História Deuses Mecânicos - A Roda da Fortuna (Livro I) - Capítulo 16


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Categorias As Provações de Apolo (The Trials of Apollo), Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Afrodite, Apollo, Ares, Artemis, Atena, Bóreas, Caronte, Dionísio, Éolo, Éris, Eros (Cupid), Febe, Hades, Hefesto, Hera (Juno), Hermes, Íris, Nêmesis, Niké (Nice), Oceano, Perséfone, Personagens Originais, Phobos, Poseidon, Prometeu, Quíron, Tique, Zeus, Zoë Nightshade
Tags 1800, Acampamento Júpiter, Acampamento Meio Sangue, Apa, As provações de apolo, Chb, Deuses, Era Vitoriana, Hdo, Inglaterra, Olimpo, Os Herois Do Olimpo, Percy Jackson, Pjo, Steampunk, Toa
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Palavras 3.066
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shounen, Sobrenatural, Steampunk, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá semideuses lindos do meu coração, postei novo capítulo, sim o segundo nesta semana digamos que as musas me inspiraram muito hoje, rs.
Apreciem este capítulo e abaixem as flechas quando virem um veado (no caso uma corça) com chifres de ouro e cascos de bronze.

Capítulo 16 - As Caçadoras não me deixam matar nada


TINHAMOS SAÍDO BEM CEDO UMA HORA ANTES DE O SOL NASCER.

Eos estava erguendo a carruagem do amanhecer e Apolo vinha em seguida. Sair de Caernarfon e ir para uma floresta era algo que me lembrava do Refúgio e as florestas na região pantanosa de The Fens ou do dia que perseguimos aquela lebre de Boadiceia e caímos no Labirinto.

Não tínhamos encontrado nenhum monstro, apenas boas dríades que acordavam aos primeiros raios de sol e animais silvestres como esquilos e passarinhos. Tínhamos parado para tomar um café da manhã saudável, ou seja, pão da taverna e chá fresco, Earl Grey, claro, pois Earl Grey é o melhor chá da todos e quem discordar vai levar uma flecha no traseiro.

Após nosso café continuamos a andar na floresta, eu já estava com os pés doemos, mas sabia que Liverpool não parecia tão longe assim e nada de mal poderia acontecer no caminho até lá, nós estávamos armados até os dentes, sem nossos galgos metálicos, mas armados como os guerreiros que éramos.

Os altos pinheiros e carvalhos e outras espécies de árvore estavam se tornando laranjas para a chegada do outono. Parecia que o vento oriental, Euro, soprava e trazia sua estação.

Arbustos com frutas silvestres (talvez amoras) ainda estavam verdes em meio àquele laranja outonal. Elas pareciam deliciosas e nada venenosas, eu as queria, mas pareciam boas demais para estarem ali.

Um grande veado passava ali perto dos arbustos, ele parecia ter três metros de altura e era corpulento como um touro. Seus chifres eram brilhantes como galhos de árvores banhados a ouro e seus cascos eram de bronze.

— Uau que veado enorme! — disse olhando o tamanho da criatura que se abaixava delicadamente para comer o arbusto de amoras.

— É uma corça, Hex — disse James.

— Corças não têm chifres, Jem — disse apontando para as belezinhas de catorze quilates no topo da cabeça do veado.

— James está certo, aquilo é uma corça — Anson disse analisando o cervídeo com os olhos heterocromáticos. — e não é qualquer corça, deve ser mágica, eu me lembro de que na mitologia havia uma corça mágica com chifres de ouro, só não lembro onde.

— Também não me lembro — disse James com a mão no queixo. — Mas se bem me lembro as corças são o animal sagrado de Ártemis, acho melhor a gente nem mexer com esta.

— A deusa deve ter milhões de veados iguais a este, um só não fará falta — disse preparando minha balestra com uma flecha quando eu preparava para apontar para o grande veado com chifres de ouro catorze quilates, milhares de vultos prateados saíram das árvores e dos arbustos.

Os vultos eram mulheres entre nove e dezenove anos, todas armadas com arcos apontados para mim.

A que parecia será líder delas, uma garota de cabelos negros como azeviche e de olhos azuis escuros como uma veia tinha o arco apontado para o meu pescoço.

