História Detalhes: Linha do Tempo. - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Visualizações 29
Palavras 3.490
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Self Inserction, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oía, eu aqui. Sou eu, Zabuza Momochi, o demônio do gás oculto!
E genteeee, quatro favoritos! Vocês são demais!
Isso me anima muito e graças a vocês eu começo a dançar de alegria em momentos super aleatórios.
Fazia tempo que eu não ficava feliz comigo mesma por algo que fiz e saber que vocês estão gostando só me fazem pensar que "pode não ser o fim de tudo" pra mim.
Obrigada por me desligarem da realidade e me fazerem pensar que posso ser alguém bom pelo menos uma vez.
Este capítulo é totalmente dedicado a vocês, como todos os outros. <3

Capítulo 3 - Orfanato


                 Capítulo Três: Orfanato.

                                 ~*~

 Zack se encontrava em sua cama com todas as luzes apagadas da casa, cortinas fechadas e a TV ligada em um canal qualquer.

Ele fitava o teto, como se fosse a coisa mais interessante do mundo, mas não era. Com certeza não era, mas para distrair a sua mente dos seus pensamentos turbulentos ele faria qualquer foisa.

 Seu olhar era vazio e alheio a tudo e todos. Era como se houvesse uma áurea em volta dele na qual ninguém podia entrar, afinal, fazia apenas duas semanas que Richard se foi. Ele não estava reagindo nada bem a isso.

E em relação a ele: Richard cumpriu o que disse, ligava todos os dias, na maioria das vezes à noite mas Zack já estava desanimado. Ele apenas atendeu as cinco das primeiras ligações de Richard antes de começar a não atender.

Na última ligação Richard percebeu que Zack falava diferente, num tom de inferioriadade, como se Zack pedisse que ele calasse a boca e desligasse a merda do celular.

Mas Richard não queria desistir, sabia que a distância era uma merda mas não queria deixá-lo, mas não tinha jeito, Zack sempre o respondia em palavras monossílabas e que as vezes nem parecia prestar atenção ao que ele dizia.

Richard questionou o que se passava com ele mas o outro respondeu que estava normal, nada tinha mudado e que estava apenas cansado. Era mentira, Richard havia notado isso em seu tom fraco.

Ele ameaçou de ir procurá-lo num tom mais alto que o normal, mas Zack apenas respondeu um Tanto faz antes de desligar na cara de Richard.

Desde então Zack não o atendia mais, via seu celular vibrar e uma luzinha se formar várias vezes ao dia. Uma vez, ele ligou quinze vezes mas nenhuma delas ele atendeu.

Ele nem sequer se movia para lugar algum, só ia a cozinha por necessidade. Se ele não precisasse comer ele nem saberia mais o que era cozinha. Nem para o bar ele ia mais.

O dinheiro que tinha juntado com Violett lhe deixava depressivo, o dinheiro que juntou desde que tinham se casado, um dia imensamente feliz foi aquele mas que agora não havia importância alguma. Ele apenas queria tudo voltasse ao normal. 

A lembrança de ter visto sua filha ser enterrada lhe deixou o bagaço. Da sua família, apenas ele apareceu além dos vizinhos que adoravam a filha.

Teve uma cerimônia mas nem isso ele fez questão de prestar atenção, aquilo não a traria de volta. Ela estava morta, ela nem sequer estava ouvindo o que aquele cara dizia.

Mas, se ela estivesse ouvindo, ele diria que a amava demais, pelo menos mais uma vez. Todos as vezes que disse que ela era a coisa mais importante da vida dele não foram suficientes. Não foram nem metade das vezes em que ele queria ter dito aquilo. 

Queria ter dito - e disse - todos os dias da vida dela, para que ela nunca se esquecesse que ela tem um pai e que a amava mais que a própria vida. Ele mataria e morreria por ela, mas, nem vê-la sorrir ele podia mais, quanto mais fazer alguma coisa.

Ele era jovem, devia estar na faculdade aquela hora mas o seu amor extremo fez com que ele não pensasse direto nas suas atitudes.

Foi burro, e sabia disso. Descontava-se isso nas vezes em que teve que tomar banho. Ele chorou, tentou se afogar, quebrou o espelho mas mesmo assim nada mudou. Sua tristeza ainda estava ali, junto da sua dor, que fazia questão de não ir embora

Pensou em se matar mas... Do que valeria? 

