História Detroit - Capítulo 55


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Tags Camila Cabello, Camren, Fifth Harmony, Lauren Jauregui
Exibições 238
Palavras 1.380
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


A música titulo do Epílogo é Highway to Hell, AC/DC.

Capítulo 55 - Epílogo (Highway To Hell)


Part 3, Paradisum.

2020.

Camila cravou as unhas vermelhas e afiadas contra o travesseiro feito de penas. Sua boca emitia sons indecifráveis enquanto seu corpo permanecia em movimentação constante sobre aquela mulher.

Sorriu ao saber que tinha liberdade o suficiente para expressar todo o prazer sentido, já que era impossível o som ecoar além daquele triplex.

Segurou a mandíbula pálida de Lauren fortemente, sendo beijada e movida rudemente da mesma maneira que sempre amava. Ela sempre sabia cada detalhe sobre si.

Lauren observou a morena mover-se com toda a maestria da experiência que ela sabia ter. Camila logo completaria trinta e um anos, e a bela mulher sabia que o tempo apenas a fazia melhor a cada ano.

A busca desesperada por ambas as partes logo tornava-se cada vez mais frenética, e pelo som escapando pelos belos lábios, Lauren sabia que ela estava perto.

Como todas as vezes, acertou.

A morena moveu-se apenas mais uma vez antes de despencar, praticamente inerte sobre a mulher abaixo de si. Era como uma explosão todas as vezes.

Lauren riu.

- Isso só fica melhor com o tempo.

- Aproveite enquanto ainda consegue fazer algo. A idade está chegando.

- Você fala como se eu tivesse sessenta anos.

- A metade. Logo, logo seremos quarentonas. Duvido que o sexo seja tão bom aos quarenta.

- Podemos testar…

- Se eu não matar você até lá, certamente.

Riram.

- Vai hoje para Seattle?

Camila questionou, sentando-se.

- Sim, tenho uma reunião e alguns compromissos com os acionistas. Trocar a produção bélica pela automotiva foi a melhor escolha que fiz.

- Realmente. Volta esse mês?

Lauren pareceu pensar.

- Creio que sim. Consegue transar apenas consigo mesma até lá?

A morena riu, antes de depositar um beijo leve nos lábios da bela mulher.

- Sabe que nem eu e nem você faremos isso. Fidelidade nunca foi o nosso forte.

Lauren pareceu pensar.

- Você nunca cansou dessa coisa que temos?

- Sinceramente não. Eu amo você, Lauren. Mas amo minha liberdade também, assim como sei que ama a sua. Estamos bem assim.

A bela mulher sorriu.

- Obrigada por isso.

- Não seja ridícula. Transar apenas com você seria entediante.

A morena brincou, antes de levantar-se e seguir até o banheiro.

- Irá à terapia hoje?

Camila suspirou.

- Preciso ir. Não é como se pudesse lidar com todos os traumas sozinha.

Lauren assentiu, seguindo até o chuveiro.

Camila foi a última a terminar, observando seu reflexo no espelho.

- Não adianta pedir a você para não deixar marcas. É impressionante.

A bela mulher riu, calçando os saltos.

- Como se você não gostasse disso.

Camila rolou os olhos, rindo. As duas logo seguiram até o carro de Lauren.

- Que dia é hoje?

A morena questionou.

- Trinta de janeiro. Por quê?

- Hoje é o último dia da pena de Normani.

As duas silenciaram por um instante.

- Dinah disse?

- Não. Ela tem tido uma semana cheia agora que atua em Los Angeles. Fiquei sabendo quando visitei Normani semana passada.

Lauren assentiu.

- A visitei há alguns meses atrás também. Beatrice, Hannah, Tanya e Raffaela tem cuidado da boate e da conta de Normani. Ela ficará bem.

Camila pareceu pensar.

- Provavelmente.

Lauren estacionou o belo carro frente a clínica em que Camila realizava sua terapia. A observou.

- Vejo você em alguns dias?

- Verá. Tente não vir tão cansada dessa vez.

A bela mulher riu.

- Não posso prometer isso.

As belas mulheres beijaram-se por longos segundos antes de de despedirem-se. Camila logo deixou o carro e subiu a pequena escada, sendo encaminhada até a sala costumeira.

Sorriu ao ver a bela psicóloga a sua frente.

- Boa tarde, Camila.

- Boa tarde, Emma.

A morena desejou, sentando-se em uma das poltronas.

- Como foi sua semana?

- Estive com Lauren, então foi menos estressante que o normal. A delegacia anda sobrecarregada, soa como se aquilo não funcionasse sem mim.

A psicóloga calou-se por alguns segundos.

- Soube da morte de Thomas Bouvier? O assassino de Mathew Lee e Dougie Verdoux?

- Claro, a mídia só fala sobre isso atualmente. Suicídio, não é?

- Sim, com o seu cadarço. Você foi a última pessoa a ter contato com ele antes do ato de suicídio. Tem ideia do que pode ter motivado essa ação?

Flashback on

Duas semanas atrás.