— Então quer dizer que um homem inescrupuloso ousa caçar a Corça da Cerineia, o animal sagrado da deusa Ártemis, hã? — disse ela. — Abaixe a balestra, homem, abaixe-a e eu não o matarei.

E eu o fiz, aquela garota me dava medo, mais medo que Rhiannon, a centuriã ou mais medo que Verity Summers, ela parecia ter coisas que piores que maldições como a que aquela ruiva havia posto em mim.

— Diga-me quem você é, homem? — disse ela ríspida como uma lixa, a palavra homem era cuspida da boca dela como se fosse um palavrão.

— Hector Crawford, sou filho de Tique, e eu juro, eu não queria matar o veado — disse tremendo de medo e vendo James e Anson atrás daquela multidão de mulheres em vestes prateadas.

— Corça — ela me corrigiu. — Mas não foi você que disse que “A deusa deve ter milhões de veados iguais a este, um só não fará falta”, não foi, Crawford?

— Foi sim, senhora — um nó górdio formava-se na minha garganta. — Eu não sabia que este veado, digo, corça, era a Corça da Cerineia, aliás, o que é a Corça da Cerineia?

A garota bufou.

— Hemiteia, explique para ele — disse ela com desdém. — Você é a mais paciente de nós, então explique para este semideus estúpido o que é a Corça da Cerineia.

— Sim senhora Ifigênia — disse uma garota bronzeada de cabelos negros presos numa trança. — A Corça da Cerineia é uma corça mágica com chifres de ouro e cascos de bronze sagrada à nossa senhora, a deusa Ártemis. Uma vez o herói Herácles em um de seus trabalhos tentou capturar a corça e a flechou — explicou Hemiteia que deu um leve pigarro e continuou. — Isso provocou a ira de Ártemis, mas Herácles prometeu que não estava tentando matar a corça e sim levar à seu primo, o alto-rei de Micenas para mostrar que concluiu o serviço e depois ele liberou a corça na natureza.

— Brilhante, Hemiteia, brilhante — Ifigênia sorriu. — Uma flecha naquela corça, Crawford, e você enfrentaria a ira da deusa da caça e você não quer isso, certo?

— Não, Ifigênia — disse.

— Me chame de senhora Ifigênia — disse ríspida. — Zoë me pôs em comando enquanto saiu para caçar sozinha um velho inimigo nosso, o gigante Órion — ao mencionar o nome do gigante, muitas das garotas tremeram. — e a deusa Ártemis está no norte caçando um monstro, portanto eu estou liderando as caçadoras. Eu não sou como Zoë Doce-Amarga que lhe daria uma flechada sem pensar ou Ártemis que te transformaria numa lebre e te caçaria. Eu estou sendo misericordiosa — ela olhou para Anson e James ao fundo. — irei deixá-lo ir, mas primeiro, diga-me quais são suas intenções, caro rapaz?

Por que todos queriam saber minhas intenções? Eu só queria concluir esta profecia maldita e recuperar a roda da minha mãe. Disse para Ifigênia sobre minhas intenções e sobre a profecia a qual recitei para ela, Anson e James me ajudaram a dizer pelo que passamos, desde Boadiceia aos romanos e tudo isso em menos de quatro dias e que tínhamos até o fim do mês para concluir tal profecia e missão.

— Entendo... — disse Ifigênia coçando o queixo. — Eu poderia ajudá-los, mas muitas aqui não se sentem tão agradáveis perto de homens, entende? — eu concordei com a cabeça. — E temos coisas a fazer, temos um dragão a caçar, a menos que nos ajudem a achar o dragão que percorre esta floresta ajudaremos vocês três a chegar a Liverpool antes dos primeiros raios de sol.

— Um dragão? — perguntei. — Bem, eu posso ajudar, mas...

— Mas o quê? — rosnou uma garota semelhante à Hemiteia.

— Cale a boca, Parteno, estou a fim de ver o que ele tem a propor — Ifigênia sorriu sádica. — Qual o acordo, semideus?

— Bem, te ajudaremos a caçar o dragão que querem tanto, vocês nos levam até Liverpool e não nos esbarramos, fechado?

— Fechado — ela sorriu e apertou minha mão forte que eu ouvi meus ossos estalarem. — Caso quebre este acordo, lhe matarei como minha mãe Clitemnestra matou meu arrogante pai Agamenon.

