Richard.

Desde então ele não atendia mais, via seu celular vibrar e uma luzinha se formar várias vezes ao dia. Uma vez ele ligou quinze vezes mas nenhuma delas foi atendida.

Ele nem sequer se movia para lugar algum, só ia a cozinha por necessidade, se ele não precisasse comer ele nem saberia mais o que é cozinha. Nem para o bar ele ia.

Até o dinheiro que tinha juntado com Violett lhe deixava depressivo, o dinheiro que juntou desde que tinham se casado, ele apenas queria tudo voltasse ao normal. 

A lembrança de ter visto sua filha ser enterrada lhe deixou o bagaço. Seu dia era baseado em lembranças do passado e lágrimas no travesseiro. Nem ele sabia da onde tirava tanta capacidade para chorar.

     Pelo menos ela está em paz.

Pensava ele mas sempre que olhava as portas lhe batia uma imensa saudade da sua pequena passando, correndo, para mostrar-lhe um desenho deles dois, eram pessoas palitinhos mas ele os amava mesmo assim. 

Com o passar dos dias as contas da casa  chegaram, o pobre homem já tinha se esquecido que fazia coisas desse tipo. Ele sabia que não podia continuar gastando o dinheiro que juntou com a esposa, tinha que arrumar um novo emprego e quando viu a vaga de zelador em um orfanato pensou que era a oportunidade perfeita, apesar de ter que trabalhar com crianças ele não teria que se preocupar com contas em já que moraria no próprio trabalho.

Quando achou que não tinha convencido o suficiente na entrevista ele se ajoelhou, implorou e conseguiu o emprego.

Ele daria duro no novo trabalho e levou à sério. Eles lhe amostraram seu quarto, simples seria o adjetivo dele. 

Ele fazia de tudo, até o que não era realmente necessário. Ele revisava as lâmpadas, limpava as janelas, encerava o chão, as vezes ele lavava a louça - O que era trabalho das moças - e até limpou o quartinho de trás do orfanato, coisa que ninguém fazia a tempos.

Zack passava por todos os corredores todos os dias, a cor vinho escuro das paredes e os móveis velhos porém intactos deixavam a casa bem mais assustadora, sem contar os quadros de paisagens e o quadro do casal fundador do orfanato que não pareciam nada felizes. Zack tentava imaginar como as crianças dormiam calmas depois de passar por ali mas com o tempo se acostumou a coloração murcha da casa, como todos ali.

                                 ~*~

Uns setes meses se passaram desde que entrou no orfanato e um novo bebê chegou e logo ele foi vê-lo como toda criança que chegava ali.

A senhora Lucia, que  era a principal freira, dizia em como se preocupou e se impressionou com o bebê no vento sereno e como podia haver pessoas tão cruéis mas ela dizia do jeito sério dela. Zack a ouvia todos as vezes tentanto imaginar a situação. Nas horas em que podia ele ia ver o bebê para fazer bobeiras que estava em um quarto separado, sempre que ela sorria seu coração se apertava e lembranças vinham, algumas vezes ele se permitia chorar baixinho mas não iria deixar isso se repetir dali pra frente, não agora que estava tão bem como em semanas nunca havia se sentido.

   Ele esqueceria todo o seu passado.

Como Zack se esforçava ao máximo acabava ficando sem ter o que fazer e era aí que o quarto do bebê era invadido e que por fim ele descobriu seu nome mas ela não tinha sobrenome o que fazia o mais velho citar inúmeros sobrenomes enquanto a olhava para ver se a mesma combinava com algum mas no fim das contas ele não tinha uma resposta. 

Ela era práticamente indecifrável, como uma caixinha de segredos sem uma chave, ficava o olhando como se ele fosse algum débil mental, apesar de tudo, ela era quieta demais para um bebê de um mês e meio. 

Ela tinha a saúde perfeita, ficava acordada quase o dia todo e só chorava quando sentia fome ou quando ficava com a fralda suja. Ela era muito atenta aos movimentos ao redor e ao perceber isso ele se movimentava inesperadamente com movimentos estranhos e engraçados atraindo a atenção dela.

                                    ~*~

Dois meses haviam se passado e os fios de cabelo da pequna começaram a crescer em abundância, eram macios, Zack adorava passar horas o tocando até ambos cochilarem.

O tempo ia passando e Zack já cuidava da pequena como se fosse a própria mãe mas sabia que logo teria que parar já que o laço ficava mais forte a cada dia que se passava, se ela fosse adotada ambos sofreriam mas ele estava determinado. Ele já havia pensado em adotá-la mas isso só séria uma boa ideia quando sua vida estivesse estabilizada novamente.

Todos os fins de semana eles saiam para algum lugar próximo, Zack a apelidava de Canguruzinho durante o passeio já que era lá que ela passava maior parte do tempo. Ele usava parte de seu salário para comprar coisas para ela como roupas, sapatos e coisas semelhantes.

Ao passearem as pessoas realmente pensavam que eram pai e filha, alguns conversavam em como o mundo precisava de mais pais com um amor tão grande como daquele homem, enquanto outros diziam que ele era bonito e fofo. 