Podia não ser uma má idéia: Ele não tinha pais; seus avós moravam no interior da Holanda; a sua antiga sogra havia falecido de depressão; ele tinha perdido a esposa, a filha, o melhor amigo e sua apaixonite havia ido embora. 

Resumindo: Tinha todos os motivos para fazer o que ele tentava fazer mas não conseguia.

Algo sempre o atrapalhava, todas as vezes. Um peso ainda maior vinha sempre quando lhe faltava míseros segundos para ter falta de ar completamente ou quando a faca parecia sua melhor amiga.

Ele não podia fazer aquilo.

                                     ​~*~

Seu dia era baseado em lembranças do passado e lágrimas no travesseiro. Nem ele sabia da onde tirava tanta capacidade para chorar, parecia uma máquina.

     Pelo menos ela está em paz, lembrava do que dizia no dia do enterro.

Pensava, mas sempre que olhava as portas lhe batia uma imensa saudade da sua pequena passando ali, correndo, para mostrar-lhe um desenho deles dois e da mãe com duas asas e uma aurélia no topo da cabeça. 

E para não lembrar mais, ele fez questão de guardar todas as fotográficas, todos os desenhos e todas as cartas dentro de uma caixa, onde ele colocou em cima do guarda-roupa, bem longe da sua vista, mas não de seus pensamentos.

                                  ​~*~

Com o passar dos dias as contas da casa chegaram, o pobre homem já havia se esquecido que fazia coisas desse tipo.

Ele sabia que não podia continuar gastando o dinheiro que juntou com a esposa, tinha que arrumar um novo emprego, mas, onde?

Foi numa das idas ao mecado que ele viu a vaga de zelador em um orfanato e pensou que era a oportunidade perfeita, apesar de ter que trabalhar com crianças ele não teria que se preocupar com contas em já que moraria no próprio trabalho.

Ele havia feito a barba e se preparado psicologicamente na frente do espelho novo por mais ou menos uma hora.

Ele só esperava que esse trabalho pudesse o distrair.

                                      ~*~

Tudo ia bem na entrevista, a ficha dele batia bem com o que o orfanato precisava e era bem mais fácil já que ele estava falando diretamente com a dona do orfanato mas o olhar se reprovação das vices lhe causava tremor.

Com as palavras finais da diretora, ele já estava vendo que ele não conseguiria a vaga mas ele não ia se abater tão fácil assim. Ele precisava daquele emprego, pelo menos para distrai-lo antes que faça alguma merda da qual ele não estara vivo para se arrepender. Então, ele se ajoelhou e implorou.

A surpresa passou pelos rostos de todas na sala, e meio que hesitante a diretora o aceitou, pedindo que logo ele se levantasse. Ele daria duro no novo trabalho e o levaria à sério.

Quando finalmente conversou com o dona da sua antiga casa, ele saiu de lá. Doando todos os seus móveis, levando apenas uma caixa, a caixa de cima do guarda-roupa.

No dia seguinte, eles lhe amostraram seu quarto, que era bem simples mas que dava para o gasto.

                                 ~*~

Ele fazia de tudo, até o que não era realmente necessário. Ele revisava as lâmpadas, limpava as janelas, encerava o chão, as vezes ele lavava a louça - O que era trabalho das moças - e até limpou o quartinho de trás do orfanato, coisa que ninguém fazia há tempos.

Zack passava por todos os corredores todos os dias. A cor vinho-escuro das paredes e os móveis de aparência velha deixavam a casa bem mais assustadora, sem contar os quadros de paisagens e o quadro do Casal Fundador, que não pareciam nada felizes.

Zack tentava imaginar como as crianças dormiam calmas depois de passarem por ali mas com o tempo se acostumou a coloração murcha da casa.

Como todos ali.

                                 ~*~

Setes meses haviam se passado desde que entrou no orfanato, a sua mente não pertubava tanto, apenas durante a noite. O que deixava pior na manhã seguinte.

Quase que no fim do ano,  um novo bebê havia chego e logo ele foi vê-lo como toda criança que chegava ali.

A senhora Lucia, que era a principal freira, dizia em como se preocupou com o bebê no vento sereno e como ainda podia haver pessoas tão cruéis, mas ainda assim, era meio difícil de ver se ela estava realmente comovida já que ela nunca demonstra afeto em suas palavras. Uma perfeita governanta de exército.

