História Dethroned King - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Jean-Jacques Leroy, Victor Nikiforov, Yuri Katsuki
Tags Dom Yuri, Traição, Victuri, Victuuri, Voyeur, Yurijj
Exibições 109
Palavras 1.730
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


música desse capítulo: Keep It Moving (Jeremih feat. Marcus Fench)
boa leitura :3c

Capítulo 2 - Nikiforov


Fanfic / Fanfiction Dethroned King - Capítulo 2 - Nikiforov

II.

Victor chegou o mais rápido que pôde. Yuri e Jean-Jacques não trocaram uma única palavra durante todos os minutos que esperaram, e Jean não ousou nem acender um cigarro. Se via encurralado, como que pego no flagra. E confuso – ainda que excitado – pelo o que aconteceria com ele agora.

Yuri destrancou a porta para o mais velho. Vestira a roupa íntima para recebe-lo, ignorando o fato de que a tiraria mais rápido do que havia colocado. Assim que viu o rosto de Victor do outro lado, interrompeu os lábios que formavam seu nome com um beijo, puxando-o pela nuca, gemendo abafado, a boca pressionada contra a sua, o puxando para dentro do quarto com uma intimidade como se fosse o deles.

Como se estivessem sozinhos, mas não estavam.

Victor tentou protestar; Yuri o manteve calado com beijos até que o tivesse de costas na cama, sentado sobre ele, as pernas bem separadas e um volume visível nas boxers escuras.

-Porosenok*... -chamou, surpreso- Um...não que seja uma surpresa ruim, mas... -riu, as mãos correndo carinhosas por sua cintura- ...o que significa isso? -olhou de canto para um canadense assustado contra o canto da cama, uma vez que o casal ocupara a maior parte do espaço disponível.

-Ah... -Yuri puxou os cabelos para trás, percebendo que teria de explicar a situação. Tomou coragem ao seguir o olhar de Victor sobre o outro, se alimentando da confusão estampada no rosto de Jean-Jacques- É que...por curiosidade, digo, eu tive uma experiência com um certo canadense que parecia muito promissor... -sorriu com certa malícia cruel- Mas ele não cumpriu as promessas que fez. Então, eu pensei... -rebolou de leve sobre o volume do amante sob si, mordendo o lábio da forma que fazia durante a performance de Eros, quando imaginava o olhar de Victor em si- ...em ensinar ao “rei” como reinar de verdade.

Victor deveria ser contrário à ideia. Deveria recolher-se à sua decência, colocar Yuri nas costas e sair do quarto. Mas...

Mas? Você já tentou dizer não a um Katsuki Yuri rebolando tão lascivo em seu colo? Victor entraria em combustão se não o tivesse para si naquele momento. Estivesse Leroy os vendo ou não.

Agarrou a cintura do mais novo, que soltou uma exclamação com a brusquidão com que Victor o puxou contra si. Yuri entrou rapidamente naquele jogo, no entanto – já estava acostumado. Gemeu longamente, oferecendo ao outro mais um movimento sinuoso, como se rolasse os quadris ao som de alguma música inexistente – e fosse o que fosse, a batida com certeza era sexy.

Se curvou até que seus lábios estivessem perigosamente próximos de Victor. Sorriu, quando seus olhos se encontraram com os dele, azuis e carentes. Esticou a língua o bastante para tocar de leve o outro, que soltou um riso baixo.

-Vai ficar me provocando por quanto tempo? -murmurou, rouco- Vou ter de pedir permissão, amor?

Seu apelido viera com uma carga de ironia, ao invés de carinho. Yuri amou isso. Estremeceu, matando a distância para unir seus lábios com voracidade, tirando o ar de Victor e ainda lhe mordendo e puxando o lábio inferior – já vermelho, e úmido de sua saliva – ao se afastar.

Uma troca de olhares rápida, significativa, que Leroy não decodificou. Obviamente. Era a linguagem de Eros que apenas aqueles dois falavam com fluência.

