História Detroit - Capítulo 54


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Categorias Fifth Harmony
Tags Camila Cabello, Camren, Fifth Harmony, Lauren Jauregui
Exibições 202
Palavras 1.622
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noite

A música título do último capítulo de Detroit é Sweet Dreams (Are Made Of This) na versão do Eurythmics.

Enjoy

Capítulo 54 - Sweet Dreams


Camila observou as pessoas ao redor de si. O tribunal mantinha o silêncio perfeito enquanto a morena sentava-se em sua posição de ré.

O coque mal feito e as faces limpas de qualquer tipo de maquiagem refletiam exatamente o contrário da bela mulher que todos conheciam. Da imponente, intimidante e poderosa Camila Humbert.

Ou Cabello, já que naquele momento, o corpo de Daniel jazia à sete palmos abaixo de todos.

A morena não mantinha expressão alguma em seu terceiro dia de julgamento. Observava Adam debater por si, enquanto Hugh Crawford, advogado de acusação, parecia borbulhar em acusações cada vez mais distantes da realidade.

- Esta mulher, tida como o principal pilar de justiça em nossa cidade está envolvida em dois assassinatos comprovados, e suspeita de conspiração com Robert Verdoux, a quem assassinou dias atrás.

- Meritíssimo, eu protesto.

Adam interviu.

- Sabe-se que as mortes de James Buchanan e Aban Al-Asmar foram em legítima defesa. Como delegada, tinha total razão em intervir em situações de riscos extremos.

- Camila mantinha pastas e documentos codificados entre seus pertences, incluindo seu e-mail pessoal. Códigos esses usados como meio de comunicação entre integrantes da quadrilha.

Hugh argumentou, exibindo documentos ao juiz. À frente, Lauren assistia tudo. E ao fundo, Normani e Beatrice também.

- É óbvio. Como a posição lhe permite, Camila investigava toda a organização.

- Sozinha? Dougie Verdoux, filho bastardo e não registrado de Robert Verdoux foi assassinado dias antes do pai, logo antes de ter a oportunidade de entregar os documentos comprobatórios às autoridades, sendo Camila uma das últimas pessoas que teve contato. Possuía as condições perfeitas para um assassinato encomendado.

- Camila comprovadamente tentou realizar escolta a Dougie, a quem infelizmente não teve contato correto. Sua morte foi encomendada de fato, mas pelo próprio pai.

Adam rebateu.

- Que tipo de pai matará o próprio filho? Não há provas comprobatórias de que Robert encomendou o assassinato do próprio filho, assim como a encomenda do assassinato de Mathew Lee. Camila obviamente seria a pessoa com maior facilidade para o ato. Tinha a proteção da lei.

- Todos os envolvidos no esquema de lavagem e desvio de dinheiro e mais confessaram Robert como sendo o chefe de toda a quadrilha. Assim como seu envolvimento com o assassinato em massa na escola primária no Kansas, já que tendo o controle da Jauregui's, vendia armamentos ao ISIS por preços abaixo do mercado.

Lauren engoliu em seco. Ele era um monstro.

Todos na sala pareciam compenetrados na discussão entre os dois. Nenhuma respiração poderia ser ouvida ali, o mínimo suspiro era garantia de segundos de um show espetacular sendo perdidos.

Camila mal se movia. As belas e delicadas mãos envoltas pelas algemas descansavam sobre a mesa, tranquilas. Nada ali parecia lhe afetar.

- Quem garante que o controle de todo o esquema não fosse dado a Robert? O que faz afirmar com tanta veemência que ele não era apenas mais uma peça de um tabuleiro ainda maior? A incidência de proximidade de Camila Humbert a assassinatos e crimes do gênero semelhante ao usado dentro da quadrilha é gigantesca. Aban ainda estava vivo antes de todos deixarem o local do crime, como o senhor pode ver, e a perícia comprovou que o tiro em sua cabeça foi dado à queima roupa. Foi posterior ao caos.

Hugh argumentou, apresentando fotos e documentos ao juiz.

- Camila é delegada. Obvio que sempre estará a par e próxima a crimes como esses.

- Sua proximidade vai muito além do seu trabalho. As mortes de Mathew Lee, James Buchanan e Aban Al-Asmar seguem sem solução correta, assim como a morte de Philip Buchanan. Quem pode afirmar que Camila não o assassinou também?

- Camila não assassinou Philip Buchanan.

Todos ouviram, e como dominós sendo derrubados um a um, viraram-se até a dona da voz. Normani levantou-se, calmamente.

- Eu o fiz.

- O quê?

Camila questionou, atônita.

- Toxina Botulínica, veneno. Difícil identificação e reação imediata, foi questão de segundos. Foi posta em seu vinho.

Todos pareciam assombrados não apenas com aquela revelação, mas com a frieza em que foi confessa.

- Prendam-na.

O juiz ordenou, e Normani seguiu calmamente junto às autoridades. Beatrice engoliu em seco, recebendo o olhar de Camila.

- Diante das provas aqui apresentadas, declaro a ré Karla Camila Humbert inocente de todas as acusações de envolvimento conspiratório e assassinatos de Mathew Lee, Robert Verdoux, James Buchanan. Declaro a ré culpada pelo assassinato de Aban Al-Asmar.

E assim o martelo foi batido.

O julgamento de Normani aconteceu dias depois, sendo a mulher culpada de todas as acusações e encaminhada diretamente para sua cela. Havia sido bem mais rápido do que deveria, afinal.

Normani teve vontade de rir ao ver Camila calmamente sentada sobre uma das camas, lendo.

- Ora, ora. Parece que o destino sempre dá um jeito de nos unir.