Zack a ouvia todas as vezes, tentanto imaginar a situação. Realmente era triste uma criança ser abandonada apenas com um mês de vida.

Nas horas em que podia, ele ia ver o bebê para fazer bobeiras e gastar tempo. Ele ficava em  um quarto separado.

Sempre que ela sorria seu coração se apertava e lembranças vinham. Algumas vezes ele se permitia chorar baixinho, mas não iria deixar isso se repetir dali em diante, não agora que estava tão bem como em semanas nunca havia se sentido.

   Ele esqueceria todo o seu passado.

                                 ~*~

Como Zack se esforçava ao máximo acabava ficando sem ter o que fazer e era aí que o quarto do bebê era invadido, e que por fim descobriu seu nome mas ela não tinha sobrenome o que fazia o mais velho citar inúmeros sobrenomes enquanto a olhava para ver se a mesma combinava com algum mas no fim das contas ele não tinha uma resposta. 

Ela era práticamente indecifrável, como uma caixinha de segredos sem uma chave e isso o lembrava de Violett, em como ela gostava de ser reservada. 

Ao contrário dele, que a olhava perdidamente apaixonado, ela o olhava como se ele fosse algum débil mental por ficar encarando-a com a aquela cara boba.

Ela tinha a saúde perfeita, ficava acordada quase o dia todo e só chorava quando sentia fome ou quando ficava com a fralda suja.

Passava o dia todo dentro de seu quarto e raras foram as vezes em que ela passou um bom tempo tomando banho de sol, e quando tinha visita ela era muito atenta aos movimentos ao redor.

                                    ~*~

Dois meses haviam se passado e os fios de cabelo da pequna começaram a crescer, eram macios. Zack adorava passar horas o tocando até ambos cochilarem.

O tempo ia passando, e Zack já cuidava da pequena como se fosse a própria mãe dela mas sabia que logo teria que parar com essa aproximação já que o laço ficava mais forte a cada dia que se passava.

Se ela fosse adotada, ambos sofreriam mas ele estava determinado. Ele já havia pensado em adotá-la mas só seria uma boa ideia quando sua vida estivesse estabilizada novamente.

Todos os fins de semana eles saiam para algum lugar próximo, Zack a apelidava de Canguruzinho durante o passeio já que era lá que ela passava maior parte do tempo. Ele usava parte de seu salário para comprar coisas para ela, coisa que ele adorava fazer.

Ao passearem as pessoas realmente pensavam que eram pai e filha, alguns conversavam em como o mundo precisava de mais pais com um amor e responsabilidade como ele, já outros que ele ficava ainda mais bonito e fofo com aquele bebezinho. 

Alguns ele conseguia ouvir sem querer, o que fez ele em como nunca tinha usado crianças ou filhotes para impressionar alguma garota. Todas as vezes foram com boas piadas, conversas e pequenos detalhes como levantar mais cedo para preparar o café da manhã; no caminho do trabalho comprar um doce que ela gosta; escutar o dia horrível dela invés de dizer o quanto o seu foi bom, e assim ia.

Ele nem achava que estava estava pronto para um novo relacionamento depois Richard - pessoa ele prometeu esquecer, como se nunca tivesse o conhecido -, afinal, só haviam se passado no total de um ano e dois meses desde o acontecimento com Lorenn e agora Nayla estava com oito meses e alguns dias.

- Um ano e dois meses. - Repetia para si mesmo para ter noção de quanto tempo se passou.

Quem imaginaria que passaria um ano e dois meses tão rápido e que ele superaria dessa foram? Bem, ele não.

Zack saiu de suas lembranças ao ouvir uma violenta tosse da sua pequena, que o fez se levantar em um pulo.

- Nayla? - chama mas ela ainda parecia desacordada.  Ele se levanta e mede sua temperatura.

Queimando.

- Pai... - Chamou ainda de olhos fechados.

Ele nem sabia se ela estava totalmente consciente ou não mas, como se a curasse em segundos, ele rapidamente se deitou ao lado dela e agarrou sua mão.

Na esperança que a sua filha ficasse bem logo.

                 (...) Um Mês e Meio Depois...

Era setembro e folhas caiam em grande variedade, todas em diferentes cores: Laranja, marrom e avermelhada.

Zack varria as folhas para um canto com um ancinho e Nayla o ajudava com um ancinho menor mas dessa vez ela estava completamente coberta, apenas seus olhos estavam de fora.