Alguns ele conseguia ouvir sem querer. Zack nunca tinha usada crianças ou filhotes para impressionar uma garota, todas as vezes foram com boas piadas, conversas e pequenos detalhes como levantar mais cedo para preparar o café, no caminho comprar um doce amado por ela, escutar o dia horrível dela invés de dizer o quanto o seu foi bom e assim ia, ele nem achava que estava estava pronto para um novo relacionamento depois Richard - quem ele prometeu esquecer, como se nunca tivesse o conhecido -, afinal, só haviam se passado no total de um ano e dois meses desde o acontecimento com Lorenn e agora Nayla estava com oito meses e alguns dias.

- Um ano e dois meses. - Repetia para si mesmo para ter noção de quanto tempo se passou. Quem imaginaria que passaria um ano e dois meses tão rápido e que ele superaria tão bem principalmente na presença de Nayla.

Zack sai de suas lembranças ao ouvir uma tosse.

- Nayla? - Ele chama mas ela ainda parecia desacordada.  Ele se levanta e mede sua temperatura. 

- Pai... - Chama e por impulso ele deita ao seu lado e pega em sua mão.

                 (...) Um Mês e Meio Depois...

Era setembro novamente e folhas caiam em abundância, todas em uma variedade de cores: Laranja, marrom e avermelhada.

Zack varria as folhas para um canto com um ancinho e Nayla o ajudava com um ancinho menor mas dessa vez ela estava completamente coberta, apenas seus olhos estavam de fora.

- Até quando eu vou ficar com isso? - Perguntou.

- O tempo em que estiver aqui fora, você não sabe o quanto me preocupei quando estava doente! 

- Isso é tão fofo. -  Debochou. 

- Seu aniversário está chegando, não é? - Fingiu que não a ouviu.

- Ainda falta um mês e meio, você é maluco?

- Não, só estava pensando no que poderíamos fazer nesse dia, afinal, você vai fazer seis anos. - Ele se apoiou no ancinho para pensar. - Que tal uma festa?

- Nunca, se eu fizesse uma festa todas as crianças participariam.

- E qual o problema?

 - O problema é que a Samantha e as coleguinhas dela apareceriam e com certeza estragariam tudo e eu passaria vergonha - como se eu já não passasse- ! - Ela puxava as folhas com mais brutalidade. - E eu não quero isso, afinal, aniversários deviam ser felizes, não é? Com bolo, serpentina, doces e pessoas que te amam, não é mesmo? - Sua voz saiu chorosa. 

Ele soltou o ancinho e a pegou, ela começou a chorar livremente com o rosto em seu ombro.

- É que... Eles não me quiseram... Por isso estou aqui, se até meus pais não me quiseram... Quem irá querer? Talvez eu devesse ser defeituosa para eles. Pais deviam ajudar e cuidar de seus filhos, não? Por que eles não me quiseram, o que eu não tinha que eles queriam? - Ele acariciava o cabelo da menor.

- Porque, sinceramente, eles eram meios burros. - A menor o olhava agora com atenção. Zack entendia sua dor mas ele queria que ela se valorizasse mais, que soubesse sorrir e pensar que a vida não é só aquilo apesar de parecer. - Sabe, como sou mais velho não espero que você entenda agora mas na sua vida vai aparecer pessoas burras tentando dizer que você não é legal o suficiente mas tudo isso é ao contrário, se seus pais não te quiseram era porque você era e é realmente legal de mais pro caminhãozinho deles e saiba que tem quem te queira sim. Na vida vai ter pessoas que saberão ou não valorizar quem é você de verdade e é você quem deve escolher com seu coraçãozinho quem realmente te merece. 

A menor estava confusa sobre as palavras do mais velho e o mesmo sabia que tinha falado coisas de mais para ela. Ele jurou mentalmente que se lembraria de que está conversando com uma criança. 

Ele a levou ao balanço e foi terminar de varrer. Eles continuaram conversando sobre o que poderiam fazer sobre o aniversário dela. Quando terminou, ele a levou para seu quarto onde tomaram chocolate quente e ela dormiu enquanto ele lia um livro.

       O dia não foi tão ruim assim.

 

      (...) Mais Um Mês e Meio Depois....       

Faltava apenas um dia para o aniversário de Nayla e ela pouco estava ligando, nem parecia que seu aniversário estava tão perto apesar dela agora passar bem mais tempo com Zack por medo de Samantha aparecer, ela sabia que elas não viriam com um adulto por perto. 

Ele limpava os vidros da janela do último corredor e Nayla estava sentada bebendo um suco de caixinha enquanto balançava as pernas.

- Eu sinceramente achei que estaria mais animada. - Ela apenas dá de ombro, sua visão parecia estar focada no chão. - Quando eu era criança, eu contava todos os dias para meu aniversário chegar.

- É um pena eu não seja você, pelo que eu saiba você ainda tem pais e avós, podia voltar pra eles.

- Eu posso terminar?! - Ela dá de ombros. - Eu amava o dia do meu aniversário porque era nesse dia que eu ia viajar para a casa dos meus avós, eram seis horas de carro e um garoto ansioso demais para dormir, esse era eu.