A morena levantou a cabeça, vendo a negra acariciar os pulsos recém soltos. Fechou o livro.

- Aparentemente sim. Mas não conte com minha companhia pelo resto da sua estadia.

- Nunca contei com você para nada, não começarei agora. Adam é o cara da vez?

Camila a fitou.

- Ele é apenas meu advogado, se quer saber. Logo, logo sairei daqui.

Normani assentiu, rindo levemente.

- É sempre mais fácil sendo uma branca de família aristocrática.

- Eu sou latina.

- Isso é o seu genótipo. A sociedade não julgará você pelo dna, é pela pigmentação da sua pele.

A morena suspirou.

- Eu poderia tirar você daqui se quisesse.

- Eu não quero. Não confessei o assassinato de Philip para livrar sua bunda, lá fora não tem absolutamente nada para mim. Prefiro ficar aqui e refletir sobre tudo.

- Então realmente foi você.

- É, fui eu. O senador também.

- O quê? John Ziemman?!

- Quem mais?

Normani questionou retoricamente, enquanto sentava-se.

- Por que?!

- Ele atrapalharia meus planos.

Camila franziu o cenho.

- Planos?

- Acha que era a única a querer a cabeça de Robert? Se John o entregasse, ele seria preso e conseguir mata-lo seria praticamente impossível.

- Você matou John na cadeia, porquê não poderia fazer o mesmo com Robert?

A bela negra sorriu lateralmente.

- Não seria tão divertido.

A mente de Camila parecia um emaranhado de nós.

- O que motivava isso?

Normani suspirou pesadamente e ficou em silêncio vários segundos antes de responder.

- Vingança. Robert fez o que Philip havia feito, e ainda fez questão de deixar as raízes. Eu abortei o bastardo, obviamente, mas sabia que ele deveria ter o mesmo fim de Philip. Pior que Philip.

As duas silenciaram por alguns segundos.

- Mas isso você também tirou de mim também.

- Ele mataria Lauren se eu não tivesse chego primeiro.

- Eu chegaria de qualquer maneira. Mas imagino que o trauma por ter sido você a mata-lo tenha sido menor. Eu acabaria decapitando-o na frente dela.

Camila riu levemente.

- Você é uma completa psicopata.

- E você uma vadia aproveitadora e egoísta. Encaixa perfeitamente no mesmo perfil.

As duas sorriram brevemente.

- Boa noite, Normani.

- Boa.

Logo as duas deitarem-se nas desconfortáveis camas e adormecerem. O silêncio prevaleceu pelo resto da noite.

A manhã seguinte parecia ainda mais gélida do que o normal em Detroit. Pequenas folhas caíam na grama verde do cemitério Woodlawn, e Lauren poderia ver apenas ouvir o agradável som dos pássaros e árvores ali. Tudo era a perfeita imagem da paz. Selena a observava em silêncio.

Suspirou e andou calmamente até o local designado a si. Aquela era a primeira vez em todos aqueles anos em que teve a oportunidade de ir ali.

Ajoelhou-se na grama, vendo as lápides de seus pais, Ally e Dougie lado a lado. A de seu melhor amigo, recém talhada, era a mais dolorosa. Seus pais e as pessoas que considerava seus irmãos estavam ali. Todos ali.

Sentiu as grossas lágrimas escorrerem por sua face, tendo, finalmente, o tempo para o luto que o caos não lhe permitiu sentir.

Dinah observou a amiga deixar prisão e vir até si. Os cabelos haviam crescido durante aqueles cinco meses, e sua estatura parecia ainda mais franzina. Camila possuía também a palidez de anos atrás, mas a sua face transparecia todo o fervor pela liberdade recém adquirida.

- Aproveitou sua estadia?

Camila riu.

- Não seja ridícula. Encarei isso como férias, na verdade. Não havia nada lá que não tenha em minha casa. Como vão os jornais?

- Você sabe como vão. O caso foi abafado e as pessoas idolatram você. É tida como a heroína injustiçada agora que tudo sobre Robert veio à tona.

A morena riu audivelmente enquanto prendia os cabelos em um coque.

- Bom, a voz do povo é a voz de Deus.

As duas riram, antes do sorriso de Camila morrer lentamente ao ver o anúncio de venda na mansão dos Humbert.

- Algum problema?

Dinah questionou, vendo a amiga negar com a cabeça.

- Adam e eu decidimos nos desfazer dessa casa antes de ele ir embora, mas ainda tenho boas lembranças. Más, também.

- O que farão com o dinheiro?

- Não faço ideia, não o quis. Creio que Gabriela herdará tudo.

As duas silenciaram por um instante.

- Pretende ir ao cemitério?

Camila suspirou.

- Não é como se eu me sentisse confortável o suficiente para isso, até porquê é minha culpa ele estar lá. Mas de qualquer forma, ainda guardo a aliança comigo. Mesmo que me sinta culpada sempre que a vejo, é bom ter algo para lembrar.

Dinah pareceu pensar.

- Bom, eu também gostaria de enterrar meu marido se serve de consolo.

A morena riu.

- Você é desprezível, Dinah.

- Cale a boca. Soube que Sarah Jones é uma das novas faces de Nova Iorque?

- Como?

- Aparentemente ela e Gabriela tiveram algum tipo de envolvimento que prefiro nem dissertar. Tudo veio à tona, a sociedade Nova Iorquina está horrorizada.

- Pensei que elas se odiavam!

- Bem, o ódio é uma linha tênue, não é?

Camila riu audivelmente, descendo do carro e seguindo até a porta de sua antiga casa. Abriu, encontrando os olhos verdes que conhecia muito bem. A fitou.

- Definitivamente.



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