- Até quando eu vou ficar com isso? - Perguntou.

- O tempo em que estiver aqui fora, você não sabe o quanto me preocupei quando estava doente! 

- Isso é tão fofo. -  Debochou. 

- Seu aniversário está chegando, não é? - Fingiu que não a ouviu.

- Ainda falta um mês e meio, você é maluco?

- Não, só estava pensando no que poderíamos fazer nesse dia, afinal, você vai fazer seis anos. - Ele se apoiou no ancinho para pensar. - Que tal uma festa?

- Nunca! Se eu fizesse uma festa todas as crianças participariam.

- E qual o problema?

 - O problema é que a Samantha e as coleguinhas dela apareceriam, e com certeza estragariam tudo e eu passaria mais vergonha ainda! - Puxou as folhas com mais força.

- E?

- E eu não quero isso, afinal, aniversários deviam ser felizes, não é? Com bolo, serpentina, doces e pessoas que te amam,  não é? - Sua voz saiu chorosa. 

Ele soltou o ancinho e a pegou, fazendo-a chorar livremente com o rosto em seu ombro.

- É que... Eu estava pensando... Eles não me quiseram... Por isso estou aqui, se até meus pais não me quiseram... Quem irá querer?... Talvez eu devesse ser defeituosa demais para eles... Pais deviam amar e cuidar de seus filhos, não?... Por que até eles não me quiseram... Deve ser porque eu realmente não devesse estar aqui. - Ele acariciava o cabelo da menor.

- Porque, sinceramente, eles eram meios burros. - A menor o olhou com atenção. Zack entendia sua dor mas queria que ela se valorizasse mais, que soubesse sorrir e pensar que a vida não é só aquilo apesar de parecer. - Sabe, como sou mais velho não espero que você entenda agora, mas na sua vida vai aparecer pessoas burras tentando dizer que você não é legal o suficiente mas tudo isso é ao contrário, porque você é muito legal sim. Se os seus pais não te quiseram era porque você era e é realmente legal demais pro caminhãozinho deles e saiba que tem quem te queira sim. Na vida, vai ter pessoas que saberão ou não valorizar quem é você de verdade e é você quem deve escolher com seu coraçãozinho quem realmente te merece. 

A menor estava confusa sobre as palavras do mais velho, o mesmo sabia que tinha falado coisas de mais para ela. Ele jurou mentalmente que se lembraria de que ele está conversando com uma criança. 

Ele a levou ao balanço e foi terminar de varrer. Eles continuaram conversando sobre o que poderiam fazer sobre o aniversário dela mas não conseguiram decidir nada.

Quando terminou, ele a levou para seu quarto onde tomaram chocolate quente e ela dormiu enquanto ele lia um livro.

       O dia não foi tão ruim assim.

         (...) Mais Um Mês e Meio Depois....       

Faltava apenas um dia para o aniversário de Nayla e ela nem estava ligando, nem parecia que seu aniversário estava tão perto, apesar dela agora passar bem mais tempo com Zack por medo de Samantha aparecer. Sabia que elas não viriam com um adulto por perto. 

Zack limpava os vidros da janela do último corredor e Nayla estava sentada bebendo um suco de caixinha enquanto balançava as pernas.

- Eu sinceramente achei que estaria mais animada. - Ela apenas dá de ombro, sua visão parecia estar focada no chão. - Quando eu era criança, eu contava todos os dias para meu aniversário cheg--

- É um pena eu não seja você, né? Cada um é diferente um de outro e pelo que eu saiba você ainda tem avós, podia voltar pra eles.

- Eu posso terminar?! - Ela dá de ombros. - Eu amava o dia do meu aniversário porque era nesse dia que eu ia viajar para a casa dos meus avós. Eram seis horas de carro e um garoto ansioso demais para dormir, esse era eu.

- E por que "eram"?

- Porque eu não vou lá há muito tempo.

- Por quê?

- Bom, quando for mais velha eu te conto.

- Sei.

-  Tudo tem o seu tempo.

- Eu não sou retardada como as crianças daqui, pode me contar. Eu não sou dessas que fica se entregando ou contando as coisas que não podem como nos filmes.

- Você já viu alguém filme? - Não havia televisão no orfanato.

- Não, mas as meninas mais velhas daqui já, elas disseram que viram vários filmes e que foi legal enquanto durou. Eu não entendia nada do que elas diziam mas achei legal em usar em uma das nossas conversas. 