Seus movimentos, em perfeita sincronia. Yuri virou o corpo ao mesmo tempo que Victor levantou, e as mãos se encaixaram em pescoço, peito, cintura, pernas assim que deitaram novamente, as posições invertidas. A boca de Victor encontrou pele e deixou marcas fortes onde Jean-Jacques deixara, anteriormente, apenas alguns círculos vermelhos. O gemido pornográfico de Yuri vibrou em seus ouvidos quando Victor puxou com os dentes uma quantidade considerável de pele. Beijou em seguida, estalado. Yuri riu e lhe fez um carinho nos cabelos brancos, como se o parabenizasse pelo bom trabalho.

Leroy mudara seu ponto de observação da cama para uma poltrona próxima. As pernas cruzadas como um índio, roía as unhas, suando frio. Aquilo era sexy. Não sabia o que estava mais decadente naquele momento – sua ereção ou seu orgulho.

Talvez os dois precisassem de atenção, simultaneamente. Mas temia que, se fosse se tocar, apenas baixasse mais seu nível naquela situação. Inferno, ele--afinal, ele tinha alguma autoridade ali a esse ponto?

Yuri abraçou a cintura de Victor com as pernas. Arqueou as costas com a boca do russo o provocando mais para baixo em seu corpo, e suas mãos começando a traçar o caminho lento até seu sexo. Virou a cabeça, ofegando, e lançou um único sorriso puramente debochado na direção de Jean-Jacques. Patético. Que canadense patético.

-Assista com atenção, Leroy -ordenou, a voz rouca- Vamos te mostrar como se fode de verdade.

Jean arrepiou-se da cabeça aos pés. Certo.

Victor trabalhava seus dedos dentro de Yuri ao mesmo tempo que mordiscava a área aparentemente sensível atrás de sua orelha, vez ou outra beijando com um estalo ou sussurrando coisas nada apropriadas para menores de dezoito sobre a situação que o menor se encontrava. Yuri arfava com cada palavra, com cada bafejar do hálito fresco de dentes recém-escovados que Victor soprava contra sua pele. O japonês já se sentia perder o controle. A sanidade. O senso de privacidade. Tinha de olhar para Leroy para se lembrar de que estava ali, e era obrigado a ouvir Victor rindo baixo e comentando sobre como ele se apertava em volta de seus dedos quando o fazia.

-Vic...tor... -gemeu, mordendo o lábio- Chega...já chega...eu quero...

-O quê, meu delicioso katsudon? -brincou com o apelido, quebrando a seriedade, mas não a sensualidade, da cena- O que você quer?

Yuri tomou seu rosto nas mãos, uma das quais deslizou peito abaixo com toda a malícia possível em um gesto.

-Você -estabeleceu o óbvio, mas com uma carga extra de desejo na voz- Forte.

Victor estremeceu. Era fraco. Oh, Deus, como era fraco.

Entregou-se a Yuri, e ainda assim, era como se coreografassem cada movimento – do rebolar de Victor contra si, das mãos agarrando suas coxas, da boca de Yuri lasciva, gemendo ao ar como ele era bom, como sabia fazer aquilo, como ele o queria dentro de si de uma vez. Victor sorriu, bem encaixado contra ele, mas sem entrar. Queria aproveitar a forma perfeita daquele garoto um pouco mais, e ainda assim, talvez superaquecesse se não o fodesse logo.

Meteu uma vez, com força. Os dedos dos pés de Yuri se dobraram, seu corpo todo tremendo e contraindo com a brusquidão do outro, que tanto queria. Leroy se impressionou com a demora, sentindo-se pessoalmente visado como alvo naquele momento. E não estava errado – Yuri virou a cabeça em sua direção uma vez que Victor saía completamente de dentro de si, apenas para entrar de novo, lento.

Não era qualquer um que via Katsuki Yuri em primeira mão, mostrando a língua e os dedos em um sinal de vitória, debochado. E, de certa forma, provocante.

