História Devil - Capítulo 32


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Palavras 1.910
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, FemmeSlash, Ficção, Hentai, Orange, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi.

Capítulo 32 - Trinta e dois - Lucy


Meu peito doía.

Tudo doía. Minha alma, meu corpo. E foi somente saber da morte da Devil que fiquei assim. Olhando-a sem expressões, naquela cama, parecia que dormia tranquilamente.

Eu não havia chorado, mas fiquei... Acho que isso é tristeza. Lana também ficou mal, e até percebi que os proxies tinham ficado um pouco deprimidos. Só que ninguém estava realmente triste.

Não como eu, ou Alice, que aliás está bem mal. Ela brigou com o Slenderman, vivia brigando com ele, na verdade. E estava ficando descuidada e deixando corpos demais para trás.

Depois de dois meses com isso tudo, hormônios a flor da pele, choros e tristeza ela parou de exaltar e descontar nas pessoas e sempre ficava parada sentada naquele balanço olhando o nada.

Percebi até que ela emagreceu um pouco. Ela “acertou” as coisas entre Slender, tem vezes que noto que ela está irritada por mais uma briga. Não me atrevo a perguntar, nunca tive essa intimidade.

E sobre mim, bom, fiquei meio afastada dos meus parceiros sexuais. Acho que não consigo pensar em nada que não seja sobre o que Lúcifer está fazendo com ela.

Ele me proibiu de entrar lá, e nem precisou de mágica, já que esse filho da mãe tem grande poder sobre minhas ações. Ele me controla.

Lúcifer me fez mentir sobre ele para a Em, deixando-a pensar sobre como ele era a vítima, sendo que ele sempre foi o vilão. Sinceramente, nunca entenderei os motivos dele – e talvez eu nem queira.

Voltando à morte da minha amiga: bem, na primeira semana todos os creepypastas falavam sobre a morte dela e até xingavam Zalgo pela merda que fez, eles não sabem da história toda é claro, acho que nem da história sabem; dois meses depois Alice parou com a loucura, e completando quatro meses agora ninguém mais lembra dela.

Conversei com Zalgo, sobre tudo, e ele me confiou algumas coisas inacreditáveis. Como sobre ficar surpreso por ter matado a mulher que carregava seu filho, provavelmente a criatura mais forte do universo.

Ele escondia tudo o que sentia, e mentiu sobre estar pensando apenas no governo do Inferno, só que eu vi em seus olhos que não, ele estava tão preocupado com o que Lúci estava fazendo com a Devil quanto eu. Ou até mais.

E eu. Eu venho aqui no quarto todo domingo, checar se não há nada errado. Eu não posso fazer nada, de qualquer maneira. Talvez eu deva esquecer isso, deixar o tempo passar e esperar.

– E se ela nunca acordar, Lucille? Se Lúcifer nunca deixá-la sair? – Zalgo pergunta olhando-a.

– Zalgo, Lúci não deixa que eu fale sobre isso, mas quando a hora chegar... – As palavras morreram na minha língua, não consigo dizer.

– Por que o maldito pai dele não o mata logo? Tudo seria tão menos complicado: Lúcifer morre, eu governo o Inferno.

– Esqueceu da parte em que a Devil vive. – Massageio a ponte do nariz.

– Mas isso é irrelevante para mim, querida irmã. – Paro e o olho. Como pode ser tão cara de pau de mentir assim? Como se ele não ligasse.

– Não parecia quando conversei com você. – Levanto-me para sair. Não devo provocar uma briga com um babaca feito esse.

– A Devil está diretamente ligada ao Inferno, ao governo dele e a Lúcifer, e isso diz respeito a mim. Nada mais, nada menos. 

– Claro, esqueci que apenas duas pessoas, eu e Alice, nos importamos com ela. Você foi uma parte da vida dela que quando a mesma acordar vai preferir nem lembrar.

Saio do quarto com o teleporte. Não estou com paciência para aguentar as merdas de Zalgo.