O nó górdio em minha garganta apertou-se mais e eu fui ao encontro de Anson e James passando por entre as caçadoras que me olhavam com desdém e os puxei para conversar.

— Hex, em que enrascada você se meteu — sussurrou James. — Elas irão te matar se você não ajudar a encontrar este dragão.

— Eu sei, garoto codorna — sussurrei.

— Qual é o plano? — perguntou Anson.

— Irei perguntar a elas como é o tal dragão e onde ele está e direi se elas tem uma rede, aí tentarei montar uma armadilha e pegar o dragão — resumi o plano que na minha cabeça estava perfeito e sem falhas.

— Estão conversando sobre o quê? — gritou Ifigênia ao longe próxima da corça que se curvava para receber carinho da caçadora.

— Nada, só sobre o plano — gritei de volta e ela bufou.

— Sipriotes, Parteno e Hemiteia! — disse ela e três garotas deram um passo a frente. — Quero que vocês ajudem estes homens a capturar o tal dragão, eu e as outras iremos arrumar o acampamento perto da clareira a oeste, entendido?

— Sim, senhora! — e as três fizeram continência para Ifigênia que montou no lombo da corça de chifres áureos e as outras caçadoras junto de Ifigênia se dispersaram floresta adentro.

As três caçadoras com aljavas nas costas e facas de caça no cinto e em roupas masculinas  vieram em nossa direção, Hemiteia foi na frente com seu olhar calmo e quase materno e um sorriso alegre no rosto, diferente da expressão da irmã que nos olhava com desdém e de Sipriotes que girava um cacho de cabelo em volta dos dedos e nos analisava como um predador analisa a caça.

— Então, como pretendem pegar o dragão? — perguntou Hemiteia com delicadeza.

— Vocês tem uma rede, certo? — perguntei.

— Não responda, Mol — disse Parteno ríspida olhando para mim.

— Mol? — perguntou James. — Pensei que o nome dela fosse Hemiteia

— E é, Mol é apelido do meu nome de nascença — respondeu Hemiteia. — Molpádia. É uma longa história, mas se quiser eu conto, mas primeiro eu quero saber para quê querem a rede?

Contei a elas o plano e Sipriotes riu de nós.

— Deuses, uma rede não seria páreo para o dragão — disse ela risonha. — Teria de ser uma rede bem grande, se Britomártis estivesse cá, ela poderia tecer uma rede enorme!

— E temos uma rede grande, Sip — acotovelou Parteno. — Mesmo mulher e ainda burra como um homem — e ela revirou os olhos.

— Hã? — Anson olhou para Sipriotes em dúvida. — Como isso já foi um homem?

— Digamos que acidentalmente eu vi Ártemis nua — disse Sipriotes. — E eu clamei pela misericórdia dela e ela me fez escolher entre mudar o meu sexo ou morrer e sabem qual foi minha escolha, certo? — ela riu. — Acho que foi uma escolha boa para mim, eu nunca fui másculo quando eu era um homem. — e ela riu de novo.

Parteno revirou os olhos para Sipriotes.

— Legal — disse olhando um pouco cabisbaixo e imaginando como seria ser transformado em mulher sob ameaça de morte de uma deusa.

— Eu vou pegar a rede que Britomártis havia deixado da última vez e armaremos a armadilha para o dragão — disse Parteno. — Sipriotes, venha, me ajude, creio que Sophia está com a rede.

E as duas sumiram em meio ao mato para buscar a rede de caça. Hemiteia, ou Molpádia, ou sei lá quem, olhava seu reflexo numa das facas de prata e em seguida as guardou na bainha. Ela deu um leve suspiro e olhou para o céu matutino, deveriam ser quase oito da manhã.

— Molpádia — chamei-a e ela olhou para mim com um olhar estranho. — Como se tornou caçadora?

— Por favor, poderia não mencionar meu nome de batismo — disse ela. — Eu o abandonei quando Apolo salvou a mim e a minha irmã em Naxos da fúria de meu pai, Estáfilo.

— Apolo? — indagou Anson.