Jean-Jacques atingia o limite. Baixou a mão para agarrar o próprio membro, completamente ereto e implorando por alguma atenção. Seus gemidos, embora consideravelmente mais baixos, se tornaram um conjunto, quase uma sinfonia em sincronia com os do casal em sua cama. Yuri arqueava as costas e gemia como um profissional; Victor elogiava sua forma entre as investidas, entre ofegares, entre sorrisos. Eles pareciam se divertir, mais do que simplesmente satisfazer um ao outro.

Leroy sentiu inveja. Inveja, essa, que foi o combustível para que bombeasse seu membro com mais força.

As posições foram trocadas mais uma vez, sem esforço. Yuri agora cavalgava sobre o membro de Victor e Leroy sentia a doce culpa de estar assistindo um pornô sem fones de ouvido. Yuri não apenas subia e descia – ele rebolava, provocava, quicava no colo do parceiro (namorado?) como se houvesse feito aquilo a vida toda e não quisesse parar. Victor, por outro lado, apenas aproveitava a visão de Katsuki Yuri em todo seu Eros, mãos fortes lhe marcando os quadris e olhos pregados naquela figura etérea.

-Yuri...babe...eu vou...

-Nuh-uh -esticou um indicador em sua direção, diminuindo a intensidade com que rebolava sobre si- O que combinamos? -sorriu, mordendo o lábio inferior- Eu sempre gozo primeiro.

Foi o fim para Leroy. Deixou escapar um gemido patético quando as mãos de Yuri começaram a provocar a si próprio no mesmo ritmo que ele fazia, e se sentiu imbecil ao chegar ao orgasmo muito antes do que o outro patinador – que se desfez por completo e ainda assim não parou, prologando o efeito entorpecente e o piloto automático com que subia e descia no membro de Victor, que lhe arranhou as costas longamente apenas para sussurrar que estava no fim da linha, e tão apaixonado por ele.

-Goza dentro -Yuri suplicou, por fim, lacrimejando e jogando a cabeça para trás ao sentir o outro estremecer, sem parar seus movimentos- Ah, meu Deus, Victor, goza dentro de mim.

Victor o fez. Como recusar, quando Yuri pedia naquela voz tão arrastada, e gemia daquela forma totalmente lasciva quando finalmente sentia o líquido espesso e quente o preenchendo por completo.

Os gemidos se tornaram mais baixos, e os sons molhados chegavam a um fim. A temperatura do quarto subira consideravelmente naquela última hora, e o suor pingava da testa e queixo de Katsuki quando ele finalmente deu o contato como concluído ao deitar-se, exausto, ao lado de um Victor que o observava com os olhos mais admirados.

Trocaram um sorriso. Yuri mordeu o lábio, e Victor riu. Leroy observou com amargura o japonês subir no outro, se fazendo confortável sobre seu peito, apoiando o queixo nas mãos de forma a melhor namorar sua expressão cansada.

-Yuri... -Victor murmurou, pronunciando seu nome com aquele sotaque russo delicioso- Quando você vai deixar de ser incrível?

Yuri riu e corou, e foi nesse momento que Leroy se levantou da poltrona e deu aquilo como encerrado. Pegou as roupas no chão, fechando a calça e limpando a mão na borda dos lençóis da cama quando passou por ela, e se dirigindo até a porta do lugar, que agora cheirava a sexo e colônia russa.

-Fiquem com o quarto -foi a última coisa que saiu de seus lábios amargos, antes que fechasse a porta atrás de si – nem percebendo que o casal se encontrava perdido demais nos olhos um do outro para lhe tratar com um mínimo de atenção.

Então, este era o sentimento de um rei ao ser destronado.


Notas Finais


*Porosenok = porco, porquinho
TERMINEI. NOSSA. ISSO FICOU ENORME. mas eu gostei do resultado então mm, queria saber a opinião de vocês???? espero que tenha sido uma boa leitura e não muito chata, er. mereço comentários?


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