História Deus Solitário - Capítulo 2


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Shounen, Survival, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esse é o segundo capítulo da história ''Deus Solitário''.

Uma pequena parte do passado de Yukio é revelado.

Capítulo 2 - Passado


     Depois de terminada minha luta contra um formidável inimigo, eu fiz meu caminho de volta.

     Naquele momento, eu morava na cidade de Shizuku — uma pequena e calma cidade que tem como destaque a pesca.

     Se eu andasse mais 30 minutos eu chegaria a área residencial de Shizuku.

     Eu poderia usar minha habilidade de teletransporte para voltar à cidade. Mas eu gostava de andar, sentir a natureza.

     Eu sabia que poderia derrotar qualquer monstro que aparecesse naquele momento, mas o medo que o escuro trazia era difícil de ser suprimido.

     Mas... eu gostava desse sentimento. Eu havia esquecido meus medos primitivos. O sentimento de solidão de quando não tem ninguém para se importar com você.

     Pode parecer estranho um deus, um ser tão poderoso, ter esses sentimentos, mas a verdade é que não passamos de humanos com poderes. Temos as mesmas necessidades, os mesmos sentimentos que eles, mas por sermos tão poderosos pensam que somos desprovidos disso. Bem... isso é o que um deus fraco pensaria, mas, eu, o mais forte de todos, não posso me deixar levar por esses sentimentos.

     Enquanto pensava sobre isso, acabei me lembrando de algumas coisas que eu tinha guardado comigo para vender.

     Acabei decidindo ir para Florus.

     Meu corpo foi engolido por uma luz azul e a floresta desaparecia da minha visão. Uma luz brilhou e logo desapareceu. O teletransporte estava concluído. No lugar de sons de passos na grama, o som de pessoas conversando.

     Quatro longas ruas se conectam com a praça e em cada lado incontáveis lojas. Os deuses se refugiavam em bares e restaurantes depois de um longo dia.

     Enquanto eu estava indo para a loja, alguém atrás de mim, tocou meu ombro.

     ''Yukio.''

     Era uma voz feminina. Não havia muitas deusas que conheciam meu nome. Na verdade, somente uma veio em mente.

     ''Asuka?''

     O pequeno rosto, cercado por um longo cabelo azul, com dois belos olhos. O seu corpo magro era coberto por um uniforme de combate. E em sua cintura uma rapier, por mais que ela possuísse uma, nunca vi usá-la.

     Seu nome era Asuka. Ela era a comandante dos Dez Cavaleiros Sagrados e era responsável pela cura dos membros e estratégia nas batalhas.

     Sua habilidade de cura era única, além disso, era uma ótima estrategista. Não é tão estranho ela ter-se tornado a nossa comandante.

     ''Está fazendo o que aqui?''

     ''Ah... vou ir vender umas coisas.''

     ''Estará ocupado à noite?''

     ''Não.''

     ''Quero que você jante comigo.''

     ''O-O quê?''

     Asuka disse corada.

     ''Não vou repetir!''

     ''Hmm... Ok. Faz tempo que não vou em um encontro.''

     ''N-Não é um encontro! Só preciso conversar com você.''

     ''Aham... Mas onde vamos nos encontrar?''

     ''Já disse que não é um encontro.''

     ''Tá tá. É só pra conversar né, hahaha.''

     ''Pode ser na minha casa. Sem falta!''

     ''Ok.''

     A casa de Asuka era pequena, mas bonita. Pensando bem, eu falei poucas vezes com ela.

     Assim que tomei consciência disso, eu parei em frente a porta de sua casa um pouco tenso.

     ''Com licença.''

     Eu abri a porta lentamente.

     ''Vou me trocar então sinta-se a vontade.''

     Nunca vi uma casa tão arrumada. Me senti desconfortável, provavelmente pelo fato de ser totalmente o contrário da minha casa.

     Asuka logo apareceu, vestindo uma túnica branca e uma saia preta.

     Asuka apenas olhou para mim e disse.

     ''Nunca te vi vestindo outra coisa.''

     Rapidamente eu olhei para minhas roupas, eu estava vestindo uma jaqueta preta, uma calça preta e um par de botas surrados.

     ''Quem sabe no nosso próximo encontro.''

     ''Quem sabe... Então, o que vamos comer?''

     ''O que você acha melhor.''

     ''Que tal um curry?''

     ''Por mim...''

     Logo após a comida ficar pronta Asuka nos serviu. Então comemos a melhor comida que eu já experimentei.

     Depois que limpamos nossos pratos, comecei a olhar o belo rosto de Asuka.

     Com uma pele tão branca quanto a neve, um cabelo tão brilhante quanto as estrelas. Era simplesmente a deusa mais bela que eu já havia visto.

     ''Tá com cara de quem vai se declarar.''

     ''Talvez eu queira.''

     ''Sabemos que isso nunca vai acontecer.''

     ''Por quê?''

     ''Porque nossa relação não é uma das melhores.''

     ''Se isso fosse verdade você não teria me convidado aqui hoje.''

     ''Hmpf... Então os boatos são verdadeiros? Você realmente não é próximo de ninguém?''

     ''Minha própria comandante não sabe disso... O que tem de errado? Afinal sou um deus solitário.''

     ''Deveria fazer amigos.''

     ''Já tenho a equipe, não preciso de mais ninguém.''

     ''Você só se encontra com eles por ser obrigado.''

     Ela não estava errada, mas... eu evito as pessoas para o meu bem e o bem delas. Não que ela fosse entender.