- Um dia você verá, tenha certeza.

- Você deposita tanta esperança em mim que chega ser estranho.

- Quando eu estava mal alguém veio e me deu esperanças, isso fez com que eu prosseguisse. Mas não muda de assunto, o que quer de aniversário?

- Não sei, nas minhas condições não posso pedir muita coisa ou até mesmo nada. 

- Entendo, vou pensar em algo já que você não sabe. - O sinal apitou anunciando um novo turno, a hora do banho. - Tchau, pequena.

   - Tchau, pai. Quer dizer, Zack, tchau Zack! - Saiu correndo antes que ele pudesse pedir alguma explicação.

O resto do dia Zack passou procurando algo que pudesse fazer, ele tinha até mesmo chamado Jéssica, a garota mais velha dali com catorze anos de idade mas a mesma disse que Nayla não aparentava ter nenhum interesse em particular quando estavam juntas .

Ficando sem opções, ele se lembrou que podia perguntar a Lucia, poderia ter mais alguma coisa quando ela a encontrou. 

- A única coisa que temos ainda é o cesto, pode olha-lo se quiser. - Lhe amostrou o quarto e o deixou só no cômodo.  

Ele revirava o cesto até que algo caiu dos lençóis, era um colar. Como alguém não havia percebido aquilo? 

Nele, havia como pingente uma pedra parecia com uma jóia, certamente não era de verdade mas era tão bonito quanto. Ele o pôs em seu bolso. Pensava se poderia usá-lo como presente. Ele olhou se podia ter mais alguma coisa mas não havia nada, ele estava completamente limpo.

Tudo bem, ele tinha conseguido algo para presente mas não algo tão grande.

Poderia ser uma festa mas ele teria medo da reação de Nayla, então ele deixaria isso como última opção. Podia levá-la para comer mas ela mal tocaria na comida. Podia levá-la para um parque de diversões mas ela destestaria a multidão e a fila.

Droga, era bem difícil de ser decidido. O que ele faria?

Ele estava sentado nas escadas da entrada quando Nayla se sentou ao seu lado.

- E aí? - Perguntou ela indiferente.

- Eu não sei o que fazer. - Bagunçou o cabelo. - Você não sabe mesmo o que quer?

- Nope, achei que como meu único amigo na face da Terra e Universo você devia saber. Até porque essa não é a primeira vez que eu faço aniversário. Pense, o que vocês fizeram? 

Então Zack notou o óbvio, como ele não havia pensado naquilo? Que burro.

 Ele tentou se lembrar mas nada vinha a sua cabeça.

- Exatamente, nada.. Não é? - Uma gota d'água vai de encontro ao chão fazendo um estalo. - Nada aconteceu nesses cinco anos, todos se esqueceram. Não sei o porquê de você se lembrar este ano, eu não ficaria triste caso esquecesse. É só mais um dia no ano, nada para se comemorar. 

Zack ficou impressionado pela total indiferença dela - e com a total  babaquice dele de esquecer algo por cinco anos - , era como se ela estivesse programada apenas para existir e não viver, quase igual a Lorenn no seu último dia de vida. 

- Então... Por que se importar? - Continuou.- Não é como se eu fosse ficar triste ou zangada, isso já aconteceu. Já é normal para mim.

Zack não queria ficar mais culpado pelo vacilo que tinha dado ou a lembrá-la do passado então ele apenas a abraçou e disse:

- Desculpa pelo o que eu fiz, tá? Eu nunca mais vou esquecer. Você quer tomar chocolate quente? 

- Pensei que nunca me perguntaria. - Sorriu.

Então ele a pegou no colo e entraram na imensa casa.

   Apesar dos buracos mal fechados, Zack já sabia o que faria para ela. Ele a surpreenderia.

           Ele tinha menos de um dia.

          Fim do Capítulo Três: Orfanato.


Notas Finais


Hoje foi um capítulo um pouco maior porque eu já estava com ódio do capítulo minúsculo que foi ontem.
E aí? O nosso querido Zack teve muito foco desde o começo mas agora vem a vez da Nayla mas nem por isso ele vai sumir, na verdade, vai ter surpresa que vai estourar a cabeça de vocês.
Quem tava com saudades da Nayla? Agora, com o aniversário muitas coisas vão rolar! Apenas me aguardem! Muahahaha
E digam se gostam do capítulos compridos ou um pouco menores. <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...