- E por que "eram seis horas de carro"?

- Porque eu não vou lá há muito tempo.

- Por que?

- Bom, quando for mais velha eu te conto.

- Sei.

-  Tudo tem o seu tempo.

- Eu não sou retardada como as crianças daqui, pode me contar, eu vejo além. Eu não sou dessas que fica se entregando ou contando as coisas que não podem como nos filmes.

- Você já viu alguém filme? - Não havia televisão no orfanato.

- Não, mas as meninas mais velhas daqui já, elas disseram que viram vários filmes e que foi legal enquanto durou, eu não entendia nada do que elas diziam mas achei legal em usar em uma das nossas conversas. 

- Um dia você verá, tenha certeza.

- Você deposita tanta esperança em mim que chega ser estranho.

- Quando eu estava mal alguém veio e me deu esperanças, isso fez com que eu prosseguisse mas não muda de assunto, o que quer de aniversário?

- Não sei, nas minhas condições não posso pedir muita coisa ou até mesmo nada. 

- Entendo, vou pensar em algo já que você não sabe. - O sinal apitou anunciando um novo turno, a hora do banho. - Tchau, pequena.

   - Tchau, pai. Quer dizer, Zack, tchau Zack! - Ela saiu correndo antes que ele pudesse pedir alguma explicação.

O resto do dia Zack passou procurando algo que pudesse fazer, ele tinha até mesmo chamado Jéssica, a garota mais velha dali com catorze anos de idade mas a mesma disse que Nayla não aparentava ter nenhum gosto em particular quando estavam juntas .

Ele se lembrou que podia perguntar a Lucia, poderia ter mais alguma coisa quando ela a encontrou. 

- A única coisa que temos ainda é o cesto, pode olha-lo se quiser. - Lhe amostrou onde estava e o deixou só no cômodo.  

Ele revirava o cesto até que algo caiu dos lençóis, era um colar. Como alguém não havia percebido aquilo? 

Nele havia como pingente uma pedra parecia com uma jóia, certamente não era de verdade mas era tão bonito quanto. Ele o pôs em seu bolso, ele pensava se poderia usá-lo como presente. Ele olhou se podia ter mais alguma coisa mas não havia nada, ele estava completamente limpo.

Tudo bem, ele tinha conseguido algo para presente mas não algo tão grande.

Poderia ser uma festa mas ele teria medo da reação de Nayla, então ele deixaria isso como última opção. Podia levá-la para comer mas ela mal tocaria na comida. Podia levá-la para um parque de diversões mas ela destestaria a multidão e a fila.

Droga, era bem difícil de ser decidido. O que ele faria?

Ele estava sentado nas escadas da entrada quando Nayla se sentou ao seu lado.

- E aí? - Perguntou ela indiferente.

- Eu não sei o que fazer. - Ele passou as mãos do rosto para o cabelo, o bagunçando. - Você não sabe mesmo o que quer?

- Nope, achei que como meu único amigo na face da Terra e Universo você devia saber, afinal, essa não é a primeira vez que eu faço aniversário. Pense, o que vocês fizeram? 

Então Zack nota o óbvio, como ele não havia pensado naquilo? Ele tenta se lembrar mas nada vinha a sua cabeça.

- Exatamente, nada.. Não é? - Uma gota d'água de uma de uma árvore próxima vai de encontro ao chão fazendo um estalo. - Nada aconteceu nesses cinco anos, todos se esqueceram. Não sei o porquê de você se lembrar este ano, eu não ficaria triste caso esquecesse, aliás, é só mais um dia no ano, nada para se comemorar. 

Zack estava impressionado pela total indiferença dela - e com a total  babaquice dele de esquecer algo por cinco anos - , era como se ela estivesse programada apenas para existir e não viver, quase igual a Lorenn no seu último dia de vida. 

- Então, por que se importar? - Continuou.- Não é como se eu fosse me importar, isso já aconteceu. Já é normal para mim.

Zack não queria ficar mais culpado ou a lembrá-la do passado então ele apenas a abraçou e disse:

- Quer tomar chocolate quente? Você parece tão tensa, isso é mal. Não quero isso pra você e desculpa. 

- Pensei que nunca me perguntaria. - Sorriu. Então ele a pegou no colo e entraram na imensa casa.

   Apesar dos buracos mal fechados, Zack já sabia o que faria para ela. Ele a surpreenderia.

 

           Ele tinha apenas mais um dia.

 

          Fim do Capítulo Três: Orfanato.

 


Notas Finais


Hoje foi um capítulo um pouco maior porque eu já estava com ódio do capítulo minúsculo que foi ontem.
E aí? O nosso querido Zack teve muito foco desde o começo mas agora vem a vez da Nayla mas nem por isso ele vai sumir, na verdade, vai ter surpresa que vai estourar a cabeça de vocês.
Quem tava com saudades da Nayla? Agora, com o aniversário muitas coisas vão rolar! Apenas me aguardem! Muahahaha
E digam se gostam do capítulos compridos ou um pouco menores. <3


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