     ''Enfim... obrigado pela comida. Tchau.''

     Assim que me levantei da cadeira, Asuka segurou meu braço e disse.

     ''E-Espera!''

     ''O que foi?''

     ''Quero sair outras vezes com você.''

     ''Por quê?''

     ''Companhia. Não quero que você seja assim para sempre.''

     Aquilo me pegou de surpresa. Nem me lembrava da última vez que alguém tinha dito algo parecido para mim.

     ''O-Ok, agora pode soltar meu braço?''

     ''Não.''

     ''Por quê?''

     ''Eu também quero que você desabafe comigo... Você não tem ninguém e esconde seu sofrimento. Eu sei disso. Já vi esse olhar que você tem e sei que você está sofrendo, então, por favor, desabafe comigo!''

     O olhar de Asuka me deu coragem para superar a dor que eu sentia toda vez que pensava sobre isso.

     Asuka disse enquanto fazia eu me sentar no sofá.

     ''Só deixarei você sair daqui quando me contar tudo... Não deixarei ninguém que é importante para mim, sofrer sozinho.''

     Importante? Depois de tanto tempo, não pensei que alguém me acharia importante novamente.

     As palavras foram apenas saindo, de uma forma que até eu me surpreendi.

     ''... Há muito tempo atrás... Eu conheci um humano... Eu estava ferido quando ele me encontrou.''

     Asuka abriu um pequeno sorriso.

     ''Esse humano se chamava Arthur. Ele era o usuário da espada sagrada Excalibur... O lendário Rei Arthur...''

     Excalibur foi entregue a Arthur por uma fada em um ritual na ilha sagrada, com o juramento que quando fosse rei, traria a paz para o reino dos humanos e protegeria o seu povo de todo o tipo de mal. Excalibur possuía uma bainha sagrada chamada Avalon que ainda que sofresse ferimentos mortais jamais deixaria Arthur morrer.

     Após cuidar de meus ferimentos Arthur foi direto ao ponto e perguntou.

     ''Você é um deus?''

     ''Sim... como você sabe?''

     ''Quando eu recebi a Excalibur, eu também recebi um poder para diferenciar humanos de deuses e demônios.''

     Eu acompanhei Arthur em suas batalhas, viramos grandes amigos e vi um jovem humano se tornar o maior rei que eu vi em toda minha vida. Arthur cumpriu o juramento e trouxe a paz para os humanos.

     ''... Como ele era?''

     ''Era totalmente o oposto de mim, com um grande senso de justiça e liderança. Ele se importava com os outros e sacrificaria sua vida se necessário para salvar outra.''

     ''... O que aconteceu... com ele...?''

     ''Um dia recebemos uma informação de um possível demônio que estava no reino, nós reunimos alguns soldados e fomos ao lugar informado. Ao chegarmos Arthur viu o monstro e disse que aquilo não era um demônio, mas que era muito mais forte...''

     Esse monstro disse algo como.

     ''Os seres desse mundo são tão fracos.''

     Nós ignoramos o comentário e partimos para uma investida.

     Mas quaisquer ataques parecia não surtir efeito, mas em um único golpe, o monstro matou todos os soldados, sobrando apenas eu e o Arthur. Nós aguentamos por um tempo, mas por descuido meu, eu não conseguir desviar de um ataque, então Arthur entrou na minha frente evitando minha morte, mas a Avalon junto com seu corpo foram destruídos.

     A Excalibur naquele momento pareceu ter vida própria e liberou todo o seu poder em direção ao monstro que resistiu por um tempo antes de morrer.

     ''Eu os matei. Por um descuido, por medo. Fui eu quem matei Arthur... e seus soldados...''

     Asuka começou a acariciar meu rosto com suas mãos. Ela aproximou seu rosto do meu e disse.

     ''Você não matou ninguém... Você foi salvo e quem te salvou depositou toda sua confiança em você. Se Arthur te visse agora, estaria decepcionado.''

     Depois de dizer isso, Asuka colocou minha cabeça sobre seu peito e me abraçou.

     Nesse dia eu acabei dormindo na casa de Asuka.

     ''Bom dia, preguiçoso.''

     ''Asuka?!''

     Para a minha surpresa eu estava com a cabeça nas pernas de Asuka e ela estava olhando diretamente para mim.

     ''O que aconteceu?''

     ''Você dormiu.''

     ''Desculpa.''

     ''Não precisa se desculpar.''

     ''Por que eu estava com a cabeça nas suas pernas?''

     ''Eu não conseguia dormir, então decidi ver como você estava.''

     ''Por que não conseguia dormir?''

     ''Você estava tendo um pesadelo, ficava gritando o nome de Arthur e outras duas pessoas, pedindo perdão e para não abandonarem você.''

     Eu já estava tão acostumado com os pesadelos que me esqueci.

     ''Não são pesadelos se eles estão sorrindo para mim, certo?''

     ''Como assim?''

     ''Por mais que eu fique gritando, tudo que eu vejo são eles sorrindo e agradecendo a mim.''

     Eu não posso ser perdoado. Não depois do que eu fiz, então por que eles agradecem a mim? Eu não mereço isso.

     Asuka então me abraçou e disse chorando.

     ''Nunca irei te deixar!''


Notas Finais


Sinceramente, eu já tenho até o capítulo 4 pronto, mas, esse foi o que eu mais me empolguei pra fazer, provavelmente porque eu amo a lenda do Rei Arthur.

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