Apareço no quarto dos proxies, dando de cara com uma cena gay. Brian sentado em cima do colo de Timothy, os dois estavam no meio de um beijo quente. Notei que presenciaria um lemon quando Tim começou a tirar a camisa do proxy em cima de si, beijando do seu abdômen até chegar no pescoço.

E que abdômen.

Era uma cena muito linda, e infelizmente tive que dar privacidade aos dois. Sumi dali, Lana definitivamente não estava no quarto.

Minha segunda opção foi o quarto do Laughing Jack. Ouvi o chuveiro do banheiro ligado e entrei sem bater.

– Jack, você viu a Lana? Ah, ela tá com você. – Observei os dois agarrados no banho.

– O que você quer? – Pergunta-me com calma, com um tênue sorriso.

– Não era algo muito importante. Só queria companhia. – Dou de ombros. L.J. sorri como uma criança e se aproxima de mim, sinto algumas gotas me molharem o rosto por conta do beijo que recebo.

Sua mão molhada tira meu vestido com incrível facilidade. Ele a desce para minha cintura e puxa meu corpo para perto do seu, fazendo com que a água do chuveiro me molhasse por completo.

*

Me sentei no balanço pensando na vida. Tudo isso é tão... Deprimente. Sem a Devil a monotonia domina todos os ares de qualquer recinto.

LÚCIFER. – Chamo-o em minha mente, não houve resposta.

Provavelmente o arcanjo irá me ignorar por um bom tempo.

Estava de noite, e eu estava só até Alice sair e se sentar do meu lado sem nem ao menos olhar-me.

Ela estava realmente tentando superar. Alice estava perdendo as esperanças e, aos poucos, lutando para deixar as memórias serem apenas memórias de um ótimo tempo. Ela estava deixando de visitar a melhor amiga, e ao mesmo tempo que tenta se impedir de esquecê-la, de deixá-la apenas nas suas melhores lembranças, ela trava uma batalha contra esse sentimento. Posso ver de alguma forma que sua esperança se esvai a cada dia que passa e a Devil não abre os olhos.

Tenho medo que isso esteja acontecendo comigo, que não seja perceptível e que minha máscara de indiferença esteja mascarando meus sentimentos de mim mesma.

De certa forma, a culpa é minha. A culpa sempre fora minha desde o momento em que entrei na cabeça da Devil e acompanhei sua vida a partir dos quatro anos.

Lúcifer me usava para que eu a usasse, e isso estava doendo... Era uma dor angustiante. Sinto-me estúpida por não poder fazer nada.

Não. Eu estava fazendo alguma coisa. Estive todo esse tempo fazendo tudo isso para poder me libertar, para poder viver com minha família.

Família.

O que eu sei sobre família? O que posso dizer sobre família ser nem mesmo pude ter uma decentemente. Eu cresci em meio aos meus irmãos idiotas, um pai que achava que era dono da razão e uma mãe que o traía.

Me apaixonei, engravidei no pior momento possível: quando uma praga se alastrava pelo mundo. Fiz um trato com o próprio Lúcifer prometendo minha alma em troca da proteção dos meus filhos.

Eu nem ao menos pude viver com eles pois estava sendo torturada.

O que eu sei sobre família é muito pouco para poder ter uma.

– Lucy? – Alice me chamou. Ignorei-a.

Enganei a Devil por puro egoísmo, menti e manipulei. A fiz sofrer. Porém sempre usava a desculpa que era Lúcifer que estava me obrigando.

Eu sou tão egoísta. Tão hipócrita.

Poderia ter negado, poderia ter tentado me soltar da ligação, só que parecia ser tão mais fácil deixar ele me controlar, deixar que ele mandasse e eu o culpasse por tudo porque sou muito covarde para admitir que quis trapacear, que cortei a fila.

E mesmo que começasse a me importar com ela continuei manipulando, mentindo e engando minha amiga.

Essa dor não passa.

Então é essa a sensação de remorso? Uma dor angustiante no peito, como se estivesse sendo constantemente arranhado por garras invisíveis.

Estou me afogando.

Por que ela se importaria comigo, não é? Ela nem me conhece. Descendente estúpida. Você nunca valeu a pena mesmo.