Camila observou o chão encardido sendo coberto pelos seus lustrosos saltos Louboutins. A saia social preta lhe cobria até pouco acima do joelho, e a blusa também social azul escura lhe dava um ar ainda mais intimidador, apesar do coque apressadamente mal feito.

Observou as grades enferrujadas e seguiu até a porta feita inteiramente em metal. Bateu duas vezes antes de entrar.

- Boa tarde, Camila.

- Boa tarde, Normani. Como tem ido?

A negra suspirou.

- Bem. Os seus cães vivem para puxar meu saco, aparentemente acham que isso influenciará nos salários que recebem.

Camila riu brevemente.

- Talvez não nos salários.

Normani riu audivelmente.

- Soube das boas novas?

- Quais?

- A transferência de Thomas Bouvier para Detroit.

- Thomas… Thomas Bouvier? O assassino de Dougie?

- Ele.

A morena pareceu pensar.

- Sinceramente não havia tido tempo para me inteirar sobre isso.

- Bom, eu tenho muito tempo livre aqui.

As duas sorriram brevemente antes de Normani adquirir as mesmas feições sérias que lhe eram tão comuns.

- Preciso que faça algo por mim.

Camila ouviu tudo atentamente. Deixou o presídio alguns minutos depois, tendo plena certeza sobre o que fazer.

Flashback off.

- Não faço a mínima ideia.

Lauren observou o fervor dentro da Jauregui's. Selena parecia elétrica atendendo telefonemas, organizando sua agenda e marcando reuniões.

Dinah havia ligado mais cedo, indicando uma amiga de confiança ao cargo de gerente de marketing da nova era da Jauregui's. Tudo parecia ir bem, já que aparentemente ela era renomada e aclamada no campo em que atuava.

- Lauren, a mulher indicada por Dinah está aguardando por você em sua sala.

- Obrigada, Selena. Como vai Ellen?

A latina bufou.

- Vá se foder.

Mandou, vendo a bela mulher soltar uma audível gargalhada antes de entrar em sua sala.

- Lauren Jauregui?

A bela latina questionou, sorrindo. Lauren absolutamente não poderia negar o quanto aquela mulher era linda. Usava um discreto vestido vinho Gucci e um par de saltos que certamente eram Galliano. Possuía os longos e lisos cabelos soltos, e apesar da postura madura, parecia mais jovem do que provavelmente seria.

- Sim, muito prazer. Dinah me indicou você. O cargo tem estado aberto há algum tempo, depois de vários acontecimentos acabei tendo mais rigidez quanto a quem emprego aqui.

- Todo o país ficou sabendo. Foi uma boa decisão mudar o mercado em que atua.

Lauren sorriu.

- Bom, podemos iniciar com você me mostrando um pouco sobre os seus trabalhos, assim podemos conversar sobre o rumo que eu desejo dentro da publicidade da empresa.

A bela latina assentiu, colocando a bolsa sobre a poltrona.

- A propósito, como se chama?

Lauren questionou, vendo-a sorriu.

- Veronica. Veronica Iglesias.

A bela mulher a observou.

- Tenho certeza que se sairá tão bem quanto Selena aqui.

Lauren afirmou, antes das duas sorrirem.

Normani observou o sol sob si. Poder finalmente ter a sensação de andar livremente sem ser observada ou seguida era como voltar a vida, como recuperar o poder a muito tempo adormecido.

Observou Tanya, Beatrice, Hannah e Rafaella esperando por si, e ao ser abraçada, pôde sentir o amor e carinho inéditos por uma vida inteira.

O dia ao lado daquelas pessoas havia feito o bem que precisava naquele dia, mas Normani sabia que sua paz completa ainda necessitava de um item.

A passagem para a Espanha havia sido comprada semanas antes e o seu vôo seria realizado apenas alguns dias depois de sua saída daquele lugar.

A passagem constava apenas a ida, já que a bela negra não planejava por os pés ali em nenhum momento pelo resto de sua vida. Todas as suas lembranças deveriam ser queimadas, e isso era exatamente o que faria.

Observou a antiga e luxuosa igreja em que foi abusada envolta de vegetação. Com a morte de Philip e Ally, não havia mais ninguém disposto a continuar a administração e logo os fiéis migraram para outras instituições. Estava jogada às traças.

A bela negra observou a rua deserta antes de carregar os galões com gasolina e banhar toda a igreja e área em volta dela com o líquido. Poderia entender Matty naquele momento. O cheiro era inebriante.

O avião decolaria em exatos trinta minutos quando Normani jogou o fósforo. De repente, tudo havia virado uma gigantesca fogueira.

A sensação de poder era inexplicável. Era inebriante, torpe, viciante. O fogo refletia em seus olhos. Sorriu, vendo e ouvindo os pequenos estalos de madeira velha sendo consumida pelas chamas.

- Sem igrejas no inferno.


Notas Finais


Chegamos ao fim!

Muito obrigada a todos os leitores que me acompanharam até aqui. Tudo é pra vocês.

Qualquer coisa falem comigo pelo @crystalizwd ou curiouscat.me/crystalizwd.

Boa noite

Xx


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