— Sim, ele estava de visita a minha irmã Reo no dia — disse ela um pouco cabisbaixa. — Minha irmã e eu sem querer quebramos uma das ânforas de vinho favoritas do meu pai numa brincadeira e com raiva ele nos perseguiu pelo palácio em direção aos penhascos. Apolo salvou a mim e minha irmã de tentarmos suicídio nos transformando em deusas menores.

— Deusas menores? — perguntou Anson. — Então quer dizer que você e Parteno tinham poderes e imortalidade?

— Sim e não — disse ela. — Assim que viramos deusas deixamos tudo para trás nos unindo a Ártemis, ainda somos imortais, mas podemos morrer em batalha ou em caso de nos apaixonarmos.

— Eu acho que entendi — disse James. — Como é ser caçadora? Tipo ser jovem e imortal, caçar monstros e tudo mais?

— É interessante — sorriu ela. — Uma vez nas Ilhas Hébridas Exteriores que caçamos um texugo do tamanho de um urso e teve uma vez quando estávamos nos Pireneus que matamos uma serpente alada que cuspia veneno. Deveriam ter visto como Ifigênia ficou feliz naquele dia em decepar a cabeça da criatura.

Eu ri, imaginei Ifigênia arrancando a cabeça da tal cobra voadora como um gato arrancando a cabeça de um camundongo com os dentes.

Em poucos minutos Sipriotes e Parteno tinham uma rede imensa em mãos. Era uma rede com pesos daquelas que se usam para caçar animais grandes como ursos ou no nosso caso dragões.

Fomos até uma área aberta no meio da floresta e colocamos grama, folhas e galhos sobre a rede e um grande pedaço de carne, uma leitoa assada do tamanho de Anson com uma maçã vermelha como um rubi na boca e molho por cima, aquilo sim atrairia o dragão.

Nós nos escondemos atrás de uma moita e ficamos observando por horas, talvez por três ou mais. A leitoa ainda fumegava como se estivesse quente, não sabia como, mas fosse cozinhada com magia, que seja, eu queria poder avançar logo nesta missão e ir para Liverpool.

Um rugido ecoou pela floresta.

ROAAARRR!!!

Uma figura do tamanho de um cavalo se erguia do meio do mato, era o dragão. Bem, se vocês já viram dragões já sabem como são, certo? Não, erradíssimo, esse era diferente.

Era do tamanho de um cavalo como eu havia dito, era de um verde escuro como as agulhas dos pinheiros, seu corpo era esguio e quase serpentino. Sua cabeça tinha chifres negros como o cabelo de Ifigênia, seus olhos eram rosas e seu focinho era estreito como o de um crocodilo.

Suas asas eram curtas demais para voar e suas patas de trás eram musculosas e as da frente parecia propícias para rasgar a carne de algo como visto no sangue nelas e na boca ensangüentada babando.

O grande réptil andou até a leitoa, parecia não enxergar bem, ele apenas farejava o chão e ao passo que ele pisava na rede e devorava a leitoa assada, Parteno disse algo e a rede se ativou e prendeu o dragão que tentou se debater, roer e arranhar para sair dali, mas não adiantava a rede parecia ser feita de material resistente.

Eu peguei minha faca, a qual o pretor havia me dado e olhei para a lâmina e como um guerreiro vicioso avancei na clareira e fui em direção ao dragão para matá-lo, porém algo explodiu perto de mim, parecia uma flecha explosiva como as que eu tinha.

Olhei para trás e vi Sipriotes e Hemiteia atirando flechas explosivas. Parteno me olhou brava e foi em minha direção e com a mão aberta me deu um tapa na testa.

— Você é burro por acaso?

— Não, eu pensei que íamos...

Sipriotes deu um breve riso.

— Não íamos matar o dragão, bobão.

James e Anson olharam para elas incrédulas assim como eu e Anson se pronunciou:

— Então para quê capturaram o dragão se não iam matá-lo?

— Iríamos realocá-lo — disse Hemiteia. — Dragões desta espécie não vivem na região, essa garota aqui deve ter se perdido do bando enquanto voava para Snowdon, mas pelo visto ela tem as asas atrofiadas demais para voar.

— Todo esse trabalho para pegar um dragão apenas para realocá-lo? — disse irado.

— Pensei que fossem caçadoras — James olhou curioso para o dragão na rede.