Vou me entregar para que Lúci tire minha vida, então esse sentimento passará, não vai doer mais.

E mesmo que minha única descendente me conhecesse me repudiaria, pois sou um demônio. Ela não é minha família. Eu não tenho uma.

Não.

Minha família sempre foi Emma Hildegard, a garota irritante e idiota que sonhava em ficar presa em um supermercado. A mulher séria que era egoísta porque se importava.

O anticristo que ao invés de ficar ao lado do pai morreu só para poder matá-lo.

A Devil é minha família. E isso que estou sentindo é um misto...

– Lucy! Lucy!

Um misto de emoções em colapso, batendo uma na outra, brigando dentro de mim.

– Lucy, por favor!

Isso é um misto de solidão, remorso, angústia e amor. E dói por tudo que sinto. Eu estive ao seu lado em todos – ou quase – momentos de sua vida. Eu a criei.

E dói tanto assim porque eu... Eu a amo.

– Lucille!

A amo como se fosse minha própria filha.

Ganho um tapa na cara e olho para a ruiva que o distribuiu. Me dou conta de que estou no chão de joelhos, meus olhos ardem e sinto que água desce deles. Eu estou chorando?

Passo as mãos no cabelo e junto todo o meu fôlego. Um grito ecoa por toda a floresta. Meu choro é alto e eu engasgo com ele.

– O que eu faço? O que eu faço? – Alice se perguntava desesperada. Não sei se foi impulso ou confiança nela, mas eu pulei em seus braços e chorei em seu colo.

*

Não sei o que faço aqui, mas é o local menos vergonhoso depois do que aconteceu entre eu e Alice. Ela ficou apática, sem reação.

Então, covarde como sou, fugi de tudo. Irei fazer o que eu devia ter feito antes.

A minha linhagem era para ter terminado nos meus filhos, ela não iria continuar por causa da praga. Era para estarmos todos mortos.

Bom, tecnicamente, eu estou. Mas não Nicole Richmann, ela está em Londres cursando direito numa faculdade cara. Ela é mimada, irritante e só está nesse ramo por causa dos pais, que são dois velhos.

Ela namora um menino riquinho, mimado, arrogante e idiota. Um Joffrey da vida. Assista ou leia Game of Thrones.

Estou em seu quarto em forma “invisível”, ela está fazendo um boquete no professor para poder tirar uma nota boa. Ele gozou na cara dela e saiu.

Ela se limpou e ficou encarando o teto.

– O que eu tô fazendo? – Se perguntou com uma voz de decepção.

– Está se humilhando fazendo boquetes broxantes e está sendo antiética. Ah, e está manchando o nome da sua família. – Ela se levantou assustada.

– Quem é você?

– Eu sou sua assassina, bobinha! – Sorri para ela, mostrando-me. Obviamente tenho uma forma demoníaca, e e assustadora.

Nicole grita e tenta fugir, idiota. Ela corre em direção à porta, apareço em sua frente fazendo-a se esbarrar em mim.

– Me deixa em paz! – A garota tenta jogar alguma coisa em mim, sua expressão era de desdém. Idiota, idiota!

Não tenho paciência para tortura, independente de ser física ou psicológica. A joguei pela janela e deixei aberta para parecer que foi suicídio. Saí dali com o teleporte, indo à casa dos pais da menina e matando o pai dela apenas, que era meu descendente também, quase havia me esquecido dele.

Eu realmente precisava disso. Precisava acabar com minha linhagem.

Entrei na mansão olhando tudo atentamente, feito uma retardada. Me deparo com Lana me olhando estranho.

– Caralho, onde você tava? Eu e o Jack te procuramos por toda a casa. – Ela sorriu maliciosamente para mim, encostando os lábios nos meus, não correspondi e me afastei.

– Não terá mais ménage, terá você e L.J. – Falo e vou para o quarto da Devil, me trancando lá.


Notas Finais


Bom, esse foi o último cap narrado pela Lucy. Depoia disso um salto no tempo vai acontecer.

E sim, o próximo vai demorar.

Espero que tenham gostado.


Bjão

Ah, e feliz dia das crianças!


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