— E somos, mas apenas caçamos monstros que ameaçam os mortais — respondeu Sipriotes brincando com uma mecha de seu cabelo. — Esta daqui é muito jovem para causar qualquer problema, nem fogo sabe cuspir direito, deve estar passando pela puberdade dracônica.

Ótimo, além de termos capturado um dragão de asas atrofiadas, tínhamos pegado um dragão fêmea adolescente que nem fogo sabia cuspir direito. Parabéns para eu, um grande idiota.

Guardei a faca na bainha e a pus no cinto e olhei para a nossa amiga dragão.

— Eu poderia construir próteses de bronze para ela voar, mas eu não tenho folhas de bronze celestial comigo — James analisou as curtas asas da dragão e pegou de sua bolsa mágica uma caneta e um bloco de papel e começou a rascunhar algo.

— É inventor? — indagou Hemiteia. — Acho inventores tão cativantes, se eu fosse mortal e pudesse voltar atrás me casaria com a filha do ferreiro em segredo e fugiria para uma ilha distante de Naxos com ela.

Parteno a acotovelou e Sipriotes riu.

— Emmie! — ela deu um breve pigarro.

— Bem, vou avisar Ifigênia que capturamos a dragão — disse Sipriotes indo em direção ao mato. — Pelo visto não é hoje que serão mortos pela filha de Agamenon.

E ficamos ali olhando a dragão enquanto James desenhava algo em seu caderninho, talvez próteses de bronze celestial para ela.

— Qual é a de Ifigênia? — perguntei olhando Parteno séria numa expressão semelhante a dela.

— Hã? Ah, Ifigênia é daquele jeito desde que o pai dela a enganou dizendo que Aquiles queria se casar com ela — explicou Parteno. — Mas na verdade, era por que um vidente charlatão disse que só o sacrifício de Ifigênia a Ártemis traria bons ventos para os portos gregos para eles poderem navegar para Troia e lutar na guerra.

— Quando iam levar Ifigênia para a pira sacrifical, Ártemis trocou ela no último instante por um cervo e levou Ifigênia para Táurida, onde ela se tornou sacerdotisa — explicou Hemiteia ajeitando a trança. — Agamenon não era um poço de inteligência e ainda foi acreditar nas previsões de um vidente charlatão. Foi Agamenon que ofendeu Ártemis por que Ifigênia que sofreu? Se eu estivesse lá eu mataria aquele homem imundo!

— Ainda bem que foi a rainha Clitemnestra que o matou — disse Parteno.

Eu fiquei lá só olhando-as conversar enquanto das moitas a grande Corça da Cerineia se erguia com Ifigênia em seu lombo. Os cabelos da caçadora sacudiam ao vento e seus olhos azuis pareciam mais intimidadores.

— Vejo que capturou o dragão, meio-sangue — ela sorriu e olhou para a corça. — Agora a minha parte do trato, a corça irá te levar até os limites de Liverpool lá você encontrará o que procura, aliás, uma pessoa em especial, uma semideusa que poderá ser útil depois que interpretei sua profecia.

— Okay, mais alguma coisa? — perguntei.

— Meça suas palavras com esta garota em particular, ela te picaria em menos de dois segundos — disse ela sorrindo como se isso fosse divertido. — O nome dela é Helen, cabelos loiros, olhos claros e tesouras mortais, então melhor tomar cuidado com esta. Agora vá vocês e seus amigos, melhor montarem na corça e sequer pensem em matá-la, entendido?

— Sim, senhora! — fiz uma continência olhando irônico para ela e fui em direção a corça.

Anson foi o primeiro a subir, a corça parecia gostar dele, eu fui atrás e depois James que entregara uma folha de seu caderninho para Hemiteia dizendo sobre fazerem asas de bronze para a dragão.

E a corça correu veloz como um raio e tudo ao redor sumiu num borrão verde e prateado.


Notas Finais


Um capítulo de transição, e aí o que acharam?
Bem, eu achei razoável, só um capítulo de transição e reapresentação da nossa amada Emmie (que vemos em A Profecia Sombria), sua irmã Parteno, Sipriotes (que foi nos apresentada em Deuses Gregos) e Ifigênia. Talvez veremos elas no futuro agora temos que procurar a misteriosa Helen em Liverpool, que intrigante, não?


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